Algumas marcas já divulgaram as roupas que os tenistas vestirão em Roland Garros e a julgar pelo exibido pela Nike e adidas, teremos um “French Open” bem colorido. Daqui a 10 dias vamos ver como os tenistas deixarão a sua marca na terra em Paris.
Cada tenista vai aparecer usando uniformes de cores diferentes. Nadal vai de vermelho, Federer, de cinza, Tsonga, de verde, Serena, de verde água, Wozniacki, de amarelo, Azarenka, de salmão, Sharapova de verde musgo com cinza, Li, de pink…
Isso que não vimos ainda o que a Lacoste, que a cada dia do Grand Slam francês, fornece uma polo de cor diferente aos juízes, apresentará.
Um dia após vencer o Mutua Madrid Open, na Espanha, derrotando a número um do mundo Victoria Azarenka, na final, por 6/1 6/3, Serena Williams ganha espaço no mundo fashion também, aparecendo na capa da VOGUE dos Estados Unidos, fotografada por Annie Leibovitz.
Serena estampa a capa do “Team USA – Time Estados Unidos, as Esperanças Americanas Olímpicas”, ao lado do nadador Ryan Lochte e da jogadora de futebol Hope Solo.
Dentro da revista, outros americanos olímpicos do tênis também são destaque: os Irmãos Bob e Mike Bryan, medalhistas em Beijing, aparecem em meio a modelos e falando que apesar dos inúmeros trofeus de Grand Slam que conquistaram, o que todos querem ver quando recebem visita, são as medalhas da China.
Ano olímpico - e com Olimpíadas em Londres - é sempre uma excelente oportunidade para aparições extra quadra e com Serena Williams, ícone do esporte americano, essa exposição aumenta ainda mais.
Há algumas semanas escrevi fazendo um alerta sobre o estado do tênis profissional brasileiro, apontando para o fato de que apenas os mais experientes estavam tendo algum resultado expressivo nos torneios Challengers disputados no Brasil, quase nenhum jogando os qualifyings dos ATPs na Europa, em plena temporada de saibro e que tínhamos apenas um tenista com menos de 20 anos entre os top 10 brasileiros. Eis que este gaúcho, de 19 anos, conquistou neste fim-de-semana o seu primeiro título de torneio Challenger.
Guilherme Clezar ergueu o trofeu do I Algar Telecom Rio Quente Resorts Challenger, derrotando na final o chileno Paul Capdeville, por 76(4) 63, depois de ter vencido na primeira rodada, Fabiano de Paula, o ex-top 50 Ricardo Mello, o também juvenil Bruno Sant’Anna, outro ex-top 100 Thiago Alves e por fim o experiente chileno.
Depois de uma série de torneios Challengers realizados no Brasil, este foi o primeiro sinal de uma nova geração que está trabalhando e com capacidade de assumir uma lacuna cada vez mais aparente no tênis nacional. E não estamos falando de assumir um lugar de Guga – longe disso – ou até mesmo de Bellucci que já está lá na frente. Falamos de um tenista entre os top 100, top 80 consistente, já que os que costumam ocupar estes lugares, como Mello, Alves, Rogério Dutra Silva, estão mais para o fim do que para o começo da carreira.
Clezar é treinado por João Zwetsch e teve uma carreira juvenil com alguns resultados interessantes, correndo lado a lado com Tiago Fernandes, campeão do Australian Open e que também esteve no Rio Quente, alcançando as oitavas-de-final. Clezar não ganhou um Grand Slam juvenil como Fernandes, mas foi vice-campeão de duplas de Roland Garros e chegou às quartas e semi de alguns dos maiores torneios da categoria, na Europa.
Desde o início do ano vem disputando apenas torneios Challengers (jogou um torneio Future) e até jogou o qualifying do Australian Open. Perdeu diversas vezes na primeira rodada, até que finalmente o trabalho dos últimos meses de competir contra tenistas mais experientes e continuar treinando duro, deu resultado. Ganhou o primeiro Challenger e vai subindo no ranking. Atual 284º deve aparecer bem mais adiante na semana que vem. Tomara que os outros tenistas da mesma idade dele se inspirem no seu resultado.
Serena Williams foi ao programa de entrevistas da CNN, do Piers Morgan, o inglês que entrou no lugar do insubstituível Larry King. Ou melhor, Piers Morgan foi até Serena Williams.
A entrevista que foi ao ar no dia 04 de maio, nos Estados Unidos, foi gravada dentro de uma quadra coberta em Nova York. Assisti através dos vídeos disponibilizados pela CNN e dá para ouvir o eco de ambas as vozes devido à gravação ter sido feita numa quadra indoor. Mas, o fato é que a entrevista é interessante e Morgan pergunta abertamente a Serena sobre suas relações amorosas. “Como uma mulher como você, aos 30 anos está solteira?”
Serena responde: “não sei, talvez seja a minha carreira, ou decisões erradas, mas com certeza é muito mais difícil superar isto – separação recente que a levou a colocar uma mensagem no twitter dizendo que nunca mais queria sair com um homem – do que a minha cirurgia e o embolismo pulmonar.”
Serena fala também da relação com Venus, da rivalidade entre elas… Enfim, sempre muito bom ver os tenistas nos grandes programas de entrevistas do mundo.
Pode ser que o saibro azul não seja bom mesmo para jogar, ou pode ser que com o tempo todos se adaptem e outros torneios comecem a mudar a cor do saibro, num futuro mais distante. Mas, independente de ser bom ou não, Ion Tiriac, o “ex-tenista, dono do Mutua Madrilenã Open,” é um gênio do marketing.
É só o que todo mundo no tênis fala nos últimos dias, o saibro azul da “Caja Magica.”
Foi o mesmo quando o inovador romeno, dono de bancos no seu país (foi um dos primeiros a oferecer crédito no período pós-comunismo com o UniCredit Tiriac Bank), introduziu as modelos pegadoras de bola no evento. Ele sabe perfeitamente como criar o buzz e se cerca do bom e do melhor para fazer com que tudo isso aconteça.
Rafael Nadal não está satisfeito. O torneio nunca foi dos seus favoritos – é um torneio novo no calendário que tomou o lugar do rebaixado Hamburgo, é jogado na altitude, muito custosa para o jogo dele –, ele acha que colocar o saibro azul tira a tradição do esporte e que a quadra está escorregadia e ainda atrapalha a cor da quadra e dos banners publicitários serem iguais, deixando o tenista um pouco enjoado. Mas, afirmou tudo isso dizendo que são as impressões de apenas um treino.
Todos os tenistas que perderem cedo no torneio vão dizer que é culpa do saibro e vai demorar para se acostumarem.
Um dos principais motivos que originou a mudança, além da jogada incrível de marketing para o torneio e para o patrocinador que usa o mesmo azul da quadra na sua marca, foi a visibilidade melhor na televisão. Muitas vezes não conseguimos enxergar bem a bolinha numa quadra de saibro laranja. Com o azul, Segundo testes, dá para ver bem melhor.
Para tentar fazer o melhor saibro azul possível, Tiriac foi buscar o mestre das quadras em Roland Garros, Gaston Galoup, há 20 anos responsável pela manutenção das quadras do Grand Slam francês para que ele ficasse responsável pela missão. Ele participou do processo de extração do pó de argila branco, que depois foi transformado em azul através de um corante e colocado na quadra em algumas camadas.
Quando comecei a ouvir sobre o saibro azul lembrei de quando há uns 10 anos – ou mais – a ATP, ainda na época da parceria com a ISL resolveu mudar todas as quadras rápidas dos Masters 1000 de azul ou verde para roxa, para que os fãs identificassem que era um Masters 1000. Pegou em alguns torneios, em outros não. Alguns mantiveram, como Miami, outros voltaram ao tradicional verde.
Sou um pouco tradicionalista em relação ao esporte, é estranho ver um saibro azul e imagino que será mais ainda para aqueles que chegarem em cima da hora, como Del Potro que joga a semifinal em Estoril, mas admiro a coragem e todo o investimento feito em cima do evento e do tênis.
Os próximos dias certamente serão interessantes e para muitos, nem tudo estará tão azul.
E mais infos sobre o saibro azul estão na edição 119 da Tennis View que saiu nesta semana.
Nem eu acredito que estou escrevendo um post sobre o Tommy Haas. Mas, há algum tempo venho observando os resultados dele e a vitória sobre o Tsonga, no ATP de Munique, nesta semana, me deu o empurrão que faltava para escrever sobre ele. Aos 34 anos e depois de quatro cirurgias – 3 no ombro e uma no quadril – e tendo sido número dois do mundo, ele, fora do top 100 (134º), continua jogando.
Para mim é mais impressionante ainda vê-lo competindo, jogando qualifyings de torneios grandes, torneios pequenos e jogando os campeonatos como se fosse um qualquer, pois acompanhei muito de perto a chegada dele no tour e a sua ascensão.
Lembro exatamente de um momento em que ele era praticamente o cara mais popular do circuito depois do Sampras – pelos resultados e ranking de número 2 – e pelos looks. Ele era chamado de “Tommy Hottie.”
O momento em que os pais sofreram o acidente de moto, em 2003, também está na minha memória. Lembro do pessoal comentando nas salas dos jogadores e dele ficando afastado do circuito para cuidar dos pais.
E ele era um pouco arrogante na época sim. Quieto, na dele. Viajava com um técnico – Red Ayme – da academia do Bollettieri, para onde ele se mudou no início da adolescência e sempre estava acompanhado de alguma namorada loira, estilo Barbie.
Acabou casando com uma, uma atriz, Sara Foster, com quem tem uma filha Valentina, de 1 ano e meio.
Poderia estar aposentado, curtindo a vida, mas admitiu que nada na vida dá a ele a sensação de entrar numa quadra lotada, da pressão de um jogo, enfim, da competição em alto nível.
Já disse no começo do ano que o ranking não importa e o que ele quer agora é curtir cada momento do circuito e quem sabe causar surpresas por aí.
Um dos mais talentosos tenistas de uma geração pré Nadal, Federer e Djokovic, Haas tem 12 títulos no currículo, uma medalha olímpica de prata (Sidney) e quatro semifinais de Grand Slam.
Com passaporte americano, nunca esteve tão alemão. Por muitas vezes quando estava no topo deixou de jogar os torneios na Alemanha e de jogar a Copa Davis. Agora joga todos que tem oportunidade, defende o País na Davis e ainda vai jogar o InterClubes alemão.
A vida faz as pessoas mudarem e Tommy Haas parece um homem transformado, para melhor, independente do ranking estar pior, pelas circunstâncias da vida.
O assunto do fim de semana foi o 7º título do Nadal em Barcelona, logo depois do 8º em Monte Carlo, mas na Alemanha, mais precisamente em Stuttgart, a vitória de Maria Sharapova sobre Victoria Azarenka na final do Porsche Grand Prix e a presença de Petra Kvitova e Agnieszka Radwanska nas semifinais apresentou um novo momento do tênis feminino. Será que teremos as “Big Four,” da WTA?
Ainda é precipitado dizer que elas já se afirmaram e dominam o circuito como os homens, mas pode marcar o início desta era, que pode vir a ser benéfico para o tênis feminina tão carente de estrelas duradouras.
Sharapova, a número dois do mundo, derrotou a número um na final, depois de ter vencido a número 3 Kvitova, na semi. Azarenka por sua vez havia derrotado a número 4, Radwanska no penúltimo jogo.
Das 12 semanas de torneios do circuito até agora, as top 4 ganharam 7 trofeus, todos dos grandes eventos.
Os outros dois campeonatos grandes disputados não vencidos pelas top 4 foram conquistados por Serena Williams e por Angelique Kerber.
Nos outros torneios, a maioria delas esteve nas semifinais.
Sidney International
Azarenka campeã
Radwanska e Kvitova semifinalistas
Australian Open
Azarenka campeã
Sharapova e Kvitova semifinalistas (Sharapova vice)
Doha
Azarenka campeã
Radwanska semifinalista
Dubai
Radwanska campeã
Indian Wells
Azarenka campeã
Radwanska semifinalista
Miami
Radwanska campeã
Sharapova vice
Stuttgart
Sharapova campeã
Kvitova, Radwanska e Azarenka semifinalistas (Azarenka vice)
Fotos – Porsche Media (Sharapova, Azarenka, Radwanska e Kvitova)
A situação é alarmante para o tênis brasileiro. Já estamos praticamente em maio, no meio da temporada de saibro da Europa, já tivemos alguns Challengers no Brasil, um ATP e o único tenista que continua nos top 100, entre os top 50 é Thomaz Bellucci. Não vejo os outros jogadores arriscando, jogando os qualifyings dos ATPs europeus ou Challengers maiores mundo afora. E para piorar, poucos são os brasileiros se dando bem nos Challengers em casa e eles não são novatos.
Estive durante a semana no IS Open, no Clube Paineiras do Morumby, quando comecei a fazer esta análise e pensar nos resultados dos últimos torneios Challengers no Brasil.
Os poucos brasileiros que estão conseguindo avançar nas chaves são os mais experientes, com mais de 25 anos e em sua maioria beirando os 30 anos ou até com mais do que as três décadas de existência.
Thiago Alves, com 29 anos, foi o único brasileiro a ganhar um torneio Challenger neste ano e ganhou dois: São Paulo e Guadalajara.
Ricardo Hocevar, aos 26 anos, jogou bem na semana passada em Santos, passando o qualifying e chegando à final.
Júlio Silva, aos 32, joga neste fim-de-semana a final do IS Open, em São Paulo.
Rogério Dutra Silva, 28 anos, fez algumas quartas-de-final de Challenger e foi às oitavas no ATP de Viña del Mar.
O único novato entre os top 10 é Guilherme Clezar, com 19 anos de idade.
João Souza, o nosso número dois, com 23 anos, até que está tentando, jogando os qualifyings dos Masters 1000 e ATPs, mesclando com alguns Challengers, mas não está avançando. O melhor resultado por enquanto foi as quartas-de-final no ATP chileno.
O mais alarmante, no entanto, é o fato de ver neste fim-de-semana de três ATPs 250 na Europa, teoricamente os mais fracos, não encontrar nenhum brasileiro jogando os qualifyings e somente João Souza na chave do ATP de Belgrado (Bellucci está lesionado).
Muitos dos tenistas que jogaram os Challengers do Brasil e da América do Sul nas últimas semanas, especialmente os argentinos, já foram para a Europa. E a julgar pela quantidade de portugueses e sérvios nas chaves dos qualifyings em Estoril e Belgrado, entrar ou não na chave não seria um problema.
Além disso, e os mais novos? Ainda não conseguiram dar o salto e continuam jogando torneios Futures? Fico tentando encontrar uma explicação. Será comodismo de ficar no Brasil e jogar mais um Challenger na outra semana e chegar na Europa para jogar o qualifying de Roland Garros sem ter enfrentado os tenistas mais bem ranqueados e que estão jogando no velho continente? Será falta de ambição, de coragem de arriscar? Imagino que questões financeiras não sejam mais os maiores problemas, pelo menos para bancar as viagens já que a CBT arca com este custo.
Os colombianos a quem derrotamos na Copa Davis há poucas semanas estão todos na Europa.
Apenas os duplistas – André Sá, Marcelo Melo, Bruno Soares (e Feijão), estão por lá.
Abaixo uma tabelinho dos 12 brasileiros mais bem ranqueados (excluí o Bellucci da tabela).
É triste, mas são fatos e é a nossa realidade não muito empolgante, principalmente se estivermos pensando no futuro. Parabéns aos mais experientes Alves e Silva e ao Hocevar que conseguiram bons resultados, mas precisamos de mais.
João Souza – 116º (começou 104º)
23 anos
Melhor resultado: Quartas-de-final em Viña del Mar
Rogério Dutra Silva – 122º (começou 124º)
28 anos
Semi em SP(CH) e Quartas em 4 Challengers no Brasil
OItavas em Viña del Mar
Ricardo Mello – 134º (começou 85º)
31 anos
2ª rodada do Australian Open e do Brasil Open
Passou o quali de Houston
Perdeu na estreia em Santos e SP
Thiago Alves – 152º (começou 340º)
29 anos
Campeão SP e Guadalajara
Semi em Florianópolis
Julio Silva – 159º (começou 153º)
32 anos
Quartas em Bucaramanga, Santos e decide o Challenger em SP
Recebi este email do Bernardes agora há pouco, direto da Europa. Confesso que fiquei emocionada e com a permissão dele publico no blog, como uma forma de homenagear o Beto que faleceu neste sábado vítima de um câncer, contra o qual lutava há anos. Publicamos na Tennis View matéria sobre a arbitragem no Brasil e este link (está na página dois) complementa o post e conta um pouco mais da vida dos árbitros e como todos, inclusive o Beto, chegaram lá.
ROBERTO ALMEIDA – ADEUS A UM AMIGO!
“Bem, estou no aeroporto de Nice quase pronto para embarcar para Barcelona. Depois de uma semana em Monte Carlo, eu poderia dizer que estou muito feliz pela semana de trabalho ou mesmo pelo lugar que é muito especial mas, nao posso.
No sábado pela manha estava assistindo a uma das semifinais quando recebi uma mensagem da juíza Portuguesa Mariana Alves. A princípio nao acreditei pois ela me informara que Roberto Almeida havia falecido em São Paulo, a caminho do torneio do qual seria Referee.
Fiquei incrédulo, perdido, não sabia o que fazer e resolvi ligar para o Brasil para saber se aquela notícia tinha fundamento ou não.
Tentei em casa e minha mãe nao estava, liguei então para o Paulo Pereira e ele me confirmou a notícia.
Foi como se passasse ao mesmo tempo toda a história da minha própria vida não só no tênis mas também dos momentos em que eu, Roberto, Adão Chagas, Ricardo Reis, o Paulo e tantos outros vivemos juntos nestes últimos quase 20 anos.
Nós iniciamos quase todos ao mesmo tempo, com a ajuda e incentivo do Paulo.
Viajamos pela primeira vez aos Estados Unidos juntos e foi lá que provavelmente fizemos a vigem de nossas vidas pois logo depois de trabalhar no antigo LIPTON, hoje o Masters de Miami, alugamos um carro e fomos à Disney onde nos divertimos muito mais do que as milhares de criancas que estavam por la. Para falar a verdade até disputávamos um melhor lugar para tirar fotos com Pateta, Mickey e outros personagens. Fizemos tantas compras que nem sabíamos se iriam caber no carro que alugamos.
E assim se foram muitas outras viagens juntos sempre uns cuidando dos outros. Nós estavamos quase todo tempo juntos nestes torneios fora do Brasil e sempre nos divertíamos muito mas também trabalhando bastante e com muita competência.
Roberto foi um dos poucos Silver (prata) Badges da América Latina, era também Referee nos ultimos anos aqui pelo Brasil.
Era considerado um excelente juiz de linha quando iniciamos e não era muito dificil vê-lo em várias finais tanto no Brasil como no exterior. Como juiz de Cadeira tambem trabalhou em muitos eventos da ATP, WTA e ITF.
Mas eu gusto de me lembrar dos nossos momentos, nosso time de Brazukas que se aventurou por estas quadras mundo afora tentando realizar o sonho de estar nos melhores torneios do mundo.
Foram momentos inesquecíveis e que nunca mais vão sair de minha memória e tenho certeza que das outras pessoas que conviveram com ele tambem.
Nós que convivemos tambem o drama da doenca, sabemos o quanto ele lutou e a enfrentou com muita dignidade e até mesmo com uma forma divertida com comentários que nos faziam rir de uma coisa que era muito dificil mas ele tinha uma forma de “rir da enfermidade”.
Nos ensinou a ser positivo, acreditar e lutar mesmo quando as coisas não parecem tao boas. Acreditar, sim ele nos ensinou muito nestes últimos anos. Isto, vai ficar marcado na memória de todos.
O mundo do tenis esta muito mais triste hoje, mas eu tenho certeza que o céu, esta muito mais alegre com a presenca desta pessoa que nos marcou, de alguma forma ou de outra.
Beto, descance em paz.
Um grande mas grande abraço deste que vai sentir muito a sua falta.
Para vocês…Monica, Camila e Bianca.
Muita força.
Carlos Bernardes
Essa foto é de um dos meus últimos eventos em que trabalhei com o Beto, no Rio Quente Resorts.
Começou a batalha da temporada de saibro européia e Rafael Nadal saiu vitorioso no primeiro round, ganhando de Novak
Djokovic na final do Masters 1000 de Monte Carlo por 6/3 6/1.
Foi a primeira de uma série de quatro batalhas esperadas, culminando com Roland Garros e que tem uma série de recordes especiais em jogo.
Mas, até que tudo isso se concretize são apenas suposições e desejos de ver a história sendo feita novamente diante de nossos olhos.
Como garantir que o espanhol e o sérvio farão as finais dos próximos Masters 1000 do saibro, em Madri e Roma e também a de Roland Garros? E que se não se enfrentarem em Roland Garros na decisão, um dos dois levará o trofeu e teremos ou um Nadal superando o recorde de Bjorn Borg, com sete trofeus em Paris, ou Djokovic igualando Rod Laver – conquistando o Grand Slam e quatro seguidos – no saibro francês?
A julgar pela primeira batalha entre os dois em Monte Carlo, continuaremos a assistir o embate entre os dois gladiadores do circuito nas próxima semanas.
É claro que vamos ouvir que Djokovic não estava nas condições ideais de jogo, afinal lutou emocionalmente toda a semana no Principado, após a morte do avô, na quarta-feira, para conseguir continuar jogando, e vencendo. Contra Nadal admitiu não ter forças suficiente. “Não quero tirar o mérito do Nadal. Ele aproveitou a situação e foi o melhor hoje. Mas eu não tinha mais energia. Gastei tudo o que tinha durante a semana e para jogar e ganhar dele numa final, você tem que usar todas as suas forças. Estava numa situação mental nova para mim,” disse o número um do mundo.
O próprio espanhol admitiu saber que o adversário não estava 100%, mas falou também que no ano passado, nas sete derrotas para Djokovic, nem sempre estava no seu melhor em quadra.
Independente de acontecimentos extra-quadra que tenham afetado um pouco o brilho da final, toda a antecipação que rodeou o jogo e a tensão sentida no estádio no início da partida, deu para ver o que as próximas semanas de tênis no saibro trarão.
Mesmo com Djokovic mais desgastado mentalmente, a vitória foi de Nadal e ninguém vai se lembrar daqui a alguns anos que ele ganhou do sérvio numa semana em que o avô faleceu. Alguém se lembra quando menciona que Guga tem dois títulos de Monte Carlo que Marcelo Rios abandonou o jogo quando o brasileiro vencia por 6/4 2/1?
Temos que aplaudir Rafael Nadal. São oito títulos seguidos em Monte Carlo e com certeza nos 42 jogos que ganhou na sequência no Principado, não estava 100% em todos eles, mas encontrou uma maneira de ganhar.
Como explicar todo esse sucesso em Mônaco? “Desde criança era um sonho jogar esse torneio e para mim é o Masters 1000 mais bonito do mundo. Sempre me senti muito bem aqui.”
E neste domingo deve estar se sentindo muito melhor, depois de ter quebrado a série de sete derrotas seguidas para Djokovic e erguido o 20º trofeu de Masters Series e o 47º da carreira.
Ah, e o Federer onde fica nisso tudo? Ele não jogou Monte Carlo, só volta em Madri. Claro que é um dos tenistas que pode atrapalhar essa batalha Djokovic x Nadal, mas veremos como volta às quadras depois de algumas semanas de descanso.
Os títulos de Nadal em Monte Carlo
2011 – d. No. 6 David Ferrer 64 75 2010 – d. No. 12 Fernando Verdasco 60 61 2009 – d. No. 3 Novak Djokovic 63 26 61