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Bruno Soares embarca nesta 5a. para Doha, onde inicia a temporada 2016

O brasileiro Bruno Soares embarca nesta 5a. feira, 31 de dezembro, rumo a Doha e ao início da temporada 2016. Depois de semanas de pré-temporada em Belo Horizonte, ele viaja motivado com o trabalho feito e animado para iniciar a nova parceria com Jamie Murray.

Bruno Soares em preparação para 2016
“A pré-temporada esse ano foi muito boa. Consegui felizmente treinar bastante tempo aqui em Belo Horizonte, o que há muito tempo não acontecia. Já fazia a preparação física aqui com o Chriszogno Bastos há muitos anos e agora com a entrada do meu novo técnico, o Hugo Daibert, consegui treinar muito forte aqui em BH. Estou me sentindo muito bem preparado, tecnica e fisicamente o que é muito importante para o início do ano. A gente sabe que a temporada é longa e corrida.”

Além da confiança na boa preparação feita durante todo o mês de dezembro na capital mineira, Bruno viaja para Doha, animado para iniciar a parceria com o britânico Jamie Murray. “Vamos nos  encontrar lá em Doha e começar a se entrosar. É um período muito curto antes de um Grand Slam, mas vamos fazer o melhor possível como dupla. Estou animado para fazer a nossa estreia juntos.”

Depois do ATP no Catar, Bruno joga o ATP de Sidney e o Australian Open, em que também jogará duplas mistas, desta vez ao lado da russa Elena Vesnina. Após a temporada australiana, ele retorna ao Brasil para jogar o Rio Open e o Brasil Open.

Calendário JAN/FEV

04 jan – ATP 250 de Doha – quadra rápida
11 jan – ATP 500 Sidney – quadra rápida
18 jan – Australian Open  – Grand Slam – quadra rápida
15 fev – ATP 500 Rio Open – saibro
22 fev – ATP 250 Brasil Open- saibro

SOBRE BRUNO SOARES – Mineiro nascido em 27/02/1982, Bruno Soares é um dos principais nomes da história do Brasil. Ao ganhar o US Open nas duplas mistas, em 2012, se juntou ao seleto grupo de campeões de Grand Slam brasileiros, que inclui apenas Maria Esther Bueno, Gustavo Kuerten, Thomaz Koch e Marcelo Melo. No ano passado repetiu a façanha conquistando o segundo título em Nova York.
Além dos trofeus no US Open, Bruno tem 20 títulos de duplas no circuito e 20 vice-campeonatos e chegou ao 3o. posto no ranking mundial de duplas em 2013 (é o 22o. atualmente).
O tenista que  tem a sua carreira gerenciada pela LinkinFirm, do ex-tenista profissional Marcio Torres, conta atualmente com os patrocínios da Asics, Correios, MRV Engenharia, Banco BMG, Land Rover, Estácio,Wilson e Optimum Nutrition.

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O Brasil Open deu sorte, e deu azar

O Brasil Open deu uma sorte tremenda com a volta de Rafael Nadal. O espanhol que não costuma jogar torneios deste nível, resolveu retomar as competições na Gira da América Latina, nos torneios no saibro, e colocou o ATP de São Paulo no calendário. O heptacampeão de Roland Garros veio e venceu.  Mas, ao mesmo tempo que aumentou a venda de patrocínios e superlotou as arquibancadas do Ginásio do Ibirapuera, tudo o que deu errado no torneio foi amplificado.

Nadal Brasil Open champion

O público brasileiro foi premiado com a vinda de Roger Federer em dezembro e a de Nadal nesta semana de fevereiro. Dois meses atrás, quando esteve em São Paulo, Federer contou ter ficado impressionado com o carinho dos fãs, mas já reclamara do calor – o Ginásio não tem ar-condicionado – e avisava que para ter um grande evento ATP por aqui melhorias seriam necessárias.

O ATP, em termos de estrelas, se comparado ao Gillette Federer Tour foi bem menor. Só havia Nadal para brilhar e em termos de Brasil, vamos colocar o tricampeão Bruno Soares.  No entanto, quando tenistas vem jogar exibições, vem apenas com exigências financeiras e como estão no País, ganhando uma fortuna, acabam tolerando muita coisa.

Tudo muda quando o torneio é oficial e tem muito mais do que os dólares em jogo. Os tenistas já não ficam tão relaxados – ninguém viu Nadal passear pelo Mercadão, por exemplo -. Cumpriu algumas obrigações com patrocinadores, apenas no hotel e no torneio e saiu para jantar em restaurantes próximos ao Renaissance.

Chegou para treinar no Ibirapuera e ficou assustado com o que encontrou no Mauro Pinheiro – quadras secundárias e de treino – e na quadra central.

Evitou reclamar muito da quadra, mas não poupou disparos para a bola escolhida pelo torneio. Mirou a ATP, culpando-a por não checar tudo antes.

Bruno Soares Brasil Open campeão

Assim como Nadal, a maioria dos tenistas que participaram do Brasil Open reclamaram da quadra e das bolas.

Mas, se Nadal não estivesse aqui, essas reclamações não teriam chegado muito longe.

E chegaram nos ouvidos da ATP lá fora, de fãs e muitos jornalistas.

Hoje, por exemplo, enquanto Nadal esperava sentado no banco dos jogadores a hora de receber o trofeu do Brasil Open, o lendário John Carlin, autor da biografia do espanhol e do clássico Invictus escreveu: “La ceremonia final del torneo de Sao Paulo es tan larga que pasarán 7 meses más hasta que Rafa reciba su trofeo.”

Outro jornalista que vive na Europa e que cobre o circuito há anos opinou: “Espantosa ceremonia de premiación en Sao Paulo. Eterna, pesada, mal hecha y con abucheos al ministro Aldo Rebelo. #Nadal sonríe gentil”

Isso porque com a presença de Nadal, o torneio foi transmitido em diversos países mundo afora, o que não acontecia antes.

Poderia ficar aqui reproduzindo alguns dos twits, comentários e emails que recebi durante a semana de reclamações das mais variadas.

Entendo que há o lado fantástico de ver o Ibirapuera lotado durante a semana toda e escrevi sobre isso outro dia. Muitas vezes todo esse falatório fica de lado, porque o que importa mesmo é o fã e o fã quer ver o ídolo – Nadal – ganhando. Foi o que aconteceu.

Mas, desta vez, acho que nem isso foi suficiente.  Os fãs também sofreram com a falta do ar-condicionado e com os ingressos não numerados. Muitos sentaram nas escadas.

É lindo para ver que há público para tênis. Mas, triste perceber a falta de serviço para com quem faz o espetáculo valer a pena, para quem os tenistas jogam.

E o Brasil Open é tão sortudo que ainda viu Bruno Soares, o brasileiro campeão de duplas mistas do US Open, erguer mais um trofeu. O primeiro no Brasil depois da conquista em New York. Mas, da mesma maneira, Bruno também reclamou da falta de respeito com ele e o parceiro Peya, que jogaram apenas a final na quadra central. E atualmente a sua voz ecoa muito mais longe.

Por tudo isso, por ter sido também o primeiro torneio que Nadal ganhou depois de quase 8 meses parado, o Brasil Open teve muita sorte. Mas, com tudo que isso repercute, muito azar também.

 

Fotos: Inovafoto 

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