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Cincinnati: um super “tennis tournament” no midwest americano

a montanha-russa de Kings Island

Dá para imaginar um torneio no meio de uma american highway, no midwest americano, em que a atração mais próxima do complexo é um parque de diversões – Kings Island – e onde o hotel, em que os jogadores se hospedam, fica situado ao lado de um grande supermercado, um posto de gasolina e um restaurante Applebee’s?

Esse é o Masters 1000 de Cincinnati, localizado no município de Mason, Ohio, parte da Grande Cincinnati. Direto de uma grande metrópole, os tenistas, normalmente vindos de Toronto, se deparam com a calma e a tranquilidade do meio-oeste americano, onde a vida parece passar calmamente, entre plantações de milho e campos de golfe, onde xerifes dirigem seus carros pelas ruas da cidade, da mesma maneira que nos filmes, para se certificarem que tudo vai bem.

É neste pacato lugar que as maiores estrelas do tênis mundial disputam um dos maiores torneios da temporada, que para eles tem um atrativo a mais: um campo de golf ao lado das quadras. Não me pergunte como o estádio fica lotado ano após ano. Talvez pelo fato do torneio estar numa estrada facilite o acesso e talvez não haja tantas atrações em Mason, Ohio, além de Kings Island, para a população se divertir. A região também é próxima a Cleveland, Kentucky e Indiana, atraindo fãs de outras regiões.

Lendo essa descrição da região não daria para imaginar que é no Lindner Family Tennis Center que jogam Rafael Nadal, Roger Federer, Novak Djokovic e o campeão de Toronto, Andy Murray, nesta semana e muito menos que Kim Clijsters derrotou Maria Sharapova lá neste domingo. E é neste mesmo tournament site que no ano que vem, homens e mulheres jogarão simultaneamente. Mas, a tradição faz parte do tênis e o tênis faz parte da história de Cincinnati. O torneio é o mais antigo dos Estados Unidos a ser disputado na mesma cidade. São 111 anos de torneio, com uma lista de campeões que inclui Bobby Riggs, Pancho Segura, Pancho Gonzalez, Ilie Nastase, Stan Smith, Ken Rosewall, Jimmy Connors, John McEnroe, Mats Wilander, Stefan Edberg, Michael Chang, Pete Sampras, Andre Agassi, Patrick Rafter, Carlos Moyá, Andy Roddick, Federer e Gustavo Kuerten, campeão em 2001, entre muitos outros.

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Middle Sunday e os objetivos de Nadal

Para quem está acompanhando Wimbledon de longe, ter um dia de folga no meio do torneio parece a coisa mais estranha do mundo. Nós que estamos acostumados a acordar e ligar a televisão para ver como estão os jogos, sentimos que tem alguma coisa faltando.

A grama precisa de cuidados

Mas, a grama precisa descansar e sempre que possível, quando não chove muito – e a chuva passou longe de Wimbledon nesta semana – o All England Club fecha as quadras no domingo, o chamado Middle Sunday, para um descanso.

Mas, nada de folga para os jogadores.

Para os tenistas é mais um dia no campeonato. Claro, um dia diferente, sem o público e sem outros jogos pelo complexo, uma outra atmosfera em que as quadras de treino do Aorangi Park são mais disputadas do que nunca.

Os tenistas aproveitam o dia para se recuperarem, treinarem, ou no Aorangi Park, local das quadras de treino dentro do AELTC, ou nas quadras que ficam em frente ao complexo. Nada de passeio por Londres. Quem está hospedado no Wimbledon Village fica por lá mesmo, curtindo um dia sem o stress da competição, mas de olho na segunda-feira mais competitiva do tênis mundial.

Sem jogos no domingo, todas as partidas de oitavas-de-final, masculina e feminina são realizadas na segunda-feira.

Clijsters x Henin; Djokovic x Hewitt; Sharapova x S. Williams; Murray x Querrey; Federer x Melzer; Mathieu x Nadal e por aí vai…

É um dia e tanto para o tênis mundial.

Quem aproveita mesmo o dia de folga é o pessoal que está trabalhando no torneio. Staff, jornalistas, fotógrafos, entre outros, se necessário fazem um breve registro do que está acontecendo pelo torneio e se dirigem para o Centro de Londres, algo que raramente conseguem fazer na primeira semana do campeonato.

Entre os assuntos mais comentados pelos jornalistas, no sábado em Wimbledon, Rafael Nadal se destacou.

Ele precisou de cinco sets novamente para avançar – deopis Haasse ganhou de Pretzchner em cinco sets -, mostrou sentir dores no joelho e já anunciou que para se preservar para a temporada de quadras rápidas americanas não defenderá a Espanha, nas quartas-de-final da Copa Davis, contra a França, na semana depois de Wimbledon.

Mais experiente, o espanhol está escolhendo mais onde competir, para render o seu melhor nos Grand Slams.

Por coincidência, recebo neste fim de semana a coluna de Emílio Sanchez que deveria ter sido publicada na edição 106 da Tennis View. Mas, por falhas de comunicação virtuais, não chegou a tempo.

O capitão da Copa Davis na conquista de dois anos atrás, ex-número um do mundo de duplas, sete de simples e proprietário de uma das mais renomadas academias de tênis do mundo, Sanchez analisa como Rafael Nadal conseguiu dar a volta por cima e reconquistar a coroa de campeão em Paris.

Nadal deu a volta por cima em Paris e está se preservando para os Grand Slams

“O retorno de Rafa Nadal

Quero aproveitar este momento para falar de Rafa Nadal. Exatamente um ano após seu último triunfo em Roma em 2009, seguida da perda da final de Madri para Federer no mesmo ano, Nadal começou o seu calvário pessoal, perdendo em Roland Garros e terminando o ano com três derrotas consecutivas no Masters de Londres.

Nadal, o jogador com a melhor cabeça do circuito, tinha se tornado vulnerável. Seria capaz de dar a volta por cima? Para voltar a vencer, o que deveria fazer?

Ele deveria voltar a trabalhar os fundamentos de seu jogo, tornar-se mais agressivo e, sobretudo, recuperar a confiança. Assim como só os campeões fazem, passou um fim de ano duro, de muito trabalho, recordando da base de seu jogo para se livrar dos vícios que com o tempo tinha adquirido como a direita da frente e do movimento que permite que ele contra-ataque os adversários com muitas opções.


Ele começou a competir novamente no circuito e os resultados não surgiram, mas foi, insistiu, trabalhou ainda mais e foi paciente. Ele sabia que sua chance viria nos torneios de saibro. E assim foi. Nadal dosou seu calendário e deixou de jogar alguns torneios menores antes de Roland Garros, como Dubai e Barcelona, e concentrou-se nos grandes. Assim vieram as vitórias em Monte Carlo, Roma e Madri.

Finalmente chegou ao seu jardim, que lugar especial que alguns como Rafa, minha irmã Arantxa – Sanchez Vicário – ou o nosso Guga Kuerten parecem estar em casa: Roland Garros. Aliás, aproveito esta oportunidade para mencionar o quão emocionante foi a homenagem feita a Guga, nesta edição. É espetacular o carinho e apreço das pessoas e reconhecimentos pelo que Guga deu ao torneio. Abraço, Guga!


Mas, de volta para o guerreiro Rafa Nadal, que estava um pouco nervoso em Roland Garros, mas mesmo assim estava eliminando um por um dos seus rivais que apareciam pelo caminho. É interessante notar que o confronto contra Bellucci foi um dos mais duros.

Vamos Thomaz, o futuro é seu!

Rafa continuou a avançar. Nas quartas de final teve um obstáculo difícil, Almagro, mas em dois tie breaks Rafa mostrou do que é capaz, trazendo a tona seus melhores golpes. Mais uma vez, volto a mostrar a minha sincera admiração e respeito pelo nosso guerreiro Rafa Nadal.”   Emilio Sanchez Vicario

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