E Clezar vai se transformando em jogador!

Guilherme Clezar ATPSabe quando você tem a sensação de ver um tenista começar a se desgarrar do grupo, a tomar dianteira e a se transformar? É essa a sensação que tenho com o jovem Guilherme Clezar, de 20 anos e que disputa a segunda semifinal seguida de ATP Challenger Tour – São Paulo – entrou nesta semana para o top 200 do ranking mundial(é o 197 e vai subir mais) e já é o quinto brasileiro mais bem ranqueado na ATP.

O gaúcho treinado por João Zwetsch, desde que terminou a carreira juvenil, com direito a vice-campeonato de duplas de Roland Garros, vinha tendo alguns resultados expressivos aqui e ali.

Ganhou, no ano passado, o Challenger do Rio Quente Resorts, mas numa temporada instável, com muitas derrotas em primeiras rodadas e a disputa de torneios Futures.

Clezar começou 2013 no Aberto de São Paulo e foi se arriscar no qualifying do Australian Open. Não ganhou um jogo, mas já estava ali entre os grandes do circuito.

Poucas semanas depois passou o qualifying do Brasil Open e só perdeu para Thomaz Bellucci, na primeira rodada, no tie-break do 3º set. Clezar não estava com medo, nem intimidado pelo grande ginásio do Ibirapuera e pelo top 40 da ATP. Depois, venceu 2 jogos no duríssimo qualifying do ATP de Buenos Aires e voltou a jogar os torneios Challengers.

Foi semifinalista em Santos, perdendo para o número dois do País, Rogério Dutra Silva, também em 3 sets e agora já está na semi, no Paineiras do Morumby. Nesta semana venceu o cabeça-de-chave 2, o também brasileiro João Souza, o Feijão, nas oitavas-de-final.

São jogos como os contra o Bellucci e essas vitórias que ele vai conquistando, agora de forma mais consistente, diante de tenistas mais bem ranqueados e mais experientes, com um bom mix de torneios entre ATPs e Challengers, que dão a certeza de que Clezar está de fato se transformando em um jogador.

Rogerio Dutra Silva tenis

Entre todos os tenistas brasileiros que disputaram essas 3 semanas de Challenger por aqui, com exceção de Rogerio Dutra Silva, campeão em Itajaí e vice em Santos, Clezar foi o único que se destacou. Nos três torneios, já nas quartas-de-final quase não havia brasileiros em quadra.

No Taroii Open, em Itajaí, apenas Rogério Dutra Silva estava nas quartas; em Santos, Rogerinho, Clezar e João Souza eram os brasileiros em ação e em São Paulo, apenas Clezar e Rogerinho.

O sinal de alerta para o tênis brasileiro continua vermelho.

 

Fotos de João Pires

 

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