Não funcionou. Paris perdeu e Londres também.

Não há nada como participar do Masters, do ATP World Finals. É diferente de qualquer outro torneio do mundo. São apenas 8 jogadores, os melhores da temporada e esses 8 são tratados como verdadeiros astros do esporte. Mas, confesso que essa mudança de calendário, que colocou o Masters 1000 de Paris grudado no ATP Finals, de Londres – uma mudança que com certeza não vai durar muito – está tirando um pouco daquela expectativa, da antecipação que sempre costumamos ver no Masters.

Fico aqui pensando como fizeram a chave sem a participação do David Ferrer? Jogar o Masters, diferente de um Grand Slam, não é garantia que você participará todos os anos. Tem uma vez por temporada, diferente dos quatro outros grandes eventos. É a única vez em que os tenistas se vestem de terno e gravata, posam para fotos normalmente em lugares históricos da cidade onde é disputado, chegam dias antes para treinarem, fazem entrevista no estilo “all access hour da WTA,” com cada tenista passando de mesa em mesa de grupos de jornalistas. Normalmente uma foto especial,  com todos os tenistas bem vestidíssimos é feita por um fotógrafo especialista em “retratos,” diferentes ações são programadas e agora pouco disso foi feito.

 

Jogar o Masters é tão especial e sinto por Ferrer não estar participando destes momentos. Imagina se Murray ainda estivesse em Paris e tivesse perdido o sorteio da chave. Imagine qualquer um deles na final em Paris, como é o caso de Ferrer, chegando a Londres de Eurostar, na noite de domingo e já jogando na terça-feira, sem estar ainda no clima do evento?

 

Os tenistas pediram semana a mais de férias, mas não mediram as consequências. A mudança que colocou Paris grudado em Londres foi feita durante a administração do ex-Presidente da ATP, Adam Helfant. Mas como muito bem disse o jornalista Richard Evans, havia representante dos jogadores de todos os níveis na hora de assinar a mudança.

 

E certamente não fui a única que notou a falta que esses dias entre Paris e Londres estão fazendo. Os fãs, fora a não participação de Federer e as derrotas precoces de Djokovic e Murray na capital parisiense, não se atentam a esses pormenores. Mas, hoje mesmo troquei mensagem com diferentes jornalistas, sentidos por Paris, um torneio tão tradicional do circuito ter ficado em segundo plano e outros sabendo que falta faz a semana de intervalo para criar esse clima de antecipação, fazer entrevistas exclusivas, fotos e muito mais. Todos chegaram à mesma conclusão. Não funcionou. Ok, tudo bem, até que a historinha do polonês qualifier, o Jerzy Janowicz é boa, o público tem vibrado com ele, mas alguém trocaria uma final entre Janowicz e Ferrer pela de Federer e Tsonga, do ano passado? Sim, a Arena O2 vai encher, os ingressos todos já estavam praticamente esgotados, mas ficaremos sem um pouco daquela aura de evento mega especial, principalmente nos primeiros dias.

Quando recebi o email da ATP para a imprensa com a divisão dos grupos, com Djokovic, Murray, Berdych e Tsonga no A e Federer, Del Potro, Ferrer e Tipsarevic, no B, com um link para download de foto dos tenistas, a tradicional que mencionei no início deste post, fiquei imaginando que seria estranho a foto dos 8, sem o Ferrer, ou seja, só de sete. Mas, a minha decepção aumentou ainda mais quando de volta da casa de campo, já com internet boa, consegui fazer o download e ver que se trata de uma montagem dos 8 classificados com a Tower Bridge ao fundo.

Ah, detalhe. Pensei que os jogos fossem começar na 3ª feira. Que nada. começam na 2ª mesmo, com Murray x Berdych e Djokovic x Tsonga. Na 3ª Ferrer já joga contra Del Potro e Tipsarevic contra Federer.

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