Varvara Lepchenko, mais uma história de sucesso de tenista que trocou o leste europeu pelos EUA

 

Quantas vezes mais vamos ouvir histórias de tenistas que saíram da Rússia ou de algum outro país do leste europeu, foram para os Estados Unidos, não voltaram mais e acabaram se tornando jogadoras de sucesso? A história mais recente é de Varvara Lepchenko, nascida no Uzbequistão e agora com cidadania americana, que derrotou Francesca Schiavone e está nas oitavas-de-final de Roland Garros.

Diferente de Anna Kournikova e Maria Sharapova, Varvara chegou aos Estados Unidos já na adolescência, aos 15 anos de idade. Ela, o pai e a irmã foram a Miami para jogar a Sunshine Cup, a competição entre nações juvenil e resolveram ficar por lá. “Não havia oportunidade alguma no Uzbequistão. A situação era muito complicada naquela época e não voltamos mais,” contou Lepchenko, num inglês praticamente sem sotaque na coletiva de imprensa lotada de jornalistas curiosos após a vitória sobre a campeã de 2010.

Sem lugar para morar, ela, o pai e a irmã dormiam nos locais onde ela ia jogar os torneios, até que em um Challenger, em Allentown, na Pensilvânia, a pessoa encarregada de arrumar hospedagem para os tenistas, ofereceu casa e clube para a tenista. E lá os Lepchenkos se instalaram.

Demorou quatro anos para a mãe, Larisa, conseguir sair do Uzbequistão e chegar aos Estados Unidos. Foi naquela época que eles alugaram um apartamento e o ranking de Varvara começou a subir.

Mas, apesar de uma temporada boa em 2010, só foi neste ano que ela realmente começou a ver seu ranking subir. Os resultados ela credita a Patrick McEnroe e à equipe da USTA. Desde o ano passado, quando adquiriu oficialmente a cidadania americana – antes ela já estava jogando pelos Estados Unidos – começou a ser treinada pela equipe da USTA, em Nova York. “Eles acreditaram em mim e sempre disseram que se eu trabalhasse duro poderia chegar entre as top 50. Lembro do Patrick McEnroe me dizendo que os Estados Unidos precisava de mais mulheres na segunda semana dos Grand Slams e agora eu estou aqui.”

 Quando a temporada começou ela era a 128ª colocada no ranking da WTA. Quando Roland Garros começou subiu para a 61ª posição, a sua atual. Quando Roland Garros terminar ela pode ter uma vaga garantida nas Olimpíadas de Londres.

 

Foto de Cynthia Lum

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