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Mais um livro para a minha lista de “tennis books”. E esse é argentino

Terminei de ler mais um livro de tênis. E este nem estava na minha lista, mas ganhei do autor nos últimos dias no US Open e como é pequeno e fácil de levar para lá e para cá, acabei lendo rapidinho.

Enredados, La Copa Davis, ésa eterna busqueda argentina, do querido amigo jornalista Sebastian Fest – argentino com residência em Madri – e com prefácio do lendário Guillermo Salatino, trata do sonho da Argentina de conquistar a Copa Davis nos últimos anos, talvez quando eles mais tiveram chances.

Fest, que acompanha o circuito há praticamente o mesmo tempo que eu – mais de uma década – relata os bastidores dos confrontos nos últimos anos, conversa com dirigentes e jogadores.

Fala da confusão da escolha da sede da final contra a Espanha – Mar del Plata ou Cordoba -, da “liderança” de David Nalbandian, da “ingenuidade” de Juan Martin del Potro, da falta de comando de Alberto Mancini, disserta sobre aquilo que conhecemos bem aqui no Brasil  – quando surge uma oportunidade, quem vai ficar com a fatia maior do bolo -, escreve sobre as possíveis brigas entre jogadores da equipe, entre jogador e capitão, tenistas e dirigentes e até mesmo com a imprensa.

Ele entrevista também jogadores que não estão mais na ativa como Javier Frana – hoje comentarista da ESPN – Guillermo Vilas, Ricardo Rivera e todos os tenistas que fizeram parte da equipe nos últimos anos.

Vale a pena ler. Ainda mais aqui no Brasil, em que passamos por situações muitas vezes similares. A Argentina ainda não ganhou a Davis Cup e o Brasil continua no Zonal Americano, depois de uma inexplicável derrota para a Índia, há poucas semanas.

Tennis View deve ter Enredados em breve, à venda.

PS – este post é um complemento do post do dia 20 de julho – Os meus best sellers na literatura do tênis/ http://gabanyis.com/?p=767. Gostei de escrever e acho que vale a pena falar sobre as novidades, ou sobre os livros bacanas.

Ainda estou pensando em qual será o meu próximo, mas provavelmente o da Venus Williams, Come to Win

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Vitória de Tiago Fernandes na Austrália inspira juvenis brasileiros. Aqui no US Open são cinco.

Sell, Laranja, Semenzato e

Desde que o  qualifying juvenil do US Open começou no fim de semana venho me surpreendendo com os juvenis brasileiros.  A primeira surpresa foi ver três tenistas no qualifying: Karue Sell, Bruno Semenzato e Augusto Laranja.

Do qualifying veio outra boa notícia. Sell se classificou e ainda ganhou uma rodada na chave principal. Direto na chave e mais conhecidos, Tiago Fernandes e Guilherme Clezar.

O gaúcho Clezar virou notícia depois de treinar com Gasquet e Nadal e teve até seu jogo, em que perdeu para Collarini, transmitido ao vivo pelo SporTV, na quadra Grandstand.

Eliminado da simples, ele continua nas duplas, ao lado do amigo Fernandes. Nesta quarta, ganharam dos cabeças-de-chave 1, Fucsovics e Zsiga, e voltam a jogar na quinta contra Pavic e Dzumhur, valendo vaga na semifinal.

Fernandes e Clezar

Tiago já está nas oitavas-de-final de simples. Ganhou do croata Mate Pavic por 5/3 7/6(5) e enfrenta o russo Victor Baluda, que o derrotou nas quartas dos Jogos Olímpicos da Juventude.

Sell, que joga o seu primeiro US Open, perdeu hoje na segunda rodada para o japonês Taro Daniel, mas joga por vaga na semi de duplas, ao lado de Bruno Semenzato. Eles venceram hoje Barry e McLachlan e os próximos adversários são os cabeças 14, Goldinv e Vesely.

Semenzato e Sell

Augusto Laranja chegou a jogar a chave principal de duplas, mas foi eliminado.

O que mais me chamou a atenção, além dos resultados e de termos duas duplas juvenis nas quartas-de-final e o Tiago a um jogo das quartas, foi ver cinco brasileiros juvenis no Grand Slam.

Aproveitei para ver os jogos dos meninos e conversar com eles no final da tarde aqui no US Open.

Já tinha visto o Sell e o Laranja por aí, mas não os conhecia.  Ambos afirmaram que a vitória de Tiago no Australian Open, os inspirou e motivou para jogar os Grand Slams também.

“A gente nem pensava em jogar esses torneios antes,” disse Laranja, que treina no interior paulista com Edvaldo Oliveira.

Sell também falou que “mudou a cabeça” depois de ver o amigo Tiago vencer um Grand Slam juvenil. “É aqui que tem que estar. Aqui as coisas acontecem.”

Semenzato, apesar de já ter vivenciado um pouco mais o circuito por treinar na academia de Larri Passos há alguns anos, está pela primeira vez nas quartas-de-final de um Grand Slam. Depois do jogo, estava estudando para as provas da escola.

Para Clezar, que no ano passado foi vice-campeão de duplas de Roland Garros, não é novidade jogar um Grand Slam, mas com um campeão no País, ganham todos. É ele o parceiro de duplas de Tiago.

Apesar de Clezar estar com o técnico do Instituto Tênis, Luiz Carlos Enck e Tiago com Marcus VInícius Barbosa, da academia de Larri Passos e que também está com Sell – treinado por Patrício Arnold –, Laranja e Semenzato, através da CBT, os meninos estão sempre juntos.

Tiago, que está em Nova York desde a última quinta-feira, disse que agora já está bem mais à vontade no circuito. “É diferente do que era no ano passado quando alcancei as quartas aqui. Agora sou um dos favoritos, mas estou lidando bem melhor com tudo isso que aconteceu depois do Australian Open.”

A vitória em Melbourne alçou o juvenil de Maceió a fama no Brasil. Em Roland Garros seus jogos estavam sempre lotados de brasileiros e fãs em geral.

Aqui, com o torneio bem maior e mais espaçoso, Tiago parece estar mais à vontade.

“Gosto muito de jogar aqui. Foi muito bom ter chegado alguns dias antes. Deu para treinar bastante nessas quadras e estou bem adaptado. A velocidade da quadra está perfeita,” contou o pupilo de Larri, feliz com a companhia de tantos brasileiros no Grand Slam. “Já é uma evolução enorme ter cinco brasileiros juvenis no Grand Slam. Tomara que continue crescendo.”

Depois da experiência na Ásia, em que passou o qualifying e venceu uma partida na chave principal de um torneio Challenger, Tiago logo após o US Open, jogará o Challenger de Belo Horizonte e dois torneios Futures. “Foi um teste na Ásia. Foram duas semanas de bastante jogo. Uma experiência muito boa, em condições adversas, com muito calor, comida estranha, umidade…”

Clezar integrará a equipe de treinamento da Davis, na Índia.

Tentei reunir os cinco jogadores para uma foto, mas quando consegui quatro, Clezar já tinha voltado para o hotel. Por isso ele não está na foto com os outros tenistas.

E depois de conversar com os tenistas na sala dos jogadores aproveitei para subir até o topo do Arthur Ashe Stadium e avistar Manhattan.


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Guga movimenta o tênis no Brasil com evento em Florianópolis. Uma visita à Semana Guga Kuerten.

Voltei agora há pouco de Florianópolis onde fui ver de perto tudo o que o Guga tinha me contado no ano passado sobre a Semana Guga Kuerten.

Não pude ir ao evento em 2009 e fiz questão de dar, pelo menos, uma passada no LIC (Lagoa Iate Clube) e na cidade para constatar o que a gente já sabe, quando o Guga se envolve com um projeto, ele fica grande, chama a atenção e movimenta o esporte.

A estrutura da Copa Guga Kuerten é igual a dos melhores eventos nacionais do Brasil, que muitas vezes se compara a dos torneios Challengers. O diferencial é a sala dos jogadores onde os tenistas podem assistir durante o dia todo os jogos marcantes do Guga.

Dentro do LIC há ainda estandes dos patrocinadores e parceiros do evento – a partir de quarta-feira Tennis View estará lá -, uma quadra de mini-tênis, fotos dos melhores momentos de Guga, recipientes para coleta de lixo seletiva, e outros pequenos detalhes que fazem a diferença.

Sala dos Jogadores

coleta de lixo seletiva

Mas, para mim, o que diferencia o evento de todos os outros, além da presença constante de Guga assistindo os jogos e conversando com os tenistas é a extensa programação da Semana Guga Kuerten e que eu acho que vai muito além do grande destaque para o público em geral: a partida exibição entre Guga e o Yevgeny Kafelnikov, no sábado à noite, na arena Multiuso em São José.

mini-tênis em Escola pública de Florianópolis

Meligeni no LIC

Dias antes dos jogos da Copa Guga Kuerten – torneio juvenil de 12 a 18 anos – começarem, ilhas de mini-tênis foram montadas em dois shoppings centers da cidade, o Itaguaçu e o Beira-Mar e há outras itinerantes, dando a oportunidade de qualquer pessoa ter contato com o esporte.

Para a garotada de 10 anos haverá um torneio de mini-tênis.

Os tenistas cadeirantes que jogam o tênis sobre rodas se apresentarão no LIC e na Arena Multiuso São José, antes do jogo entre Guga e Kafelnikov.

Técnico do tricampeão de Roland Garros, Larri Passos estará em Florianópolis para dar clínicas para os participantes da Copa Guga Kuerten e conversar com os tenistas e treinadores.

Fernando Meligeni também está na capital catarinense. Assim como Larri, faz clínica e bate-papo com os participantes.


Os treinadores também tem vez na Semana Guga Kuerten com a realização de um curso de capacitação da CBT.

Os pais, poderão conversar com Alice Kuerten, mãe de Guga, com palestra com hora marcada.

Com tantas atividades acontecendo, técnicos e muitas das pessoas que fazem o tênis no País que não costumam comparecer a torneios juvenis acabam viajando até a capital catarinense.

A imprensa se movimenta nesta semana para acompanhar a “Semana” em Florianópolis e o tênis ganha grande espaço na mídia.

Guga, que já estampava uma grande foto na Avenida Beira-Mar, no bonito prédio do Hotel Majestic, hotel oficial do evento, usa sua imagem em benefício do esporte.

Neste ano, o Prêmio do Instituto Guga Kuerten, a Grande Jogada Social, também acontece na Semana Guga Kuerten. É nesta terça-feira.

O objetivo é mostrar o Prêmio para quem nunca viu.  Já tive a oportunidade de presenciar alguns e são sempre emocionantes, com apresentações de alunos dos projetos sociais do Instituto, em meio a show da Paula Lima e a entrega de prêmios aos melhores projetos do Estado.

Nossa, já estou sem fôlego. É evento que não acaba mais. Evento para movimentar de fato o tênis no Brasil.


Mais Infos no www.semanagugakuerten.com.br e www.igk.org.br

Fotos de Marcelo Ruschel / Poapress

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Leandro, o garoto xingado por Cabral e desencorajado a praticar tênis, “esporte de burguês” pelo nosso Presidente Lula, comprou as próprias raquetes

O vídeo em que o Presidente Lula desencoraja o garoto Leandro dos Santos a praticar o esporte que tanto gosta, o nosso esporte, o tênis, ao lado de Sérgio Cabral, na favela Manguinhos, no Rio de Janeiro, continua dando o que falar.

Soube do vídeo há quase uma semana, através do twitter do Fernando Meligeni e assim como ele e muitos que fazem o esporte no Brasil, fiquei indignada.

Ter feito um post há dois dias sobre projetos sociais ligados ao tênis foi coincidência, mas me deixou pensativa e me fez dizer de boca cheia novamente que um dos maiores benefícios que o Guga trouxe para o País, ao ganhar Roland Garros pela primeira vez foi o número de projetos sociais ligados ao tênis que surgiram no Brasil.

Com a Tennis View, a cada edição publicamos uma matéria sobre um deles. São 60, 200, 1000 crianças beneficiadas em cada projeto, das mais diferentes regiões do País, às vezes mais, às vezes menos. Já tentei fazer uma lista com todos os projetos sociais ligados ao tênis no País, mas ainda não consegui. Gostaria de saber quantas mil crianças tem uma vida melhor por causa do esporte que o Presidente chamou de burguês.

Fui lendo, confesso que pouco, não tanto o quanto gostaria, sobre o caso da favela ao longo da semana e hoje o Estado de S.Paulo publicou uma matéria com o menino do vídeo – vídeo foi gravado no fim de 2009 – Leandro dos Santos e o que mais me surpreendeu foi o que o garoto gosta tanto de tênis que COMPROU as raquetes que tem em uma feira. Não foi nenhum projeto social que o ajudou. Imagina se estivesse sendo ajudado.

Ainda não tenho mas pretendo conseguir o contato da Manguinhos para divulgar. Felizmente no tênis, sempre tem gente querendo ajudar.

Abaixo a reprodução da matéria de Gabriela Moreira, no Estadão desta sexta-feira, 13 de agosto.

Estado de S.Paulo - 13/08/2010


Na rede
‘EU GOSTO É DE TÊNIS MESMO’
Vídeo em que um jovem de favela pede a Lula uma quadra e é
xingado pelo governador do Rio ganha repercussão na web

Um vídeo gravado por um adolescente da fa- vela Mandela de Pedra, na zona norte do
Rio , está causando polêmica na comunidade. Parte dos moradores acha que a repercussão das imagens pode prejudi car as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Essa repercussão atrapalha os projetos que o cara traz para a comunidade”, disse um deles, sem explicar se o “cara” era o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou o governador Sérgio Cabral.
Visto até ontem por quase 500 mil visitantes, no YouTube, o vídeo, de 74 segundos, mostra o jovem Leandro dos Santos de Paula, de 18 anos, fazendo perguntas a Lula e ao governador na área conhecida como os apartamentos do PAC em Manguinhos
– uma favela vizinha à Mandela.
Na gravação, Leandro, que está concluindo o ensino médio, pergunta a Lula por que ele não constrói uma quadra de tênis na favela. O presidente responde que considera tênis esporte da burguesia e o aconselha a praticar natação na piscina construída pelo PAC. O rapaz diz que a piscina está fechada – e Cabral entra na conversa, com providências para que o local seja aberto. Leandro comenta, então: “Eu gosto de tênis, mesmo. Jogo aqui
na rua com estas raquetes que comprei na feira. São usadas, mas dá para jogar”. Depois de
mandar que a piscina seja reaberta, o governador o chama de “otário”, “sacana” e “ma-
landro”. “Eu acordo todos os dias com o caveirão (blindado da polícia) na minha porta”, comenta Leandro .
Nascido numa das áreas mais pobres do Rio, Leandro já correu outras vezes atrás de
Lula em busca de soluções para seus problemas. No ano passado, quando o Brasil foi esco-
lhido para a Olimpíada, ele esteve numa cerimônia no Copacabana Palace e conseguiu fa-
zer Lula sair da comitiva para ouvi-lo. “Gritei tanto que ele desceu do carro e veio falar comigo. Pedi a reforma da minha escola, que estava em estado muito ruim.” Agora, a reforma “está devagar, mas estão fazendo alguma coisa”.
Leandro também persegue Cabral em busca de uma pedido não atendido: “Ele prome-
teu um laptop, e não deu. Vou atrás dele até ganhar”. Após o vídeo, ele recebeu uma visita:
“Veio uma pessoa aqui e disse que a piscina já estava funcionando, mas não falou nada do
computador”.
O vídeo foi gravado em dezembro e postado no último fim de semana por Ricardo Ga-
ma, filiado ao PR do Rio e aliado do ex-governador Anthony Garotinho.

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