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De Sauípe para São Paulo. Uma boa mudança.

Trocamos o desembarque no aeroporto de Salvador, aquela sensação de bafo do verão da Bahia, a viagem de uma hora de ônibus para o complexo hoteleiro da Costa do Sauípe, por uma ida de carro, na capital paulista, de casa até o Ginásio do Ibirapuera.

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Trocamos a vista de praia, mar, coqueiros, por carros e a arquitetura de São Paulo, a caminhada a pé dos quartos para as quadras, por um transporte das proximidades da Avenida Paulista – para os jogadores – até o Ibirapuera.

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Trocamos os jantares no Spadaccino, na vila do Sauípe, por jantares nos melhores restaurantes de São Paulo.

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Mas, principalmente, trocamos o conforto do resort já nem tão cinco estrelas assim, pelo público, pelo clima de um verdadeiro ATP 250 que o Brasil merece.  Até mesmo os jogadores – conversei com alguns – , sem as facilidades e comodidades encontradas no Sauípe, estão gostando da mudança.

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Já faz alguns anos que o Brasil Open, na Costa do Sauípe, não era o mesmo. Depois da aposentadoria do Guga, coincidindo com a decadência do complexo na região, havia alguma coisa muito importante faltando no torneio, o elemento humano.  Não vamos desdenhar de anos gloriosos no Sauípe. Foram jogos emocionantes e momentos que ficarão marcados para sempre na carreira de muitos jogadores – especialmente na do Guga – e na minha também.

Mas, não adianta. É o público que faz a diferença em qualquer torneio do mundo. Cada um com as suas características.

Qual é a graça jogar no lugar mais bonito do mundo, por exemplo, se não houver público para assistir.

Imagina jogar naquela quadra central de Monte Carlo, sem gente em volta?
E ainda, em São Paulo, temos o diferencial do público que está indo ao Ibirapuera gostar de tênis, conhecer os tenistas e vibrar com essa rara oportunidade de termos algumas das estrelas do circuito por aqui.

Claro que por ser o primeiro ano da competição oficial no Ibirapuera, ainda faltarem ajustes a serem feitos. Há informação desencontrada, problemas de estacionamento – a sugestão é que você vá de taxi ou metrô – e apenas uma lanchonete, entre outros por menores, mas que não atrapalham no olhar geral do evento.

Os stands de patrocinadores estão superbem montados e os que investiram um pouco mais estão tendo um retorno bacana. A loja da ASICS vive cheia. A marca trouxe para o Ibirapuera a sua linha completa de tênis, com bastante outfits para as mulheres e todos com o logo do Brasil Open e da ATP. Há também a linha de roupas com proteção UV e os últimos modelos de tênis da marca, sem falar nos acessórios.

Para completer, tudo o que torneio precisava era um grande jogo, como o de ontem, em que o Verdasco salvou quatro match points para avançar às quartas-de-final.

Com isso, encontrou todos os ingredientes para um bom torneio de tênis para o público.

(Fotos – Verdasco/Dalia Gabanyi – João Souza na loja da Asics no Brasil Open – João Pires)

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