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A maior biblioteca de tênis do mundo, Tennis View e um breve encontro com a Serena

Acordei cedo hoje para ir até a Oxford Street, procurar uma livraria. Foi uma manhã quase perdida. O metrô parecia estar na operação tarturaga – parando entre as estações, lotado e entre as baldeações demorando muito pra chegar. Os avisos sonoros diziam que era devido a uma reforma – e eu peguei algumas linhas diferentes -, depois a uma falha no sistema elétrico e por fim por causa da multidão indo para Wimbledon. Vai entender.

Que tem uma multidão hoje aqui tem. Ao sair do metrô na chegada em Wimbledon já tinha um cara no megafone dizendo que as pessoas que decidissem ir pra fila tentar um ingresso esperariam no mínimo sete horas.

Até que eu precisava de um ingresso para um amigo, mas desisti imediatamente. Achei melhor tentar com algum jogador conhecido.

Depois de conseguir chegar na sala de imprensa – demorei para andar do portão 5 –uma das entradas de Wimbledon de tanta gente que há circulando pelo torneio. Hoje estão completamente lotados, por isso a fila não está andando rápido.

Fui até a sala dos jogadores e também não tive sucesso. Eles reduziram as cotas dos tenistas também e eu deixei para muito em cima da hora. Mas, o bom foi que encontrei a Serena (Williams), com quem não conversava há um tempão. Acho que desde quando fui press officer do Masters da WTA em Doha.  Nssa relação vem desde os tempos do início da carreira do Guga no circuito em que ela tinha uma admiração especial por ele e pelo Brasil. Conversamos um pouco e ela estava interessadíssima no Rio de Janeiro e no meu projeto também com os catadores de materiais recicláveis que surgiu do meu trabalho com o filme Lixo Extraordinário (Waste Land).

Sem sucesso com os tickets – fazer o quê?


Assisti um pouco do jogo da Sharapova, o da Petkovic e o último set do Feliciano Lopez e do Roddick e fui até a Biblioteca de Wimbledon, a Kenneth Ritchie Wimbledon Library, adjacente ao Wimbledon Lawn Tennis Museum.

Fui direto procurar o Allan Little, o bibliotecário que levantou  e mantém organizada a maior biblioteca de tênis do mundo e com quem mantenho contato desde a minha primeira vinda a Wimbledon, em 1997.

Fazia tempo que não ia à biblioteca e não tinha visto a mesma reformada (2008).

Queria cumprimentar o Mr. Little e saber se as edições da Tennis View estavam atualizadas.

Era para ser uma visita breve, mas fui tão bem recebida pelo Mr. Little e suas assistentes e a biblioteca está tão bem organizada que acabei ficando lá um tempão.

Primeiro fui ver onde ficam arquivadas todas as edições da Tennis View, sem antes ele checar se tinha até o último número, e tinha.

Foi emocionante ver todos os números da Tennis View em forma de livro e as edições deste ano numa sessão especial, ao lado de revistas da Austrália, Bélgica, Czech Republic (as revistas são organizadas alfabeticamente por Países), etc..

Fiquei enlouquecida na parte dos livros. Especialmente no Brasil que tem uma publicação fraca de livros esportivos, a gente esquece que possa existir tanto material de tênis e olha que tinha livros de 1800..

Curiosa perguntei para o Mr. Little se ele sabia de quando datava a primeira revista de tênis. Ele respondeu na hora: 1883 – Pastime e mesmo com sua idade avançada, pegou uma escada, subiu os degraus e pegou a publicação para que eu conhecesse.


De quebra ele e o staff ainda me deram dois livros que ele publicou recentemente, o da Suzanne Lenglen – Tennis Idol of the Twenties e o Tennis and the Olympic Games.

Saí de lá motivadíssima, querendo levar uma mala de livros – mas só os que já acumulei até agora vão me dar trabalho – e orgulhosa de fazer parte da história do tênis, ah e prometendo ao Mr. Little continuar mandando a Tennis View para a maior biblioteca de tênis do mundo.

 

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Que rápido começou esta temporada, mas ainda é tempo de fazer uma auto-avaliação.

Bastaram alguns pouquíssimos dias longe do mundo virtual, da televisão, das notícias, para eu conseguir desligar, relaxar a mente e me sentir completamente perdida na volta.

Se antes de viajar estava até sentindo falta de um campeonatinho internacional para acompanhar, ao voltar não estou conseguindo dar conta de tanta competição acontecendo ao mesmo tempo. Federer e Nadal até já jogaram exibição em pleno Reveillon, já estão em Doha e na semana que vem tem qualifying do Australian Open.

Sharapova já começou o ano jogando com patrocínio da Head, a Hopman Cup já está encaminhada, até Roddick está competindo nesta primeira semana do ano.

Por aqui, Larri Passos e Bellucci deram entrevista coletiva e já estão em direção a Oceania, o Aberto de São Paulo, no Parque Villa-Lobos, já está no meio da semana, enfim, a temporada 2011 já começou e a mil por hora mesmo.

Mas, para nós, que não somos atletas profissionais, somos profissionais do esporte ou apenas jogadores amadores, amantes do tênis, ainda estamos voltando das férias, ou de alguns dias de descanso, ainda vamos começar nos próximos dias ou semanas a fazer uma preparação para a nossa temporada.

O colunista de preparação física da edição 110, o neo-zelandês radicado em Londres, Steve Jack, um dos maiores especialistas do mundo em corpo, mente e energia, preparou um sistema de auto-avaliação, para que você mesmo possa entender em que momento e nível está e traçar planos para como melhorar e onde quer chegar.

Depois de ter acompanhado de perto, por muitos anos, a carreira de tenistas profissionais, é algo similar que eles fazem quando estão começando a pré-temporada, só que muito mais detalhado e com muitas outras áreas chaves.

Eu mesma quando comecei a ler o material enviado por Steve Jack tive vontade de fazer essa auto-avaliação. É simples, objetiva e direta.

Vale a pena experimentar e acho que uma excelente maneira de começar 2011, se auto-avaliando e traçando metas para sempre tentar evoluir, seja em que área for.

Assim imaginei iniciar o blog neste ano, compartilhando esse sistema de auto-avaliação que o Steve Jack desenvolveu e adaptou para o tênis, especialmente a pedido da Tennis View, com mais pessoas ainda.

O Steve é um dos maiores técnicos do mundo em “mente-corpo-energia.” Há mais de 15 anos trabalha abrindo novos caminhos nas áreas de saúde, bem-estar, emagrecimento, performance esportiva e desenvolvimento de negócios. É palestrante nas maiores convenções da área e promove workshops ao redor do mundo para aqueles que estão prontos para mudar.

Mais infos sobre “body, mind e energy, preparação física, novos conceitos, entre outros,” no www.steve-jack.com e info@steve-jack.com


E aqui ainda vai a coluna direto, caso não consigam ler no arquivo!

Maior especialista em “corpo, mente e energia” ensina como você mesmo pode se avaliar e melhorar o seu jogo

Um dos segredos para melhorar o seu jogo no tênis e garantir que você seja um adversário difícil de ser derrotado, é entender e administrar melhor todas as peças integrantes do seu jogo.

Para a maior parte, o tênis, como qualquer outro esporte não se resume a uma habilidade física, a velocidade e a força. Claro, a tão importante mente tem que ser levada em consideração.

A mente humana é tão importante nos esportes, no entanto é o componente que não é desenvolvido ou treinado da mesma maneira que o físico ou a técnica são trabalhadas. Mesmo assim, nos jogos mais acirrados, muito disputados, geralmente é o jogador que consegue controlar os nervos nos pontos críticos que sai vitorioso.

Saber controlar os nervos e ficar calmo nos pontos importantes vai te levar a escalar posições no ranking do seu clube, da sua academia ou do circuito profissional, muito além do que você imaginava.

Ter consciência de como você se comporta nessas situações é um dos primeiros elementos a serem trabalhados. Você fica ansioso, fica mais nervoso, prende o braço?

Se a resposta for afirmativa, ótimo. Você tem consciência de como se comporta e podemos fazer algo sobre isso. Não adianta apenas ficar jogando semanalmente, sem fazer um rastreamento em você. Isso seria uma receita para não evoluir.

Um dos primeiros passos é começar a analisar todas as peças integrantes do seu jogo, para entender e formar uma ideia dos seus pontos fortes e fracos, para então desenvolver um programa para melhorar ainda mais os seus pontos fortes e desenvolver os fracos.

Uma das melhores maneiras de se realizar isso é traçar um perfil da sua performance, feito por você mesmo que meça os diferentes components que integram e formam o seu jogo.

Esse perfil permitirá que você explore e se classifique em uma escala de 1 a 10, na parte técnica, tática, física e psicológica, no tênis.

Eu uso um perfil de performance com os meus atletas para ter uma ideia do que está acontecendo e saber que areas precisam ser trabalhadas, para garantir que eles estejam sempre no “Estado de Performance Ideal (EPI)”, o maior tempo possível.

Depois então nós desenvolvemos estratégias específicas para ajudar que eles estejam em “EPI” nos momentos antes do jogo e desenvolvemos uma série de rituais e rotinas feitas para administrar o Estado deles.

Esse perfil também pode focar melhor no seu treinamento e permitir com que você trabalhe áreas específicas que você precisa melhorar.

Por exemplo, se o seu resultado mostrar que você está bem na parte de resistência e stamina, mas fraco em velocidade, você faria os testes relevantes de velocidade consigo mesmo e desenvolveríamos um plano de treinamento de oito semanas que garantirá que você supere os resultados do teste inicial, no término do período.

Um perfil da sua performance pode ajudá-lo e muito a focar nas áreas que precisam ser trabalhadas e a programar o seu treinamento de acordo com isso.

Vamos lá. Esse é o perfil de performance que desenvolvi para o tênis. O que você vai fazer é se avaliar em quatro áreas chaves.

1 – Atual – Como você se classifica atualmente neste traçado.

2 – Melhor – Qual foi a sua melhor pontuação para isso? Qual foi a sua melhor marca histórica?

3 – Evolução – Quanto você pode melhorar? É possível que seja muito ou só um pouco?

4 –  Estabilidade – Esse traçado é estável ou ele está cheio de altos e baixos? Ele muda muito ou permanece assim o tempo todo?

Para que você se classifique nestas áreas preencha o perfil de performance abaixo, escrevendo um número de 1 a 10 em cada uma das fileiras, nos quatro temas e reflita sobre os seus pontos. Escolha duas áreas que você queira melhorar e desenvolva um plano para que você evolua.

Perfil de performance no tênis

Liste e classifique a performance / temas/qualidades/características da sua performance no tênis. Faça a sua classificação usando a seguinte escala:

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Atual  Fraca Média Excelente

Melhor Fraca Média Excelente

Evolução – Posso evoluir muito Quase nada

Estabilidade – Instável, precisa controlar             Muito estável

Tabela

Atual

Melhor

Evolução

Estabilidade

Técnica

Direita

Esquerda

Saque

Voleio

Tática

Posicionamento

Escolha dos golpes

Estratégia do saque

Subida à rede

Físico

Velocidade

Força

Agilidade

Resistência

Mental

Confiança

Foco/Concentração

Desejo/Determinação

Ansiedade

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Depois da vitória de Clijsters, Good Bye Doha.

A vitória de Kim Clijsters sobre Caroline Wozniacki por 6/3 5/7 6/3 e logo depois a de Dulko e Pennetta sobre Srebotnik e Peschke, por 7/5 6/4 marcou o fim da grande temporada do tênis feminino, da WTA. Claro, ainda há a final da Fed Cup e a disputa em Bali, com as jogadores que se sobresaíram em 2010, mas não chegaram entre as top 8, mas para o grande público mundial, o ano chegou ao fim.

Chegou ao fim também a disputa do WTA Championships em Doha, no Qatar.

Durante três anos a capital árabe sediou o mais importante campeonato de tênis do calendário, depois dos Grand Slams.

Próximo destino: Istambul, na Turquia.

Estive em Doha no primeiro ano do evento. Trabalhei para o evento acontecer, fui Media Director internacional da competição e realmente o evento é comparável aos outros Masters que já estive. Não deixa a desejar. A estrutura é de primeiríssimo mundo e tudo para as jogadoras, imprensa, patrocinadores, público é do bom e do melhor.

Mas, mesmo tendo participado do evento e sabendo da importância que a competição tem para o País, que quer se posicionar como um polo esportivo e ganhar cada vez mais espaço no mapa mundi, me questiono quanto ao legado para o povo local e quanto a relevância do torneio na esfera internacional.

Doha já tem um grande campeonato de tênis masculino – ATP e um feminino. Ver estrelas do circuito pelas ruas e pelos luxuosos hotéis da região não é novidade para ninguém.

O país se empenha sim em desenvolver o esporte. É só notar quantos eventos esportivos tem sido dispuatdos por lá ultimamente, mas o quanto isso vai desenvolver o tênis entre os Qataris, não sei precisar e não consigo enxergar muito além. Se não houvesse torneio algum de tênis por lá, aí sim a história poderia ser diferente.

Compartilho da mesma opinião sobre a disputa em Istambul, no próximo ano.

Apesar da Turquia ser um país um pouco mais próximo culturalmente do ocidente do que o Qatar, que contribuição trará para o tênis jogar o Masters por lá.

Pode ser que não esteja pensando globalmente e que esteja sendo muito ocidentalizada. Mas, para mim, estes campeonatos tem que ser disputados em grandes arenas, com tradição no esporte.

Claro que há uma questão financeira importante ao levar os campeonatos para lugares distantes e países que estão tentando se posicionar, mas será que vale a pena?

Será que não teria muito mais valor de marca para a WTA, para os fãs e público, jogar no Madison Square Garden como era feito antigamente ou mesmo em Londres onde hoje competem os homens? Será que os jornalistas de diversas partes do mundo não teriam ido ao torneio, mesmo sem americanas competindo?

A WTA até tentou continuar nos Estados Unidos. Colocou a disputa do Masters em Los Angeles e foi um desastre de público e mídia. O local não tinha tradição no esporte.

Os anos em que o Masters da ATP foi disputado em Houston também foram criticados. Agora, em Londres, parece estar no lugar certo.

Não vou dizer que foi estranho ver o Masters em Lisboa. Parecia algo natural, numa arena coberta, na Europa, onde foi disputado por muitos anos – especialmente na Alemanha. Quando foi para Shanghai nós brasileiros sofremos com o fuso-horário para assistir e compreender o que se passava na Ásia.

Não combinou também. É, devo estar sendo super ocidentalizada, nada globalizada como costumo ser, nada a favor do esporte para todos, mas nestes locais, apesar do esforço dos organizadores, da ATP, WTA, das tenistas, falta aquele algo a mais.

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Dementieva explica a despedida do tênis, em Doha


Dementieva anuncia o fim da carreira em DohaA despedida de Elena Dementieva pegou todo mundo de surpresa ontem. A russa, de 29 anos, depois de perder o seu último jogo no WTA Championships, em Doha, contra Francesca Schiavone, anunciou para o mundo que estava se aposentando das quadras.

A decisão ela já havia tomado no início da temporada, mas optou por não contar para muitas pessoas – somente a família e os amigos muito próximos sabiam da decisão – querendo evitar turnê de despedida e ter que falar sobre o assunto o tempo todo.

Preferiu deixar o circuito enquanto ainda estava vencendo. Chegou ao terceiro posto no ranking mundial, venceu 16 torneios, ganhou a Medalha de Ouro Olímpica em Beijing, em 2008 e agora está pronta para começar uma família.

Primeira russa a alcançar a final de um Grand Slam – em 2004, em Roland Garros, perdeu a final para a compatriota Anastasia Myskina -, Dementieva não conseguiu vencer um torneio da categoria, mas sempre estava lá. Teve seu saque como seu principal inimigo, mas não deixou de vencer por isso. Competiu durante 13 temporadas, encantando o mundo.

Não posso dizer que conheço bem a tenista. Claro que a vi jogar bastante, participei de bastante entrevistas com ela e durante muitos anos em Paris ela ficava no mesmo pequeno hotel, a poucos passos de Roland Garros, em que costumávamos ficar com o Guga. Discreta, fluente em diversas línguas, era dedicada ao esporte, aos estudos, um pouco diferente das superestrelas do circuito. Era uma estrela, sem precisar aparecer.

Como despedida, deixo aqui a transcrição da entrevista coletiva enviada por colegas, que ela concedeu ontem, no Khalifa Stadium, em Doha, logo após anunciar que não competiria mais na WTA.

Q. Why are you doing it?
ELENA DEMENTIEVA: (Laughter.) I need some support. Why are you asking me these questions?
I think it’s the right time for me. I never wanted to wait until my ranking dropped and I’m not going to be able to go to the main draw. I always wanted to leave this sport with a passion for it. Tennis has been such a big part of my life, and always will be.
To be honest with you, I mean, if I would be a man I would never stop playing. But in the age 29; I have to think about something else. I think I’m ready for the big change in my life.
Still, it’s very tough decision to make. Very emotional. I made the decision in the beginning of this season, so it was very hard coming to the tournaments knowing that this was my last one. It was very emotional for me to play the whole year.
But, I mean, that’s decision like — you know, it will happen to every athlete, and you have to get ready for this.

Q. What ideas do you have for the future? You say you want to explore new avenues. Media? Coaching? Getting away from tennis altogether?
ELENA DEMENTIEVA: You know, I think — well, I’m pretty sure I’m going to miss so many things about our tour. Well, right now I feel like it’s the end of the world, because I really like to play. It’s going to be completely different life for me.
It’s really hard to talk about it. Very emotional.

Q. In those circumstances, it’s tough, I know, but some of the Tweets that have been coming in from all over the world, most seem to be why? They can’t understand why someone as who is talented as you and can still play at a very high level would decide that now is the time to stop playing. That seems to be the general feeling.
ELENA DEMENTIEVA: Yeah, that’s the way I feel. When I talk to my family about this decision I was really waiting for them to support me, but they were very surprised. They told me, You have to make the decision. It’s up to you. You are the only one who knows what is the right time for you. Nobody else.
We want you to play because we know who good you can be, and you still can play couple of years and win many tournaments. But if you feel this way, you have to make this decision. I was really looking for some support. I think nobody was really happy about it maybe except my boyfriend.
Yeah, I feel very sad. But, like I said, it’s the right time for me.

Q. How will you occupy your time?
ELENA DEMENTIEVA: Well, I study. I study in one of the best university in Moscow. I started last year, so obviously now I have more time to do some more study.
Then I decide what I like to do in my life. Because I think it’s one of the most difficult part, you know, for every athlete to make such a big change in my life.
I really want to keep myself busy, because it’s going to be hard to watch all the girls playing. I know I’m going to follow the tournaments. I’m sure I’m going to watch Australian Open and send some messages to the winners.
I’m going to keep myself busy and try to find some other interests in my life.

Q. So when you did the speech for Amélie in Paris, you already know for you?
ELENA DEMENTIEVA: Yes, and, you know, I was very emotional for her, because we all kind of — we had idea that she was going to retire in Paris, but I think nobody really know about my decision.
I didn’t want to make it public. I didn’t want everybody talking about the whole season. You know, I only told to my family and close friends, so today in the court I was very surprised that everyone kind of knew about my secret. They all were standing, and it was very special for me.

Q. How do you want people remember you in the future?
ELENA DEMENTIEVA: Well, I don’t know if I want people to remember me. I’m sure I’m going to remember myself as Olympic champion. That’s the best thing could ever happen in my career. That was the biggest goal, and I’m so proud of that moment. It was unforgettable experience and unforgettable memories for me and my family.
I don’t think about how people going to remember me.

Q. Was there one match or one experience that – I guess it was this time last year – made you think, That’s it, one more year? Or did you just come to the conclusion when you were in the off-season and taking time off?
ELENA DEMENTIEVA: Well, I always had a dream of winning French Open, so starting — you know, playing this season, I just wanted to give myself another try. After Olympic Games, that was the biggest dream of mine. I was so close.
But I mean, I was pretty lucky. I never had so many injuries during my career. I was pretty healthy. But that injury probably happened in the worst moment in my entire career.
Yeah, but, you know, I have no regrets. I think I was practicing very hard; I was trying very hard; that was my way.
If it didn’t happen, it didn’t happen, but I have nothing to blame myself. I was very professional and I had nothing but tennis, tennis, tennis, and I did it with passion.
So I have absolutely in regrets. I have so many things to be proud of. It was a very difficult and long way for me. So, yeah, I just have very nice and unforgettable memories.

Q. Stacey Allaster said, This is your family; please don’t go away, or don’t go away for too long. Can you imagine being involved in the WTA Tour in some way in the future?
ELENA DEMENTIEVA: Yeah, it’s so true. I know all of these people who work in WTA for so many years, and we get very close with some of them. It feels like a family. We’re all spending so much time together, traveling together. It’s very hard not to see them again.
I’m not sure if I’m going to be involved in WTA Tour, but it’s great to know that Stacey is taking care of our tour. I think she’s doing a great job. It’s not an easy job to do. We have so many great changes already.

Q. I remember asking you at the start of the week how you thought you were going to do next year, and now I know why you said you didn’t want to talk about next year.
ELENA DEMENTIEVA: It was so funny, like all the players are asking me, Oh, where you going for vacation? Where are you going tos tart next year? I’m playing Hopman Cup or Hong Kong. What’s next for you?
I was like, Well I don’t want to talk about it.

Q. But in terms of strength of the game, how strong do you think women’s tennis is and can become with some of the young players coming into the game right now, someone like Caroline Wozniacki, for instance, the new No. 1?
ELENA DEMENTIEVA: Well, it’s really great achievement for her. In the age 20 she’s reaching the No. 1 one position. I think it’s extraordinary result. It’s good to have new faces on the tour. She played an excellent year, and she really deserves to be No. 1.
You know, I just feel sorry for Williams sisters, that they are not here. With them, it’s really interesting and challenging for the rest of the players. But I think we’re going to see some more young players coming on the tour and playing in the top level, because I think this is kind of time to change.
There are a lot of 29, 27, 30 years old players that are going to retire in a year or two, so for sure we going to see some new faces coming up.

Q. Does stop playing tennis in not a big country, in Qatar, mean anything for you?
ELENA DEMENTIEVA: You know, in the beginning of every season, I always had a motivation to get to the Championships. This is the biggest event in the end of the season.
You know, I was very happy that I could play my last one here. It’s been three years that we’re playing here. Like I said, it’s been very amazing and unique experience for all of us. I will remember this. It was very special.

Q. When you came into the top part of the game, you were a major part of what was, you know, probably wrongly called at the time, the Russian Revolution. There was so many of you girls coming through at the same time. Do you see now that Russia is going to carry on producing such a number of top-class players, or do you think it’s going to be more maybe China or places like that that bring numbers of players through?
ELENA DEMENTIEVA: Well, it’s difficult for me to talk about China because I don’t know exactly how many junior players they have for the moment. I think we going to see some more very good Russian players coming on the tour.
Well, I think from my generation, the key for all of those good result was the competition. We had so many great players, and the competition really makes you work hard. It’s just an extra motivation for all of us.
So I think right now we have so many good juniors playing in the top level and trying to come to the tour, so, yeah, for sure we going to see some more Russian girls.

Q. You said that if you were a man you would play on forever, and you got some big changes in your life coming up. Can we assume you’re looking to start a family in the future?
ELENA DEMENTIEVA: I hope so, yeah.

Q. Which is the best moment in your sports career that you would never forget it?
ELENA DEMENTIEVA: Well, there are a couple of things, couple of weeks that I will never forget. I would never forget my first tournament that I won on the tour, because I was waiting for this moment for a long, long time.
I remember I won in Amelia Island, one of the very popular tournament on the tour, beating like four, you know, top 10 players. Beating Justine in the semifinals, saving match point, I still remember that. And then beating Lindsay Davenport in the final, I was so exciting to win my first event.
For sure I will remember all the experience in the Olympic Games. My first Olympic Games in Sydney with a silver medal; disaster in Athens; and for sure the gold medal in Beijing. I will never forget it. That was the best week of my career. Yeah, like I said unforgettable experience.

Q. What were the biggest disappointments in your career, that French Open against Anastasia?
ELENA DEMENTIEVA: No, I’ve not thought about that as a disappointing. I was 19 years old. It was a great experience for me.
Like I said, I have no regrets because, you know, that was my way. That’s the way I played. I was far away from being perfect, but, you know, I had a great fighting spirit. Even without good serve, I was struggling for so many matches, but I was fighting and I was never give up. I was giving 100% on the court no matter who well I was playing. This is what I like.
You don’t have to be perfect, but you have to try very hard, and I did all the time.

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Fabiana Murer, uma atleta diferenciada, nas finais do Nike Junior Tour

Tive a oportunidade de conhecer hoje uma das maiores esportistas do nosso País, Fabiana Murer.

Campeã mundial de salto em vara, Fabiana esteve no Nike Junior Tour para premiar os campeões da competição, no Clube Paineiras do Morumby.

Apesar de ter visto os saltos na televisão, lido as notícias das conquistas nos jornais, não sabia muito sobre a Fabiana, até ser informada que ela estaria na final do torneio, o maior da categoria juvenil para 12 e 14 anos e que classifica os campeões para o mundial no paradisíaco Resort Club Med Columbus Isle – Bahamas, em dezembro, com tenistas de outros 29 páises.

O torneio já revelou nomes como Rafael Nadal, Maria Sharapova, Juan Martin del Potro, Tomas Berdych, entre outros e apesar de já existir há 14 anos, começou a ser disputado no Brasil apenas há três.

Com nomes tão ilustres que já passaram por ele e a oportunidade de disputar um Mundial, nas Bahamas, a competição atraiu mais de 160 tenistas de todo o Brasil e na final deste domingo, a maioria precisou de quase três horas para conquistar o título.

Fabiana entre os campeões Marcondes, Martins e Koelle (João Pires)

Lucas Koelle, Ingrid Martins, Julia Iarocrinski e Euclydes Marcondes saíram com o passaporte carimbado do Clube Paineiras do Morumby rumo às Bahamas.

Há algum tempo não acompanhava de perto um torneio juvenil e foi surpreendente ver como cada jogador se dedicou em quadra e lutou para vencer o Nike Junior Tour. Eram crianças de, no máximo, 14 anos, dando tudo pela vitória, permanecendo horas e horas em quadra.

Patrocinada pela Nike, Fabiana Murer foi convidada para fazer a premiação, como mais uma forma de incentivo aos tenistas.

De férias depois de ter conquistado o indoor de Doha, a Diamond League, quebrado o recorde sul-americano em San Fernando (saltou 4,85m), Fabiana chegou ao Paineiras quando os jogos estavam começando, ao lado do técnico Elcio Miranda e dos executivos da Nike.

Durante quase quatro horas a atleta ficou nas arquibancadas das quadras cobertas do clube, assistindo os jogos – era a primeira vez que assistia uma partida de tênis ao vivo – dando autógrafos, entrevistas, conversando com os tenistas e até posando para fotos com uma raquete.

Contou que adora o esporte da raquete e da bolinha, apesar de nunca ter jogado. Assiste sempre que está viajando. É fã de Roger Federer, Rafael Nadal, Serena e Venus Williams e de Maria Sharapova.

Reparou como é necessário ter concentração, paciência e estar preparada para “jogar” o seu melhor no final, assim como no salto com vara.

Entre uma entrevista e outra, Fabiana contou que antes de se dedicar ao salto com vara se formou em fisioterapia – é raríssimo ver um atleta que tenha terminado uma universidade.

Como curiosidade disse que uma das coisas mais complicadas quando viaja pelo mundo é levar a vara no avião. Com 4,5m de comprimento, a vara não cabe em todos os aviões, então às vezes para ir de um país a outro, especialmente na Europa, tem que percorrer distâncias maiores, só para poder levar a vara.

Quem cuida de tudo para ela é um empresário na Suécia. Normalmente ela viaja com o sueco e o técnico Élcio. Uma vida solitária, assim como a dos tenistas.

Logo depois que as ferias terminarem, Fabiana inicia a preparação para a temporada 2011. Treina um pouco no Brasil e depois vai para a Europa treinar ao lado da sua maior rival nas competições, a russa Yelena Isinbayeva.

“Quando comecei a saltar o Élcio foi na cara dura conversar com o técnico da Yelena – Vitaly Petrov – e nos aproximamos.”

Fabiana ainda não tem certeza onde treinará. Pode ser na Itália – no Centro Olímpico -, na Espanha ou em Portugal.

Atenciosa e paciente, Fabiana ficou no Paineiras até o início da noite. Premiou os campeões, tirou fotos com todos e além de parabenizá-los, pediu para jogarem sempre com prazer e alegria.

Foi mais uma lição de humildade e profissionalismo que os tenistas do Nike Junior Tour tiveram ao conviver neste domingo com a atleta.

Com finais tão demoradas, em um domingo de chuva em São Paulo, no meio das férias, ela poderia ter ido embora horas antes, mas cumpriu o seu compromisso até o final.  Uma atleta diferenciada. Outros esportistas, com muito menos títulos e status do que Murer, talvez não tivessem se portado como a atleta.

Parabéns aos campeões. Parabéns a Fabiana.

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