Heróis olímpicos, Usain Bolt, Michael Johnson e Sergei Bubka aconselham tenistas

Marc Rosset é o ídolo olímpico de Roger Federer; Federer, por sua vez, é o ídolo olímpico de Kei Nishikori. Já Andy Murray tem em Michael Johnson o seu herói olímpico e ele até escreveu uma carta para o tenista britânico mais famoso deste século. Outro atleta, um fenômeno das pistas de atletismo, Usain Bolt, também escreveu uma carta para uma campeã do tênis, Francesca Schiavone. Esses e outros interessantíssimos relatos estão em Aspire, Inspire, um livro lançado recentemente pela ITF, para celebrar as Olimpíadas de Londres 2012.

Já havia visto algumas imagens de making off do livro, mas só neste fim-de-semana olímpico parei para olhar a compilação. São 36 tenistas exibindo fotos de quando eram crianças, relatando as suas primeiras memórias olímpicas e revelando quem são seus heróis das olimpíadas. A ITF foi atrás e conseguiu contatar alguns deles, que responderam ao elogio.

 

A atleta favorita de Clijsters é Tia Hellebaut;

o de Juan Martin del Potro é Javier Sotomayor;

de Shingo Kunieda – sim atletas paraolímpicos também estão no livro – é Ryoko Tani;

Maikel Scheffers, optou por Maarten van der Weiden;

Esther Veerger escolheu o nadador holandês Pieter van den Hooeganband;

O nadador americano Michael Phelps é a escolha de Petra Kvitova, Caroline Wozniacki e Agnieszka Radwanska;

Foi um nadador também a escolha de Max Mirnyi: Vladimir Salnikov;

A chinesa Peng Shuai, elegeu Li Ning;

Shahar Peer, Gal Fridman;

Dominika Cibulkova escolheu o time de hockey no gelo eslovaco;

O time de hockey no gelo medalhista de ouro em Nagano, foi a escolha de Tomas Berdych;

O de David Ferrer, foi o também tenista Jordi Arrese;

Milos Raonic, também foi de tênis e escolheu Pete Sampras como seu herói;

os irmãos Bob e Mike Bryan foram de Dream Team do basquete, de 1992;

Andrea Petkovic, que não compete em Londres, tinha escolhido Bode Miller;

Novak Djokovic também ficou com um atleta de olimpíadas de inverno, Alberto Tomba;

Rafael Nadal não escolheu um atleta especificamente, mas destacou o sucesso espanhol nas olimpíadas de Barcelona;

Outro atleta que acabou não indo a Londres, Mardy Fish, havia selecionado Dan O’Brien e Dave Johnson;

Super patriotas, Gisela Dulko ficou com as Leonas e Juan Monaco, com Manu Ginobili;

Stanislas Wawrinka escolheu Kobe Bryant como seu herói;

Gael Monfils e Jo Wilfried Tsonga, assim como Murray, também apontaram Michael Johnson como o seu herói olímpico, mas foi só para Murray que o americano escreveu.

 

Na carta para Andy Murray, o medalhista Michael Johnson, escreve “É uma honra você ter me escolhido como o seu herói olímpico. Fiquei emocionado de você ter lembrado do nosso encontro, quando ainda trabalhava com o Brad – Gilbert -. Desde então tenho acompanhado os seus resultados e você me impressionou com o que já conquistou. Competir em uma olímpiada, em casa, foi a maior honra que já tive, o ponto alto da minha carreira e também fiz um pouco de história em Atlanta, em 1996. Espero que você possa fazer o mesmo em Londres. O meu conselho para você seria o de fazer tudo o que estiver ao seu alcance, para aproveitar ao máximo esta oportunidade e fazer história na frente do seu público.”

 

 O herói escolhido por Federer, Marc Rosset – Federer tinha 11 anos quando o conterrâneo foi medalhista de ouro em Barcelona – escreveu se sentir honrado com a menção de Federer e que não se sente em posição alguma de dar conselhos a alguém que já venceu tantos títulos de Grand Slam, mas que Federer merece, depois de tudo que já conquistou, ganhar algo para dividir com o povo suíço. Rosset termina a carta assinando, “seu fã número um.”

 

Não foram apenas Federer, Ferrer, Nishikori e Raonic, que escolheram tenistas como seus heróis. Marin Cilic elegeu Goran Ivanisevic. “Quando ele ganhou o bronze em Barcelona, era a primeira vez que a Croácia estava competindo como um país independente e ele ainda foi o porta-bandeira.”

 

Medalhista de ouro em Seul, em 1988, Sergei Bubka, o eleito de Victoria Azarenka, escreveu para ela: “Fique atenta. A Estrada é dura para chegar ao topo, mas é mais difícil ainda se manter lá. A frase conquiste a você mesma e a vitória será sua, sempre me inspirou. Nas entrelinhas diz que não devemos nunca deixar de aprender, mesmo depois da carreira. Desejo a vitória nas Olimpíadas, o maior evento esportivo do mundo. Ouvir o seu hino nacional e deixar o seu povo orgulhoso, é algo que você nunca vai esquecer.”

Para Francesca Schiavone, Usain Bolt, depois de dizer “se sentir honrado em ser um herói de uma atleta de outro esporte, afirma não se sentir um herói, mas que quando está na pista a performance dele mostra que ele realmente gosta do que faz. Se isso serve de inspiração, então fico feliz. Respeito muito qualquer pessoa, de qualquer esporte, que chega ao auge, porque sei a dificuldade que é para chegar lá. Meu conselho para você em termos olímpicos, e olhando para a minha própria experiência, seria o de apenas curtir o que você está fazendo e o resto virá. 

Eu aspirei ser o homem mais rápido do mundo e esse sonho se tornou realidade em 2008. Não há melhor sensação do que cruzar a linha de chegada e saber que você ganhou a medalha não apenas para você, mas também para o seu país. Que todos os seus sonhos olímpicos se tornem realidade”.

 

O conselho de Cathy Freeman, a Samantha Stosur, vai cair bem depois das derrotas de simples e duplas, logo na primeira rodada em Londres: “continue trabalhando, treinando e acreditando.”

 Medalhista de ouro em Sidney, Yevgeny Kafelnikov escreveu a Vera Zvonareva, que se sentiu especial ao ser escolhido por alguém como um exemplo e que se sente honrado em ser russo e um campeão olímpico. “Não preciso dizer o que as Olimpíadas significam para o nosso país. Ninguém aqui lembra de mim por ter vencido Roland Garros ou o Australian Open, ou por ter sido número um do mundo. Eles só lembram que sou um campeão olímpico. Eu realmente desejo que você conquiste esse sonho.”

 

E o livro termina com Bethanie Mattek Sands – acho que ela só está lá por sempre aparecer com roupas extravagantes e ter uma aparência interessante – elegendo a ginasta Shanon Miller. Ginástica Olímpica era o primeiro esporte de Mattek Sands.

O livro é  a verdadeiro expressão do espírito olímpico, um belíssimo trabalho da ITF. Ele não está à venda, está sendo sorteado no site da ITF, mas pode ser visualizado integralmente.

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