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Glamour voltará ao ATP Finals no ano que vem

E o ATP World Tour Finals começa nesta segunda-feira em Londres, com os oito melhores jogadores de simples do mundo e as oito melhores duplas do planeta, entre elas duas brasileiras. Sem toda aquela pompa e circunstância, típica de um Finals, os tenistas que estavam jogando em Paris pegaram o Eurostar assim que acabaram a participação na capital francesa e já trocaram o Palais Omnisport de Bercy, pela Arena 02.

Del Potro Atp finals

Muitas coisas diferem o ATP World Tour Finals de um torneio de Grand Slam, Masters 1000 ou dos ATPs 500 e 250. Entre elas, a mais significativa é o formato de disputa em Round Robin, em que os 8 jogadores são divididos em 2 grupos de quatro e se enfrentam entre si para decidir o 1º e o 2º colocado do grupo, ou seja, os semifinalistas.

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Uma outra é o tratamento que os jogadores recebem. Cada um tem o seu vestiário próprio, o seu motorista e até uma pessoa para acompanhar a família por passeios pela cidade.

A que mais ficou faltando neste ano, com essa mudança de calendário que colocou o BNP Paribas de Bercy grudado no ATP Finals – ainda bem que foi a decisão foi revista e no ano que vem continuará a haver uma semana de intervalo entre os dois eventos, é todo aquele glamour que só vemos nos Finals.

Tenistas vestidos de terno e gravata, fotos com todos os oito, sorteio da chave com todos os participantes, mesa redonda de entrevistas acontecendo simultaneamente com os participantes, enfim, imagens que ficam na memória e saem do comum do dia-a-dia.

Fui procurar nos meus arquivos algumas fotos dos ATP Finals em que estive presente com o Guga – Hannover, Lisboa e Sidney – e encontrei até o press release de 2001 descrevendo como foi a chegada dele para o sorteio da chave na Opera de Sidney.

Sydney tennis atp finals 2001

“O brasileiro chegou à Opera House em uma Mercedes amarela conversível, com seu nome gravado no vidro, assim como os outros oito tenistas. De terno e gravata e cabelos cortados, Guga acenou para o público, posou para fotos com os companheiros de competição e de quebra ainda ganhou uma prancha de surfe de presente da organização do torneio. Como prêmio ao número um do mundo, a organização deu a Guga uma prancha marrom, diferente da dos demais jogadores, que receberam pranchas brancas. Com elas, os tenistas também posaram para fotos e em seguida, dentro da Ópera House, participaram de uma cerimônia de abertura, com representantes da ATP e ITF e com as lendas do tênis australiano, Ken Rosewall e John Newcombe. Em seguida a elite do tênis mundial concedeu entrevista coletiva e a de Guga, como sempre, foi uma das mais demoradas.”

E nos outros anos também não faltou glamour. Nem mesmo na nada charmosa Houston eles deixaram de fazer toda essa “encenação.”

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No ano passado não sentimos muito a diferença desta semana off porque o único que ainda estava nas finais em Paris era David Ferrer. Neste ano foi diferente. Paris teve os oito participantes do Masters nas quartas-de-final e só Del Potro, Berdych, Wawrinka e Gasquet chegaram a tempo da festa de gala em Londres.

Até mesmo os brasileiros estreantes no Finals, Bruno Soares, com o austríaco Alexander Peya e Marcelo Melo, com o croata Ivan Dodig, perderam esse momento tão especial.

A partir desta segunda, tudo isso, no entanto, fica para trás e a busca pelo título do melhor dos melhores começa com a chegada de Nadal, Federer, Djokovic e Ferrer.

 

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Tamanho e construção em cima de lixão são os maiores problemas para implementação de telhado no US Open

 

Todo ano é a mesma história e ela se reforça quando acontece algo como hoje, em que um Tornado passa por NY e muda a final feminina entre Serena Williams e Victoria Azarenka, para domingo e a final masculina, pela quinta vez seguida, para segunda. Quando construirão um telhado no Arthur Ashe Stadium, o maior estádio do tênis do mundo? Por que ainda não construíram? O que estão esperando? Bem, porque o estádio foi construído em cima de um lixão e o peso de uma cobertura seria excessivo em um terreno que não é tão estável. Mas, há esperança. A direção da USTA anunciou que construirá um teto, quando encontrarem a tecnologia necessária.

 

Segundo o Diretor de Operações do US Open, Gordon Smith, em entrevistas durante o torneio, um teto retrátil será construído. “Já contratamos quatro estudos diferentes e temos alguns pontos principais: o tamanho do estádio que requer um teto cinco vezes maior do que o de Wimbledon; as condições do solo – construído em cima de um lixão; e o jeito que o estádio foi construído, não podendo suportar mais peso.”

 

Quando Mr. Smith fala em tecnologia, ele quer dizer tecnologia de material de construção, para poder remover parte da arquibancada, reconstruí-la com material mais leve, sem perder muito espaço e aí sim, colocar um estádio com material de pouco peso, não afetando assim o peso que o Ashe Stadium tem hoje em dia. “Construir o teto sem ser desta maneira, seria como construir outro prédio em cima do estádio.”

 

Além dos estudos do estádio, o diretor também já afirmou que haverá um dia de descanso entre a semifinal e a final masculina. Desde 1984, o US Open tem o Super Saturday, para muitos o melhor dia de tênis do ano, em que são disputadas as duas semis masculinas e a final feminina. Mas, tanto os homens, quanto as mulheres, vem pedindo um dia para descansar entre estes jogos importantes, como acontece nos outro Grand Slams.

Sucesso da programação de televisão, a CBS está avaliando com a USTA a melhor maneira de fazer essa mudança, sem prejudicar o espaço dedicado ao tênis e aos anunciantes, gerando grande receita para a rede de TV. Tenistas não gostam da ideia de uma final na segunda-feira e a CBS, por enquanto, não se mostra muito favorável. Afinal, segunda-feira é dia de futebol americano, é o “Monday Night Football.”

 

Enquanto essas discussões não saem do papel, algumas mudanças já estão sendo sentidas por Flushing Meadows. A USTA inaugurou a quadra 17, um mini estádio aconchegante, que já se tornou uma das minhas quadras favoritas. A quadra onde Bruno Soares e Makarova ganharam de Clijsters e Bryan.

O estádio Louis Armstrong, a segunda maior quadra do US Open, antigamente a quadra central até a inauguração do Ashe, em 1997 e a quadra GrandStand, serão destruídos e construídos novamente pelos “grounds” de Flushing Meadows. As duas quadras já tem mais de 50 anos.

 

A ideia da USTA também é dar mais espaço e conforto para os fãs. Apesar de não ser o mesmo aperto para circular do que Roland Garros e Wimbledon, já senti mais dificuldade para andar de uma quadra para outra este ano. Antes de perder o bonde, pelo menos, neste quesito, eles já estão avançando.

 

 

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