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Clijsters, a supermãe, world number one da WTA

Sei que a época e de Brasil Open, mas o assunto do momento é a Kim Clijsters como número um do mundo novamente.

Cinco anos depois de ter atingido o auge, chegando ao posto mais cobiçado do tênis mundial, Kim Clijsters, agora mãe, retoma a coroa.


Já escrevi alguns posts sobre a Clijsters e recentemente, para fazer a materia da edição 111 da Tennis View, que saiu nesta semana, com a Clijsters na capa, li mais ainda sobre ela.

Muita gente vai dizer que ela só voltou a reinar no tênis porque Serena Williams está lesionada, porque a Henin definitivamente se aposentou e porque não tem ninguém para ameaçá-la. Mérito dela que não se lesionou, que conseguiu dominar o tênis, que programou um calendário adequado ao seu estilo de vida e que viu o ranking como consequência.

Campeã do US Open de 2010, do Masters de Doha e do Australian Open, Clijsters aparecerá como número um da WTA na seguna-feira, quando o novo ranking for divulgado, devido a esses resultados e por ter alcançado a semifinal do Open GDF de Suez, em Paris, exatamente 256 semanas depois da última vez em que esteve na liderança do circuito.

Apesar de focar nos Grand Slams, Clijsters comemorou a o novo status, de number one in the world, em Paris. “I am happy to regain the No.1 here in Paris as I feel like it’s close to home in Belgium. I’m proud that I have achieved this in my second career and as a mom.”

Clijsters tira a dinamarquesa Caroline Wozniacki, que muitos chamaram de rainha sem coroa, no topo do ranking desde outubro (18 semanas seguidas).

A belga tem que comemorar mesmo. Afinal, quantas mães já ganharam o título de número um do mundo, sem ser dado pelos filhos, por mérito mesmo nas suas carreiras, especialmente nas esportivas?

Supermãe, mãe do ano, mãe de todas, são títulos que serão cada vez mais atribuídos a ela nos próximos tempos.

Sinais de um novo mundo, em que o marido – Brian Lynch – toma conta dos afazeres domesticos e do dia a dia da família com a pequena Jada e a esposa Clijsters exerce com sucesso a sua profissão.

Para ler mais sobre a Clijsters tem estes posts – http://gabanyis.com/?p=2318http://gabanyis.com/?p=1815 e a edição 111 da Tennis View

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De Aussie Kim a Jersey Girl, Clijsters é tricampeã do US Open

Clijsters na final do US Open (Cynthia Lum)

Há alguns dias, num dos raros US Open days que consegui sair cedo – isso quer dizer antes das 20h – de Flushing Meadows fui encontrar alguns amigos no Soho. O café acabou se tornando uma ida a um pub e juntando outros conhecidos que no fim eram todos do meio da comunicação, de diferentes áreas.

Entramos num bate-papo sobre o bairrismo de alguns jornais, que sempre acabam encontrando uma maneira, em qualquer assunto que seja, de colocar um personagem local na sua história, ou de transformar alguém em em local.

Qual não foi a minha surpresa, uns dias depois, ao abrir o New York Times e me deparar com uma matéria sobre a Kim Clijsters, com o título, Two Time Champ, Part Time Jersey Girl.

É, a regionalização existe em qualquer meio de comunicação do mundo, não adianta.

Mas, comentários e risadas a parte, a matéria de Harvey Araton era bastante informativa.

Uma semana depois, Clijsters é a tricampeã do US Open.

Teve dois jogos complicados no torneio, contra Samantha Stosur e Venus Williams. Ontem, na final, aniquilou qualquer sonho que Vera Zvonareva tinha de vencer o seu primeiro Grand Slam. Com 6/2 6/1, marcou a 21ª vitória consecutiva no US Open – campeã em 2005, 2009 e 2010 (não jogou em 2006, 2007 e 2008), ergueu o seu terceiro troféu em New York.

Desde que o torneio começou, Clijsters vem tentando explicar o seu sucesso nesse torneio.

Ontem, na coletiva após a vitória, falou que se sente muito bem nas quadras rápidas dos Estados Unidos. São as suas favoritas. Contou que o azul da quadra do US Open a ajuda a ver melhor o jogo e que ela já tem experiência aqui.

Para mim, um dos diferenciais da belga é a concentração dela nos jogos. Quando ela está em quadra, dá para notar, nos olhos dela, o grau de intensidade e foco.

Com tanto sucesso na América, Araton foi até New Jersey tentar achar mais um motivo para a mãe de Jada ter tantos triunfos por aqui.

O casamento com Lynch, em 2007

Nascida em Bree, na Bélgica, Clijsters primeiro foi apelidada de Aussie Kim, durante o seu longo namoro com o australiano Lleyton Hewitt. Conquistou o coração da Austrália. Mas, depois de terminar o relacionamento com o ex-número um do mundo, não fazia mais sentido chamarem a belga de Aussie Kim e agora, casada já há algum tempo com o ex-jogador de basquete americano Brian Lynch, virou a Jersey Girl.

Clijsters tem até mesmo uma propriedade nos EUA. Uma casa em Walls, New Jersey, próxima a Belmar, na costa de Jersey, onde Lynch cresceu e onde a família do marido ainda reside.

“Não sei porque, mas a Kim se sente à vontade com a minha família e em Jersey e quando ela se sente à vontade é difícil ganhar dela. É, acho que dá para chamá-la de Jersey girl,” disse Lynch ao New York Times.

Os dois se conheceram em Bree, a cidade natal de Kim, quando Brian estava jogando basquete na Europa e não demoraram para se casar (2007).

Lynch conta na matéria que o plano era que a esposa ficasse em casa quando Jada nasceu, no início de 2008, e que ele continuasse jogando basquete. “Mas quando o pai da Kim – Leo – adoeceu, não tínhamos mais plano. O importante era que Kim e o bebê passassem tempo com o pai dela.”

Para se distrair da tristeza, Clijsters resolveu jogar algumas exibições e Lynch revela que foi sentindo o instinto competitivo da esposa crescer. “Ela queria competir de novo. Eu sentia isso e mudamos os nossos planos. Eu já estava jogando no exterior há nove anos.”

Lynch foi quem se aposentou para poder viajar com Kim e Jada.

E o que aconteceu todo mundo já sabe. Clijsters, tricampeã do US Open, jogando no Arthur Ashe Stadium, como se fosse mesmo a sua casa.

Em "casa," Clijsters repete a cena de 2009 e posa p/ fotos com Jada e o troféu de tri do US Open (Cynthia Lum)É, acho que depois de 21 vitórias seguidas, dá para dizer mesmo que ela é part-time Jersey Girl.

Planos para o futuro?  Clijsters não tem meses contados no circuito, não sabe até quando vai jogar. Mas, a julgar pela sua entrevista coletiva de ontem no Billie Jean King National Tennis Center, ainda veremos a Jersey Girl no tour, por um bom período.

Transcrevo aqui uma das respostas dela.

“I mean, I’ve said, you know, obviously I would like to keep it going until the Olympics.  But then again, I mean, you never know what can happen.  You know, injuries ‑‑ I always ‑‑ my main goal is to try and just stay injury‑free.  If I can do that and if I can practice hard and work hard, you know, obviously, I mean, the Grand Slams will always be my focus.  So now that I’m playing well, obviously I’m not going to just give it up.  I just want to keep it up.

As long as it’s worth balancing and if I’m able to balance it with the family ‑‑ Jada is not obligated to go to school yet, so, you know, obviously it becomes a totally different story once, you know, it becomes mandatory.”

Congratulations Jersey Girl.


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