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Serena e Murray concorrem ao Laureus e podem vir ao Brasil em março

O Brasil receberá no dia 11 de março, pela primeira vez, a cerimônia de premiação do Laureus, o Oscar do Esporte e poderá ver Serena Williams e Andy Murray no Rio de Janeiro para receber o troféu de melhores do ano, em diferentes categorias.

 

Serena Williams, campeã de Wimbledon, do US Open, do WTA Championships e medalhista de ouro olímpica, concorre na categoria Melhor Jogadora de 2012, com Jessica Ennis, Allyson Felix, Missy Franklin, Shelly Pryce e Lindsey Vonn.

 

Andy Murray, campeão do US Open, pode ganhar o prêmio na categoria “breakthrough” – concorrendo com Neymar, apenas um dos três indicados brasileiro em todas as listas principais ( os outros são Alan Oliveira e Daniel Dias, na lista de esportistas com deficiência).  Os outros concorrentes são: Yannick Agnel, Gabby Douglas, Kirani James e Ye Shiwen.

Nos últimos anos nos acostumamos a ver tenistas masculinos ganhando também o prêmio de melhor esportista do ano. Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic ganharam o Oscar do Esporte nas últimas temporadas. Desta vez, nenhum tenista concorre na categoria. Como cada esporte também tem um prêmio, para melhor tenista masculino e feminino, por exemplo, é possível que mais jogadores aterrissem no Rio de Janeiro em março do ano que vem.

 

Clique no link para ver a lista com todos os indicados –

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É realmente um privilégio ter Djokovic, o n1 do mundo, no Rio

O número um do mundo está no Rio de Janeiro. Novak Djokovic, com status de astro de rock chegou à capital carioca nesta manhã para jogar com Guga, no Maracanãzinho, no sábado, em um momento inédito para o tênis do Brasil.

Desde que Guga ganhou Roland Garros e transformou o tênis, como ele mesmo gosta de dizer, da água para o vinho, não tivemos um número um atual jogando em terras brasileiras. Com o Brasil Open e algumas outras exibições, jogadores que já tinham alcançado o lugar mais alto do ranking mundial apareceram por aqui, mas nunca o número um da atualidade, o campeão do Australian Open deste ano, o campeão do ATP Finals.

Quando estava na entrevista coletiva, completamente lotada, ouvindo o Guga falar da importância que é ter um número um aqui, foi que de fato me dei conta da grandeza que é ter Novak Djokovic, no Rio de Janeiro.

Aquele cara que vimos erguer o trofeu do Masters há cinco dias está aqui. Concedeu longa entrevista coletiva, tirou fotos, deu autógrafos, subiu o morro da Rocinha, inaugurou a primeira quadra de saibro da comunidade, no Parque Ecológico, jogou com as crianças que lá estavam, tirou fotos com elas, deu mais fotos, vai participar de jogo de futebol, enfim, ele está aqui de carne e osso, perto de todos.

Lembro, ainda bem que minha memória está boa, do Guga sempre repetir nas diversas entrevistas que acompanhei enquanto assessora dele, que o fato dele ter se tornado número um do mundo, tendo saído de Florianópolis, uma ilha no sul do Brasil, era algo completamente atípico e que deve muito de tudo isso ao pai, Aldo. Guga falava com os olhos brilhando da iniciativa do pai de levar o ídolo Thomaz Koch para a capital catarinense, quando ele ainda era criança e o quanto isso foi importante para ele e para desenvolver o tênis no estado.

Se olharmos por este ângulo, imagina o que não significa para um tenista juvenil, ou para alguém que gosta de esporte se tornar um praticante de tênis, ter um Djokovic assim tão perto?

É realmente algo sem precedentes e vai se intensificar com a presença de Roger Federer em São Paulo, no início de dezembro, no Gillette Federer Tour.

Imagino que ele venha tão disposto quando Djokovic se mostrou na entrevista de hoje, rasgando elogios para Guga e vice-versa.

Djokovic lembrou da primeira vez que bateu bola com Guga, quando ainda tinha 17 anos e aqueceu o brasileiro para um jogo em Roland Garros e depois ainda disse: “para mim o momento mais inesquecível do Guga foi quando ele desenhou o coração em quadra. Chorei quando estava assinsto aquele jogo. Aquilo me inspirou muito.”

Quando Djokovic mencionou esse momento lembrei de outras duas ocasiões que me marcaram nessa breve convivência que eles tiveram no circuito. A primeira foi em 2007, quando Djokovic começava a ter expressivos no circuito mundial, jogou a sua primeira final de US Open e Guga ainda tentava voltar a competir e se livrar das dores no quadril. Guga ficou em Nova York mesmo depois de ter sido eliminado das duplas, com Robby Ginepri e acabou treinando com Djokovic antes da final.  Fizemos fotos que por sorte encontrei nos meus arquivos e aquele momento ficou marcado. Já mostrava o respeito que Djokovic tinha por Guga.

No ano seguinte quando Guga fez a turnê de despedida, com uma celebração em cada lugar que jogou, Djokovic foi prestigiar o tricampeão de Roland Garros na festa em Miami. Foi à festa e passou a noite toda com Guga e os amigos. Também encontrei essa foto. 

Como Guga parou de jogar justo quando o sérvio começou a subir no ranking, eles acabaram nunca se enfrentando e esse desejo, mesmo numa partida amistosa e mesmo sem condições de competitividade, acaba se tornando especial para ambos.

Djokovic porque tem uma admiração especial pelo cara que ganhou Roland Garros três vezes, justo o Grand Slam que ele ainda não venceu e Guga porque Djokovic é um dos grandes campeões da história do tênis e da atualidade.

Realmente, como o Guga disse, é um verdadeiro privilégio ter o número um do mundo aqui.

 

Fotos de Guga e Djokovic no Rio de Rosane Biekman

Foto de Guga e Djokovic em Miami – Cynthia Lum

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Os tenistas pediram férias. E vão jogar exibições. Veja a lista completa.

Os tenistas pediram, brigaram por mais semanas de férias, tiveram o desejo atendido, tanto pela ATP, quanto pela WTA e agora lotaram os respectivos calendários de exibições. Desde Djokovic que joga hoje na Eslováquia  e sábado, no Rio, a Nishikori e Hewitt jogando em Tóquio, o calendário extra circuito está recheadíssimo.

Eu não tinha me atentado que essas exibições todas estavam surgindo por causa da mudança no calendário. Estava achando que tinha a ver com o bom momento econômico e esportivo brasileiro essa vinda de Djokovic para cá, para enfrentar Guga, no sábado, no Maracanazinho e a vinda de Federer e mais Tsonga, Serena, Sharapova, Azarenka, Wozniacki, Ferrer, Robredo, os Irmãos Bryans e os brasileiros Bellucci, Melo e Soares, para jogar em São Paulo, no Ibirapuera.

Mas, comecei a perceber uma cutucada aqui, outra ali, especialmente durante a conturbada semana de Paris Bercy, que acabou sendo prejudicadíssima com as férias extendidas dos jogadores, ficando grudada em Londres, no ATP Finals e fui pesquisar um pouco.

 

A primeira exibição que encontrei, já anunciada há algum tempo, foi a de Jo-Wilfried Tsonga, nesta quarta, na Kindarena, na França, com os amigos Simon, Clement, Benneteau, Santoro, Ljubicic, entre outros. Até aí, tudo bem, é para caridade.

Depois vi a do Nishikori e do Hewitt, em Tóquio, no domingo. Não acreditei quando vi que antes de chegar ao Brasil, Djokovic ainda jogou hoje na Eslováquia ( deve ser por causa do técnico Marian Vajda, eslovaco)

É curioso também ver que tenistas que jogaram uma longuissíma temporada, com Nicolas Almagro e David Ferrer, disputando nesta semana a final da Copa Davis, em Praga, também vão viajar para longe de casa para jogar exibições entre o fim de novembro e o início de dezembro.

 

Aproveitei o belíssimo trabalho do blog Bola Amarela, de Portugal, para encontrar reunidas em um lugar só muitas destas exibições e ficar chocada com a quantidade delas.

 

Os fãs com certeza vão se deliciar com a oportunidade de ver os seus tenistas prediletos em lugares onde não há chances de vê-los em ação, ou até mesmo onde não há ATPs ou WTAs. Mas, tudo o que os tenistas vão ganhar financeiramente, sinceramente para mim, pode vir a trazer prejuízos num futuro próximo.

 

Num circuito já tão desgastante, ter que entrar em avião, cruzar continentes, e apesar do nível de exigência em quadra não ser igual ao de um torneio do circuito, há um número de eventos e aparições para patrocinadores que vem embutido nestas exibições que acabam sendo desgastante mentalmente.

 

Vejam só o calendário. Com certeza deve ter exibição que não está incluída aqui,sem falar nas que já aconteceram, com a das irmãs Williams na África na outra semana –ok, também foi por questões sociais.  Mesmo com todo auxílio da lista compilada pela Bola Amarela, a minha pesquisa, o material que recebo, devo ter deixado algo de fora.

 

Que os fãs aproveitem muito e os tenistas que se cuidem.

 

14 de Novembro – Tennis Classic

Bratislava, Eslováquia

Novak Djokovic e Martin Klizan

 

14 de novembro – Jo e ses amis

Kindarena – Rouen/França

Jo-Wilfried Tsonga, Gilles Simon, Julien Benneteau, Fabrice Santoro, Arnaud Clement

 

16 de Novembro – The Sport Check Face-Off

Toronto, Canadá

Serena Williams x Agnieska Radwanska

Milos Raonic x Andy Roddick

 

17 de Novembro – Djokovic no Rio

Rio, Maracanãzinho

Novak Djokovic x Guga

 

18 de novembro – Nissin Dream Tennis Ariake

Tókyo, Japão

Lleyton Hewitt x Kei Nishikori

 

A partir de 30 de novembro – Miami Cup

Miami (Crandon Park)- EUA

John Isner, Juan Carlos Ferrero, Nicolas Almagro, Alejandro Falla, Andy Murray, Andy Roddick

1º dezembro – La Grande Sfida

Milão, Itália

Maria Sharapova ,Sara Errani, Ana Ivanovic e Roberta Vinci

 

A partir de 6 de dezembro – Gilette Federer Tour

São Paulo – Ibirapuera

Roger Federer, Thomaz Bellucci, Bob/Mike Bryan, Bruno Soares/Marcelo Melo, Maria Sharapova, Caroline Wozniacki, Jo-Wilfried Tsonga, Serena Williams, Victoria Azarenka, Tommy Robredo, David Ferrer

 

A partir de 6 de dezembro – Copa Peugeot Argentina

Buenos Aires, Argentina

Juan Monaco, Nicolas Almagro, David Nalbandian, Alexander Dolgopolov, Fernando Verdasco e Gilles Simon

 

A partir de 09 de dezembro – Necker Cup Pro Am

Necker Island, Caribe

Tommy Haas, Bob e Mike Bryan, Novak Djokovic, Murhpy Jensen, Mark Knowles, John McEnroe e Mark Philippoussis

 

12 de dezembro: Kim’s Thank You Games 

Antuérpia, Bélgica

Kim Clijsters vs Venus Williams

 

A partir de 12 de dezembro – Argentina

Tigre, Argentina

Roger Federer vs Juan Martin del Potro

 

15 de dezembro – Encuentro Bancolumbia

Bogotá, Colômbia

Roger Federer, Jo-Wilfried Tsonga, Santiago Giraldo, Andrea Hlavackova, Alejandro Falla e Daniela Hantuchova

 

A partir de 16 de dezembro – Singapore Women’s Tennis

Cingapura

Sam Stosur, Agnieska Radwanska, Daniela Hantuchova, Shuai Peng, Flavia Pennetta e Anabel Medina Garrigues

 

A partir de 27 de dezembro – Mubalada World Tennis Championship

Adu Dhabi, Emirados Árabes Unidos

Novak Djokovic, Andy Murray, Rafael Nadal, David Ferrer, Tomas Berdych, Janko Tipsarevic

 

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E sem ninguém perceber, Djokovic ganhou um Masters 1000

Enquanto Rafael Nadal se recupera de uma lesão no joelho; Enquanto Roger Federer curte a prata olímpica na Suíça; Enquanto Andy Murray aproveita uns dias para se recuperar do ouro olímpico; Enquanto Del Potro leva o bronze para a Argentina; Enquanto Jo-Wilfried Tsonga se envolve em acidente e enquanto o Rio de Janeiro recebia o título oficial de cidade olímpica, na cerimônia de encerramento de London 2012, Novak Djokovic foi lá e ganhou o Masters 1000 do Canadá.

 

Sem ninguém perceber, o sérvio ergueu pela terceira vez (2007, 2011 e 2012) o trofeu do Masters 1000 canadense, neste ano disputado em Toronto. Derrotou na final o francês Richard Gasquet, por 6/3 6/2 e sai na frente dos rivais na preparação para o US Open.

Como ele mesmo afirmou ao chegar em Toronto, deixou para trás a derrota para Del Potro em Londres, e tentou fazer o melhor. Treinou dois dias na quadra rápida da Rogers Cup, sem forçar muito e foi jogar.

E olha que não dá para dizer que ele teve uma chave fácil.

Ganhou de Bernard Tomic, Sam Querrey, Tommy Haas e Janko Tipsarevic, antes de derrotar Gasquet na final.

Além dos adversários, teve que enfrentar a chuva e apesar de ter encarado com bom-humor o dia em que Toronto ficou debaixo d’agua, entrando na quadra de guarda-chuva, pediu aos organizadores que considerem colocar teto retrátil no estádio.

 A vitória em Toronto para um Djokovic que não erguia um trofeu desde Miami, mesmo tendo passado quase desapercebida em dia de encerramento de olimpiádas, pode ter dado a injeção de confiança que ele precisava. Pode ser o maior cliché, mas é fato, o combustível do atleta é a vitória e no caso de Djokovic, na briga com Nadal, Federer e Murray, nada mais importante do que a confiança para fazer aquela diferença na hora de ganhar o jogo.

 

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