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Uma homenagem mais do que especial ao Mestre Thomaz Koch

Koch emocionado entre Marcelino e Aerts

Ontem tive a oportunidade de acompanhar a homenagem para o Mestre Thomaz Koch, na Grande Final do Citigold Masters Tour, em Angra dos Reis e afirmar que foi emocionante ver o Mestre ser ovacionado de pé pelo público presente no Club Med.

Participei ativamente da produção da homenagem, agendando e gravando os depoimentos do Guga, Meligeni, Sá e de todos os tenistas que jogam o circuito com o Mestre e que estavam entre e Rio e São Paulo nas últimas semanas.

Ouvi inúmeras vezes os depoimentos, acompanhei a edição, o ensaio, a inserção de fotos cedidas pelo jornal  O Globo e ainda editei e vasculhei muita informação sobre Koch, para o texto da revista do Citigold Masters Tour, que faz um apanhado geral sobre a carreira do brasileiro.

Ao começar a fazer a pesquisa sobre os feitos de Koch eu mesma me surpreendi com tantas façanhas. Apesar de já conhecê-lo há anos, de ter lido sobre o que alcançou, por ter jogado parte da carreira em uma época em que o tênis não era profissional, muitos dos dados são difíceis de encontrar e pouco divulgados.

Claro que sabia que ele havia vencido o ATP de Washington, mas não me lembrava que a vitória foi sobre Arthur Ashe na final e que ele recebeu o prêmio das mãos da filha do Presidente Richard Nixon, Tricia.

Sabia que ele ainda é recordista da Copa Davis e que ganhou de Bjorn Borg, em Bastad, quando o sueco era número um do mundo? E que ele foi vice-campeão juvenil de Roland Garros duas vezes?

Muitas dessas informações foram me contagiando e aumentando ainda mais a minha admiração por Koch.

Às vezes por ele ser uma pessoa tão bacana, acessível, humilde, agradável, com aquela energia que contagia a todos, nos esquecemos tudo o que ele já fez e continua fazendo pelo esporte brasileiro. Até capitão de equipe brasileira Pan-Americana ele já foi, em Havana e ganhou medalha de ouro.

Talvez até ele se esqueça do que já conquistou ou não fique pensando nisso todos os dias. Leva uma vida como qualquer outro cidadão, com uma intensa paixão pelo esporte e carinho pelos próximos.

Por isso, ao subir ao palco e agradecer a homenagem da Try Sports, afirmou, com lágrimas nos olhos, que agora “vai começar a acreditar que realmente é tudo isso.”

Reproduzo aqui a materia escrita com Lia Benthien, sobre o mestre e o vídeo com os depoimentos da homenagem.

httpv://www.youtube.com/watch?v=rFLIXA1TLXM

O Mestre Thomaz Koch

Principal estrela do Citigold Masters Tour, desde a sua primeira edição, Thomaz Koch fez de 2010 uma de suas melhores temporadas no circuito.

Um dos maiores tenistas brasileiros de todos os tempos, viveu boa parte da sua carreira na era amadora do tênis, quando o ranking não era computado e não havia registros dos principais resultados. Mesmo assim, estima-se que esteve entre os 15 melhores do mundo. Oficialmente, depois da criação da lista, foi o 24º em 1974.

Koch venceu alguns dos maiores nomes do esporte, como Rod Laver, Arthur Ashe, Guillermo Vilas, Ion Tiriac, Andres Gimeno, Manuel Santana, Bjorn Borg, entre outros.

Começou a carreira cedo para os padrões da época. Foi à final do Orange Bowl  de 15 anos em 1960 e à semifinal de 18 por equipes. Três anos depois, além de vencer o Orange Bowl nos 18 anos, foi quadrifinalista, como profissional, do Nacional dos Estados Unidos, hoje US Open, que era jogado na grama. Koch conta que teve dois match points, mas acabou perdendo para o então campeão de Wimbledon, Chuck McKinley. Na época era proibido jogar com sapato de prego, mas McKinley reclamou que a grama estava escorregadia e trouxeram um par para ele. Koch também pediu um, mas disseram que não havia o seu número.

As histórias fazem parte da vida de Koch, um tenista que nunca teve técnico e planejou sozinho a carreira. Viajava meses pelos Estados Unidos e Caribe em troca de prêmios de US$ 25,00 por título. Na Europa não era diferente. Venceu Gstaad e ganhou um relógio como prêmio.

Em Grand Slams, além das quartas do US Open, Thomaz Koch colecionou bons resultados em Roland Garros- duas finais juvenis e como profissional , quartas de simples e duplas- além  do troféu de duplas mistas ao lado de Fiorella Bonicelli. Em Wimbledon foi quadrifinalista de simples e semifinalista de duplas. Na Austrália nunca jogou.

Ganhou torneios na Venezuela, Espanha, Estados Unidos, México, Suíça, Inglaterra e Alemanha. Em Barcelona derrotou Manoel Santana na final. Em Washington, venceu Arthur Ashe e recebeu o prêmio das mãos da filha do presidente Nixon. Para completar suas façanhas, ganhou de Bjorn Borg em pleno saibro de Bastad.

Seu estilo meio hippie, cabelos compridos e fita na cabeça rendeu alguns seguidores. Guillermo Vilas declarou em seu livro que os cabelos compridos, o jeito de andar e a bandana eram para imitar seu ídolo Thomaz Koch.

Recordes na Copa Davis que duram até hoje

Na Copa Davis, Koch é ainda o brasileiro que mais confrontos disputou (44 em 16 anos) e detém todos os recordes da competição no Brasil. É o que tem mais vitórias de simples (46), mais vitórias de duplas (28), mais anos representando o pais (16). É também o nono tenista que mais venceu em toda a história da competição entre nações (74 a 44), é o sétimo, também em toda a história, com maior número vitórias nas duplas e o quarto, ao lado de Mandarino, como melhor parceria no livro dos recordes. Com Koch, o Brasil chegou à semifinal, em 1966 e 1971.

Recordes no Pan-Americano

E também é recordista em medalhas em Pan –Americano –foi ouro em simples e duplas em 1967, em Winnipeg, prata no Brasil em 1963 na dupla mista com Maria Esther Bueno e  bronze em duplas masculino. Alem das medalhas como jogador, Koch foi campeão Pan-Americano como Capitão em Indianápolis (1987) e Havana (1991).

Destaques da Carreira

1960

Final Orange Bowl – 15 anos

1962/63

Duas vezes vice-campeão juvenil de Roland Garros. Perdeu as finais para John Newcombe e Nikola Kalogeropoulos.

Estreou na Copa Davis aos 16 anos.

1963

Campeão Orange Bowl 18 anos (juvenil)

Alcançou o topo do ranking mundial juvenil

Quartas-de-final Nacional dos EUA (atual US Open)

Vice-campeão do GP de Caracas

Vice-campeão do GP de Hilversum

Medalhista de prata nas duplas mistas (Maria Esther Bueno) e bronze nas duplas (Iarte Adams), no Pan-Americano de São Paulo

1964

Campeão do GP de Gstaad (d. Ronald Barnes)

1966

Campeão em Barcelona

Semifinalista da Copa Davis

1967

Quartas-de-final Wimbledon

Campeão Pan-Americano de Simples e Duplas (Edison Mandarino)

1968

Quartas-de-final de Roland Garros

1969

Campeão do GP de Washington com vitória sobre Arthur Ashe na final

Campeão do GP de Caracas – (d. Mark Cox)

1971

Campeão do GP de Caracas em simples (d. Manoel Orantes) e duplas, com Edison Mandarino

Campeão duplas em Macon, com Clark Graebner

Semifinalista da Copa Davis

1974

Semifinalista dos GPS de São Paulo, com vitória sobre Panatta e perdendo para Borg e dos de Teerã e New Jersey

Vice-campeão de duplas em Gstaad, com Roy Emerson

Alcançou a melhor posição no ranking de simples: 24ª

1975

Campeão de duplas mistas em Roland Garros

Campeão de duplas em Istambul com Colin Dibley

Semifinalista do GP de Bastad, com vitória sobre o no. 1 do mundo Bjorn Borg.

Semifinalista do GP de São Paulo, perdendo para Rod Laver.

1976

Vice-campeão em Nuremberg e Khartoum, no Sudão

Semifinalista dos GPS de Buenos Aires e duas vezes em São Paulo.

1979

Campeão da Copa Itaú aos 34 anos

1982

Vice-campeão de duplas do GP de Itaparica com Jose Schmidt

1981

Defendeu o Brasil pela última vez na Copa Davis, com 36 anos de idade.

1983

Vice-campeão de duplas do GP de Itaparica com Ricardo Cano

Alcançou a melhor posição no ranking mundial de duplas, a 60ª

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Billie Jean King, a maior embaixadora do nosso esporte in the USA

Estou escrevendo uma matéria para a próxima edição da Tennis View sobre a Billie Jean King e apesar de já ter escrito outras vezes sobre a fundadora da WTA, vencedora da “Battle of the Sexes,” contra Bobby Riggs e campeã de inúmeros Grand Slams, sempre me impressiono com o poder de influência que ela tem, principalmente nos Estados Unidos.

Ela advoga em prol do esporte, das mulheres, é recebida por Barack Obama na Casa Branca, é convidada de honra para falar em convenções gigantescas, como uma que ocorre nos próximos dias na Califórnia, seu estado natal, a Women’s Conference, liderada por Maria Shriver e que terá a participação de Michelle Obama, Ophra Winfrey, Sally Field, Laura Bush, Arnold Schwarzeneger, Goldie Hawn, Caroline Kennedy, entre outras ilustres influentes dos Estados Unidos.

Ela organiza eventos de caridade, há 35 anos faz o World Team Tennis, é autora do livro Pressure is a Privilege, conselheira da WTA, embaixadora da UNICEF e muito mais…

Enfim, Billie Jean King é um presente que o tênis ganhou há muito tempo e que devemos ser eternamente gratos pela representatividade que ela dá e traz ao esporte.

Ah, não podemos esquecer que o maior estádio de tênis do mundo, o do US Open, o Arthur Ashe Stadium, fica no Billie Jean King National Tennis Center, em New York.

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Blowing in the wind. Vento rouba a cena no US Open em NY. Federer afirma que gosta!

Federer (Cynthia Lum)

Se no qualifying do US Open todos só falavam da chuva que atrasou a disputa e na primeira semana do torneio o assunto foram as altas temperaturas em New York City, o tema da vez é o vento.

Foi só o Hurricane Earl ameaçar causar um estrago na região que tudo mudou.

No dia que estava marcado para chegar, sexta-feira, Earl não uivou em Flushing Meadows.  A temperatura baixou um pouco, caíram umas três gotas de chuva e foi só. Mas, os efeitos da passagem de Earl foram sentidos nos dias que se seguiram e ainda são notícia no US Open.

Hoje é o primeiro dia sem sol, desde que cheguei a Nova York, há quase duas semanas. Pensei que o vento fosse dar uma trégua, mas que nada. Parece ainda mais forte do que nos outros dias.

Não há um jogador que não tenha um comentário a fazer sobre the wind. Até para assistir um jogo está um pouco desagradável, imagina jogar.

De acordo com os tenistas experientes, o Arthur Ashe Stadium, é o estádio de tênis mais vulnerável ao vento. “Não sei dizer porque, não sou arquiteto. Mas, de todos os Grand Slams, é o estádio mais inconsistente em relação ao vento,” disse Courier, enquanto comentava um jogo ontem na CBS.

Cibulkova, depois de perder para Wozniacki ontem à noite – quando fui ao topo do Arthur Ashe fazer a foto do skyline de Manhattan, o barulho do vento era impressionante – falou que foram as “condições de jogo mais difíceis que encontrou.”

Wozniacki, que já está semifinal, disse que de um lado da quadra a bola estava voando e do outro tinha que fazer uma força enorme para devolvê-la. “Ventava tanto que eu só estava tentando colocar a bola em jogo.”

O australiano Todd Woodbridge, em entrevista ao New York Times, disse que para ele o Arthur Ashe Stadium é mesmo o mais difícil. “Acho que pelo tamanho – 24.000 assentos – o vento entra e fica circulando até chegar no nível da quadra.”

O jornal também conversou com o Diretor do US Open entre os anos 1994 e 2000, Jay Snyder, que revelou que não levaram em conta o vento quando construíram o estádio.  “Falamos sobre onde o estádio deveria estar, sobre o sol nesta época do ano, mas não lembro de nenhuma discussão sobre o vento. Acho que foi no segundo ano do estádio (foi inaugurado em 1997) que alguém falou que o vento parecia muito mais forte dentro do que fora do estádio. Não acho que agora a gente possa fazer alguma coisa.”

Segundo Snyder, a única mudança que fizeram, a pedido da arbitragem, a partir de 1999, foi fechar as portas no nível da quadra. “Só tem vento vindo das entradas superiores.”

É por estas entradas superiores que o público chega aos assentos no estádio e com tanto vento, até mesmo os fãs estão tendo dificuldade para apreciar um bom show.

Semifinalista do US Open, Djokovic, afirmou ontem após derrotar Gael Monfils, achar que nem os expectadores estavam curtindo o jogo. “Foram as piores condições de jogo de todo o torneio e não deu para o público apreciar a partida.”

Monfils afirmou que nunca tinha jogado com um vento tão forte em toda a sua vida. “Nunca joguei com tanto vento. Mas foi uma boa experiência. Normalmente jogo mal quando venta e nessas condições tenho que melhorar muito.”

Para o pentacampeão do US Open, Roger Federer, que ontem venceu Robin Soderling em três sets, enfrentar o vento virou um desafio. “Eu até que gosto. É um desafio e uma chance de jogar de maneira diferente. Não é fácil. Está frio e o vento está soprando por todos os lados. Parece até que sopra dentro das suas orelhas e dos seus olhos. Mas, acho que de tanto detestar o vento, agora estou do outro lado. Consegui reverter a situação e comecei a gostar de jogar no vento.”

Principal adversário de Federer na busca pelo hexacampeonato em New York, Rafael Nadal não quis fazer muita polêmica sobre o vento. Apenas ratificou a afirmação de todos, de que no Billie Jean King National Tennis Center, “venta muito mais na quadra central do que em todas as outras.”

Vamos ver para que lado o vento soprará nas próximas rodadas.

PS – só mais uma observação sobre o vento. Venta tanto que até o iogurte que eu comia voou da colher quando caminhava da sala de imprensa para a quadra do Tiago Fernandes.

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Vitória de Tiago Fernandes na Austrália inspira juvenis brasileiros. Aqui no US Open são cinco.

Sell, Laranja, Semenzato e

Desde que o  qualifying juvenil do US Open começou no fim de semana venho me surpreendendo com os juvenis brasileiros.  A primeira surpresa foi ver três tenistas no qualifying: Karue Sell, Bruno Semenzato e Augusto Laranja.

Do qualifying veio outra boa notícia. Sell se classificou e ainda ganhou uma rodada na chave principal. Direto na chave e mais conhecidos, Tiago Fernandes e Guilherme Clezar.

O gaúcho Clezar virou notícia depois de treinar com Gasquet e Nadal e teve até seu jogo, em que perdeu para Collarini, transmitido ao vivo pelo SporTV, na quadra Grandstand.

Eliminado da simples, ele continua nas duplas, ao lado do amigo Fernandes. Nesta quarta, ganharam dos cabeças-de-chave 1, Fucsovics e Zsiga, e voltam a jogar na quinta contra Pavic e Dzumhur, valendo vaga na semifinal.

Fernandes e Clezar

Tiago já está nas oitavas-de-final de simples. Ganhou do croata Mate Pavic por 5/3 7/6(5) e enfrenta o russo Victor Baluda, que o derrotou nas quartas dos Jogos Olímpicos da Juventude.

Sell, que joga o seu primeiro US Open, perdeu hoje na segunda rodada para o japonês Taro Daniel, mas joga por vaga na semi de duplas, ao lado de Bruno Semenzato. Eles venceram hoje Barry e McLachlan e os próximos adversários são os cabeças 14, Goldinv e Vesely.

Semenzato e Sell

Augusto Laranja chegou a jogar a chave principal de duplas, mas foi eliminado.

O que mais me chamou a atenção, além dos resultados e de termos duas duplas juvenis nas quartas-de-final e o Tiago a um jogo das quartas, foi ver cinco brasileiros juvenis no Grand Slam.

Aproveitei para ver os jogos dos meninos e conversar com eles no final da tarde aqui no US Open.

Já tinha visto o Sell e o Laranja por aí, mas não os conhecia.  Ambos afirmaram que a vitória de Tiago no Australian Open, os inspirou e motivou para jogar os Grand Slams também.

“A gente nem pensava em jogar esses torneios antes,” disse Laranja, que treina no interior paulista com Edvaldo Oliveira.

Sell também falou que “mudou a cabeça” depois de ver o amigo Tiago vencer um Grand Slam juvenil. “É aqui que tem que estar. Aqui as coisas acontecem.”

Semenzato, apesar de já ter vivenciado um pouco mais o circuito por treinar na academia de Larri Passos há alguns anos, está pela primeira vez nas quartas-de-final de um Grand Slam. Depois do jogo, estava estudando para as provas da escola.

Para Clezar, que no ano passado foi vice-campeão de duplas de Roland Garros, não é novidade jogar um Grand Slam, mas com um campeão no País, ganham todos. É ele o parceiro de duplas de Tiago.

Apesar de Clezar estar com o técnico do Instituto Tênis, Luiz Carlos Enck e Tiago com Marcus VInícius Barbosa, da academia de Larri Passos e que também está com Sell – treinado por Patrício Arnold –, Laranja e Semenzato, através da CBT, os meninos estão sempre juntos.

Tiago, que está em Nova York desde a última quinta-feira, disse que agora já está bem mais à vontade no circuito. “É diferente do que era no ano passado quando alcancei as quartas aqui. Agora sou um dos favoritos, mas estou lidando bem melhor com tudo isso que aconteceu depois do Australian Open.”

A vitória em Melbourne alçou o juvenil de Maceió a fama no Brasil. Em Roland Garros seus jogos estavam sempre lotados de brasileiros e fãs em geral.

Aqui, com o torneio bem maior e mais espaçoso, Tiago parece estar mais à vontade.

“Gosto muito de jogar aqui. Foi muito bom ter chegado alguns dias antes. Deu para treinar bastante nessas quadras e estou bem adaptado. A velocidade da quadra está perfeita,” contou o pupilo de Larri, feliz com a companhia de tantos brasileiros no Grand Slam. “Já é uma evolução enorme ter cinco brasileiros juvenis no Grand Slam. Tomara que continue crescendo.”

Depois da experiência na Ásia, em que passou o qualifying e venceu uma partida na chave principal de um torneio Challenger, Tiago logo após o US Open, jogará o Challenger de Belo Horizonte e dois torneios Futures. “Foi um teste na Ásia. Foram duas semanas de bastante jogo. Uma experiência muito boa, em condições adversas, com muito calor, comida estranha, umidade…”

Clezar integrará a equipe de treinamento da Davis, na Índia.

Tentei reunir os cinco jogadores para uma foto, mas quando consegui quatro, Clezar já tinha voltado para o hotel. Por isso ele não está na foto com os outros tenistas.

E depois de conversar com os tenistas na sala dos jogadores aproveitei para subir até o topo do Arthur Ashe Stadium e avistar Manhattan.


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Depois de um very busy day in NYC, um passeio pelas lojas do US Open – Vamos Rafa or Roger That -, os livros e entretenimento no torneio

Cheguei hoje bem tarde no US Open. Já passavam das 15h30 quando passei pela entrada da estátua do Arthur Ashe. Diferente do que eu imaginava, em vez do ritmo de trabalho e compromissos diminuir nesta segunda semana, parece que está mais forte ainda.

Comecei a manhã indo parar no endereço errado de uma reunião. Estava com o endereço antigo do lugar onde tinha que ir, o que já me fez chegar atrasada e ter que andar umas 20 quadras – sempre acho que parece perto e no fim nunca é. A única coisa boa de ter ido a pé foi ter visto a escultura do LOVE que fica na 55th street, na esquina com a 6th avenue. Não tinha passado por ela ainda.

A reunião que era para ser breve, demorou e acabou me levando para uma outra. Meu almoço virou um sanduíche daquelas barraquinhas Halal, das ruas de Nova York, o concorrente do cachorro-quente Sabrett. Comi um Gyros de cordeiro em plena Park Avenue e voltei para continuar a meeting.

Consegui, com muito esforço, pegar o shuttle para o US Open às 14h30min, em frente ao Grand Hyatt, depois de descer um três quarteirões correndo, de verdade, no meio da multidão que enche as ruas de NYC, para não perder o horário.

Sentada e esbaforida no ônibus pensei que fosse relaxar um pouco, mas encontrei conhecidos no ônibus e vim conversando a viagem toda com o juiz de cadeira português, Carlos Ramos, entre outros.

Quando cheguei a sala de imprensa, Guilherme Clezar já estava aqui para dar entrevista e contar como foi a derrota para o argentino americano Andrea Collarini.

Tinha uma outra reunião às 16h, aqui no torneio, mas foi remarcada para depois do jogo entre Wawrinka e Querrey, que ainda estava no fim do segundo set.

Trabalhei um pouco no computador e aproveitei que o público estava todo no Arthur Ashe Stadium para ir até a Bookstore do US Open e fazer uma visita às lojinhas do torneio, que ainda não tinha ido.

Primeiro vi que os vídeos (http://gabanyis.com/?p=1634) que selecionei no post de instrução de tênis estão sendo vendidos na loja da USTA para então adquirir os livros da Venus Williams, Come to win, o do Patrick McEnroe, Hardcourt Confidential, o de Jan Kodes, que é mais um livro de mesa, mas muito interessante, A Journey to Glory from Behind the Iron Curtain. Estou levando também alguns exemplars do livro atualizado do Federer, Quest for Perfection e acabei de ganhar o Enredados, La Copa Davis, ésa eterna búsqueda argentina, do meu grande amigo Sebastián Fest.

Vai ser difícil saber por onde começar. Ainda tenho dois livros na frente, que não são de tênis. Comecei a ler “ A Tree Grows in Brooklyn,” de Betty Smith, mas desde que cheguei a New York ele não saiu da escrivaninha do quarto do hotel.

Depois da Bookstore, continuei meu tour pelos stands e lojinhas do US Open.

Elas não tem o charme da loja de Roland Garros. Os produtos são um pouco mais baratos – uma camiseta custa entre US$ 22 e US$ 25 e o boné sai por U$ 25 / e há mais marcas esportivas vendendo aqui dentro, além da loja oficial e uma loja com produtos da marca Arthur Ashe, para beneficiar a fundação do ex-tenista que dá nome à quadra principal. Lá sim os produtos são mais acessíveis.

Uma das lojas que mais vem fazendo sucesso no torneio é a da Nike, com as camisetas Vamos Rafa e Roger That. Pergunto para a vendedora qual vende mais e ela diz que estão empatadas. Mas era a do Vamos Rafa que não tinha mais tamanhos Medium e Large.

As fabricantes de raquetes também vendem produtos aqui no US Open e outros patrocinadores ou fazem demonstração do que tem a oferecer ao público ou criam ações interativas, como é o caso da Continental Airlines, em que você pode sentir como é sentar numa Business Class; o da American Express, que oferece benefícios para os portadores do cartão; a Olympus que tira fotos suas pelo torneio ou te faz estrela de televisão, criando uma propaganda sua do “It must be love.”


Os biscoitos Nabisco, Oreo ou LU, distribuem cookies pelo torneio, assim como o Stonyfield Yogurt, a Panasonic faz demonstração de televisão 3d. Para as crianças há um Smash Zone com quadras e inúmeras atividades para elas se divertirem.

A Heineken tem um bar que faz sucesso no US Open há alguns anos. O Red Star Café, sempre cheio e ponto de encontro sempre, já que fica em frente a sala de imprensa.

Quando volto para a minha mesa, depois da reunião que desta vez foi breve, o jogo do Wawrinka já terminou. A night session já está aberta e a atmosfera no US Open é completamente diferente, é um evento social.

Fãs tentam um lugar nos restaurantes do torneio, ouvem música na praça central, aparecem elengantemente vestidos e não estão nem se importando que ainda faltaria o jogo da Venus e da Schiavone para entrarem no Arthur Ashe para assistir Clijsters x Stosur e depois Nadal x Lopez.

Entretenimento por aqui não falta. Seja nas lojas, nos restaurantes, bares, nas reuniões – algumas são bem informativas – e até vendo um jogo de tênis.

E assim que acabar de colocar este blog com as fotos no ar, vou para a quadra assistir os jogos dessa night session de terça-feira.

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Schiavone diverte publico e quer mais um Grand Slam. “Depois que voce ganha um, fica com fome.”

O US Open já entrou hoje na sua segunda semana. Confesso que não havia reparado, até chegar hoje a Flushing Meadows, que as mulheres jogavam por vaga nas quartas-de-final.
Dos quatro jogos femininos de oitavas-de-final deste domingo, escolhi o da Schiavone para dar uma olhada. Queria ver a italiana campeã de Roland Garros jogando em Nova York.
Amigos que vieram ao torneio nesta semana já tinham falado que os jogos dela estavam um show. Primeiro, porque joga um tênis clássico e inteligente e depois porque sempre dá o seu melhor em quadra, vibra, chama o público.
Um jornalista comentava que ir a um torneio e assistir um jogo da “French Open champion” já vale o ingresso.
Tenho que concordar.
Ela é uma “show woman,” e neste domingo o show demorou apenas 68 minutos. Ganhou de Pavlyuchenkova por 6/3 6/0 e está nas quartas-de-final do US Open Tennis Championships pela segunda vez na carreira.
A primeiro foi em 2003, quando foi derrotada por Jennifer Capriati.
Desde a vitória em Roland Garros, no início de junho, o melhor resultado de Schiavone havia sido as quartas-de-final em Montreal, em seis torneios que disputou.
Agora, ela “desencantou” de novo e quer escrever um novo capítulo na sua história.
“Venci um Grand Slam e quero outro. Tenho fome de vitórias, mas tenho que respeitar o Grand Slam e ainda estou longe do ultimo jogo,” disse a italiana, na sua sempre divertida entrevista coletiva.
Perguntaram para ela, qual era o sabor da quadra rápida do US Open, já que havia experimentado o saibro de Roland Garros. Ela falou que ainda não provou, mas que vai pensar em algo se continuar vencendo.
Schiavone também disse que com seu jogo variado e o spin, causa problemas para as jogadoras, por isso está se saindo tão bem. “Eu sou rápida e vario muito as jogadas. Isso atrapalha as jogadoras. Não é como no saibro em que mais lento e dá para fazer uns 10, 20 ou 30 golpes num ponto, mas ao mesmo tempo posso sacar e volear, posso jogar rápido ou mais devagar. É como a pizza Capricciosa. Não é margherita. É Capricciosa, a mesma mas com um ingrediente diferente.”  Pizza aliás, que ela tem comido em Little Italy.
Perguntaram para Schiavone se ela sentiu a pressão depois de Roland Garros. Perdeu na estreia em Wimbledon e em outros torneios também, ou na segunda rodada. Ela explicou. “Pressão tem todos os dias, quando você joga a primeira rodada ou a final. Eu só não estava com energia suficiente.”
Depois de mais de meia hora de entrevista coletiva, em ingles e italiano, a sétima colocada no ranking mundial, ainda passou outra hora dando entrevistas no jardim da sala dos jogadores para uma série de televisões internacionais.
Agora, ela vai descansar e se preparar para o próximo desafio: Venus Williams, que ganhou de Shahar Peer, por 7/6(3) 6/3 e causou com seu vestidinho rosa brilhante.
Clijsters, mais em casa do que nunca, venceu a 18ª partida consecutiva no torneio, ganhando de Ivanovic por 6/2 6/1.
O outro joga das oitavas-de-final deste domingo é entre Stosur e Dementieva. Último jogo da rodada no Arthur Ashe Stadium.
PS – peco desculpas por qualquer falha de acentuacao e por nao ter fotos hoje. Problemas no computador.

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Raí, Cafu, Cruyff, Agassi, Guga, Federer e Nadal, tem muito mais em comum além de serem astros do futebol e do tênis: a responsabilidade social

Estive hoje no Rio de Janeiro, no lançamento da Soccerex, a maior feira de futebol business do mundo, à convite de um grande amigo, de longa data, que hoje trabalha na IMG (International Management Group) e queria me mostrar como funcionava o negócio.
Liderado por um grupo de ingleses, a SoccerEx, marcada para 20 de novembro, com duração de cinco dias, no Rio, foi lançada com um almoço no Copacabana Palace.
Como convidados, além de empresários e dirigentes, algumas estrelas do mundo do futebol, como Carlos Alberto Torres, Jorginho e Cafu.

Entre uma apresentação de vídeo e outra Jorginho e Cafú foram chamados para falar sobre os seus projetos sociais, para ratificar a ligação da Soccerex com a responsabilidade social.
Cada um falou brevemente dos seus projetos e do porque e como tentam ajudar o próximo e principamente Cafu, de como poderão beneficiar milhares de pessoas de baixa renda com os eventos que estão chegando no País.
Quando eles estavam com microfone na mão, falando, fiquei pensando que no tênis, um dos maiores benefícios que os tenistas prestam à sociedade é através de suas Fundações e ações que realizam em cada torneio que participam.
Raí, aqui no Brasil, deve ter sido um dos pioneiros com a sua Gol de Letra, em parceria com Leonardo. A Fundação Cafu, ao lado da Gol de Letra, é hoje uma das mais bem estabelecidas.
Juntos, os ex-são paulinos já beneficiaram milhares de pessoas indiretamente. Assim fazem outros Astros do futebol, mas nem tantos com suas próprias fundações. Johan Cruyff é talvez a estrela do futebol internacional com a Fudação mais abrangente – a Johan Cruyff Foundation (http://www.cruyff-foundation.org/ )– que até torneio de tênis em cadeira de rodas organiza.
Andre Agassi, no tênis, é o nome mais forte entre os “mecenas” do esporte. Começou a sua Fundação em 1994 e seus projetos são tão bem montados que ele já chegou até ao Congresso, querendo mudar o sistema de Educação norte-americano, através das experiências com a sua Andre Agassi Preparatory Academy, que formou a sua primeira turma no ano passado.
Desde 1995 Agassi realiza o Grand Slam For Children, um dos eventos de caridade, de gala, mais conhecidos do planeta e que arrecada aproximadamente US$ 10 milhões por noite.


Guga inaugurou há quase uma década o seu Instituto, o Instituto Guga Kuerten (www.igk.org.br), em Florianópolis, que vai crescendo a cada temporada, atingindo pessoas de baixa renda e com necessidades especiais, buscando sempre a inclusão social e incentivando a prática de diversas modalidades esportivas.
A lista de campeões de tênis que tem suas próprias fundações é expressiva. Aliás, foi por isso que pensei em fazer este post, quando Cafu e Jorginho falavam dos benefícios que o esporte pode trazer.
Andy Roddick tem uma fundação muito forte, a Andy Roddick Foundation.  Esposa de Agassi, Steffi Graf, também tem sua própria Fundação, a Children for Tomorrow; Billie Jean King tem o Womens Sports Foundation; Arthur Ashe, já falecido, também tem a sua Fundação em prol dos que sofrem com a Aids – a Arthur Ashe Foundation.
Maior ídolo do momento no tênis, Rafael Nadal, também lançou a sua Fundação, a Fundacion Rafa Nadal, assim como Serena Williams, com a Serena Williams Foundation.
Musa do esporte mundial, até mesmo Maria Sharapova tem a sua própria Fundaçnao que beneficia desfavorecidos na sua região de origem, a Rússia.
Com raízes na África, continente de origem de sua mãe, Roger Federer voltou a sua Fundação para beneficiar os países africanos.
Acho que poderia passar a noite listando os tenistas e suas fundações. Além disso, a maioria deles, se não tem a sua própria Instituição participa de ações constantemente como é o caso de Boris Becker e Monica Seles, com o Laureus, de John McEnroe, que há três semanas esteve com Andre Agassi em evento para beneficiar a Andre Agassi Foundation, em Los Angeles, no Farmers Classic, entre muitos outros.
A questão da responsabilidade social que antes era um plus no currículo de qualquer esportista hoje se tornou mais do que obrigatória, está completamente ligada ao papel de cada um deles na sociedade.

PS – Para terminar reproduzo o blog de Andre Agassi, publicado no site da sua Fundação para mostrar o quanto ele está empenhado em mudar de fato a educação nos Estados Unidos. Este post é do dia 09 de agosto e Agassi atualiza seu blog constantemente.

“This has been a tough couple of weeks for education here in Nevada.
We lost someone who was a true friend to our Foundation, and a lifelong friend of education, our former Governor Kenny Guinn. At 73 years young, he was full of life and filled with passion for Nevada’s students. With his passing our state has lost a powerful and persuasive voice for education reform. Leaders like Kenny are simple irreplaceable.

The second part of this one two punch came on Tuesday of last week. Nevada was eliminated from consideration of the ‘Race To The Top’ grant. This means forfeiting about $160 million in Federal funds for our schools. However, in applying for these funds, a great deal of reform has been put on the table in the last six months. It’s a start.

Here and across the country, I am hopeful that winds of change are starting to stir. People are embracing reform in Washington, in the press and at the local level across America. It is a movement that calls for more high achieving charter schools in impoverished neighborhoods, for better tools to evaluate and identify good teachers, and for a culture of respect and high expectations in the classrooms. All, values that we cherish at Agassi Prep.

America was once a model for the world in education, and I believe it can be again if we become innovators that challenge the status quo, and reformers willing to reinvent a system that resists change and accountability. Our next generation is a treasure. We must value them enough to equip them, educate them and graduate them.”

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