Tag Archives: brasil open nadal

Nadal, que incrível

Não é novidade para ninguém que Nadal não esteja jogando o tênis que o levou a sete títulos de Roland Garros. Ele mesmo disse isso e vem dizendo desde a semana passada. Mas, não importa. A presença dele aqui em São Paulo, na nossa cidade, é igualmente incrível.

Nadal sao paulo

É incrível que possamos ouvir da boca dele e não le rem algum site ou agência de notícias internacional que ainda vai demorar para voltar ao altíssimo nível; que acredita na recuperação; que o exame anti-doping deve ser público; que o circuito tem torneios em demasia em quadra rápida e que isso acaba com o corpo do tenista; que a semana no Chile foi especial; que a América Latina deve ter mais atenção da ATP; que ele ainda tem dias bons e ruins e muitas outras observações e opiniões que só lemos por terceiros.

É incrível que Rafael Nadal continue a mesma pessoa atenciosa e simpática de sempre e mesmo em meio a uma multidão de jornalistas, pare para me cumprimentar. Não importa que eu o conheça desde que tinha 16 anos. Foi em Mallorca, quando Guga voltava a competir depois da primeira cirurgia e ao chegar no balneário espanhol foi treinar e mandaram um tenista local para bater bola com ele. Era o Nadal.

É incrível que Nadal vá treinar e todos nós, jornalistas e os fãs também, possamos assistir de muito perto. Chance raríssima de ver o Rei do Saibro, treinando no saibro, aqui, no Ginásio do Ibirapuera.

É incrível ver o Ibirapuera lotado.

É incrível e arrepiante ver Nadal entrar em quadra e ser ovacionado no Ginásio pertinho de casa.

É incrível vê-lo dar autógrafos, se preocupar com um tumulto e pedir calma para os fãs.

É incrível ouví-lo falar obrigado em vez de Merci, Gracias, Danke, ou em qualquer outra língua que seja.

E olha que eu já tive a oportunidade de ver Nadal jogar, treinar, competir, dar entrevistas, erguer trofeus, se curvar a Guga quando ele ainda nem havia ganhado Roland Garros e o brasileiro era o então Rei do Saibro. Sem poder jogar, lesionado, em Sauípe, Guga foi à Bahia fazer uma aparição para patrocinadores e foi reverenciado pelo espanhol.  Lembro da cena até hoje.

Mesmo assim, vê-lo aqui e competindo, independentemente do momento da carreira, é incrível.

 

Ah – e é incrível rever grandes amigos como o Benitão, o Benito, assessor do Nadal, novamente no Brasil.

2 Comments

Filed under Uncategorized

Ricardinho

Enquanto assistia Ricardo Mello, apenas um de sete brasileiros a ter um título de ATP no currículo, disputar a sua última partida como profissional no Brasil Open, nesta segunda-feira à noite, comecei a tentar lembrar de alguns momentos marcantes do tenista. Rapidamente me dei conta de que estive presente durante boa parte da carreira de Mello, inclusive quando ele jogou a primeira partida como profissional, contra o Guga, em um Challenger em Campinas, em 1996.  Foram mais de 15 anos vendo Mello deixar o Brasil entre os top 100 durante diversas temporadas, chegar ao melhor ranking da carreira e mostrar dedicação e amor ao esporte como poucos que vemos hoje em dia.

Ricardo Mello

Lembro claramente do jogo contra o Guga em Campinas. Lembro de acompanhar os resultados de Mello no Circuito COSAT, no ano seguinte. Era a estreia da Tennis View.

E em 1998 de vê-lo jogando os Grand Slams juvenis europeus. Inclusive – pena que está em slide – tenho foto da nossa fotógrafa Cynthia Lum, do Mello jogando em Wimbledon.  Naquele ano, perdeu para o Fernando Gonzalez em Roland Garros e para o Federer, no Orange Bowl.

Nessa época lembro do Larri Passos, o técnico do Guga, falando para prestar atenção no juvenil canhoto, um novo Meligeni.

Mello passou os anos seguintes jogando Futures e Challengers, na transição para o profissionalismo e em 2001 estreou no Brasil Open alcançando as quartas-de-final.  Alguns meses antes ele havia ganhado o primeiro de uma série de 15 Challengers, em Campos do Jordão.

Ricardo Mello Tennis View

Os dois anos seguintes foram dedicados aos torneios Challengers com alguns ATPs, até que em 2004 veio o grando salto.

Depois de perder para Juan Monaco, no Aberto de Sp, jogou o primeiro Grand Slam, o Australian Open, perdendo para Nalbandian. Passou o qualifying do Masters 1000 de Miami, jogou Roland Garros, venceu o Challenger de Gramado e foi jogar o US Open.

Ganhou de Chela, de David Sanchez e alcançou a Terceira rodada do Grand Slam, perdendo para Tommy Haas. O jogo passou na TV americana que chamava o brasileiro de Mello Yellow.

Na semana seguinte ele entraria para a história ao conqusitar o título do ATP de Delray Beach, com vitórias sobre Mario Ancic e Mardy Fish, antes de derrotar Vincent Spadea na final.

A boa fase continuou com as quartas-de-final em Xangai – venceu Tipsarevic no caminho.

Veio 2005 e a semifinal do Brasil Open, em que ele esteve perto de ganhar de Rafael Nadal. Assisti o jogo ao lado de Guga e do empresário de ambos, na época, Paulo Carvalho, lá em Sauípe.

Também lembro claramente de imagens dessa partida.

Mello jogou poucos Challengers e só foi voltar a jogar bem em Los Angeles, meses depois, alcançando as quartas-de-final, em que perdeu para Domink Hrbaty, com cinco match points.

Hoje, na coletiva, Mello contou que foi o período mais difícil da carreira. “O Guga estava começando a se lesionar quando ganhei o meu primeiro ATP e além da cobrança em geral, do público, eu comecei a me cobrar. Demorei um tempo para entender que isso era normal.”

Perguntaram para o tenista  na entrevista de que jogo ele perdeu que gostaria muito de ter vencido, que teria mudado a carreira. E foi o desta época, em Los Angeles. “Eu estava ganhando o primeiro set e tinha 6/1 no tie-break do segundo, contra o Hrbaty, par air à semi em Los Angeles, com uma chave boa e possivelmente jogar a final contra o Agassi.”

Aos poucos, com Fernando Meligeni como capitão, Ricardinho foi entrando para a equipe da Copa Davis e se tornando um dos homens de confiança do Brasil, por muitos anos. Ricardo Mello Brasil Open

Como ele mesmo relatou, se atrapalhou um pouco mentalmente na época em que alcançou o seu melhor ranking – 50º – “e se tivesse um técnico fixo, por muitos anos o mesmo, acredita que teria ido um pouco mais longe.”

Os muitos ATPs e Masters 1000 deram lugar, por uns anos, aos torneios Challengers, mas sempre que via uma oportunidade, lá estava o Ricardo Mello jogando os qualifyings dos Grand Slams.

Além de todos estes ano em quadra, levando o nome do Brasil mundo afora, ganhando Challengers e disputando os ATPs, mantendo o nome entre os top 100, Mello também pode comemorar a conquista inédita no World Team Tennis. Em 2011 ele ajudou o time de Kansas City a conquistar o primeiro título de sua história. Foi também o primeiro brasileiro a vencer tal campeonato, fundado por Billie Jean King.

O último Grand Slam que ele disputou foi o seu favorito, o US Open, no ano passado, passando o qualifying e perdendo na estreia para Greg Zemlja.

Foi uma honra assistir o encerramento da carreira de Ricardo Mello. Foi como assistir o fim de um ciclo que acompanhei desde o início.

A esperança que tenho é que com a notícia da aposentadoria, os tenistas mais novos enxerguem tudo o que Mello fez como tenista profissional, o que tudo isso representa para o tênis nacional e aprendam com o exemplo de um trabalhador, lutador e vencedor das quadras.

Precisamos valorizar os nossos raros campeões.

Obrigada, Ricardinho.

fotos de Dália Gabanyi

1 Comment

Filed under Uncategorized

A volta de Nadal. É hoje.

Wimbledon passou, vieram os Jogos Olímpicos, o US Open, o ATP Finals, a final da Copa Davis e o Australian Open. Todos esses grandes eventos – em Wimbledon, no meio da primeira semana ele já estava eliminado – sem a presença de Rafael Nadal, com uma lesão no joelho esquerdo. E hoje, depois de mais de meio ano, ou melhor, oito meses, o Rei do Saibro, o 11 vezes campeão de Grand Slam, o recordista de títulos de Roland Garros, com sete trofeus, o tenista que desafiou Roger Federer, mudou a história do esporte, volta a competir.

Nadal Monaco

A estreia nas duplas foi na noite de terça-feira, ao lado de Juan Monaco. E Nadal e o amigo argentino estrearam com vitória. Derrotaram os cabeças-de-chave 2, Frantisek Cermak e Lukas Dlouhy, por 6/3 6/2. Mas, como Nadal mesmo disse, duplas é mais tranquilo e o verdadeiro teste será no jogo de simples.

O adversário de estreia, (19h Brasília com transmissão do BandSports) o argentino Federico Delbonis – 128º na ATP –  é tão desconhecido do grande público quanto o checo Lukas Rosol (era o 100º), responsável pela eliminação de Nadal, em Wimbledon.

O torneio onde Nadal está jogando, o VTR Open, em Viña del Mar, também está longe de ser um Grand Slam, Jogos Olímpicos e um Masters 1000. Mas, para o tenista a importância é tremenda e faz todo o sentido ele ter escolhido a pacata cidade para voltar a competir (escrevi sobre isso há poucos dias aqui). O evento, no entanto, se tornou grandioso com a presença do 6º número um da história a aparecer por lá. Nadal Viña del Mar

Mais de 300 jornalistas se credenciaram para cobrir a estreia de Nadal, no Club Naval Las Salinas, de Vinã del Mar. Direitos de televisão internacional foram vendidos para diversos países que antes não colocavam o ATP chileno na grade de programação. Novos patrocinadores surgiram, os ingressos aumentaram – segundo o jornal L’Equipe, de entre R$ 40 e R$ 110,00 para R$ 120,00 a R$ 230,00. As arquibancadas também ganharam mais espaço e agora tem capacidade de 5.000 lugares (antes era de menos do que 4.000).

Recebido pelo Presidente Sebastian Piñera e hospedado numa cidade de 290.000 habitantes e jogando um ATP 250. Assim acontece a volta de Rafael Nadal ao circuito mundial.

Não sei se de fato, Federer, Murray e Djokovic sentiram a falta do adversário, mas o público certamente sentiu.

Vamos, Rafa.

Foto de Jim Rydell/VTR Open by Canchantun

Leave a Comment

Filed under Uncategorized

Porque Viña del Mar se transformou no lugar ideal para a volta de Nadal

Rafael Nadal não poderia ter escolhido final de semana mais discreto e lugar mais simples para retornar ao circuito mundial após sete meses de ausência se recuperando de uma lesão no joelho. Enquanto todos as atenções estão voltadas para a Copa Davis, mundo afora, Nadal já está em Viña del Mar, a maior estrela do tênis que o pequeno balneário já acolheu.

Nadal Vina del Mar

O VTR Open é um ATP 250 como o Brasil Open. Mas, nos últimos anos, especialmente depois da aposentadoria de Fernando Gonzalez, vinha sofrendo com a falta de jogadores locais, apoio financeiro e com a complicada data no calendário, logo depois do Australian Open e da Copa Davis, quase sem chances de trazer os jogadores tops para competir no Club Naval Las Salinas. O torneio tentou voltar para Santiago, onde Guga foi campeão no ano 2000, mas não deu certo e retomou a disputa em Viña.

Houve rumores de que o torneio poderia ser vendido, os organizadores, que realizam o evento desde 1993, ganhou um presente para comemorar o seu 20º aniversário: a presença de Rafael Nadal, o sexto número um do mundo a desembarcar por lá (Wilander, Rios, Courier, Moya e Guga foram os outros).

De longe, em meio aos jogos da Copa Davis e o início de folia carnavalesca no Brasil, estou acompanhando atentamente os passos do heptacampeão de Roland Garros em Viña del Mar e tentando visualizar tudo o que está acontecendo. Nadal ATP return

E ao imaginar o Club Naval Las Salinas, as modestas instalações para os jogadores e imprensa, as arquibancadas sem estruturas dos grandes torneios, o simples, mas aconchegante hotel onde todos ficam hospedados, os pequenos restaurantes no caminho entre o torneio e o hotel, a imprensa chilena ávida por qualquer tipo de notícia relacionada ao espanhol, o tratando como rock star, começo a pensar que talvez um torneio pequeno, em que te fazem se sentir em casa, era tudo o que Nadal precisava.

Apesar de parecer perto, Viña del Mar não é aqui do lado. De São Paulo, são quatro horas de vôo para Santiago e mais uma hora de carro até o local onde os chilenos aproveitam a praia. Com fuso horário e um clima de deserto seco – faz muito calor de dia e frio à noite – a sensação é de estar bem mais longe de casa. Para quem vem da Espanha, a distância é maior ainda.  Para Nadal talvez seja ideal voltar a jogar sem muita pressão, em um lugar menor – nem vamos entrar na questão do piso/saibro.

Nadal return Chile

Imagino que as matérias que estão saindo na imprensa chilena estejam até sendo divertidas para Nadal. Até material da paradinha do maior rival de Roger Federer, no caminho do Palácio de La Moneda, depois do encontro com o Presidente Sebastian Pinera, para o Club Naval Las Salinas, em um restaurante de estrada virou destaque nos jornais chilenos.  Entrevistaram o cozinheiro, o dono do restauranta, descreveram o que ele comeu e por aí vai. Nos últimos dias, os jornalistas chilenos entrevistaram quem eles conseguiram para falar sobre Nadal. Falaram com John Carlin, o autor da auto-biografia de Nadal, com os tenistas que Nadal treinou, na Espanha e no Chile, e aí me lembrei de que quando fui a Viña, com o Guga até matéria comigo fizeram e seguiam Dna. Alice, a mãe dele e uma namorada da época, por onde quer que elas andassem.

Ontem falei rapidamente com o pessoal do staff de Nadal e estavam todos felizes por estarem em Vinã del Mar, se sentindo acolhidos pelos organizadores, os irmãos chilenos Alvaro e Jaime Fillol e claro, por estarem de volta ao circuito, em um torneio pequeno, como quando começaram a se aventurar pelo mundo.

PS –a  estreia de Nadal é contra o vencedor do jogo entre o argentino Guido Pella e um qualifier

“Fotos por Jim Rydell, VTR Open por Cachantun, Vina del Mar”

 

Leave a Comment

Filed under Uncategorized

Muitas histórias do Brasil Open, desde o tempo em que 11 de setembro passou a ser mais do que uma data qualquer no calendário.

Não tem como não chegar a Salvador e pegar o transfer rumo a Costa do Sauípe e não passar um filme na cabeça. Afinal, o torneio existe desde 2001, estive em todas as edições do campeonato e mesmo antes dele acontecer, me lembro do Guga trabalhando nos bastidores da ATP para conseguir a data para o Brasil sediar um torneio desta categoria e do Carvalhinho, meu grande amigo e que foi empresário do Guga e que na época era o Diretor do ATP e montou o torneio inteirinho.

De todos estes anos vindo a Bahia não vou lembrar de tantos detalhes, mas alguns fatos são marcantes.

Lembro perfeitamente daquele 2001. Viemos direto de Nova York. Guga era o número um do mundo, era o primeiro ano do torneio. Nenhum de nós havia estado no Resort. Vínhamos de uma longa temporada nos Estados Unidos, que começara com uma semifinal no ATP de Los Angeles; terceira rodada em Toronto (naquela época não havia bye para os cabeças-de-chave nos Masters 1000); título em Cincinnati, com direito a dois jogos no mesmo dia da final; vice-campeonato em Indianápolis e quartas-de-final no US Open, em que mostrou os primeiros sinais de desgaste na derrota para Kafelnikov.

Chegou, como ele mesmo disse, “com as últimas forças” para jogar o ATP inaugural do Brasil na Costa do Sauípe, em quadra rápida, e foi jogar a primeira partida, no dia 11 de setembro, às 13h contra Flavio Saretta.

Pouco antes do jogo começar começamos a ouvir um burburinho de que estava havendo uma guerra nos Estados Unidos – havíamos saído de Nova York três dias antes -; minha mãe ligava para olhar a internet e ver as imagens do World Trade Center, cheio de cinzas em volta (muitos se perguntavam se era montagem). Começou um certo pânico entre os jogadores americanos.

Daqui da Bahia, no meio de um Resort, tudo que estava acontecendo em New York parecia surreal. Era tão distante que não parecia verdade.

Tentamos contato com nossos amigos em Nova York, mas as linhas para lá estavam congestionadas.

O torneio prosseguia normalmente. Guga foi para a quadra e não aguentou. Ganhou o primeiro set de Saretta, mas acabou perdendo por 4/6 6/2 6/4.

Em meio ao 11 de setembro, que então se tornaria uma data no calendário mundial que todos se lembram, a derrota de Guga passou praticamente despercebida. Nem destaque foi nos jornais.

Com compromissos para cumprir com patrocinadores, ficamos no torneio até o fim.

Meligeni surpreendeu, chegou à final, mas perdeu para o checo Jan Vacek. Havia também um torneio feminino, um WTA maior do que o ATP. Monica Seles erguia o trofeu de campeã, derrotando Jelena Dokic na final.

2002 –

Eliminado na primeira rodada em 2001, Guga queria triunfar no torneio brasileiro e cumpriu com seu objetivo. Conquistou o título, derrotando Guillermo Coria na final, por 6/7(4) 7/5 7/6(7), salvando match point, em um dos jogos mais emocionantes da história do torneio.

De quebra, ainda foi vice-campeão de duplas ao lado de André Sá.

2003 –

Muito se falou sobre a estreia de Guga contra Magnus Norman, que estreava em Sauípe. A vitória de Guga foi fácil por 6/3 6/2 e ele chegou tranquilo à semifinal. Mas, foi parado no terceiro set pelo alemão Rainer Schuettler, por 6/4 2/6 7/5. O título acabou ficando com o holandês Sjeng Schalken.

2004 –

Novo torneio. Depois de três anos disputado na quadra rápida o campeonato mudava para o saibro e passava a integrar a Gira Latino-Americana de torneios. Em vez de setembro, o ATP mudou para fevereiro e era carnaval.

O complexo estava lotado e todos os dias ouvíamos histórias de gente que havia ido a Salvador curtir a folia.

Outra vez chegamos cedo ao Resort. Guga havia sido vice-campeão em Santiago e gripado, perdido para o Ferrer na estreia em Buenos Aires.

De surpresa, raspou os cabelos e com novo visual chegou a Sauípe para jogar talvez uma das edições com mais nomes da história. Lembro que estavam o Moyá, Mantilla, Verdasco, Squillari, Gaudio já campeão de Roland Garros, Lapentti, Zabaleta, Gasquet, Acasuso, entre outros, todos no melhor das suas carreiras (fora o Verdasco, novato no circuito).

Depois da vitória na primeira rodada, duelo badalado com Gasquet. Vitória de Guga em dois sets e em poucos dias, mais uma final na Bahia. A chuva, no meio do carnaval, interrompeu a decisão com Calleri. Jogo só terminou no dia seguinte com triunfo de Guga, por 3/6 6/2 6/3, muita manifestação da torcida e chuva de confetti colorido em quadra.

A edição teve também encontro de Guga com Maria Esther Bueno e Ziraldo, que visitava o torneio.

2005 –

Guga não competiu, mas veio a Sauípe para cumprir compromissos com patrocinadores.

Chegamos nos últimos dias, a tempo de ver a partida entre Rafael Nadal e Ricardo Mello, em que Mello teve chances de ganhar do espanhol, que eventualmente se tornaria campeão ganhando de Alberto Martin na final.

2006 –

Não lembro muito desta edição do Brasil Open. Guga, ainda tentando se recuperar de sua lesão no quadril, perdeu para Andre Ghem na estreia. Nicolas Massu foi o campeão.

2007 –

Guga ainda tentava voltar a competir entre os grandes e estreou com vitória sobre Volandri, mas perdeu para Saretta, em três sets na rodada seguinte.

Como durante o tempo em que foi treinado por Hernan Gumy, Guga também treinava com Guillermo Cañas, ficamos por aqui para acompanhar o argentino que viria a se tornar campeão, ganhando de Ferrero na final. Cañas voltava de um longo período de inatividade e depois venceria, em duas semanas seguidas, Roger Federer, em Indian Wells e Miami.

2008 –

Quem não se lembra do início da emocionante turnê de despedida de Guga. O jogo foi contra Berlocq, mas o que ficou marcado foi a emoção de Guga em quadra após o jogo, as manifestações dos ídolos do esporte falando dele – inclusive Ronaldo -, a presença de amigos especiais como Moyá e Lapentti, as inúmeras entrevistas, enfim, uma semana de muitas homenagens.

Outra final espanhola na Bahia, com Almagro ganhando de Moyá.

2009 –

Bellucci surpreendeu chegando à final, mas foi superado por Tommy Robredo.

2010

Depois de alguns anos vindo jogar em Sauípe e proprietário de uma casa nas redondezas, Juan Carlos Ferrero enfim conquistou o troféu de campeão, ganhando de Kubot na final.

2011

O torneio está pronto para ver Thomaz Bellucci triunfar. Larri Passos é experiente nessas quadras e ao assistir o treino dele com o brasileiro no fim da tarde, hoje, na quadra atrás da central, o filme continuou passando pela minha cabeça.

Enhanced by Zemanta

2 Comments

Filed under Uncategorized