Tag Archives: André Sá

André Sá conquista 10o. título e carreira atravessa gerações

Dá pra imaginar que André Sá estava disputando a sua primeira final de ATP, nas duplas, há 17 anos? Era 1998, o parceiro era o gaúcho Nelson Aerts. Os adversários, os lendários Woodies, já se aposentaram faz tempo, assim como Aerts. O ATP, o de San José, já não existe mais. Era outro tempo, outra geração e ainda assim, André Sá continua competindo no circuito e agora aos 38 anos vem fazendo uma das melhores temporadas da carreira. Conquistou na noite deste sábado, na Croácia, o título número 10 da carreira, ao lado do argentino Maximo Gonzalez.

André Sá tennis atp

A vitória em Umag foi muito comemorada. André teve o raro privilégio de ganhar um título diante da esposa Fernanda e da filha Carolina. Ganhou no saibro – e todo mundo sabe que ele gosta de uma quadra bem rápida – e celebrou o terceiro título do ano, vendo o seu trabalho recompensado.

Para quem não disputava uma final de ATP desde 2012, não ganhava um título desde 2011, conquistar o terceiro trofeu do ano, com três parceiros diferentes é para celebrar mesmo.

André é exemplo de longevidade e amor ao esporte.

Nestes últimos anos em que nem final disputou, viu os conterrâneos mineiros, Bruno Soares e Marcelo Melo, que começaram jogando com ele, cresceram no circuito inspirados por ele, conquistarem Grand Slams, disputarem o Masters, enquanto jogava semana atrás de semana com parceiros diferentes. Jogou Challengers no meio do caminho, ficou longe de uns grandes torneios, mas estar no circuito e competir sempre falou mais alto e ele segue muito firme  com o propósito de continuar no tour ao menos até as Olimpíadas, em que já é o brasileiro com mais participações.

Abaixo um quadrinho com as 25 finais do André Sá – dá um panorama bem interessante das gerações do esporte em que ele já transitou.

2015 – UMAG – Sá/Gonzalez d. Fyrstenberg/Gonzalez

2015 – NOTTINGHAM – Sá/Guccione d. Cuevas/Marrero

2015 – BUENOS AIRES – Sá/Nieminen d. Marach/Andujar

2012 – STUTTGART – Chardy/Kubot d. Sá/Mertinak

2012 – DELRAY BEACH – Fleming/Hutchins d. Sá/Mertinak

2012 – BUENOS AIRES – Marrero/Verdasco d. Sá/Mertinak

2012 – BRASIL OPEN Butorac/Soares d. Sá/Mertinak

2011 – KITZBUHEL – Bracialli/Gonzalez d. Sá/Ferreiro

2011 – METZ – Sá/Murray d. Melo/Dlouhy

2011 – BUENOS AIRES – Marach/Mayer d. Sá/Ferreiro

2009 – QUEEN’S – Moodie/Youzhny d. Sá/Melo

2009 – DELRAY BEACH – Bryan/Bryan d. Sá/Melo

2008 – NEW HAVEN – Sá/Melo d. Bhupathi/Knowles

2008 – POERTSCHACH – Sá/Melo d. Melzer/Knowle

2008 – BRASIL OPEN – Sá/Melo d. Montanes/Ventura

2008 – QUEEN’S – Nestor/Zimonjic d. Sá/Melo

2007 – ESTORIL – Sá/Melo d. Garcia/Prieto

2003 – AMERSFOOT – Bowen/Fisher d. Sá/Haggard

2002 – AMERSFOOT – Coetzee/Haggard d. Sá/Simoni

2002 – BRASIL OPEN – Humphries/Merklein d. Sá/Kuerten

2001 – BOGOTÁ – Hood/Prieto d. Sá/Rodriguez

2001 – NEWPORT – Bryan/Bryan d. Sá/Weiner

2001 – HONG KONG – Sá/Braasch d. Luxa/Stepanek

1998 – SAN JOSE – Woodforde/Woodbridge d. Sá/Aerts

 

Leave a Comment

Filed under Uncategorized

Roland Garros: Soares, Sá e Melo, representantes do Brasil nas duplas, conhecem adversários de estreia

Foi sorteada neste domingo a chave de duplas de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, disputado no saibro parisiense.

O brasileiro Bruno Soares, nº 13 do ranking de duplas da ATP, e seu parceiro, o austríaco Alexander Peya, formam a dupla cabeça de chave nº 7. Segunda melhor parceria da temporada, eles encaram na primeira rodada o norte-americano James Cerretani e o eslovaco Lukas Lacko.

Soares e Peya - Wagner Carmo peq

A melhor campanha de Soares no torneio francês foi a semifinal de 2008, quando jogou ao lado do sérvio Dusan Vemic.

O outro brasileiro na chave será Marcelo Melo, nº 21 do ranking de duplas e que mais uma vez terá o croata Ivan Dodig como parceiro.

Cabeças de chave nº 12, eles enfrentam na estreia o romeno Victor Hanescu e o luxemburguês Gilles Muller. No ano passado, também ao lado de Dodig, o mineiro chegou às quartas de final.

André Sá joga ao lado do espanhol Feliciano Lopez e na primeira rodada eles enfrentam os britânicos Colin Fleming e Jonathan Marray, cabeças de chave nº 10.

Para conferir a chave completa, clique aqui.

Filipe Alves, da Revista Tennis View.

Foto: Wander Roberto/Inovafoto

Leave a Comment

Filed under Uncategorized

Tenistas relembram seus melhores momentos na MasterCard Tennis Cup, em Campos do Jordão. Bellucci, Sá, Melo, Cortez, todos tem histórias para contar.

Estamos na 11ª edição da MasterCard Tennis Cup, em Campos do Jordão, o que significa que há 11 anos faço parte deste torneio feminino e masculino, que vale pontos para os rankings da WTA e ATP e distribui US$ 100 mil em prêmios.

Todos os anos, as semanas que antecedem o evento agitam o escritório da Try Sports – com montagem da estrutura no Tênis Clube – sala de imprensa, boleiros, árbitros, encordoamento, jogadores, staff, estandes de patrocinadores, Stela Artois Hall, espaço MasterCard Black – reserva de hotéis para staff, jogadores, convidados, logística de subidas e descidas da serra paulista, divulgação do evento, design e confecção da revista programa e muito mais. Todos os anos, nestas semanas que antecedem o evento me dá aquela preguiça de pensar que são duas semanas longas de evento em Campos do Jordão e no frio, o que me desanima mais.

Mas, ao chegar aqui, mesmo com o frio e as longas horas na sala de imprensa, a preguiça vai embora  – o frio não, mas a gente dá um jeito com agasalhos de neve e aquecedores na sala de imprensa, além de um bom vinho no Stella Artois Hall à noite.  É sempre um prazer encontrar velhos conhecidos, conviver com os meus amigos e colegas na sala de imprensa e pelo torneio e relembrar a história desta competição.

Para este ano, uma das pautas que programei para a revista da MasterCard Tennis Cup, foi com os tenistas falando de momentos marcantes para eles em Campos do Jordão e foram vários. Todos que jogaram aqui tem alguma lembrança bacana para retratar e eu reproduzo aqui esse material, que a Fabiana Oliveira e o Edgar Lepri apuraram com os tenistas.

 

MasterCard Tennis Cup é marco na carreira dos tenistas

 

Essa afirmação vem dos próprios jogadores que disputaram a competição nos últimos anos, em Campos do Jordão. Thomaz Bellucci, André Sá, Marcos Daniel, Marcelo Melo, Bruno Soares, Maria Fernanda Alves, Vanessa Menga, Ana Clara Duarte, entre muitos outros tenistas, guardam recordações especiais da MasterCard Tennis Cup. Confira o que eles lembram e os momentos mais marcantes do evento para eles.

 

Thomaz Bellucci

“Joguei algumas vezes em Campos. É um torneio gostoso, em uma cidade turística. Tive um bom resultado em um ano, então é um torneio que eu tenho uma lembrança especial. Fiz uma semifinal em um ano que eu estava perto dos 200 do mundo e subi legal no ranking, em 2007. São condições que eu gosto de jogar, sempre joguei bem em lugares mais altos e Campos, na época que eu jogava Challenger, eu sempre incluia no meu calendário. Acho que para os brasileiros é bom ter um Challenger com altitude maior e em quadra rápida.”

 

 

Marcos Daniel

“O torneio, com os anos ganhou tradição no Brasil. Já fizeram dez edições e o público sempre comparece. Essa continuidade é muito importante. Joguei diversas vezes e um jogo que me marcou, mesmo tendo perdido, foi a semifinal de 2005, em que perdi para o Del Potro e depois o André – Sá – acabou ganhando dele na final.”

 

Ana Clara Duarte

“A primeira vez que eu joguei em Campos,  eu tinha 15 anos – hoje tem 22 anos – , entao é um torneio bem especial pra mim. Já tive que disputar quali, outra vez me deram WC [convite] e nos últimos anos consegui entrar com meu próprio ranking.

Acho que o momento mais marcante foi quando ganhei da Jorgelina Cravero, em 2009. Ela defendia o título de 2008, era cabeça 1 do torneio e eu ganhei em três sets, com meu treinador e meus irmãos assistindo, com o apoio da torcida. Com certeza foi muito especial”.

 

Marcelo Melo

“Meu momento mais marcante foi quando eu fui campeão de duplas com o André, nosso primeiro título juntos. É muito importante ter torneios no Brasil deste nível. Essa oportunidade é muito boa para os jogadores brasileiros que ainda não contam com apoio”.

O título de duplas foi o primeiro de uma série de vitórias que levou Melo e Sá à semifinal de Wimbledon e a conquistarem 5 trofeus de ATP juntos

 

André Sá

“Com certeza o momento mais marcante para mim foi a final de 2005, quando eu derrotei o Del Potro, minha esposa estava grávida na torcida e eu dediquei a vitória à nossa filha. É de uma importância enorme ter um torneio com tanta tradição como a MasterCard Tennis Cup. É uma chance para os brasileiros conseguirem pontos importantes no ranking sem ter que viajar para muito longe”.

 

Vivian Segnini

“Meu momento mais memorável foi em 2008, quando alcancei a semifinal, ganhei bons jogos e recebi muito apoio da torcida. A quadra central é especial pra mim, me traz ótimas recordações. É muito importante para o tênis brasileiro ter um torneio como este. Por muitos anos foi o único challenger feminino realizado no Brasil e sempre reuniu as melhores jogadoras do País. Além dos pontos e da premiação em dinheiro, a estrutura e as facilidades são muito parecidas com a dos grandes torneios. É uma vritine do tênis nacional”.

 

Bruno Soares

“Pra mim, o momento mais marcante foi uma semifinal de duplas que eu fiz ao lado do meu atual parceiro, o Marcelo Melo. A gente tinha acabado de sair do juvenil e ganhamos o WC [convite]. Acabamos indo até a semi e ganhando de jogadores como Mario Ancic e Daniel Orsanic no caminho. Todo evento realizado no Brasil é muito importante para o tênis nacional. Nos dá a oportunidade de jogar em casa, viajando pouco e gastando menos. Coisas que nessa fase são muito importantes para os jogadores. Além de todo o charme da cidade de Campos do Jordão”.

 

Joana Cortez

“Um momento inesquecível foi a conquista do título de duplas em 2007, ao lado da Roxane Vaisemberg. A MasterCard Tennis Cup tem grande importância para o tênis brasileiro, porque oferece qualidade na organização, apoio aos atletas e visibilidade para patrocinadores, numa das cidades mais badaladas do inverno paulista”.

 

Teliana Pereira

“Sem dúvida, meu melhor momento na MasterCard Tennis Cup foi em 2007, quando eu ganhei meu primeiro Challenger, não só pelo fato de ter ganho, mas sim pela superação, pois fiquei doente durante o torneio. É o torneio [feminino] mais importante que temos no Brasil. As melhores tenistas do Brasil e da América do Sul jogam e isto alavanca o tênis feminino brasileiro. Deveria existir mais torneios fortes por aqui.”

 

Maria Fernanda Alves

“Meu momento mais marcante na MasterCard Tennis Cup foi quando venci em simples e duplas, no ano de 2004, alcançando meu melhor ranking na WTA. Senti muita alegria e felicidade. É um torneio feminino de tradição, estampando na mídia brasileira as tenistas do Brasil”.

 

Vanessa Menga

“O meu momento mais importante foi o ano de 2001, quando fiz duas finais, de duplas e simples, no mesmo dia. Perdi nas duas, mas foi um ótimo campeonato. Sempre joguei bem em Campos e adoro jogar em quadra rápida e com a torcida brasileira ao meu lado. O torneio de Campos é importantíssimo para todas as nossas brasileiras se destacarem e adiquiriem ritmo para os próximos campeonatos profissionais pelo mundo”.

 

 

 

Monique Albuquerque

“Acredito que passei por vários bons momentos na Mastercard Tenis Cup. Um dos mais marcantes foi quando fui para a final de duplas, em 2009, a minha primeira em um torneio deste porte e de tanta tradição como este. A Mastercard Tennis Cup é extremamente importante para o tênis do Brasil, pois é a possibilidade de jogar um torneio de nível Challenger em casa, além do que é uma chance de melhorarmos nosso ranking e jogar com outras tenistas de alto nível”.

Ricardo Mello

“Sempre tive uma identidade com Campos do Jordão. Foi lá que conquistei meu primeiro challenger, em 2001, e depois a Mastercard Tennis Cup, em 2002 e 2006. Ambos os títulos foram muito marcantes e é um torneio que gosto muito de jogar. Os challengers são torneios muito importantes e qualquer torneio desse nível, realizado no Brasil, é sempre bem-vindo. A Mastercard Tennis Cup é disputada na época de inverno em que Campos e se torna o centro das atrações no Estado. Um torneio que reúne gente bonita, num clima legal, bons jogos e boa premiação”.

 

 

 

 

 

 

 

 

Enhanced by Zemanta

Leave a Comment

Filed under Uncategorized

Uma manhã na academia de John McEnroe e as surpresas do dia no US Open

Vai parecer repetição, mas desde que o despertador tocou hoje às 06h, só fico pensando que NY é a cidade que nunca dorme, mas pelo motivo contrário. Ela já está funcionando num ritmo alucinante mesmo quando você atravessa a porta do hotel, olha para o céu e ainda vê a lua.

Não eram nem 07h e eu já estava esperando o carro que nos buscaria para levar a Randall’s Island para visitarmos a academia do John McEnroe. Enquanto comprava um café e um bagel com cream cheese na Deli da esquina, já tinha gente soltando a buzina, outros aplaudindo a confusão na 5th Avenue, enfim, a cidade a mil.

Foi uma manhã muito interessante, vendo a academia “acordar também.” Vendo senhores chegarem para jogar o tênis matinal antes de iniciar a jornada de trabalho e inúmeras crianças descendo de vans e carros para mais um dia de Summer Camp.

Já tinha lido bastante coisa sobre a academia, mas não sabia muito o que esperar. Não estava entendendo qual era o objetivo de Johnny Mac e de seu time.

Fomos recebidos por Gilad Bloom e pelo irmão de John e Patrick, Mark, que gerencia o complexo – Sportimes Academy -.

O objetivo é claro: Formar campeões e também é evidente a ativa participação de McEnroe, o John, no processo.

Fizemos uma longa entrevista com Gilad e Bloom, enquanto crianças de todas as idades chegavam para a última semana de Summer Camp.

Quando as aulas começarem novamente, nos próximos dias setembro, mais de 500 crianças participarão dos programas da academia. São 20 quadras atualmente e já estão pensando em construir mais 10.

A matéria sai na próxima edição da Tennis View.

De volta a Manhattan, uma breve reunião com a Head e quando cheguei ao US Open, já era início da tarde e a impressão era de que o chão estava fervendo.

Com protetor solar literalmente dos pés a cabeça, fui assistir o final do jogo do Júlio Silva – *Julinho perdeu para Pablo Cuevas, mas sua história de vida virou notícia mundial – e a vitória de Marcelo Melo e Bruno Soares, nas duplas, que ganharam dos cabeças-de-chave 6 Frantisek Cermak e Michal Mertinak, por 7/6(4) 7/5.

De volta à sala de imprensa, derretendo, fui me informar sobre os jogos do dia.

A primeira vitória que me chamou a atenção foi a da Mirjana Lucic, que veio do qualifying, sobre Alicia Molik, por 7/6(5) 6/1.

Há algumas semanas fiz um post sobre o ressurgimento dela e de Jelena Dokic, que acabou caindo na estreia do qualifying.

Para complementar o post do dia 09 de agosto / – http://gabanyis.com/?p=1436 – * *coloco no final deste a transcrição da coletiva da mais do que feliz Lucic, que há sete anos não jogava a chave principal do US Open e que afirmou que agora cada vitória é como se ela ganhasse um campeonato. A próxima adversária é Jelena Jankovic.

Depois, vi que Kimiko Date Krumm tirou um set de Kuznetsova, mas acabou perdendo por 6/2 4/6 6/1.

Fui olhar o final do jogo entre Clement e Baghdatis, em que o francês surpreendeu o cipriota, um dos melhores jogadores do US Open Series, por 6-3 2-6 1-6 6-4 7-5.

Outro tenista francês que surpreendeu foi Jeremy Chardy, ganhando de Ernest Gulbis, por 6-2 7-6(1) 6-4.

Já são 18h e o dia no US Open não está nem perto de terminar.

Fico aqui por agora, para assistir um pouco do jogo do André Sá e depois continuar meus outros afazeres aqui neste US Open, me despedindo do post de hoje com o link para a materia que o jornalista da DPA, Sebastian Fest fez sobre o Júlio Silva, contando a história de sucesso do tenista e a transcrição da entrevista da Lucic.

De la favela al US Openhttp://bit.ly/abyuik

Transcrição da coletiva da Lucic

Q.  It’s been a long time.  Must be rewarding.  How do you feel?

MIRJANA LUCIC:  I feel fantastic.  I’m so so happy.  I worked so hard to get here.  This is my first US Open in, I don’t know, seven years or something.  Feels incredible.

Like I said, I’ve worked so hard.  Every round in quallies has been tough, and it just feels so rewarding.

Q.  Where have you been training?

MIRJANA LUCIC:  I have been working hard for a long time.  I have been training in Bradenton in United Tennis Academy.  You know, when I say I’ve been working hard, I mean, also playing $25,000 tournaments, quallies of every small tournament there is, and losing a lot of times.

It was really hard.  It felt like I climbed the mountain just to get through those tournaments, so I feel really good now.

Q.  Alicia was saying after she kind of came up with you, that she really respected how you sort of hung in there.  What kept you going, and what sort of kept your sort of dream alive?

MIRJANA LUCIC:  First, I have to say playing today was tough against Alicia.  She’s a friend, and I respect her a lot as a player.  She’s a great player and she’s a great girl.  She’s my friend, so it was a little bit tough in the beginning.  You know, I know that she plays great tennis, and I knew I had to play, you know, really well to win today.

For me, it was just ‑‑ I don’t want to go into the reasons about everything.  It was just unfortunate why I haven’t played.  It wasn’t because I was sick of tennis or anything like that.  It was just a lot of unfortunate circumstances.

You know, my dream never died and never went away.  I was just waiting for an opportunity.  I have it, and I’ve been living my dream last couple years.  I’ve been improving slowly, but it’s been moving forward.  So I’m happy.

Q.  What was the difference in the game?  You said you were losing matches.  So why were you losing them?  Was it a question of the power of the game or particular strokes that you couldn’t play?

MIRJANA LUCIC:  No, no, I don’t think it was none of that.  I think it was really confidence.  You know, I was out for almost entire four years, and then you come back.  You kind of expect to just start off where you left off, and it doesn’t really work that way.

It’s just a matter of confidence.  I think that’s what I found.  Once I started winning the matches and started ‑‑ because I play very powerful game, and you can’t really hesitate a whole lot when you hit the ball like me, and then, you know, it ends up completely not being my game.

That’s what I struggled a lot with.  Once I started winning and getting a little more confidence and putting some matches together and now qualifying for both Grand Slams, I start feeling better and little more confident and going little more, how would I say, without hesitation after my shots.  That’s what I think makes the biggest difference for me.

Q.  Considering all you’ve been through in your career, how differently do you look at tennis now?  Do you have a different appreciation for the game?

MIRJANA LUCIC:  Well, you know, it’s funny.  Every match I win now, it’s like winning an entire tournament.

Before, I was really lucky and blessed to be so good when I was so young.  And it was just normal.  I grew up winning since I was six years old.  I was winning tournaments and it was always normal.

But once that has been sort of taken away for years you haven’t had that feeling, you know, it’s incredible.  Every match gives me such satisfaction.  I really enjoy it so much.  And just the fact that I have the ability to do it again, I’m really happy out there.

Q.  In your mind, did you quit?

MIRJANA LUCIC:  Never.  Never.  I was just waiting for my opportunities.  I never quit.  I knew ‑‑ you know, I’m 28 now.  People are calling me a veteran, which is like, Oh, so depressing.  I’m like old at 28.

But, you know, I just love it out there.  You know, I’m doing what I love, and I know that there is still a lot of good tennis in me, a lot of good results.  That’s what’s pushing me, and that’s why I’m doing it.

Q.  Does it feel like a rebirth or a like a second coming for you, or how would you characterize, you know, how it feels to be back on tour?

MIRJANA LUCIC:  I don’t know anymore if I would say that.  Since I started playing again couple years ago, everybody has been saying a comeback, a comeback.  Yeah, I left, but I never really left.

So for me, it was just ‑‑ it’s almost like walking blind for years and really struggling a lot to finally being free again and sort of reminding myself of the old ways and how good I can play and that I can play with these girls and beat them.

That’s what keeps me going.  I still know I can, but it’s really important to get out there on the court and do it every week, and that’s gives you that confidence.

Q.  How much mileage do you think you have left on your body?

MIRJANA LUCIC:  I feel great, even though I’m wrapped all over right now.  It looks bad, but I feel really good.

I mean, I’ve always worked hard.  Physically I feel strong.  But, you know, I’ve been going nonstop without a week off for a while now, so, you know, I’m a little bit tired.

But I feel great.  Physically I can’t say I have any problems, knock on wood.  Everything is good.  I feel like I have definitely some years in me.  I feel that it matters the most also as long as I really want to be out there and work hard and do whatever I need to do.

Q.  Are you a better player than you were in ’99?

MIRJANA LUCIC:  I really think so.  I know, you know, if ‑‑ you know, for anybody that thinks, Okay, she was 30 then, now she’s 150, you wouldn’t say so.  I but I really think so.  I think my strokes have improved, I think better out there.

Q.  Physically you didn’t look that well‑conditioned 11 years ago.

MIRJANA LUCIC:  Yeah, you know, I hate to answer this question, but, you know, it was a lot of things going on in the past.  You know, I was going through difficult time.  When you’re 17, 18, you know, from 16 to kind of 20, you’re a really young girl.  Everybody treats you like an adult because of the things you do, but you’re still a young girl.  You don’t exactly handle everything the best, you know.

Today, you won’t necessarily go for half a cake.  When you’re 16, you’re a little down, boyfriend doesn’t call you, you might do that.  It sounds bad, but…

Q.  Are you here with a coach?

MIRJANA LUCIC:  Yes.

Q.  Who is that?

MIRJANA LUCIC:  Jeff Russell with the United Tennis Academy from Bradenton.  Been working for a little while.

Q.  How have you been able to handle the off‑the‑court challenges, funding the travel, the coaching?  Has that been a challenge for you?

MIRJANA LUCIC:  Yeah, I don’t really want to discuss that too much.  You know, I’ve said a little bit about that in the past.  That’s been one of the biggest reasons, but I kind of want to leave that in the past.

Unfortunately, you know, for me I had to go through all these ‑‑ all the things I had to go through, people always want to know about it, which I understand.  But I just want to focus right now on how good I’m doing and my future and what’s ahead.  You know, I’m here; I’m doing good.  Obviously things are good.

Q.  What kind of reception have you gotten from other players?

MIRJANA LUCIC:  Really, really nice.  A lot of players haven’t seen me in a long time.

You know, Alicia, I have to say, was so, you know, gracious today after the match.  She congratulated me and wished me luck.  She said you deserved it you worked so hard.  I got touched by that.  When you just lose to somebody, you know, kind words are not exactly what you’re thinking about.  She’s such a gracious player.

A lot of players have been really nice to me, and I appreciate that a lot ‑ from both guys and girls ‑ so it’s really nice.  Lots of friendly, you know, faces from long time ago.  You know, everybody has nice things to say to me.  It’s nice.

Q.  Melanie Oudin last year had her big splash at the Open, and with that success came all these expectations on her shoulders.  Can you relate to that in some way, in that when you first came on the tour, you know, you had Steffi Graf talking about you and people really putting some pressure on you?

MIRJANA LUCIC:  Uh‑huh.  Well, I mean, that was the least of my problems always.  Because, you know, when I started at 15 I won my first tournament that I ever played, and I started off, you know, winning a lot right away.  That kind of pressure never really bothered me.

You know, it was kind of expected, but I expect it out of myself always to win.  So I didn’t really feel any added pressure.  The reason why I went away, the reason my career didn’t go necessarily the way I thought it would and I planned it would, was just family issues.  You know, very unfortunate.  Nothing to do with tennis.

But, you know, the pressure you get, you know, you start winning, people are going to look at you, people are going to expect you to win.  You have to be able to handle it, otherwise it’s really tough.  I understand her.  I understand not everybody can handle it the same way, you know.

I know she wants to do her best, of course.  She wants to repeat, but it’s tough.  It’s tough.  It is a lot of pressure.

FastScripts by ASAP Sports

Enhanced by Zemanta

Leave a Comment

Filed under Uncategorized

Campos, agora começa mesmo a MasterCard Tennis Cup. 10 anos de história no tênis

Começa nesta segunda-feira a chave principal do torneio masculino – ATP Challenger Series – da MasterCard Tennis Cup.

É a 10ª edição do torneio e como sempre, as semanas que antecemdem a disputa geram muitas expectativas.

Quem vai jogar? Quando vão chegar? Será que estão em forma? Quem tem mais chance de ganhar o título?

De uma hora para outro o cenário do torneio vai mudando.

Mello


As mulheres vão dando espaço para os homens e o Tênis Clube de Campos do Jordão ganha outra aparência e até a atmosfera muda.

O evento parece maior – e de fato é – os jogos são mais longos, há mais pessoas assistindo, mais estrelas e verdadeiras promessas do circuito.

Como esta é a 10ª edição do torneio fizemos uma exposição de fotos dos melhores jogadores que já passaram por Campos do Jordão e dos melhores momentos da competição desde o primeiro campeonato, em 2001.

Delgado o 1º campeão


Fazer esta “curadoria” foi uma viagem pelos anos de campeonato. Deu para ver a transformação que o torneio sofreu, sempre para melhor e todos os jogadores que passaram por aqui.

Tênis de época em Campos do Jordão - 2004

Sa, Soares, D.Melo e M.Melo, em 2004


Já escrevi tantas vezes em press releases desde o anúncio da edição 2010 do torneio quem passou por aqui, que parece ser repetitivo, mas a cada DVD de fotos que abria, encontrava uma fota que trazia uma boa lembrança. Ramon Delgado, Mario Ancic, Marcos Baghdatis, Andy Ram, Dudi Sela, Janko Tipsarevic, Dmitry Tursunov, André Sá, Marcelo Melo, Bruno Soares, Thomaz Bellucci, Juan Martin del Potro, Horacio Zeballos, Giovanni Lapentti, Justin Gimelstob, Dadá Vieira, Eduardo Schwank, Leonardo Mayer, Flávio Saretta, Yen Hsun Lu, Rik de Voest, Juan Chela, todos jogaram aqui. Sem falar nos que ainda jogam e vieram aqui pela primeira vez ou quando ainda eram juvenis.

Daniel


Neste ano estão de volta Marcos Daniel e Ricardo Mello, entre os mais bem colocados no ranking mundial.

Pela primeira vez, Josselin Ouanna joga aqui e quero ver como ele vai se sair. Afinal, ele já fez final de Grand Slam juvenil, pertencia a mesma turma de Monfils, Gasquet e Tsonga, mas não acompanhou o ritmo das estrelas do tênis da França.

Com os Wild Cards  – convites – distribuídos para a chave principal – Qualifying terminado, chaves de simples e duplas sorteadas, começa nesta segunda, de fato a 10ª edição da MasterCard Tennis Cup.

Entre todos os DVDs que abri, imagens que selecionei, outras que peguei mas não usei, a que mais ficou na minha cabeça é essa aqui, da final de 2005, de André Sá cumprimentando Juan Martin del Potro, após vencê-lo na final.

Del Potro e Sa - final de 2005



A torcida é para que a gente tenha uma semana sem chuva e de preferência com um brasileiro campeão. Não gosto nem de pensar no tenebroso ano de 2004, em que choveu tanto que a sala de imprensa, que ainda ficava sob a quadra central, em cima das arquibancadas, teve que ter o piso trocado duas vezes, nossas roupas viviam úmidas, os pés pareciam não esquentar nunca, o qualifying teve que terminar em São Paulo e para completar um japonês – nada contra os asiáticos, mas para o meu trabalho de divulgação não ajuda nada – ainda foi campeão.

Neste ano, só lindos dias de sol aqui em Campos, com aquele céu azul maravilhoso e um fim de noite dos mais agradáveis `a noite.

Let the tournament begin!

PS – fotos de Hedeson Alves, Dália Gabanyi e Alpha Imagem

Enhanced by Zemanta

10 Comments

Filed under Uncategorized