Nadal e Djokovic disputam a final dos recordes em Roland Garros

Antes da temporada de saibro começar era essa a final de Roland Garros que todos sonhavam. A final que pode colocar Rafael Nadal como o maior campeão de Roland Garros da história, superando os seis títulos de Bjorn Borg, ou fazer de Novak Djokovic um campeão de Grand Slam pela primeira vez – ele só não ganhou na França –  e vencendo ainda os quatro maiores torneios do mundo na sequência, feito que ninguém conseguiu desde Rod Laver, em 1969.

Mas, quando a disputa na terra batida começou, em Monte Carlo, a expectativa de uma empolgante temporada de saibro, em que se esperava um round de batalha entre os dois a cada torneio, sofreu um desvio. Devido a uma série de incidentes, ficamos na dúvida se esses dois realmente disputariam a final do torneio que é o ápice do jogo no saibro, Roland Garros.

Em Monte Carlo, sem a participação de Roger Federer e com um Djokovic desgastado mentalmente na final devido à morte do avô naquela semana, ficamos sem saber se a vitória de Nadal havia sido realmente convicente.

Veio Madri e o saibro azul foi mais forte do que os tenistas. Ambos não conseguiram adaptar seus respectivos jogos ao escorregadio piso, foram eliminados precocemente e o trofeu de campeão ficou com Roger Federer.

Já na capital italiana, a vitória de Nadal sobre Djokovic, na decisão, deve ter dado aquela sensação de confiança que ele queria ter encontrado na final em Monte Carlo.

Durante Roland Garros não houve um especialista que não colocasse Rafael Nadal na final. Ele também não deu motivos para que se fosse ditto o contrário. Não perdeu um set no torneio e literalmente passou por cima dos adversários.

Mas Djokovic, pelo contrário, desde o início deu sinais de que não estava assim tão à vontade no saibro francês. Não teve uma primeira rodada muito tranquila, precisou de cinco sets para vencer o italiano Andrea Seppi nas oitavas-de-final e durante quatro vezes na partida contra Jo-Wilfried Tsonga se viu praticamente dentro do avião rumo a Belgrado, tendo que salvar quatro match points.

Salvar esses match points, segundo Guga, foi a salvação de Djokovic, que “ganhou nova vida no torneio e a sensação de que poderia ganhar de qualquer um.”
Será que ele vai se tornar o segundo homem a vence Rafael Nadal em Roland Garros, em oito anos? O único a conseguir vencer o espanhol em Paris foi Robin Soderling, nas oitavas-de-final, em 2009, ano em que Nadal admitiu estar com problemas sérios no joelho e em casa, com a separação dos pai, mas nunca deixou de dar mérito ao sueco, hoje sofrendo com mononucleose e afastado do circuito. Nadal tem o incrível recorde de 51 vitórias e 1 derrota em Paris. Nadal tem em jogo a conquista do sétimo Trophee des Mousquetaires. Djokovic, a conquista do inédito Grand Slam, o Novak Slam. Qual vai valer mais?

 

Fotos de Cynthia Lum

 

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