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Relembrando as últimas decisões do ATP Finals

Faltam três dias para o ATP Finals começar, em Londres. O último torneio do ano e que desta vez pode decidir o número um do mundo. O torneio que só tem os oitos melhores jogadores da temporada. O torneio que tem um formato diferente,  com o sistema de disputas Round Robin. O torneio que produz embates históricos e finais memoráveis.Federer

Além de ter assistido e trabalhado naquela final de Lisboa em que o Guga foi campeão no ano 2000 e ter estado em outros Finals, antigamente chamado de Masters e antes disso ainda de ATP World Tour Championships, lembro de ter assistido na TV algumas decisões marcantes, em diversos locais do mundo (desde 2009 o campeonato é disputado em Londres – mas nos últimos 20 anos esteve em Frankfurt, Hannover, Lisboa, Sidney, Houston e Xangai). Para mim, eram ainda mais impressionantes quando a disputa era em 5 sets. Hoje em dia é em melhor de 3.SAMPRAS-12

A de 1996, entre Boris Becker e Pete Sampras, com vitória do americano por 3/6 7/6 7/6 6/7 6/4 é uma delas. A outra é entre o Carlos Moyá e o Alex Corretja, em 1998. Primeiro por ser super inusitado ver dois espanhóis, na época, disputando uma final em quadra rápida indoor e depois por ter sido umas das decisões mais disputadas de todos os tempos. A vitória fo de Corretja por 3/6 3/6 7/5 6/3 7/5.
A decisão entre Guga e Agassi, no ano 2000, foi histórica para o Brasil. Mas, o brasileiro dominou o jogo. Venceu com triplo 6/4 e é assunto de outro post.
E a vitória histórica de David Nalbadian, já em Xangai, diante de Roger Federer? O argentino ganhou por 6/7 6/7 6/3 6/2 7/6.
Depois desta em 2005, houve poucas decisões tão disputadas. Até 2007 ainda jogaram melhor de cinco sets, mas depois disso virou melhor de 3 e nenhuma final foi assim tão contestada.

Aqui vai um quadro com as finais dos últimos 20 anos. É sempre bom olhar e lembrar que Tsonga, Ferrer, Davydenko, Blake e até Grosjean foram finalistas deste torneio. Davydenko inclusive foi campeão em 2009. É interessante olhar e ver quantas finais o Federer disputou desde 2003 – foram 8. Assim como ele, Pete Sampras também jogou inúmeras finais. Foram 6 (não aparece no quadro, mas ele foi campeão em 1991).
E ao digitar o quadro, lembrei da final emocionante entre Hewitt e Ferrero também.
Entre Djokovic, Federer, Murray, Wawrinka, Nishikori, Berdych, Raonic e Cilic, o nome de quem será que vamos escrever ao lado de 2014?

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2013 – Novak Djokovic d. Rafael Nadal 6/3 6/4
2012 – Novak Djokovic d. Roger Federer 7/6 7/5
2011 – Roger Federer d. Jo-Wilfried Tsonga 6/3 6/7 6/3
2010 – Roger Federer d. Rafael nadal 6/3 3/6 6/1
2009 – Nikolay Davydenko d. Juan Martin del Potro 6/3 6/4
2008 – Novak Djokovic d. Nikolay Davydenko 6/1 7/5
2007 – Roger Federer d. David Ferrer 6/2 6/3 6/2
2006 – Roger Federer d. James Blake 6/0 6/3 6/4
2005 – David Nalbandian d. Roger Federer 6/7 6/7 6/2 6/1 7/6
2004 – Roger Federer d. Lleyton Hewitt 6/3 6/2
2003 – Roger Federer d. Andre Agassi 6/3 6/0 6/4
2002 – Lleyton Hewitt d. Juan Carlos Ferrero 7/5 7/5 2/6 2/6 6/4
2001 – Lleyton Hewitt d. Sebastien Grosjean 6/3 6/3 6/4
2000 – Gustavo Kuerten d. Andre Agassi 6/4 6/4 6/4
1999 – Pete Sampras d. Andre Agassi 6/1 7/5 6/4
1998 – Alex Corretja d. Carlos Moyá 3/6 3/6 7/5 6/3 7/5
1997 – Pete Sampras d. Yevgeny Kafelnikov 6/3 6/2 6/2
1996 – Pete Sampras d. Boris Becker 3/6 7/6 7/6 6/7 6/4
1995 – Boris Becker d. Michael Chang 7/6 6/0 7/6
1994 – Pete Sampras d. Boris Becker 4/6 6/3 7/5 6/5
1993 – Michael Stich d. Pete Sampras 7/6 2/6 7/6 6/2

Fotos de Cynthia Lum

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Começo antecipado para o ATP Finals com sorteio dos Grupos

A ATP sorteou nesta segunda-feira, em Londres, ao vivo na BBC 5 os grupos do ATP Finals. Os oitos melhores jogadores da temporada foram divividos em dois grupos de 4, em que todos se enfrentarão na fase Round Robin.

atp finalsDiferente de anos anteriores, quando fazia o sorteio com a presença de todos os jogadores vestidos de terno e gravata, no máximo dois dias antes do evento começar, a ATP inovou e optou por um sorteio antecipado na capital inglesa.

O Grupo A contará com Novak Djokovic; Stanislas Wawrinka, Marinc Cilic e Tomas Berdych.

O Grupo B terá Roger Federer, Andy Murray, Kei Nishikori e Milos Raonic.

Os jogos começam no dia 09 na Arena 02 e vão até o dia 16 de novembro.

 

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Murray, quem diria

Ao término do jogo – derrotou Dimitrov por duplo 6/3 em Paris – que garantiu a sua classificação para o ATP Finals, em Londres, Andy Murray assinou na câmera de televisão “Bad Year- Ano Ruim.” A mensagem foi diretamente para aqueles que o criticaram pela falta de resultados consistentes.
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Desde que colocou como missão se classificar para jogar o que a ATP chama de “Final Showdown”, o torneio que reúne os oito melhores da temporada na Grã Bretanha, nação de Murray, já que a Escócia optou por permanecer britânica, Murray está quase imbatível e com um físico de dar inveja e muito super atleta.

Depois do US Open, em que perdeu nas quartas-de-final para Novak Djokovic, ele se recuperou e vem jogando há seis semanas seguidas.

Ganhou o ATP 250 de Shenzen (salvou 5 match points na final contra Robredo), foi à semi do ATP 500 de Beijing, chegou às oitavas no Masters 1000 de Xangai, foi campeão do ATP 250 de Viena e do ATP 500 de Valência (também salvou 5 match points na final contra Robredo). Mesmo com todos esses resultados ainda precisava de uma boa campanha em Paris para se garantir, sem depender de outros resultados, em Londres. Tinha que alcançar, no mínimo, as quartas e conseguiu. Antes de Shenzen não havia disputado nenhum final em 2014.

Agora, se junta a Djokovic, Federer, Wawrinka e Cilic e aos poucos vai voltando a ocupar lugar no ranking onde pertence, entre os tops. No meio da temporada, sem Lendl e depois com a nova técnica Amelie Mauresmo, onde é normal um período de adaptação e se ajustando pós cirurgia nas costas, Murray viu seu ranking sair do top 10 – foi até o 12o. lugar. Já é o 8o. e está em ascensão.

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A incrível temporada de Nadal terminará no topo do ranking mundial

Lembro no começo do ano aqui mesmo no Brasil, no Ginásio do Ibirapuera, de ouvir várias pessoas ligadas ao tênis e com conhecimento do esporte comentando: “Ih, o Nadal está bichado.” “ Acabou. Não volta mais.” “Nadal já era.” Não, ele não estava bichado. Ele não acabou. Ele ainda é e ele voltou da melhor maneira possível, da maneira que nem ele imaginava, terminando a temporada 2013 como número um do mundo.

Nadal number one

Aprendi ao longo dos anos, vendo de perto e observando de longe, que dos grandes campeões não se pode duvidar.

Nadal, desde o seu primeiro dia de volta ao circuito, em Vinã del Mar, não escondeu nada de ninguém.
Falou claramente que não havia desaprendido a jogar tênis, mas que ainda sentia dores, que estava com dificuldade de movimentação e que ainda ia demorar um pouco para voltar ao normal.

Foi um choque enorme para os amantes do tênis a derrota para Horacio Zeballos naquela final de Viña del Mar. Virou notícia no mundo todo, mas Nadal estava se sentindo no lucro. Afinal tinha feito 4 jogos durante a semana.

Durante o Brasil Open o espanhol não jogou bem. Sentiu dores, não se adaptou muito às condições de jogo na capital paulista, mas mesmo assim, diante de adversários de menor expressão chegou à decisão para fazer a melhor partida da semana e vencer David Nalbandian.

De São Paulo, Nadal foi para Acapulco e no balneário mexicano começou a jogar melhor. Fez uma das partidas que mais deu confiança, segundo ele, de que estava no caminho certo e voltando a jogar o seu melhor tênis, ao arrasar David Ferrer na decisão e conquistar o segundo trofeu consecutivo.

Nadal Sao Paulo

Com os bons resultados e se sentindo bem, Nadal decidiu jogar Indian Wells – ele ainda tinha dúvidas no início do ano se estaria pronto para jogar na Califórnia, na quadra rápida. A decisão foi acertadíssima. Ele ganhou de Roger Federer, Toma Berdych e Juan Martin del Potro para vencer mais uma vez em Indian Wells.

O espanhol já havia decidido pular o Masters 1000 de Miami e foi para casa descansar antes da temporada de saibro na Europa começar.

Nadal chegou perto de vencer o Masters 1000 de Monte Carlos pela 9ª vez seguida, mas foi parado por Novak Djokovic na final.

Dali em diante Nadal não perdeu mais nenhum jogo no saibro.
Ganhou, na sequência, o ATP World Tour 500 de Barcelona, os Masters 1000 de Madri e Roma e Roland Garros pela 8ª vez em 9 participações, se tornando o primeiro jogador da história a vencer o mesmo Grand Slam tantas vezes.

Nadal French Open 2013Veio Wimbledon e Nadal acabou fazendo apenas um jogo na grama. Perdeu na estreia para Steve Darcis e ao que parece as duas semanas que ele ficou em casa descansando, se recuperando e se preparando para a temporada de quadras rápidas nos Estados Unidos foram fundamentais para ele conquistar o Masters 1000 do Canadá, o Masters 1000 de Cincinnati e o US Open.

Ganhou nas finais, respectivamente, de Milos Raonic, John Isner e Djokovic.

Tantas vitórias já o colocaram mais próximo do número um Djokovic.

Nadal ainda seguiu do US Open para a Copa Davis, no saibro, na Espanha e depois foi para a Ásia jogar o ATP World Tour 500 de Beijing e o Masters 1000 de Xangai.

Nadal US Open champion

Foi vice-campeão em Beijing – perdeu para o seu maior rival hoje em dia, Djokovic e em Xangai caiu na semi. Perdeu para Del Potro.

Depois da Ásia, Nadal resolveu deixar de lado a participação no ATP World Tour 500 de Basel e se preparar para as 2 últimas semanas do ano, em que sabia que teria chances de terminar a temporada como número 1.

Ele foi à semifinal em Paris, send superado por David Ferrer e nesta semana, em Londres, só precisava de 2 vitórias para garantir o número um. Foi o que ele consolidou hoje, depois de ter estreado com vitória diante do conterrâneo espanhol e de ter ganhado de Wawrinka hoje.

O feito de Nadal de voltar ao topo do ranking mundial e terminar um ano que para ele começou sem a participação em um Grand Slam, como número um do mundo, se olharmos para a história. Nenhum jogador, até hoje, tinha terminado um ano como número um, perdido o posto e voltado duas vezes para encerrar a temporada como o melhor do mundo.
Nadal chegou ao topo do ranking mundial pela primeira vez em 2008 e ficou 46 semanas seguidas liderando o ranking. Perdeu a posição e recuperou em 2010, quando dominou o esporte por outras 56 seminas, terminando a 2ª temporada da carreira como o rei do tênis. Agora encerra a sua 3ª temporada no topo da listagem da ATP.

Como curiosidade, é o 10º ano seguido que o número um fica com Federer, Nadal ou Djokovic ao final de um ano.

A lista de todos os tenistas que terminaram a temporada como número um do mundo

 

ATP WORLD TOUR YEAR-END NO. 1  
     
Year Player  
2013 Rafael Nadal (Spain)
2012 Novak Djokovic (Serbia)
2011 Novak Djokovic (Serbia)
2010 Rafael Nadal (Spain)
2009 Roger Federer (Switzerland)
2008 Rafael Nadal (Spain)
2007 Roger Federer (Switzerland)
2006 Roger Federer (Switzerland)
2005 Roger Federer (Switzerland)
2004 Roger Federer (Switzerland)
2003 Andy Roddick (U.S.)
2002 Lleyton Hewitt (Australia)
2001 Lleyton Hewitt (Australia)  
2000 Gustavo Kuerten (Brazil)    
1999 Andre Agassi (U.S.)  
1998 Pete Sampras (U.S.)  
1997 Pete Sampras (U.S.)  
1996 Pete Sampras (U.S.)  
1995 Pete Sampras (U.S.)  
1994 Pete Sampras (U.S.)  
1993 Pete Sampras (U.S.)  
1992 Jim Courier (U.S.)  
1991 Stefan Edberg (Sweden)  
1990 Stefan Edberg (Sweden)  
1989 Ivan Lendl (Czech Republic)  
1988 Mats Wilander (Sweden)  
1987 Ivan Lendl (Czech Republic)  
1986 Ivan Lendl (Czech Republic)  
1985 Ivan Lendl (Czech Republic)  
1984 John McEnroe (U.S.)  
1983 John McEnroe (U.S.)  
1982 John McEnroe (U.S.)  
1981 John McEnroe (U.S.)  
1980 Bjorn Borg (Sweden)  
1979 Bjorn Borg (Sweden)  
1978 Jimmy Connors (U.S.)  
1977 Jimmy Connors (U.S.)  
1976 Jimmy Connors (U.S.)  
1975 Jimmy Connors (U.S.)  
1974 Jimmy Connors (U.S.)  
1973 Ilie Nastase (Romania)  

 

 

 

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