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Com Tião Santos em YALE, Lixo Extraordinário ganha prêmio do Festival de cinema ambiental,o EFFY

 

Meus posts tem ficado cada vez mais raros. Falta tempo – parece desculpa, mas é verdade – e estou completamente envolvida com os catadores de materiais recicláveis, estruturando a Rede Agrega Rio, com profissionais como a Jackie de Botton, a Produtora Executiva do Lixo Extraordinário e superempreendedora que me chamou para o trabalho com o filme, na época do Oscar e acabou me levando para muitas outras atividades fantásticas envolvendo os catadores, Jardim Gramacho, a reciclagem e a possibilidade de promover uma mudança na sociedade, mesmo que lentamente.

Foi por causa desse trabalho que tive que deixar Miami e o Sony Ericsson Open bem antes dele terminar e viajar para Nova York e YALE, onde o filme abriu o EFFY, o Environmental Film Festival at Yale. Acompanhei o Tião Santos na viagem e tenho certeza que a participação dele no debate após a exibição do filme, ao lado de Martin Medina, advisor do fundo do Clinton para reciclagem, emocionou a plateia que já havia lotado o cinema, com pessoas sentadas no chão para assisitir o documentário e que acabaram votando no filme, como o melhor do festival. Lixo Extraordinário ganhou o prêmio do público de melhor filme do Festival e YALE, além do prêmio, ainda mandou uma mensagem dizendo que quer acompanhar os projetos apresentados por lá, da Rede Agrega Rio e fazer parte da transformação dos catadores em empreendedores.

É, perdi jogos incríveis em Miami, num torneio que tanto adoro, mas, valeu a pena!

Com presença de Tião Santos em YALE,  Lixo Extraordinário ganha prêmio no EFFY, o Festival de Cinema Ambiental da prestigiada universidade

Projeto apresentado por Tião em YALE foi o mesmo apresentado à COMLURB
Tião Santos fez uma passagem rápida, na semana passada pelos Estados Unidos, mas o suficiente para emocionar a interessada plateia de YALE, na abertura do EFFY (Environmental Film Festival at Yale) e dar ao filme Lixo Extraordinário o prêmio de melhor filme, escolhido pelo público.

Lixo Extraordinário abriu o Festival, o único de cinema ambiental no mundo com entrada gratuita, e logo após a exibição do Documentário, que já ganhou outros 20 prêmios pelo mundo e foi indicado ao Oscar, Tião participou de um debate com os acadêmicos de Yale, o público e o Conselhor do Fundo Clinton para Reciclagem, Martin Medina.

“Fiquei surpreso com o interesse de uma universidade como YALE no nosso trabalho e no que estamos planejando para um futuro próximo no Brasil. Tive a oportunidade de apresentar para YALE o projeto da Rede Agrega Rio, o mesmo que foi apresentado para a COMLURB,” disse Santos.

“Foi uma honra para YALE receber o Tião Santos e ouvir todos os projetos que eles estão fazendo no Rio e como os catadores estão se tornando empreendedores e como o lixo está realmente sendo transformado. YALE quer estar envolvida nesse processo,” disse Chandra Simons, Diretora do Festival e Acadêmica de Yale.

REDE AGREGA RIO – Com toda sua experiência de vivência com o lixo, desde os 11 anos de idade e sua liderança natural, Tião Santos falou do lixo no Brasil, do poder de transformação do mesmo, que aprendeu com o filme, e dos projetos futuros com a recém lançada Rede Agrega Rio. A Rede, uma união de cooperativas de catadores de materiais recicláveis, visa a valorização e melhoria das condições de trabalho dos catadores e que tem como principal objetivo, fazer com que os catadores se tornem empreendedores e transformem o lixo em dinheiro. A primeira mudança será a forma de trabalho dos catadores, que não mais catarão com as mãos. Eles trabalharão com um sistema automatizado, em ECOPOLOS  (Centrais de Valorização, com implantação inicial prevista para junho) e terão uma maior capacidade produtiva. O Kg de PET reciclado, que hoje rende até R$ 0,90, passará a valer R$ 4,00, no seu valor agregado,já transformado em “flake,” o produto final que as indústrias compram.
Estudo feito pela Rede, mostra que os catadores, mesmo com as máquinas, terão emprego nos diferentes estágios do processo e em variadas áreas que estão se abrindo com este novo momento e a aprovação, no dia 23 de dezembro de 2010, da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que obriga os municípios a fazerem a coleta seletiva. Dez plantas de “Centrais de Valorização – Ecopolos,” – estão planejadas para a região metropolitana do Rio de Janeiro, atuando com a maximização dos ganhos de logística de Coleta dos Materiais, com equipamentos que permitem maior escala de produção, para atingir as metas estabelecidas na Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Com estes novos postos de trabalho, os catadores já estão sendo preparados e treinados para assumirem o importante papel na sociedade do Rio de Janeiro, de fazerem a coleta seletiva e a partir daí, transformarem o lixo.

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