A primeira vez que vi o Federer, no 1º jogo profissional dele, e a Serena. Era 1998.

Acompanhando o Federer e a Serena, desde 1998.

Desde o início desta semana, com todo esse clima de antecipação no ar, com a chegada de Roger Federer a São Paulo, estava aqui pensando em tudo que já escrevi, assisti e acompanhei do suíço. Não só dele, mas dos irmãos Bryan, da Serena, Sharapova, Wozniacki, Azarenka, Haas, Tsonga, Robredo e Bellucci, que completam o Gillette Federer Tour.

Engraçado, mas posso dizer, praticamente de todos, a primeira vez que prestei atenção neles, ou escrevi alguma coisa dessas estrelas do tênis mundial. Essas memórias ficaram mais recentes hoje, quando fui fazer o credenciamento para o evento e quando peguei meu book de Tennis View. Quantas capas já fizemos com eles, quantas histórias escritas.

 

O Federer, me lembro muito bem. Era 1998 e estava com o Guga, em Gstaad, no ATP. De repente, na sala de imprensa, todo mundo saiu correndo para a área de coletivas. Era um juvenil suíço, campeão de Wimbledon que acabara de chegar aos alpes para estrear como profissional. Vi o primeiro jogo de Roger Federer no circuito. Foi contra o argentino Lucas Arnold. Federer perdeu. Mas, lembro perfeitamente da imagem dele na quadra e principalmente, na sala de imprensa, com aquele cabelo mais comprido, dividido no meio e um rosto com cara juvenil e mais rechonchudo do que atualmente.

E os jornalistas suíços me avisaram. Presta atenção nele, que ele ainda vai ganhar muita coisa.

Quatro anos depois assistia ele derrotar o Guga nas quartas-de-final, em Hamburgo, em um jogo estranhíssimo (placar: 6/0 1/6 6/2).

Em 2003, Guga e Federer voltaram a se enfrentar, nas rodadas iniciais de Indian Wells e Guga saiu vencedor.

Mas, para mim e acho que para muita gente, fica gravado na memória aquela vitória do Guga sobre o Federer, em Roland Garros, 2004.

Guga já tinha muita dificuldade para conseguir competir constantemente em alto nível. Estava no sacrifício total, mas acreditava na vitória.

Federer era o número um do mundo. Lembro de ter olhado o recorde de Federer em Roland Garros e visto que perdera do Arazi e do Horna, na primeira rodada, nos dois anos anteriores e pensado, bem, parece que o Guga tem chance.

A história todo mundo já sabe. Guga ganhou do suíço e ele só foi triunfar em Roland Garros em 2009.

A vitória de Federer em Paris, foi um outro momento marcante. Eu estava lá e ao longo da semana deu para ir sentindo a torcida inteira torcendo por ele. Foi emocionante.

Com tantos títulos de Grand Slam, acho que posso ficar aqui escrevendo por horas e horas sobre os momentos especiais de Federer no circuito que acompanhei de perto.

É realmente incrível que um cara com 17 trofeus de Grand Slam e com o currículo que tem, ainda em atividade, esteja aqui no Brasil para jogar uma exibição. Independente do contrato milionário que tenha com a Gillette, ele poderia simplesmente ignorar a ideia de atravessar meio mundo para chegar aqui. Mas, não. Diz ele que queria conhecer a América do Sul e nesta quinta vamos presenciar um momento único no Brasil.

A Serena também acompanhei desde cedo. Lembro da primeira entrevista coletiva que vi dela e da Venus, em Miami, em 1998 e do pai, Richard Williams, falando claramente que Serena seria melhor do que Venus.

Naquele ano, organizei com o torneio, uma sessão de fotos na praia da Serena, com o Guga. Foi lá que tive um maior contato com melhor a maior tenista da última década.

Serena nutria um interesse enorme pelo Brasil. Adorava ver a Tennis View, começou a aprender português e até hoje, onde quer que a gente se encontre, ela sempre pergunta do Brasil.

Eu estava em Nova York quando ela ganhou o primeiro Grand Slam, no ano seguinte e também acompanhei alguns outros momentos marcantes da carreira dela.

Foi neste mesmo fim dos anos 90 que vi os irmãos Bryan pela primeira vez e também no torneio de Miami. Lembro de estar sentada no jardim dos jogadores, ver dois gêmeos passando. Alguém comentou algo sobre eles. Eles ainda tentavam jogar simples.

Pouco depois, minha grande amiga e fotógrafa da Tennis View,  Cynthia Lum, começou a fazer uma série de trabalhos com eles e claro, eu passei a dar mais atenção aos tenistas que deram nova graça ao jogo de duplas no circuito.

Sharapova é mais novinha do que eles e também guardo perfeitamente na cabeça a primeira vez que vi a loira russa. Era 2003 e estávamos em Wimbledon. Acho que foi talvez a última vez que o Guga jogou por lá. Um amigo jornalista me chamou e disse: você tem que ir à quadra ver essa tenista jogar. Dizem que ela será top. Eu fui. Sharapova ainda jogava com aquela raquete Prince, de cabeça enorme. No ano seguinte ele ganhava Wimbledon. Neste ano, assisti de Paris, ela completar o Grand Slam! 

 

O Tsonga lembro de estar em época de fechamento da Tennis View e no escritório, claro, sempre deixamos a televisão ligada em algum canal que esteja passando tênis. Era final de ano e época do Masters 1000 de Paris. Ele estava saindo do juvenil, tendo terminado como número dois do mundo e como Wild Card ganhava do Mario Ancic, em Bercy. Naquele momento, com Monfils jogando bem também e recém-saído do juvenil, resolvemos fazer uma matéria de última hora dessa nova geração de tenistas negros franceses. Deu no que deu.

 

Quando prestei atenção na Wozniacki, pela primeira vez, ela já estava entre as top 100. Mas, entre as top 100 da WTA existem tantas que é fácil a gente deixar alguém de lado. Ela já tinha jogado bem, em 2008, Roland Garros e Wimbledon e estava no US Open. Fui vê-la jogar e na época um amigo jornalista correspondente dos países nórdicos foi entrevistá-la para a Dinamarca. Acabei indo junto.

Da Azarenka não tenho nenhuma historinha bacana para contar… Vamos ver se ela acontece aqui no Brasil.

Ih, esqueci do Tommy Haas. Mas esse foi contemporâneo do Guga e já relembrei momentos em posts anteriores. Vale a pena ler. Até eu que escrevi gosto de relembrar.

De quinta a domingo, cada um que for ao Ibirapuera, às entrevistas ou até mesmo assistir o evento na TV, vai ter essa oportunidade maravilhosa de escrever a sua própria história.

Ah, para quem quiser recordar, todas as capas da Tennis View, com Federer, Sharapova, Serena, Wozniacki, Azarenka e os Bryans,estão aqui.

 

 

 

 

2 Comments

Filed under Uncategorized

2 Responses to A primeira vez que vi o Federer, no 1º jogo profissional dele, e a Serena. Era 1998.

  1. Zé Quarenta

    São 17 Grandslams do Federer, nao 17 como está no texto.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *