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Copa Davis: Infelizmente, a realidade do Brasil é o Zonal Americano

Na Copa Davis a gente sempre sonha. Todo mundo diz que o ranking não vale nada quando você entra em quadra. Muitas vezes é isso mesmo, dependendo do confronto e do local. Mas, no caso de Brasil e de Alemanha, o favoritismo era dos alemães e o ranking fez diferença. Sem nenhum jogador entre os top 100, apesar dos tops duplistas, não ameaçamos a nação européia. Infelizmente, o Brasil sem ter um jogador de ponta, no momento, não pertence ao Grupo Mundial. Os números comprovam.

Bellucci Davis

Quinze, dos dezesseis países garantidos para disputar o único torneio entre nações do tênis tem tenistas entre os 100 mais bem classificados da ATP. Apenas o Cazaquistão não tem jogador entre os 100 primeiros.

A nossa vizinha Argentina, tem 7 jogadores entre os top 100.

A Austrália, uma vez dominante no tênis, não é mais a mesma, mas ainda assim tem 3 jogadores entre os top 100. Hewitt Davis Cup

Até a pequena nação belga tem 1 jogador entre os 100 primeiros da ATP.

O Canadá, semifinalista deste ano e que até poucos anos atrás, integrando sempre o Zonal Americano e repescagem, bema o estilo do Brasil, tem 2 jogadores entre os top 50!

A Holanda conta com 3 tops 100.

A atual campeã e finalista de 2013, a República Checa, conta com 4 tenistas entre os top 100.

A França, tantas vezes campeã, tem 14 jogadores no top 100.

A Alemanha que nos derrotou, soma 6 tenistas entre os 100 da ATP.

Raonic Davis CupDjokovic Davis

 

 

 

 

 

A Grã Bretanha só tem um, mas é o 3º colocado no ranking mundial.

O Japão, uma nação outrora esquecida entre as melhores do mundo, tem um top 15.

A Sérvia, novamente finalist da Copa Davis, tem 3 atletas entre os top 100.

A Suíça, tem 2 top 10.

Nadal Davis CupWawrinka Davis

 

 

 

 

 

Os Estados Unidos, apesar de não serem mais dominantes como já foram, ainda contam com 5 tenistas entre os top 100.

A Itália tem 4 jogadores entre os top 100.

E a Espanha, muitas vezes campeã, divide a lista com a França, com maior número de tenistas entre os top 100: 14.

Nós, o Brasil, vivemos um momento difícil. Não temos nenhum tenista entre os top 100 e apenas 4 entre os top 200. Rogerio Dutra Silva Davis Cup

Parabéns aos duplistas do nosso país. Mas, diferente da simples, com apenas uma boa dupla, não se ganha um confronto de Grupo Mundial.

O nosso lugar é mesmo no Zonal Americano.

 

 
 

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O assunto da Davis é sério. Capitães se reúnem em Roland Garros para mudar formato.

A previsão do tempo avisou desde a semana passada que essa quinta-feira seria chuvosa. Mas, o dia amanheceu seco, apesar de escuro e até que me animei. Fui cedo para Roland Garros, consegui ver um André Sá impressionante jogando ao lado de Feliciano Lopez, até que ela realmente apareceu. A chuva veio grossa e gelada. Parou todos os jogos. Momento certo para tentar entender um pouco melhor a história da mudança na Copa Davis.

Depois que Feliciano Lopez perdeu o saque quando servia para a vitória ao lado de Sá, contra Collin Fleming e Jonathan Marray (o jogo parou em 76 54 – saque dos ingleses agora), atravessei a multidão de guarda-chuvas que se abriam e me espremi no meio das pessoas para conseguir voltar para a sala de imprensa e começar a pesquisar a história da Davis.

Rafter Davis Cup

Eu havia visto o Patrick Rafter ontem em Roland Garros, mas achava que ele estava aqui para acompanhar os jogadores da Austrália, como fazem a maioria dos capitães da Copa Davis. Ele até está aqui por causa da Copa Davis, mas por outras razões.

Um dos maiores jogadores do tênis australiano, representando o país na Davis, Rafter, hoje capitão, veio se reunir com outros capitães com nomes tão importantes quanto o seu na história do esporte, Jim Courier e Alex Corretja, para  tentar mudar o formato da competição, como o The Times publicou.

A ideia é que a Davis seja disputada a cada dois anos e durante uma semana, em apenas um local. Atualmente a disputa acontece em 4 rodadas, em três dias cada, tomando 4 semanas do calendário de quem vai à final.

O pedido dos capitães reflete também o desejo dos principais tenistas que não colocam mais a competição como prioridade no calendário. Nadal joga ocasionalmente, Federer já anunciou que não competirá, Murray também pouco compete pelo Reino Unido. Djokovic, com uma nação carente de ídolos como ele, é o que mais joga pela Taça.

Com o lançamento da International Premier Tennis League, outro assunto de destaque na sala de imprensa e dos jogadores, o calendário ganha mais concorrência e a Davis vai perdendo prioridade. A liga da Ásia idealizada pelo campeão de duplas Mahesh Bhuphati, fundador da GloboSport e influente no mercado asiático, qdistribuirá, no fim de 2014, milhões em prêmios e já tem a participação confirmada de Murray, Djokovic, Serena, Azarenka, Sampras, Agassi, entre outros. A Liga será baseada na Indian Premier League de Cricket e no sucesso do World Team Tennis, de Billie Jean King.

O zum zum zum nos bastidores de Roland Garros está forte e desta vez parece que a coisa é séria mesmo em relação a Davis. Já houve uma reunião alguns anos atrás sobre o mesmo assunto e a ITF esperou o assunto ser esquecido. Não foi e agora voltou mais forte.

Procurei o capitão brasileiro da Copa Davis por aqui, João Zwetsch, mas não encontrei. O Brasil jogou o Grupo Mundial, no início do ano, contra os Estados Unidos e enfrenta a Alemanha, em setembro, para permanecer entre as 16 melhores nações do tênis.

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