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Soccerex no Rio também teve participação de tenista

Voltei do Rio depois de cinco dias de Soccerex, o chamado maior evento de futebol business do mundo. Com uma arena na praia em Copacabana e uma estrutura toda montada no Forte, ambas com duas passarelas ligando aos hotéis Copacabana Palace e Sofitel, muitas ações de networking, conferências, painéis, palestras, happy hours e homenagens aos ídolos do futebol, principalmente os do passado, aconteceram por lá

Tive a grande oportunidade de passar um bom tempo com o Eusébio e ouvir riquíssimas histórias dos seus tempos de “rivalidade em campo,” com o Pelé e da vida nos Estados Unidos, quando o Rei jogava no Cosmos e ele em Boston.

A Soccerex deve ter sido o primeiro dos grandes eventos esportivos internacionais que aparecerão no Brasil até 2016.

Entre tantos jogadores de futebol, novos contatos, outros esportistas, novas formas de trabalho, etc, uma figura conhecida apareceu por lá. Fernando Meligeni, com Lars Grael e Robson Caetano, passou o dia ontem no evento com a Special Olympics.

Muito bom para o tênis ter um atleta envolvido no gigantesco mundo do futebol.

Além dele, Justine Henin, não ela não esteve por aqui, foi destaque no stand da candidatura da Bélgica e da Holanda para sediar a Copa depois do Brasil (Holland Belgium Bid 2018 – 2022), como embaixadora da candidatura.

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Uma homenagem mais do que especial ao Mestre Thomaz Koch

Koch emocionado entre Marcelino e Aerts

Ontem tive a oportunidade de acompanhar a homenagem para o Mestre Thomaz Koch, na Grande Final do Citigold Masters Tour, em Angra dos Reis e afirmar que foi emocionante ver o Mestre ser ovacionado de pé pelo público presente no Club Med.

Participei ativamente da produção da homenagem, agendando e gravando os depoimentos do Guga, Meligeni, Sá e de todos os tenistas que jogam o circuito com o Mestre e que estavam entre e Rio e São Paulo nas últimas semanas.

Ouvi inúmeras vezes os depoimentos, acompanhei a edição, o ensaio, a inserção de fotos cedidas pelo jornal  O Globo e ainda editei e vasculhei muita informação sobre Koch, para o texto da revista do Citigold Masters Tour, que faz um apanhado geral sobre a carreira do brasileiro.

Ao começar a fazer a pesquisa sobre os feitos de Koch eu mesma me surpreendi com tantas façanhas. Apesar de já conhecê-lo há anos, de ter lido sobre o que alcançou, por ter jogado parte da carreira em uma época em que o tênis não era profissional, muitos dos dados são difíceis de encontrar e pouco divulgados.

Claro que sabia que ele havia vencido o ATP de Washington, mas não me lembrava que a vitória foi sobre Arthur Ashe na final e que ele recebeu o prêmio das mãos da filha do Presidente Richard Nixon, Tricia.

Sabia que ele ainda é recordista da Copa Davis e que ganhou de Bjorn Borg, em Bastad, quando o sueco era número um do mundo? E que ele foi vice-campeão juvenil de Roland Garros duas vezes?

Muitas dessas informações foram me contagiando e aumentando ainda mais a minha admiração por Koch.

Às vezes por ele ser uma pessoa tão bacana, acessível, humilde, agradável, com aquela energia que contagia a todos, nos esquecemos tudo o que ele já fez e continua fazendo pelo esporte brasileiro. Até capitão de equipe brasileira Pan-Americana ele já foi, em Havana e ganhou medalha de ouro.

Talvez até ele se esqueça do que já conquistou ou não fique pensando nisso todos os dias. Leva uma vida como qualquer outro cidadão, com uma intensa paixão pelo esporte e carinho pelos próximos.

Por isso, ao subir ao palco e agradecer a homenagem da Try Sports, afirmou, com lágrimas nos olhos, que agora “vai começar a acreditar que realmente é tudo isso.”

Reproduzo aqui a materia escrita com Lia Benthien, sobre o mestre e o vídeo com os depoimentos da homenagem.

httpv://www.youtube.com/watch?v=rFLIXA1TLXM

O Mestre Thomaz Koch

Principal estrela do Citigold Masters Tour, desde a sua primeira edição, Thomaz Koch fez de 2010 uma de suas melhores temporadas no circuito.

Um dos maiores tenistas brasileiros de todos os tempos, viveu boa parte da sua carreira na era amadora do tênis, quando o ranking não era computado e não havia registros dos principais resultados. Mesmo assim, estima-se que esteve entre os 15 melhores do mundo. Oficialmente, depois da criação da lista, foi o 24º em 1974.

Koch venceu alguns dos maiores nomes do esporte, como Rod Laver, Arthur Ashe, Guillermo Vilas, Ion Tiriac, Andres Gimeno, Manuel Santana, Bjorn Borg, entre outros.

Começou a carreira cedo para os padrões da época. Foi à final do Orange Bowl  de 15 anos em 1960 e à semifinal de 18 por equipes. Três anos depois, além de vencer o Orange Bowl nos 18 anos, foi quadrifinalista, como profissional, do Nacional dos Estados Unidos, hoje US Open, que era jogado na grama. Koch conta que teve dois match points, mas acabou perdendo para o então campeão de Wimbledon, Chuck McKinley. Na época era proibido jogar com sapato de prego, mas McKinley reclamou que a grama estava escorregadia e trouxeram um par para ele. Koch também pediu um, mas disseram que não havia o seu número.

As histórias fazem parte da vida de Koch, um tenista que nunca teve técnico e planejou sozinho a carreira. Viajava meses pelos Estados Unidos e Caribe em troca de prêmios de US$ 25,00 por título. Na Europa não era diferente. Venceu Gstaad e ganhou um relógio como prêmio.

Em Grand Slams, além das quartas do US Open, Thomaz Koch colecionou bons resultados em Roland Garros- duas finais juvenis e como profissional , quartas de simples e duplas- além  do troféu de duplas mistas ao lado de Fiorella Bonicelli. Em Wimbledon foi quadrifinalista de simples e semifinalista de duplas. Na Austrália nunca jogou.

Ganhou torneios na Venezuela, Espanha, Estados Unidos, México, Suíça, Inglaterra e Alemanha. Em Barcelona derrotou Manoel Santana na final. Em Washington, venceu Arthur Ashe e recebeu o prêmio das mãos da filha do presidente Nixon. Para completar suas façanhas, ganhou de Bjorn Borg em pleno saibro de Bastad.

Seu estilo meio hippie, cabelos compridos e fita na cabeça rendeu alguns seguidores. Guillermo Vilas declarou em seu livro que os cabelos compridos, o jeito de andar e a bandana eram para imitar seu ídolo Thomaz Koch.

Recordes na Copa Davis que duram até hoje

Na Copa Davis, Koch é ainda o brasileiro que mais confrontos disputou (44 em 16 anos) e detém todos os recordes da competição no Brasil. É o que tem mais vitórias de simples (46), mais vitórias de duplas (28), mais anos representando o pais (16). É também o nono tenista que mais venceu em toda a história da competição entre nações (74 a 44), é o sétimo, também em toda a história, com maior número vitórias nas duplas e o quarto, ao lado de Mandarino, como melhor parceria no livro dos recordes. Com Koch, o Brasil chegou à semifinal, em 1966 e 1971.

Recordes no Pan-Americano

E também é recordista em medalhas em Pan –Americano –foi ouro em simples e duplas em 1967, em Winnipeg, prata no Brasil em 1963 na dupla mista com Maria Esther Bueno e  bronze em duplas masculino. Alem das medalhas como jogador, Koch foi campeão Pan-Americano como Capitão em Indianápolis (1987) e Havana (1991).

Destaques da Carreira

1960

Final Orange Bowl – 15 anos

1962/63

Duas vezes vice-campeão juvenil de Roland Garros. Perdeu as finais para John Newcombe e Nikola Kalogeropoulos.

Estreou na Copa Davis aos 16 anos.

1963

Campeão Orange Bowl 18 anos (juvenil)

Alcançou o topo do ranking mundial juvenil

Quartas-de-final Nacional dos EUA (atual US Open)

Vice-campeão do GP de Caracas

Vice-campeão do GP de Hilversum

Medalhista de prata nas duplas mistas (Maria Esther Bueno) e bronze nas duplas (Iarte Adams), no Pan-Americano de São Paulo

1964

Campeão do GP de Gstaad (d. Ronald Barnes)

1966

Campeão em Barcelona

Semifinalista da Copa Davis

1967

Quartas-de-final Wimbledon

Campeão Pan-Americano de Simples e Duplas (Edison Mandarino)

1968

Quartas-de-final de Roland Garros

1969

Campeão do GP de Washington com vitória sobre Arthur Ashe na final

Campeão do GP de Caracas – (d. Mark Cox)

1971

Campeão do GP de Caracas em simples (d. Manoel Orantes) e duplas, com Edison Mandarino

Campeão duplas em Macon, com Clark Graebner

Semifinalista da Copa Davis

1974

Semifinalista dos GPS de São Paulo, com vitória sobre Panatta e perdendo para Borg e dos de Teerã e New Jersey

Vice-campeão de duplas em Gstaad, com Roy Emerson

Alcançou a melhor posição no ranking de simples: 24ª

1975

Campeão de duplas mistas em Roland Garros

Campeão de duplas em Istambul com Colin Dibley

Semifinalista do GP de Bastad, com vitória sobre o no. 1 do mundo Bjorn Borg.

Semifinalista do GP de São Paulo, perdendo para Rod Laver.

1976

Vice-campeão em Nuremberg e Khartoum, no Sudão

Semifinalista dos GPS de Buenos Aires e duas vezes em São Paulo.

1979

Campeão da Copa Itaú aos 34 anos

1982

Vice-campeão de duplas do GP de Itaparica com Jose Schmidt

1981

Defendeu o Brasil pela última vez na Copa Davis, com 36 anos de idade.

1983

Vice-campeão de duplas do GP de Itaparica com Ricardo Cano

Alcançou a melhor posição no ranking mundial de duplas, a 60ª

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Clínica de Férias de Tênis – Tennis Summer Camps! Aproveite a chance de sair na Tennis View

Estamos concluíndo a próxima edição da Tennis View e esse número, quase no fim da temporada, é aquele especial com um Guia de Clínica de Férias.

As páginas sobre esse momento que se torna inesquecível, principalmente para a garotada, é um serviço que a Tennis View divulga há anos, com divulgação gratuita dos programas especiais que as academias e técnicos oferecem nos meses de férias, tanto aqui, como no exterior.

Entra ano, sai ano e fico impressionada em como essas informações demoram a chegar nas nossas caixas de email ou como as chamadas telefônicas levam dias para serem retornadas e quando são.

Com raras exceções, recebemos as informações completas de onde, como, quando, para quem, com que carga horária, valor, etc.. esses treinamentos especiais serão realizados.

Já estamos quase concluindo a matéria, temos um bom material, mas como sou persistente e gosto sempre de ter algo a mais na revista, de levar uma informação ainda mais completa para os tenistas, gostaria de pedir àqueles que tem academias, hotéis, trabalham com o esporte, são técnicos e/ou professores e ministrarão ou participarão de atividade similar e que ainda não mandaram as informações para a paciente Fabiana de Oliveira, que entrem em contato conosco.

A divulgação da informação é GRATUITA. Sim, claro que há anúncios, afinal sem os nossos anunciantes e parceiros não teríamos a revista, mas divulgar a informação é nossa obrigação.

E-mail tennisview@tennisview.com.br

Tel: (11) 55335312

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Depois das declarações de Bellucci, Copa Petrobras promete agitar ainda mais o tênis no Brasil

Bellucci teve contrato com a adidas oficializado nesta sexta (foto de Sarkar/AFP/Getty Images)

A Copa Petrobras ainda nem começou e já está criando polêmica no tênis nacional. Não é pela competição, que aliás é de fundamental importância para o tênis da América do Sul.

Lançada há mais de 10 anos como Copa Ericsson, viu grandes nomes do tênis sul-americano subindo no ranking jogando o Circuito Challenger da ATP do final da temporada.

Nesta sexta, no lançamento oficial da etapa de São Paulo, na Sociedade Harmonia de Tênis, o cabeça-de-chave 1 do torneio e campeão do ano passado, Thomaz Bellucci, ao explicar um dos problemas do tênis no Brasil, acabou exagerando em suas declarações, ao afirmar que não há técnicos competentes no País, além de Larri Passos, treinador que levou Guga ao topo do ranking mundial e o seu, João Zwetsch, atual capitão da Copa Davis.

Não estive no evento de lançamento, nem no almoço que seguiu a coletiva, por isso não gosto de criticar. Não sei qual teria sido o contexto da pergunta. Mas, de qualquer maneira, é sempre bom pensar antes de fazer uma afirmação destas ou estar pronto para aguentar as consequências.

Os repórteres da Tennis View, Edgar Lepri e Fabiana de Oliveira participaram da entrevista e reproduzo aqui a matéria publicada no nosso site, em que Bellucci também fala da derrota na Copa Davis e da semana dolorosa na Índia: “uma semana infeliz no calendário.”

São Paulo (SP) – A etapa paulista da Copa Petrobras foi lançada nesta sexta-feira, na Sociedade Harmonia de Tênis, com a participação dos tenistas Thomaz Bellucci, melhor brasileiro e número 27 do mundo, e Tiago Fernandes, ex-número 1 juvenil. Além de falar da importância de jogar em casa e defender o título de 2009, Bellucci aproveitou para se defender das críticas relacionadas à sua atual fase e à derrota da equipe na Copa Davis, na Índia, e defendeu a maior atuação de ex-profissionais como treinadores.

Para o atual melhor tenista do país, faltam técnicos competentes para alavancar a carreira de um jogador, principalmente depois que ele chega ao top 250. “Faltam técnicos que saibam tirar o potencial dos jogadores. O Larri (Passos, treinador de Fernandes) e João (Zwetsch, seu treinador), por exemplo, são exceções, porque poucos técnicos têm qualidade para treinar jogadores de alto nível”, afirmou.

Bellucci não descarta fazer parceria com um treinador estrangeiro no futuro e enaltece a escassez de treinadores no Brasil. “Às vezes, a solução é um técnico de fora, e isso seria normal no Brasil, pela falta de técnicos que temos”. O paulista de Tietê ainda defendeu uma maior participação de ex-profissionais no tênis atual. “O ex-tenista tem muito a acrescentar e poderia ajudar como técnico. Isso é mais comum no exterior”.

O brasileiro também analisou sua primeira temporada entre os melhores tenistas do mundo e rebateu as críticas à equipe que caiu diante da Índia na Copa Davis, em setembro. “Só joguei torneios grandes neste ano, e às vezes a gente é obrigado a pegar um top 5. É preciso saber lidar com as derrotas, mas acho que fiz um bom ano, principalmente no primeiro semestre, que é mais fácil para tenistas de saibro, e consegui me manter no top 30”.

O tenista reconhece que receberá mais críticas por ser o número 1 do Brasil e precisa saber como enfrentá-las. Sobre a derrota na Davis, ele afirmou que na semana seguinte, quando voltou ao Brasil, ficou três dias sem conseguir fazer nada, pelo desgaste físico e mental da competição e do calendário longo na temporada. “A semana da Davis machucou muito todo mundo que estava lá. Não atrapalhou muito meu calendário, mas não caiu muito bem, pelas viagens longas que fiz. Fico um pouco chateado pelas críticas porque nunca deixei de defender o Brasil”.

Mais informações no www.tennisview.com.br

PS: Em tempo. A adidas confirmou hoje a parceria com Bellucci. O tenista já vinha usando o uniforme da marca há algum tempo, mas o contrato ainda não havia sido oficializado. www.tennisview.com.br

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Guga e Luciano Huck, valeu a pena esperar!

O tênis ontem ganhou um presentão do Guga e do Luciano Huck.

Não contei os minutos de duração da matéria do Luciano com o garoto Rafael, residente da Rocinha e integrante do Projeto Tênis na Lagoa e o Guga, mas foram muitos, entre gravações na maior favela do Brasil, no Rio de Janeiro e em Florianópolis.  Deve ter chegado perto de uma hora.

Guga, Rafael e Luciano Huck (divulgação)

Durante todo esse tempo o assunto foi o tênis e na TV aberta, na TV Globo.

Não queria cair naquela história de novo do nosso Presidente Lula chamando o tênis de esporte de burguês, mas sou obrigada a repetir que exemplos como este do Projeto da Lagoa e do menino Rafael mostram o poder de transformação que esportes como o tênis tem.

Não fosse o tênis, Rafael não teria essa grande chance na vida (além de ter encontrado o ídolo Gustavo Kuerten, batido bola com ele, ganhou um prêmio de R$ 50 mil, sem falar no que o projeto vai se beneficiar com essa exposição).

Desde sempre me lembro do Luciano Huck, ou melhor, da produção do programa dele me ligando querendo agendar a participação do Guga no seu show. Desde a época em que ele ainda era apresentador do H, na Bandeirantes, recebia ligações da produção.

Guga não tinha tempo para atender o pedido apresentador. Incontáveis vezes tive que dizer não à equipe do Huck, já sem nem saber o que dizer. Mas, não era mentira. O Guga não tinha tempo para fazer uma boa participação no programa.

Como tenista profissional, número um do mundo, tricampeão de Roland Garros, campeão da Masters Cup, hoje ATP World Finals – aquele que ele ganhou do Andre Agassi na final, Guga não podia dedicar o tempo necessário para fazer uma matéria dessas, bem feita, com Luciano.

Poderia até ter feito uma participação especial, mas não teria tido o mesmo impacto do que o programa de ontem, onde Guga pôde receber o apresentador em Florianópolis, almoçar com ele, mostrar o escritório, os troféus, o Instituto, pegar um avião, ir ao Rio de Janeiro, bater bola com Rafael e se emocionar também com a história do “guri.”

Clique aqui para assistir  algumas partes da matéria – http://bit.ly/aMlhuP

Imagino que a produção do Huck deva ter me xingado muito nos mais de 10 anos que trabalhei com Guga. Mas o foco dele era na quadra e hoje, com tempo, Guga pode se doar para momentos como este que transformam para sempre a vida de uma pessoa e que fazem “milagres” para o tênis no Brasil.

Fico aqui imaginando quantos “guris” da Rocinha não vão querer começar a jogar tênis também. Quantas vidas agora pode ser que uma raquete e uma bolinha transformem?

O próprio Guga já tinha comentado, há poucas semanas, que tinha gravado o programa e que tinha sido muito bacana, mas eu não tinha ideia que seria tão especial, com tanto tempo e dedicação do Luciano também.

É, acho que valeu a pena todo esse tempo de espera!

PS – Parabéns ao Alexandre Borges pelo Projeto Tênis na Lagoa (é na Lagoa Rodrigo de Freitas no Rio) e pela iniciativa. Sem ele, Rafael não estaria jogando tênis.

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Guga movimenta o tênis no Brasil com evento em Florianópolis. Uma visita à Semana Guga Kuerten.

Voltei agora há pouco de Florianópolis onde fui ver de perto tudo o que o Guga tinha me contado no ano passado sobre a Semana Guga Kuerten.

Não pude ir ao evento em 2009 e fiz questão de dar, pelo menos, uma passada no LIC (Lagoa Iate Clube) e na cidade para constatar o que a gente já sabe, quando o Guga se envolve com um projeto, ele fica grande, chama a atenção e movimenta o esporte.

A estrutura da Copa Guga Kuerten é igual a dos melhores eventos nacionais do Brasil, que muitas vezes se compara a dos torneios Challengers. O diferencial é a sala dos jogadores onde os tenistas podem assistir durante o dia todo os jogos marcantes do Guga.

Dentro do LIC há ainda estandes dos patrocinadores e parceiros do evento – a partir de quarta-feira Tennis View estará lá -, uma quadra de mini-tênis, fotos dos melhores momentos de Guga, recipientes para coleta de lixo seletiva, e outros pequenos detalhes que fazem a diferença.

Sala dos Jogadores

coleta de lixo seletiva

Mas, para mim, o que diferencia o evento de todos os outros, além da presença constante de Guga assistindo os jogos e conversando com os tenistas é a extensa programação da Semana Guga Kuerten e que eu acho que vai muito além do grande destaque para o público em geral: a partida exibição entre Guga e o Yevgeny Kafelnikov, no sábado à noite, na arena Multiuso em São José.

mini-tênis em Escola pública de Florianópolis

Meligeni no LIC

Dias antes dos jogos da Copa Guga Kuerten – torneio juvenil de 12 a 18 anos – começarem, ilhas de mini-tênis foram montadas em dois shoppings centers da cidade, o Itaguaçu e o Beira-Mar e há outras itinerantes, dando a oportunidade de qualquer pessoa ter contato com o esporte.

Para a garotada de 10 anos haverá um torneio de mini-tênis.

Os tenistas cadeirantes que jogam o tênis sobre rodas se apresentarão no LIC e na Arena Multiuso São José, antes do jogo entre Guga e Kafelnikov.

Técnico do tricampeão de Roland Garros, Larri Passos estará em Florianópolis para dar clínicas para os participantes da Copa Guga Kuerten e conversar com os tenistas e treinadores.

Fernando Meligeni também está na capital catarinense. Assim como Larri, faz clínica e bate-papo com os participantes.


Os treinadores também tem vez na Semana Guga Kuerten com a realização de um curso de capacitação da CBT.

Os pais, poderão conversar com Alice Kuerten, mãe de Guga, com palestra com hora marcada.

Com tantas atividades acontecendo, técnicos e muitas das pessoas que fazem o tênis no País que não costumam comparecer a torneios juvenis acabam viajando até a capital catarinense.

A imprensa se movimenta nesta semana para acompanhar a “Semana” em Florianópolis e o tênis ganha grande espaço na mídia.

Guga, que já estampava uma grande foto na Avenida Beira-Mar, no bonito prédio do Hotel Majestic, hotel oficial do evento, usa sua imagem em benefício do esporte.

Neste ano, o Prêmio do Instituto Guga Kuerten, a Grande Jogada Social, também acontece na Semana Guga Kuerten. É nesta terça-feira.

O objetivo é mostrar o Prêmio para quem nunca viu.  Já tive a oportunidade de presenciar alguns e são sempre emocionantes, com apresentações de alunos dos projetos sociais do Instituto, em meio a show da Paula Lima e a entrega de prêmios aos melhores projetos do Estado.

Nossa, já estou sem fôlego. É evento que não acaba mais. Evento para movimentar de fato o tênis no Brasil.


Mais Infos no www.semanagugakuerten.com.br e www.igk.org.br

Fotos de Marcelo Ruschel / Poapress

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Leandro, o garoto xingado por Cabral e desencorajado a praticar tênis, “esporte de burguês” pelo nosso Presidente Lula, comprou as próprias raquetes

O vídeo em que o Presidente Lula desencoraja o garoto Leandro dos Santos a praticar o esporte que tanto gosta, o nosso esporte, o tênis, ao lado de Sérgio Cabral, na favela Manguinhos, no Rio de Janeiro, continua dando o que falar.

Soube do vídeo há quase uma semana, através do twitter do Fernando Meligeni e assim como ele e muitos que fazem o esporte no Brasil, fiquei indignada.

Ter feito um post há dois dias sobre projetos sociais ligados ao tênis foi coincidência, mas me deixou pensativa e me fez dizer de boca cheia novamente que um dos maiores benefícios que o Guga trouxe para o País, ao ganhar Roland Garros pela primeira vez foi o número de projetos sociais ligados ao tênis que surgiram no Brasil.

Com a Tennis View, a cada edição publicamos uma matéria sobre um deles. São 60, 200, 1000 crianças beneficiadas em cada projeto, das mais diferentes regiões do País, às vezes mais, às vezes menos. Já tentei fazer uma lista com todos os projetos sociais ligados ao tênis no País, mas ainda não consegui. Gostaria de saber quantas mil crianças tem uma vida melhor por causa do esporte que o Presidente chamou de burguês.

Fui lendo, confesso que pouco, não tanto o quanto gostaria, sobre o caso da favela ao longo da semana e hoje o Estado de S.Paulo publicou uma matéria com o menino do vídeo – vídeo foi gravado no fim de 2009 – Leandro dos Santos e o que mais me surpreendeu foi o que o garoto gosta tanto de tênis que COMPROU as raquetes que tem em uma feira. Não foi nenhum projeto social que o ajudou. Imagina se estivesse sendo ajudado.

Ainda não tenho mas pretendo conseguir o contato da Manguinhos para divulgar. Felizmente no tênis, sempre tem gente querendo ajudar.

Abaixo a reprodução da matéria de Gabriela Moreira, no Estadão desta sexta-feira, 13 de agosto.

Estado de S.Paulo - 13/08/2010


Na rede
‘EU GOSTO É DE TÊNIS MESMO’
Vídeo em que um jovem de favela pede a Lula uma quadra e é
xingado pelo governador do Rio ganha repercussão na web

Um vídeo gravado por um adolescente da fa- vela Mandela de Pedra, na zona norte do
Rio , está causando polêmica na comunidade. Parte dos moradores acha que a repercussão das imagens pode prejudi car as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Essa repercussão atrapalha os projetos que o cara traz para a comunidade”, disse um deles, sem explicar se o “cara” era o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou o governador Sérgio Cabral.
Visto até ontem por quase 500 mil visitantes, no YouTube, o vídeo, de 74 segundos, mostra o jovem Leandro dos Santos de Paula, de 18 anos, fazendo perguntas a Lula e ao governador na área conhecida como os apartamentos do PAC em Manguinhos
– uma favela vizinha à Mandela.
Na gravação, Leandro, que está concluindo o ensino médio, pergunta a Lula por que ele não constrói uma quadra de tênis na favela. O presidente responde que considera tênis esporte da burguesia e o aconselha a praticar natação na piscina construída pelo PAC. O rapaz diz que a piscina está fechada – e Cabral entra na conversa, com providências para que o local seja aberto. Leandro comenta, então: “Eu gosto de tênis, mesmo. Jogo aqui
na rua com estas raquetes que comprei na feira. São usadas, mas dá para jogar”. Depois de
mandar que a piscina seja reaberta, o governador o chama de “otário”, “sacana” e “ma-
landro”. “Eu acordo todos os dias com o caveirão (blindado da polícia) na minha porta”, comenta Leandro .
Nascido numa das áreas mais pobres do Rio, Leandro já correu outras vezes atrás de
Lula em busca de soluções para seus problemas. No ano passado, quando o Brasil foi esco-
lhido para a Olimpíada, ele esteve numa cerimônia no Copacabana Palace e conseguiu fa-
zer Lula sair da comitiva para ouvi-lo. “Gritei tanto que ele desceu do carro e veio falar comigo. Pedi a reforma da minha escola, que estava em estado muito ruim.” Agora, a reforma “está devagar, mas estão fazendo alguma coisa”.
Leandro também persegue Cabral em busca de uma pedido não atendido: “Ele prome-
teu um laptop, e não deu. Vou atrás dele até ganhar”. Após o vídeo, ele recebeu uma visita:
“Veio uma pessoa aqui e disse que a piscina já estava funcionando, mas não falou nada do
computador”.
O vídeo foi gravado em dezembro e postado no último fim de semana por Ricardo Ga-
ma, filiado ao PR do Rio e aliado do ex-governador Anthony Garotinho.

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A Suíça brasileira, Jordan Fields, Estância da Cura: Campos do Jordão

Tive que fazer uma rápida viagem a São Paulo, no início desta semana, para organziar a participação da MasterCard Tennis Cup no programa esportivo do BandSports, Encontro de Craques.


Quarta-feira de manhã já estava subindo a serra novamente e no caminho, ao avistar as montanhas, com o verde misturado ao colorido do inverno com o céu azul, fiquei pensando na beleza de Campos do Jordão.

Muitas vezes, por estarmos aqui todos os anos nos esquecemos de apreciar a Suíça Brasileira.


Antes de visitar os Alpes Suíços pela primeira vez achava que esse era mais um daqueles nomes que dão a cidades do Brasil, como chamar Recife de Veneza brasileira. Mas, de fato, Campos do Jordão pode ser considerada a suíça brasileira, tanto pelas montanhas, quanto pelo estilo das casas e também pelo clima.

Pesquisas científicas acusaram a superioridade de seu clima – Campos do Jordão tem 1700m de altitude –  em relação a Davos Platz, nos Alpes Suíços, bem como um teor de oxigenação e ozona superior ao da famosa estância francesa de Chamonix, pela pureza do ar.


Quando era pequena me lembro de passar férias em Campos, onde alugávamos uma casa. Depois, um pouco mais crescida, vinha para cá e passava uma temporada na Colônia de Férias. Alguns anos mais tarde comecei a vir com amigos, em diversas épocas do ano e há dez anos venho para a MasterCard Tennis Cup.

Programas para quem vem passear aqui não faltam. São várias atrações turísticas, o famoso Festival de Inverno de Campos do Jordão, sem falar nos restaurantes e lojas temporárias que abrem apenas no inverno, época em que a cidade mais lucra e fica praticamente intransitável no mês de julho.

Hoje em dia, associo a cidade completamente ao torneio, mas além de tudo isso Campos sempre foi, na minha cabeça, de tanto ler em livros, ver em filmes e novelas, um lugar do mais puro ar e dotado de um certo poder de cura, com muita gente subindo a serra para se tratar da tuberculose.

E realmente, depois de ficar alguns dias aqui, a gente percebe como faz bem respirar esse ar puro, como é agradável estar nesta cidade.


Pela primeira vez, logo que subi a serra, na quarta-feira, tive que parar para esperar o trem passar. Sabia que havia um trem que fazia algum trajeto por aqui, mas para mim, não passava de folclore, já que o único que a gente vê pela cidade é aquele de turistas passando em frente ao Tênis Clube como parte do city tour.  Na verdade são três os trajetos que o trem faz. Um é o Campos do Jordão – Santo Antônio do Pinhal, o outro é Pindamonhagaba Campos do Jordão e o terceiro é um bonde que faz trajeto diário em julho (http://www.suicabrasileira.com/passefcj.htm).

Curiosa, quis saber um pouco mais sobre a cidade e descobri que ela foi descoberta na época da corrida pelo ouro, nos anos 1700. Foi o sertanista Gaspar Vaz da Cunha, o Oyaguara, que desbravou as matas virgens da Mantiqueira, chegou ao Vale do Paraíba e foi abrindo caminho . Alguns anos mais tarde, Inácio Caetano Vieira de Carvalho seguiu as pegadas de Oyaguara e chegou até o Pico do Itapeva.  Quando Caetano faleceu, suas terras foram hipotecadas a um tal Brigadeiro Jordão, que adquiriu mais sesmarias e chamou a região de Campos do Jordão.

Assim foi semeada a Campos do Jordão que conhecemos hoje. Várias vilas foram sendo fundadas nos arredores até adquirir o formato que tem hoje.

Nesta breve pesquisa sobre a história de Campos do Jordão, descobri da onde vem o nome de Abernéssia, um dos bairros da cidade. A vila foi fundada pelo escocês Robert John Reid, nascido na cidade de Aberdeen e filho de um escocês de Inverness. Juntou os dois nomes e criou a Vila Abernéssia.

Para complementar todas as informações, Campos do Jordão virou município em 1934 e tem uma área de 269km, com clima tropical de montanha e sol presente quase o ano todo.

É este sol que tem brilhado desde que a 10ª edição da MasterCard Tennis Cup começou.

O torneio entra na fase de quartas-de-final, com destaque para a argentina Paula Ormaechea e os tenistas do Challenger masculino ATP já começam a aparecer em Jordan Fields, outro nome que gostamos de dar a Campos do Jordão. O primeiro a pisar na nossa sala de imprensa foi o francês Josselin Ouanna.

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On the Tennis Road Again – em Campos do Jordão

Escrevo este post com quase um dia de atraso. A ideia era ter escrito ontem, antes de deixar São Paulo para mais uma viagem pelo mundo do tênis.

Desta vez não precisei pegar avião e cruzar um oceano.

Pouco mais de duas horas de carro me trouxeram a Campos do Jordão onde permanecerei nas próximas duas semanas.

Quadra Central

Entre algumas das funções de comunicadora que acumulo, exerço a de Diretora de Comunicação da Try Sports, empresa que organiza há 10 anos a MasterCard Tennis Cup, um torneio Challenger feminino e masculine na serra paulista.

Depois de todo um mês de preparação em São Paulo, fazendo a Revista Programa que conta a retrospectiva da década do torneio – em um outro post vou contar um pouco mais sobre todo mundo que já jogou por aqui -, escolhendo e fazendo legendas de inúmeras fotos expostas no Stella Artois Hall com a história de cada tenista que hoje está ou esteve entre os top 50 que já competiu no torneio, separando fotos que estão em um Totem gigante, com os campeões do torneio, fazendo reuniões, escrevendo os press releases de divulgação que antecedem o evento, estou agora na sala de imprensa do Campos do Jordão Tênis Clube.

Revista Programa da MasterCard Tennis CUp 2010 (foto Hedeson Alves)

Aqui, uma equipe de cinco pessoas, incluindo a minha pessoa, é responsável por divulgar para todo o País e ocasionalmente para o exterior também, tudo o que acontece na competição. Resultados, notícias, fotos, programação, atualização do site – www.trysports.com.br , do twitter @trysportsbrasil, credenciamento de imprensa, produção de matérias, cerimonial de premiação, acompanhar os jornalistas, sugerir pautas e fotos, são apenas alguns dos afazeres que temos em Campos, o que nos deixa no Campos do Jordão Tênis Clube praticamente o dia todo.

De dia o foco são os jogos, as tenistas, resultados e à noite, nos dirigimos todos para o Stella Artois Hall, a Sala VIP do evento, uma das mais belas que já vi pelo circuito e olha que já frequentei muitas. É lá que acontece o que chamam de marketing de relacionamento, onde os patrocinadores recebem seus principais clientes e os organizadores do torneio, os seus convidados.

Um buffet dos mais refinados, hoje tinha um Oyster Bar na hora do almoço –  fica à disposição durante o dia todo, com prosecco, vinhos – neste ano da Bodega Norton – e  Stella Artois, entre outros.

A programação do Stella Artois Hall muda a cada ano e para comemorar a 10ª edição, uma parceria com a WineBrands trouxe a Campos do Jordão, a sommelier da Norton, Judith Bernal e a TeaBlender, Inês Berton, simplesmente a consultora do Dalai Lama e a única mulher entre 11 TeaBlenders que existem no mundo a exercer tal função.

Conto no próximo post, mais um pouco sobre Inês Berton e seus chás e infusões.

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