O Roland Garros mais interessante dos últimos tempos

roland garros 2014Há tempos, ou melhor, há anos que não chegávamos nesta fase da temporada com tantas dúvidas. Com Roland Garros marcado para começar daqui a uma semana, pela primeira vez em muito tempo, Nadal não chegará à capital francesa com uma série de vitórias seguidas e um número de títulos impressionantes. Mas, não é só ele. Os outros tenistas tops também não dominaram os últimos meses no circuito. Por isso, este Roland Garros, mesmo antes de começar, já promete ser um dos mais interessantes dos últimos tempos.

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Claro que não dá para dizer que o oito vezes campeão de Roland Garros não é um dos favoritos a erguer o Trophee des Mousquetaires, ainda mais em um Grand Slam e em jogos de cinco sets. Qualquer um que ganhou um torneio oito das últimas nove vezes será sempre favorito, mas a condição é bem distinta dos anos anteriores. Mesmo tendo sido campeão do Rio Open e do Masters 1000 de Madri, Nadal “não sobrou” em quadra, passou sim muita dificuldade e precisou de toda a sua força mental para vencer jogos que antes ganhava em menos de uma hora.

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Novak Djokovic derrotou o número um do mundo Nadal na final de Roma e foi até a semi em Monte Carlo. Não jogou em Madri com lesão no punho. Apesar de ter vencido o Rei do Saibro no Foro Itálico, Djokovic também não teve vida fácil no torneio. Precisou vencer diversos jogos em três sets, mas segue confiante para Paris, onde tentará vencer o único torneio do Grand Slam que falta em seu currículo.

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Roger Federer pouco jogou na temporada de saibro. Foi vice-campeão em Monte Carlo, pulou Madri para acompanhar o nascimento dos gêmeos Leo e Lenny e em um dia de muito vento na capital italiana, perdeu na estreia em Roma. Chegará em Roland Garros com menos jogos do que está acostumado, mas jogando muito melhor do que em 2013. Federer roland garros

Stanislas Wawrinka ganhou o primeiro Masters 1000 da carreira em Monte Carlo, mas depois não conseguiu avançar nem em Madri, nem em Roma. O campeão do Australian Open chegará a Porte DÁuteil com muitas dúvidas na cabeça.

David Ferrer, também acostumado a brilhar na temporada de saibro, não chegou a ter uma gira sul-americana fantástica, apesar do título em Buenos Aires. Foi à semi em Monte Carlo e Madri, mas parece que ainda falta algo para o jogo do vice-campeão de Roland Garros do ano passado chegar onde estava 12 meses atrás.

Andy Murray até que fez um bom torneio em Roma, mas também pouco jogou no saibro e deve estar com a cabeça mais voltada para Wimbledon do que a terra vermelha de Paris.

Tomas Berdych fez uma temporada de saibro sem grandíssimos resultados. Todos sabem que a “terre battue” não é o seu piso predileto, mas o checo não chegará a Paris no auge da forma. Ele até foi vice-campeão do Portugal Open, mas não foi o suficiente para elevar seu nível de jogo.

Dimitrov tennis star Os novatos que brilharam nas últimas semanas, Grigor Dimitrov, Kei Nishikori e Milos Raonic, já não tão novos assim, mas pertencentes a uma geração diferente a dos big 4, tem a chance de mostrar a que vieram. Mas, será que eles estão prontos fisicamente para duelar com os melhores em jogos de cinco sets durante duas semanas, no mais desgastante dos Grand Slams. Eles chegaram perto de bater os tops nas últimas semanas, mas no momento final foram superados pelo próprio corpo ou pela mente ainda em formação de super campeão.

A discussão em torno dos franceses sempre acontece quando chega esta época do ano. Gael Monfils, Jo-Wilfried Tsonga, Richard Gasquet, Gilles Simon e Julien Benneteau serão os nomes mais invocados nos próximos dias em Paris. Mas, será que algum deles está pronto para erguer o trofeu que pela última vez foi levantado por um francês há 31 anos, com Yannick Noah? Monfils, apesar de pouco ter jogado nas últimas semanas, acredita no seu potencial em Roland Garros. Já afirmou que cresce de produção quando joga na sua casa e que sonha com o título. Até mesmo lembrou a posição de número 66 de Gustavo Kuerten, quando o brasileiro venceu o Grand Slam parisiense pela primeira vez.

Tsonga também continua com discurso otimista, mesmo sem ter ganhado um título no saibro ou feito uma final neste 2014 na terra batida.

Gasquet nem sabe se poderá jogar. A lesão nas costas é mais grave do que se imaginava e ele só tomará uma decisão um dia antes de Roland Garros começar.

Os outros correrão por fora, bem por fora.

Os argentinos que durante anos foram destaque da temporada de saibro chegarão a Paris sem nenhum tenista cabeça-de-chave e com apenas 6 (com Ormaechea) representantes na chave principal. Não que isso seja pouco, especialmente comparado ao Brasil que vai apenas com Thomaz Bellucci e Teliana Pereira, mas para quem já teve uns 14 na chave, é quase preocupante.

serena williams champion tennis

E entre as mulheres, dá para imaginar alguém além de Serena Williams e Maria Sharapova brigando mesmo pelo título. Podemos falar em Li Na, mas a chinesa não teve uma super temporada de saibro, assim como a polonesa Agnieszka Radwanska.

A novata Simona Halep, agora no top 5, pode fazer bonito, mas ainda deve precisar de uns anos para vencer a Coupe Suzanne Lenglen.

Ana Ivanovic vem fazendo a melhor temporada dos últimos tempos, mas na hora final, ainda está faltando aquele plus das campeãs. O mesmo podemos dizer da compatriota Jelena Jankovic.

Flavia Pennetta ganhou Indian Wells, mas depois não avançou muito nos torneios no saibro. sharapova paris 2014

Entre as francesas, Alize Cornet será o centro das atenções, seguida pela novata Caroline Garcia. Mas nenhuma delas venceu o suficiente até agora para dar esperança de título.

Pode ser que uma ou outra tenista do estilo de Carla Suarez Navarro ameace Serena ou Sharapova no início do torneio, mas não devem passar de um jogo apertado para as duas últimas campeãs em Paris.

A pergunta é quem vai conseguir ir mais longe, além de Serena e Sharapova.

E que o torneio que mais exibe o tênis arte comece!

Desta vez assistirei de casa, já sentindo falta de estar em Paris, mas pelo mais nobre dos motivos. Não, não vou cobrir a Copa do Mundo, estarei de licença maternidade.

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O centro de treinamento dos sonhos

Já imaginou um lugar com mais de 100 quadras de tênis, com estrutura de primeiro mundo, fácil acesso de carro e avião e clima bom o ano inteiro? Este será o novo centro de treinamento e desenvolvimento dos jogadores da USTA, em Lake Nona, na Flórida, perto de Orlando.

Com previsão para ser inaugurado em 2016, o complexo terá quadras rápidas e de saibro e estará aberto para todos os tipos de tenistas, desde o juvenil até o profissional dos profissionais e os veteranos. Uma sede da USTA também terá lugar em Lake Nona, onde eventos como as ligas das federações, torneios Challengers, Futures e Copa Davis, poderão ser realizados.USTA Lake Nova

A ideia da USTA, impulisonada pelos incentivos fiscais oferecidos pela região Central da Flórida, foi centralizar tudo em um lugar só e aproveitar o centro o ano inteiro. Hoje a entidade tem alguns centros de treinamento nos Estados Unidos, incluindo Boca Raton (a poucas horas de Lake Nova, de carro), Flushing Meadows, onde é disputado o US Open e Carson, na Califórnia.

O projeto prevê a construção de escritórios, sala de fisioterapia, preparação física, encordoamento, sala dos jogadores, área pública, vestiários, unidade de tênis universitário, quadras com arquibancada e capacidade para transmissão de televisão, centro de desenvolvimento de alta performance, dormitórios, lojas, restaurantes, enfim tudo o que envolve a preparação de um tenista de todos os níveis e atende as expectativas de fãs, quando houver eventos.

É o centro de treinamento dos sonhos, mas que será tornará realidade. O anúncio foi feito nesta quarta pela USTA.

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Nishikori faz história na ATP – tenista se mudou para os EUA aos 14 anos de idade

Nunca pensei que fosse escrever sobre a entrada de Kei Nishikori no top 10.  Mas, o fato é que o japonês está jogando muito tênis. Ele entrou para o top 10 da ATP (é o 9o.), como o primeiro tenista do país a conseguir tal feito. Depois de conquistar o ATP 500 de Barcelona, decidiu o Masters 1000 de Madri contra Rafael Nadal, final inédita na sua carreira, mas teve que abandonar a decisão, depois de vencer o primeiro set por 6/2 (ele chegou a liderar por 4/2 o 2o. mas Nadal acabou saindo campeão com 64 3/0).

NISIHIKORI top 10

Lembro da primeira vez que ouvi falar em Kei Nishikori. Era 2007 e estávamos em Miami. Guga ganhava um wild card para jogar a competição, mas tinha que ser ao lado de um tenista da IMG. E o tal tenista era um japonês de 16 anos, grande aposta da casa. Em apenas um jogo não deu para ver muita coisa de Nishikori.

Alguns meses foram passando e um ano depois ele estava ganhando o título do ATP de Delray Beach, quando ainda era disputado na quadra rápida. Ganhou outro em 2012, em Toquio, aumentando ainda mais a sua fama no Japão e no ano passado venceu o ATP de Memphis. Mas, mesmo assim ainda faltava algo a mais para o japonês, baseado na Flórida, na IMG Academy.

Foi justo sobre Nishikori, um dos últimos capítulos do livro de Nick Bollettieri, Changing the Game, que li uns dias atrás e escrevi no post anterior. Bollettieri conta que Nishikori veio parar na academia depois dele e de Arthur Ashe terem feito uma clínica no Japão e um dos acionistas da Sony ter visto o impacto que teve nos tenistas e o quão avançado eram os métodos do americano. O Sr. Morita mandou então um técnico japonês para Bradenton e o treinador, com o patrocínio da Sony, foi levando alguns talentos para a Flórida e um deles, aos 14 anos, foi Nishikori.

“O Kei não falava uma palavra de inglês, nunca tinha provado comida americana e estava num alojamento com outras 7 crianças. Ele demorou um pouco para se adaptar, mas não na quadra. Logo percebi que ele tinha talento. Era muito rápido e tinha mãos mágicas. Como o Agassi e o Rios, ele tem um talento nato, que não pode ser ensinado, apenas canalizado.”

Desde que chegou à academia, mesmo com o consultor japonês por trás, Nishikori foi treinado por Dante Bottini e o agente sempre foi o Olivier van Lindonk. Segundo Bollettieri, ninguém diz muito de Bottini, mas o técnico é quieto, sabe o que faz e entende Kei.

A grande mudança, no entanto, para que a estrela japonesa desse o salto que faltava para começar a vencer os jogadores tops e passar de um jogador mediano para um top foi a contratação de Michael Chang, no fim do ano passado. Há poucas semanas, em uma entrevista ao jornal L’Equipe, Chang disse que aceitou o desafio primeiro por entender Nishikori e ter origem asiática e por acreditar que podia fazer o tenista melhorar. No entanto, Chang não viaja com Nishikori todas as semanas e quem está o tempo todo ao lado dele é Bottini.

A primeira mudança que Chang fez no jogo do tenista foi melhorar a movimentação de pernas e como dar mais impacto à bola, colocar profundidade e spin, que fazem a total diferença no saibro.

Bollettieri conta no livro que aprovou a contratação de Chang e que um fator importante é que o campeão de Roland Garros 1989 fará Nishikori acreditar em si mesmo.

Não há dúvidas de que está acreditando, mesmo precisando de 10 match points para derrotar David Ferrer na semifinal em Madri.

O físico até agora foi um dos principais problemas da carreira de Kei, que desistiu de jogar em Roma para se preparar para Roland Garros, na Flórida. Mas, ainda frágil, está melhor do que uns tempos atrás. Vamos torcer para que ele continue investindo nesta área e continue mexendo com o topo do nosso esporte.

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Bollettieri, de fato “changing the game”

Nick Bollettieri realmente revolucionou o mundo do tênis. Não, ele não mudou regras do esporte e não se tornou ídolo mundial. Mas, seu método de treinamento e a criação da primeira academia do mundo em que os tenistas puderam morar e estudar no mesmo local, transformou o tênis. É basicamente sobre o seu caminho até chegar hoje no que é a IMG Academy e o seu relacionamento com os inúmeros tenistas tops que treinou que ele conta no livro “Changing the Game – Nick Bollettieri.”

O livro é de fácil leitura, daquelas bem rápidas. Os capítulos são curtos, a linguagem é fácil – mesmo para quem não fala inglês dos mais fluentes, dá para entender bem. Depois das páginas iniciais em que conta como chegou no tênis e o caminho até comprar o primeiro terreno na Flórida, em Bradenton para construir as primeiras quadras e “alugar” um hotel para hospedar os primeiros tenistas, basicamente fala de um tenista por capítulo, emendando com o crescimento da academia – a compra da IMG, a mudança de nome e os seus oito casamentos.

bollettieri changing the game

Há algumas passagens interessantes no livro que eu desconhecia completamente, como o relacionamento de Bollettieri com Arthur Ashe e o programa que eles fizeram em alguns estados norte-americanos de iniciação ao tênis, em áreas de baixa renda no País; o programa que ele lançou com a atual mulher, Cindi, uns anos atrás, para diminuir a obesidade infantil entre meninas e por aí vai.

Os capítulos com os tenistas são interessantes, principalmente os que não ficaram tanto tempo na academia e como ele trabalhava com os jogadores e suas equipes. Foi rápido o contato que ele teve, por exemplo, com Martina Hingis. Mas foi com ele e a mãe Melanie Molitor que ela ganhou um dos Masters, ainda em NY. Ele conta da relação com Serena Williams e Venus Williams, fala abertamente da influência exarcebada das mães de Jelena Jankovic e Anna Kournikova; da do pai de Sabine Lisicki; entre outros.

Não há novidades sobre os relacionamentos com Andre Agassi, Jim Courier, Tommy Haas, entre outros.

Ele já havia falado bastante sobre isso no livro My Aces, My Faults e anunciado alguns arrependimentos, como o da maneira em que terminou a parceria com Andre Agassi.

Boris Becker também ganha algumas boas páginas do livro.

Mas, muito além de como Bollettieri lidou com esse número enorme de tenistas estrelas que pela academia passaram e ainda passam, o que fica claro pra mim é algo que sempre me falaram. Como o tênis te abre portas. Desde que começou a dar aulas em um hotel em Miami, a vida de Bollettieri foi se transformando pelas pessoas que ele encontrou.

Claro, as ideias e os sonhos foram e são deles. Mas, se não fosse pelas pessoas que conheceu em academias, clubes, dando aulas, ou treinando os filhos, não teria o apoio, companheirismo e investimento necessários para chegar onde chegou.

Vejo isso em diversos níveis do esporte.

Até hoje, aos 83 anos, Bollettieri continua viajando o mundo, visitando os amigos de décadas atrás, jogando tênis com grandes figurões do mundo corporativo em suas residências, segue acordando 04h30min e dando treinos na IMG Academy e indo aos Grand Slams, onde é constantemente reverenciado por todos os tenistas que treinou ou que passaram pela academia.

Homenageado inúmeras vezes nos EUA e pelo mundo, ganhará a maior honraria do esporte, quando entrar no Hall da Fama do tênis, em Newport, em julho deste ano.

Nick Bollettieri with Bob Davis
Changing the Game

New Chapter Publisher – disponível em inglês no kindle e impresso.

2014

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Casillas e Nadal abrem o Masters 1000 de Madrid

O Mutua Madrid Open começou nesta sexta-feira em grande estilo na Caja Magica, com o ‘Charity Day’ inaugural do Masters 1000 espanhol.

O evento reuniu dois dos maiores ídolos espanhóis, o número um do mundo do tênis, Rafael Nadal e o Campeão do Mundo do Futebol, Iker Casillas. Ambos jogaram tênis e fut-tênis, com a presença de outros ídolos do esporte na quadra Manolo Santana. Serena Williams, Agnieszka Radwanska, Feliciano Lopez, Andy Murray, Carlos Moyá, também se apresentaram diante do público, ao lado de Nadal e Casillas.

Cada um levou um cheque de 23,5 mil Euros para as suas respectivas fundações.

O qualifying feminino começou nesta sexta e o masculino tem início neste sábado, mesmo dia em que é disputada a primeira rodada da chave principal da WTA.

As principais fotos do Charity Day (Mutua Madrid Open)

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Quando Madri anda era Stuttgart e Hamburgo

Se tem algo que é respeitado no tênis é a tradição. Não só a do branco de Wimbledon, mas como a dos grandes campeões e dos torneios centenários. O Mutua Madrid Open, que começa neste fim de semana, é o mais novo Masters 1000 do circuito. Até alguns anos atrás era o Masters Series de Stuttgart e depois o de Hamburgo. caja-magica-aerea-11_560

A primeira edição do Masters 1000 espanhol foi disputada em 2002, durante a temporada indoor da Europa, substituindo o Masters Series de Stuttgart (diferente da Mercedes Cup que acontece no saibro, no verão europeu – no ano que vem mudará para grama). O campeonato alemão, sem seus maiores ídolos, já não conseguia mais sobreviver.

Haas StuttgartBoris Becker e Michael Stich fizeram o público alemão vibrar com diversas conquistas e finais das mais disputadas. O piso era daqueles bem rápidos, que muitos costumavam chamar de pista de gelo. É só olhar para a lista das finais que dá para comprovar essa teoria. Becker ganhou de Lendl; Ivanisevic de Edberg; Stich de Krajicek; Becker de Sampras; Korda de Krajicek, entre outros. O último campeão em Stuttgart foi Tommy Haas, em 2001.

O Masters Series indoor foi então comprador por Ion Tiriac que o levou para Madri. Mas, até o torneio ser jogado no saibro da Caixa Mágica, ele ficou durante sete anos sendo disputado na quadra rápida indoor. O primeiro campeão do Masters 1000 espanhol foi Andre Agassi.

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Só em 2009, quando o mais do que centenário Masters 1000 de Hamburgo (Guga foi campeão em 2001, Federer venceu 3 vezes) foi rebaixado para um ATP 500 – também por falta de recursos dos alemães, em uma batalha que foi parar na justiça – , que o torneio passou a ser realizado na temporada européia de saibro, a ter disputas simultâneas de homens e mulheres e a acontecer neste local que vemos hoje.

A competição passou por severas críticas desde a mudança. Muitos jogadores reclamaram e ainda reclamam da altitude madrilenha.

A Caixa Mágica em seus primeiros anos foi considerada “fria,” com muito concreto, pouco aconchegante.

Depois veio a tentativa de Ion Tiriac de usar um saibro azul para que a bolinha fosse mais visível na televisão, entre outros pontos.  O saibro não deu certo, jogadores reclamaram, perderam cedo e ameaçaram não voltar mais caso o saibro não fosse o original.

A decisão foi parar na ATP e Tiriac teve que ceder. Aparentemente a relação do poderoso empresário romeno com os tenistas melhorou e agora o Masters 1000 espanhol segue para um caminho duradouro e de tradição no tênis.

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Todos os campeões do Mutua Madri Open

2013 – Rafael Nadal e Serena Williams * saibro

2012 – Roger Federer e Serena Williams * saibro

2011 – Novak Djokovic e Petra Kvitova * saibro

2010 – Rafael Nadal e Aravane Rezai * saibro

2009 – Roger Federer e Dinara Safina * saibro

2008 – Andy Murray

2007 – David Nalbandian

2006 – Roger Federer

2005 – Rafael Nadal

2004 – Marat Safin

2003 – Juan Carlos Ferrero

2002 – Andre Agassi

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Mais um sinal de alerta bem VERMELHO para o tênis brasileiro

Três torneios Challengers no Brasil no mês de abril. Um em Itajaí, outro em São Paulo e o terceiro em Santos. Pequenas distâncias a serem percorridas, todos no saibro e em uma época em que o calor não é dos mais fortes no país. Condições propícias para os tenistas brasileiros aproveitarem para ganharem jogos e marcarem aqueles pontos importantes no ranking, onde hoje não tem um top 100.

Joao Souza brasil tenis Mas, a terceira semana mal começou e logo na segunda rodada só há um brasileiro ainda na disputa de simples, Andre Ghem. Os outros 6 perderam na estreia e nenhum dos 14 na chave do qualifying conseguiu vencer três jogos seguidos.

Andre Ghem tenis brasil

Se olharmos apenas para os números a primeira semana em Itajaí, no Taroii Open, no qualifying, até que foi produtiva para os brasileiros.

Poucos estrangeiros jogaram o qualifying – 21 brasileiros na chave e 3 deles passaram a fase classificatória: Thales Turini, Fabricio Neis e o jovem Bruno Sant’Anna.

A chave principal começou com 12 tenistas do país. Apenas 3 avançaram à segunda rodada, todos vindos de disputas com conterrâneos. Dos 3, avançaram Feijão, o João Souza e Andre Ghem. Feijão foi até a semifinal e Ghem parou nas quartas.

A final foi decidida entre dois argentinos e vencida por Facundo Arguello.

Nas duplas, modalidade com os melhores resultados no País, nos últimos anos, André Sá e Feijão ficaram com o vice-campeonato e o título ficou com argentinos.

A segunda semana, no São Paulo Challenger do Instituto Sports, foi marcada pela conquista de Rogerinho. Mas, o merecido título de Dutra Silva, apenas escondeu mais uma semana complicada para o tênis brasileiro. Rogerio Dutra Silva tenis brasil

Novamente tivemos um número grande de jogadores no qualifying: 21 no total. Mas, nenhum dos tenistas do Brasil passou a fase classificatória.

A chave começou com 11 tenistas locais competindo pelos 80 pontos no ranking e pelos U$ 5,750 dados ao campeão. Quatro avançaram à segunda rodada, com Ghem e Sant’Anna ficando nesta fase. Rogerinho e João Souza seguiram na competição. Souza perdeu nas quartas e Rogerinho ergueu o trofeu de campeão.

Nas duplas, mais um título para os hermanos.

Estamos apenas na segunda rodada da terceira semana de disputas, no Challenger de Santos, também do Instituto Sports. Desta vez, em vez de 21 tivemos 14 brasileiros no qualifying e nenhum conseguiu avançar à chave principal.

Houve menos jogadores do Brasil direto na chave, afinal mais tenistas de fora e com ranking bom estão em Santos – na semana passada houve Challenger em Santiago e a anterior era pós Copa Davis quando muitos preferem não competir. Apenas 7 jogadores entraram na chave, sendo que quatro precisaram de wild card da organização para não ter que jogar o qualifying.

Thiago Monteiro tenis brasil

Dos sete, só Andre Ghem, o alemão, ainda segue no torneio e assim como Dutra Silva, Ghem não é dos meninos novos do país. Tem 31 anos, um a mais do que Rogerinho.

São esses os nossos principais representantes nestes 3 torneios Challengers. Dá para incluir o Feijão, 25, pela boa participação na primeira semana e o André Sá, que resolveu disputar estes torneios para poder competir com o mesmo parceiro e marcar pontos no ranking.

O sinal de alerta é dos mais vermelhos dos últimos tempos.

Há uns dois anos que comentamos deste mesmo ponto, do fraco desempenho dos brasileiros nos torneios Challengers, inclusive quando disputados aqui. Mas, desta vez, a situação é mais grave.

Tenistas do Brasil sem conseguir passar o qualifying e sem conseguir vencer uma rodada em um torneio Challenger com premiação de U$ 40 mil.

O que podemos esperar então do desempenho nos ATPs e nos Grand Slams? Por enquanto, não muita coisa.

Estes mesmos jogadores terão que agora ir para a Europa, ou para a Ásia, ou até mesmo para alguns sofríveis lugares da América do Sul, passar longas horas em aviões e aeroportos, para disputar os mesmos torneios que aqui jogaram e não aproveitaram para tentar continuar subindo no ranking. Com uma diferença. Poucos são tão bem organizados e bem feitos como os daqui.

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Um começo de temporada de saibro bem interessante

Há uma semana Nadal era o favorito ao título do Masters 1000 de Monte Carlo; Djokovic vinha logo atrás e muitas dúvidas pairavam no ar. Terminado o primeiro grande torneio da temporada de saibro européia, Stanislas Wawrinka surge como o grande campeão, o número 1 de 2014 (corrida) e o único a ter vencido três títulos até agora.Wawrinka Monte Carlo

Vencedor do Australian Open, em janeiro, Wawrinka ganhou neste domingo, derrotando o compatriota Roger Federer na final, o primeiro Masters 1000 da carreira, em Monte Carlo. Sim, a decisão foi com Federer. Nem com Nadal, nem com Djokovic.

O número um do mundo, Rafael Nadal, perdeu nas quartas-de-final para David Ferrer, em um jogo apático. Djokovic, com dores no punho/braço, não ofereceu muita resistência a Federer na semifinal.

E Federer, que resolveu jogar na última hora – na verdade confessou que já pensava em jogar, mas não queria se comprometer, fazer os fãs comprarem ingressos antes de ter certeza, depois dos dois Masters 1000 americanos e da Copa Davis, de que estaria bem fisicamente – acabou indo até a final, vencendo Tsonga e Djokovic. Talvez tenha se beneficiado de uma performance bem abaixo do normal do sérvio, mas isso não importa. Chegou à final e esteve a frente no placar durante mais da metade do jogo.

Federer Monte Carlo

Nadal também aproveitou a semana no Principado de Mônaco para confessar que recebeu uma infiltração nas costas logo após o Rio Open e que mesmo tendo alcançado a final em Miami e ganhado na capital carioca, ainda não encontrou a sua melhor forma após a lesão que sofreu na decisão do Australian Open, diante de Wawrinka.

Os espanhóis tiveram uma semana especial na terra monegasca. Dez deles estavam na 2ª rodada e 6 nas oitavas-de-final. Destaque para Guillermo Garcia Lopez, aquele espanhol mediano, que ninguém dá muito valor, mas que venceu Casablanca e embalou, alcançando as quartas em Monte Carlo, com direito a vitória sobre Tomas Berdych e Alexander Dolgopolov.

Tsonga, apesar de ter perdido nas quartas, até que fez uma boa semana, se comparado às outras até agora. Monfils começou cheio de esperança, falando em boa campanha e sonhando com título em Roland Garros, mas não passou do segundo jogo, perdendo para Carreno Busta.

Ferrer jogou o melhor tênis da temporada em Monte Carlo, mas não conseguiu manter o mesmo nível diante de Wawrinka, depois de ter derrotado Nadal no saibro.

Raonic também fez boa campanha, alcançando as quartas no Masters 1000 na terra batida, um piso que nada lhe agrada. E Dimitrov, de espanhol em espanhol, parou diante de Ferrer.

Diante deste quadro, de um Nadal um pouco menos confiante, um Djokovic que precisará ficar parado para repousar o punho, de Wawrinka e Federer ameaçando os números 1 e 2 do mundo, de Murray sem jogar muito, dos espanhóis mostrando um certo domínio, de Tsonga aparentemente subindo de produção, a temporada de saibro européia de fato começou bem interessante.

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Brasil pode fazer história na Fed Cup, mas evento pode passar despercebido

13901020451_aec04fc662_z O Brasil pode fazer história no tênis feminino neste fim de semana, em Catanduva, interior  paulista. O país enfrenta a Suíça e se vencer entra para o Grupo Mundial II da Fed Cup, a versão feminina da Copa Davis, pela primeira vez. Mas, com a disputa distante de um grande centro e sem muito burburinho em cima do evento, a sensação é de que a competição nem é por aqui.

O sorteio da chave foi realizado nesta sexta-feira e colocou Teliana Pereira, 92ª diante de Timea Baczinski, 162ª. No outro jogo, Paula Gonçalves, 289ª, pega a sensação suíça do momento, Belinda Bencic, 91ª.  No domingo, os jogos se invertem e caso seja necessário, para um desempate, um quinto jogo, Paulinha e Teliana jogam a dupla contra Viktoria Golubic/Amra Sadikovic.

Teliana Pereira Fed CupO confronto, com a Suíça, tem apelo. Além de Teliana,estar na melhor fase da carreira – garantiu vaga direto na chave principal de Roland Garros –  e ter conquistado inúmeros fãs ao alcançar a semifinal do Rio Open, no início do ano, a vitória no Paraguai, quando conseguiram a vaga no Playoff foi bem divulgada no País. Do outro lado, a nação européia capitaneada pelo ex-treinador de Steffi Graf, Hanz Guenthardt trouxe ao Brasil a nova “Martina Hingis”. Treinada pela mãe de Martina, Melanie Molitor, Bencic, de apenas 17 anos, entrou para o top 100 há pouco tempo, ao chegar à semi no WTA Premier de Charleston. Bencic foi quem marcou os 2 pontos da Suíça na disputa com a França, em Paris, no início do ano, vencendo Cornet e Razzano.  Equipe Suíça Fed Cup

Esperava estar ouvindo falar muito mais da Fed Cup nestes dias do que estou. Claro que temos concorrência com o Masters 1000 de Monte Carlo, o IS Open e a volta de Flavio Saretta, a Copa do Mundo FIFA chegando, mas é o Brasil podendo fazer história na competição.

Imagino que a Confederação e a capitã Carla Tiene tenham seus motivos para terem escolhido a distante Catanduva para o confronto – fica a 384km da capital paulista. Há sempre o discurso de que o interior abraça um evento destes, mas a cidade de apenas 111.914 habitantes, não tem tradição no esporte, o confronto não está em destaque na home page do município, diferente de outras competições esportivas e uma disputa destas na capital, mesmo em um clube pequeno, atrairia muito mais atenção para o esporte e para as meninas.

Teliana, Paula, Gabriela Cé e Laura Pigossi parecem, de longe, estar unidas, trabalhando duro e concentradas na missão, mas isso não impede que o evento seja um pouco mais valorizado, inclusive pela confederação que não coloca as meninas como principal destaque no seu site. E nesta sexta, 16h30, tinha como última notícia sobre a Fed Cup, a capita Carla Tiene chamando a torcida, datada de 16/04. A notícia boa é que o SporTV 3 transmitirá os jogos.

A última vez que o Brasil teve uma oportunidade de disputar um Play Off do Grupo Mundial II foi em 2004 e perdeu para a Croaácia.

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Vai começar a temporada de saibro européia, a mais bela do tênis mundial

A temporada de saibro começou timidamente com as disputas dos ATPs de Casablanca e Houston, depois de disputas agitadas da Copa Davis. Mas, “the clay court season,” começa mesmo pra valer agora, com a disputa do Masters 1000 de Monte Carlo.

Monte Carlo Country Club Em um dos cenários mais belos do tênis mundial, tem início a também mais glamurosa e linda temporada anual do tênis. De agora até o início de junho, os tenistas percorrerão boa parte da Europa, passando, depois do Principado de Mônaco, por Barcelona, Bucareste, Roma, Estoril, Madri, Nice, Munique, Dusseldorf até chegar na mágica Paris.

Nadal rei do saibroAté lá tanta coisa pode acontecer no nosso esporte, ou não. Será que Rafael Nadal conseguirá manter o nível altíssimo do ano passado, quando ganhou praticamente tudo (perdeu a final de Monte Carlo para Djokovic). Será que ele ganhará mais um Roland Garros?

É justamente o título em Paris que Djokovic persegue, o único do Grand Slam que falta na sua estante.Como se desenrolará o relacionamento com o técnico Boris Becker?

Djokovic Monte CarloRoger Federer, ausente de Monte Carlo nos últimos dois anos, volta a jogar na Cote DAzur, mostrando que as lesões ficaram realmente no ano passado.

Andy Murray, sem técnico desde o Sony Open, em Miami, não jogará o primeiro Masters 1000 do saibro. Está em busca de novo treinador e quer descansar depois dos Masters 1000 americano e da disputa da Copa Davis.

Como será a performance no saibro, do atual campeão do Australian Open, Stanislas Wawrinka, que em 2013 iniciou a escalada no ranking com o título do ATP de Oeiras (ex-Estoril Open)?

E Fabio Fognini, repetirá o bom desempenho em Monaco e nos outros Masters 1000 da terra batida, especialmente no da sua casa, em Roma, para continuar subindo no ranking e ganhando respeito dos jogadores e fãs, principalmente.

E os franceses? Daqui a algumas semanas começará a conversa de mais de 30 anos sem francês campeão em Roland Garros. Algum deles conseguirá fazer uma temporada de saibro que dê confiança para chegar a Paris como um dos favoritos? Monfils? Gasquet? Tsonga?

Será interessante observar a performance de David Ferrer nos próximos torneios. Vice-campeão de Roland Garros no ano passado, o número dois espanhol pode sempre surpreender, mas ainda falta um resultado mais convincente em 2014. Outro espanhol que sempre se dá bem no saibro é Nicolas Almagro. Apesar de não ter tido bons resulatdos na gira da América do Sul, ainda está em tempo de se recuperar.

Grigor Dimitrov, um pouco mais maduro ao lado de Roger Rasheed, também será uma das atrações da temporada, ao lado de Tomas Berdych. Apesar de preferirem a quadra rápida, ambos  costumam ser versatéis.

Enfim, a temporada está apenas começando, muitas horas de tênis estão por vir e daqui a 2 meses tudo pode ser diferente, ou Rafael Nadal pode continuar quebrando recordes e fazendo mais história no mundo do esporte.

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