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Mais de 15 anos de investimento trazem retorno ao tênis da Colômbia. País tem 2 top 70 na ATP e outros estão subindo.

Faz mais de 15 anos que a marca colombiana Colsanitas entrou no tênis mundial. Começou patrocinando um torneio Future feminino, em 1993 e  foi aumentando o investimento em campeonatos na Colômbia, passou a patrocinar jogadoras, até criar a Equipe Colsanitas masculina e feminina.

Fabíola Zuluaga foi o maior destaque do time, alcançando a semifinal do Australian Open em 2004 e chegando ao 16º posto no ranking mundial.

As vitórias de Fabíola mantiveram o patrocinador motivado e eles foram cada vez mais incrementando o patrocínio e montando um centro de treinamento e um staff de alto nível, para o Programa de juvenis que hoje virou o Programa de Alto Rendimento, com técnicos, preparadores físicos, médicos e psicólogos e realizando inúmeros torneios de diferentes categorias na Colômbia.

Já faz algum tempo que venho notando a ascensão colombiana no circuito.

Alejandro Falla o jogador número dois da Colômbia chamou atenção recentemente ao levar Roger Federer a disputar uma partida de cinco sets, na estreia em Wimbledon. Mas, já vinha tendo bons resultados. Dos qualifyings de Grand Slams passou a entrar direto nas chaves principais. Foi às quartas-de-final em ‘s-Hertogenbosch e na semana passada alcançou as quartas em Los Angeles, perdendo para Murray.

O número um, Santiago Giraldo, assim como Falla, não tem nenhum título na ATP, mas está sempre aí, jogando os maiores torneios do mundo e de tanto disputar os qualifyings, cresceu e hoje é o 58º colocado no ranking mundial.

Cabal

Escrevo este post de Campos do Jordão, onde dois colombianos estão nas quartas-de-final: Juan Sebastian Cabal e Robert Farah, os números quatro e cinco do País (Além deles também está no torneio o número sete do ranking colombiano Eduardo Struvay, que passou o qualifying e perdeu para Hocevar na estreia).

Farah recentemente ganhou o Challenger de Bogotá, com premiação de US$ 100 mil e deu um salto na carreira, começando a deixar para trás os torneios Futures.

Cabal, semifinalista em Bogotá, segue na mesma linha.

Falla

Falla é o mais velho da turma, com 27 anos. Cabal, Farah e Giraldo tem 23 e se espelham em Falla.

“Foi ele que fez ressurgir o tênis na Colômbia. Tivemos o Maurício Hadad que era o grande ídolo do nosso País – foi 78º na ATP – , e quando ele parou há mais de 10 anos o tênis tinha praticamente morrido,” contou Cabal, aqui na sala de imprensa da MasterCard Tennis Cup.

Chamei o tenista para saber o que ele esperava do próximo confronto no torneio, que sera contra Ricardo Mello e acabei batendo um interessante papo sobre muito do que escrevi neste post.

Cabal contou que todos os tenistas da equipe Colsanitas viajam com um técnico e que se, por acaso, um dos treinadores não pode ir, vai um preparador físico.Eles vestem com orgulho a logomarca da empresa nos seus uniformes e é a Colsanitas, com toda experiência de anos de tênis que tem, que cuida da carreira dos jogadores e negocia contratos de patrocínio.

O espanhol Marco Aurélio Gorriz, que  jogou o circuito – esteve entre os top 100 –  e foi técnico de Alberto Martin por muito tempo,  é o chefe dos treinadores e costuma viajar com Falla e Giraldo. Aqui em Campos Cabal e Farah estão acompanhados pelo capitão da Copa Davis da Colômbia, Felipe Béron. É ele que comandará a equipe, em setembro, no confronto com os Estados Unidos, no saibro, em casa e que pode colocar o País no Grupo Mundial da competição.  O renovado American Team do capitão Patrick McEnroe, provavelmente com Sam Querrey, John Isner, Mardy Fish e os irmãos Bryan, fará primeira viagem a América do Sul desde que os Estados Unidos ganharam do Brasil em Ribeirão Preto, em 1997, com Courier, Malivai Washington, Richey Reneberg e Alex O’Brien vencendo o time de Meligeni, Guga, Oncins e Roese.

Esse confronto EUA x Colômbia, que há algum tempo pareceria simples para os americanos, mesmo no saibro colombiano, hoje se tornou dos mais complicados, ainda mais porque pode entrar para a história. Os colombianos nunca chegaram ao Grupo Mundial, mas depois de mais de uma década de investimentos, a Colsanitas pode vir a ter o empenho recompensado.

No tênis feminine, mesmo já tendo colhido os frutos com Fabíola Zuluaga, a Colsanitas, não parou. Continua fazendo o WTA em fevereiro – aquele primeiro torneio Future que realizaram se tornou um evento Tier I com premiação de US$ 170 mil, do mesmo nível que a própria Zuluaga venceu em 1999, em São Paulo, quando a cidade sediava um evento da categoria e tem como grande aposta Mariana Duque Marino. Ela foi vice-campeã juvenil de Roland Garros, já jogou em Campos do Jordão e neste ano conquistou o WTA de Bogotá, a Copa Colsanitas.

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Bob e Mike Bryan os gêmeos músicos que se tornaram os maiores duplistas da história do tênis

O título do Farmer’s Classic, o ATP de Los Angeles, deu aos irmãos gêmeos Bob e Mike Bryan, neste domingo, um lugar na história do tênis mundial.

Ao erguerem o 62º troféu da carreira, na 100ª final que disputaram, eles passaram os lendários Woodies, Todd Woodbridge e Mark Woodforde, na lista dos maiores vencedores do circuito mundial.


Eles estavam tentando quebrar o recorde desde março, quando venceram o ATP de Delray Beach e o feito veio justamente em casa, na Califórnia.

Talvez jogar o torneio de Los Angeles, disputado nas quadras da UCLA, com uma sensação de um torneio familiar, em que todos te fazem sentir bem e em casa, era o que eles precisavam para encontrar a tranquilidade para bater a marca de 61 títulos dos “Woodies,” que há poucas semanas entraram para o Hall da Fama.

Mark Woodforde estava em Los Angeles e assistiu a vitória dos gêmeos. Elogiou a parceria e disse que eles vão ganhar muito mais ainda.

O próximo recorde a ser quebrado pela dupla é o de Martina Navratilova e Pam Shriver, que tem 79 troféus juntas.

“Quando começamos nunca imaginamos quebrar o recorde dos Woodies. Eram o Everest para gente,” afirmou Bob.

Maiores represententas da categoria na última década, Bob e Mike deram nova cara ao jogo de duplas. Extrovertidos, músicos nas horas vagas, com disco gravado, patrocinados por grandes empresas como a K-Swiss, Oakley, Prince, entre outras, os Bryans não deixaram a bola cair nas duplas, pelo contrário, deram maior valor e visibilidade à disputa.

Com o recorde quebrado, o tênis ganhou espaço novamente na grande mídia mundial.

Selecionei aqui alguns links de matérias interessantes  que saíram sobre eles, as duplas e o recorde, incluindo a entrevista que a Tennis View fez com os dois, na edição 104.

Bryans on court with Pat Cash, no programa Open Court da CNN. http://bit.ly/ccANgS

Champions and Saviors – Peter Bodo – http://bit.ly/cCBhjL “The Bryans brought an entirely new level of dedication and passion to doubles, serving as competitors as well as advocates and impresarios. Their extreme work ethic and unapologetic zest for the game opened eyes and demanded respect as well as attention. Thus, when tennis officials toyed with the idea of emasculating doubles to the point where the game would be nothing more than tournament filler, the Bryans led the charge to save doubles. Their record and commitment to doubles cloaked them with credibility—and gave them a platform—that could not be ignored by men like Etienne de Villiers, who became the ATP tour CEO at a bleak time for doubles, in 2005.”

Bryans Take Rocky Road to Record Win http://bit.ly/b0gENm

“Well-known for their chest bumps after closing out big wins, the Bryans were a bit more enthusiastic Sunday. After Mike put away match point on an overhead smash, he and Bob both dropped their rackets, with Mike jumping into his brother’s arms.”

Entrevista da Tennis View com Bob e Mike Bryan – http://bit.ly/cFRRi3 “Sempre, desde cedo, viajamos com os nossos instrumentos musicais e tocávamos com amigos nas festas dos torneios, ocasionalmente, em eventos de caridade e depois que o David Baron cantou, em 2008, no Jantar de Gala de Caridade que fazemos todos os anos, decidimos tentar gravar o disco. Nos divertimos tanto fazendo esse album em Los Angeles…”

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