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1000 vezes Roger Federer

Roger Federer começou 2015 da mesma maneira que terminou 2014, fazendo história no esporte. Depois de conquistar a inédita Taça Davis no fim do ano, ganhou neste domingo o ATP de Brisbane, marcando a 1000ª vitória da carreira, ao derrotar Milos Raonic por 6/4 6/7 6/4, aos 33 anos de idade.

Só para se ter uma ideia do feito, a última vez que um tenista chegou a 1000 vitórias foi em 1992, há 23 anos (Ivan Lendl).

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1000 é um número marcante e para sempre.

1000 vezes Federer entrou em quadra e venceu

1000 vezes pessoas ao redor do mundo tiveram o privilégio de vê-lo jogar e ganhar

1000 vezes só Jimmy Connors e Ivan Lendl triunfaram

1000 vitórias – a última vez foi em 1992, com Lendl

1000 vitórias – comemoradas ao lado de Rod Laver e Roy Emerson

1000 vitórias – 83 títulos

1000 vitórias – 17 Grand Slams

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Os marcos das 1000 vitórias

1ª vitória – 1998 – ATP Toulouse (1a. rodada) d- Guillaume Raoux

100ª vitória – 2001 – ATP Basel (SF) – d. Julien Boutter

200ª vitória – 2003 – ATP Halle (SF) d. Mikhail Youzhny

300ª vitória – 2004 – US Open (F) – d. Lleyton Hewitt

400ª vitória – 2006 – Australian Open (8as) d. Tommy Haas

500ª vitória – 2007 – Monte Carlo (QF) – d. David Ferrer

600ª vitória – 2008 – US Open (2a. rodada) – d.Thiago Alves

700ª vitória – 2010 – Roland Garros (3a. rodada) – d. Julien Reister

800ª vitória – 2011 – Paris (QF) – d. Juan Monaco

900ª vitória – 2013 – Roland Garros (8as) – d. Gilles Simon

1000ª vitória – 2015 – Brisbane (F) d. Milos Raonic

 

Uma lenda viva do esporte.

Um privilégio que essa lenda viva seja um tenista.

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Antes de enfrentar Monfils em Roland Garros, Gulbis solta o verbo, diz que os tops são chatos e que os tenistas são manipuláveis

Leitura diária obrigatória, o jornal LÉquipe é minha companhia matinal no trajeto de metrô do 11º arrondissement para Roland Garros e hoje, ao ler a entrevista que fizeram com o Gulbis, minha vontade era abrir o laptop no vagão e começar a escrever de lá.

O jornal esportivo francês entrevistou o adversário de Gael Monfils, que não economizou nas palavras, muito menos nos pensamentos. A entrevista é tão forte que tem um aviso aos pais – “palavras explícitas”antes do ping-pong começar.

“Somos facilmente manipuláveis. Não somos acostumados a refletir. A maioria de nós se contenta em jogar Play Station, assistir filmes idiotas e o resto do tempo, em treinar.”

Reproduzo aqui algumas partes da entrevista de Pascal Coville.

Gulbis Latvia

Você tem a reputação de ter boca grande. Isso te cansa?

“Muita gente pensa que sou mimado, rico e arrogante. Mas se me conhecessem, mudariam de ideia. Quando digo algo é porque refleti antes de falar e assume o que digo. Se acham que sou mimado, olhe os jogadores de federações grandes, como os Estados Unidos. Eles sim são mimados. Eles tem tudo. Eu tive a sorte de ter  um pai que trabalhou toda a vida para poder me ajudar.”

Sempre te compararam com o Safin por você falar livremente e de desmontar em quadra…

Ö tênis atual precisa urgentemente de personalidades. Respeito o Roger, Rafa, Djokovic e Murray, mas as entrevistas deles são entediantes. Honestamente, eles são chatos. Vou sempre ao youtube assistir entrevistas e parei de ver as de tênis rapidamente. O Federer que começou essa moda, de super boa imagem, de gentleman suíço perfeito. Repito que respeito o Federer, mas não gosto que os jovens jogadores tentem imitá-lo. Não aguento ouvir “Tive um pouco mais de sucesso nos momentos importantes e por isso ganhei.”O que isso quer dizer? Se eu ganho de alguém, mandei o cara para casa.. Sei de muita gente que gostaria de “mandar o adversário para aquele lugar”

Você arrisca assim a parecer um bad boy

“Não tenho vontade de parecer gentil em quadra. Em quadra é Guerra. Fora da quadra, sem problema algum, Tenho boas relações com a maioria dos jogadores. Gostaria de ver entrevistas como as do boxe.Eles não são os mais brilhantes do mundo, mas quando estão prontos para a batalha eles dão o que o povo quer, a Guerra, o sangue, a emoção.  As pessoas querem ver raquetes sendo quebradas na quadra.

Você tem também uma reputação de festeiro..

“Quando eu saio, saio mesmo. Não quero entrar em detalhes, mas quando faço festa, vou a fundo. Qual o problema de sair com os amigos até as 07h? É normal.

Gulbis x Monfils

Mesmo antes de um jogo?
Isso eu nunca fiz. O que eu fiz de pior foi sair no sábado tendo um jogo na terça. Teve um impacto negativo na minha performance e paguei pela minha estupidez e pelo meu caráter volátil. Mas isso faz parte de outra vida.”

 Em 2010 você ganhou do Federer em Roma e pensávamos que sua carreira deslancharia, mas não foi o que aconteceu.

“Tive 2 chances de deslanchar. A primeira em 2008 quando alcancei as quartas aqui em Roland Garros e em 2010, com a semi em Madri e as quartas em Roma. Espero que a Terceira seja boa.

Em Roland Garros eu era jovem e estúpido, mas jogava muito bem. Fiz um bom jogo depois contra o Nadal em Wimbledon. Tudo foi muito rápido e disse äh isso é muito fácil, não preciso treinar. Vamos fazer festa”

E segui semanas assim. Demorei 6 meses para voltar.

A segunda vez não foi tanto culpa minha. Me machuquei em Roland Garros e tinha que me tratar por um mês, em Tenerife. Os meus amigos vieram e a festa recomeçou. Mais 6 meses para eu reencontrar meu jogo. Dois erros por causa do meu caráter.

Voltando ao jogo, você chegou a pensar em parar de jogar?

“Não porque eu não queria parar com algum arrependimento. Havia ouvido falar muito bem do Gunter Bresnik e fui trabalhar com ele. Decidimos de voltar a jogar como quando eu tinha 15 anos e deixei meu braço encontrar os movimentos sem pensar. Comecei a bater melhor e melhor na bola e reencontrei o gosto até mesmo de treinar.”

Porque você não se junta ao conselho dos jogadores?

Ös jogadores tops que tem falar se querem que alguma coisa muda. Ninguém vai me escutar e além disso, não mudaria nada. O sistema é muito burocrático. Os jogadores tops precisariam estar de acordo em muitos assuntos para fazer as coisas avançarem. Mas, os tops ficam contentes que os menores sejam tratados como merda e não tenham dinheiro para pagar bons técnicos. E os jogadores da grandes federações são controlados por elas. Como pensar em boicotar torneios se mais da metade dos top 100 são controlados por federações?

O que você espera do jogo contra o Monfils? Não vão ser fácil jogar contra ele aqui.

“Difícil foi o meu primeiro jogo (contra o brasileiro Rogério Dutra Silva). Estava muito nervoso. Agora estou mais relaxado.”

Para terminar, quando foi a última vez que você festejou sem limites?

“No dia 1º de novembro… Vodka com leite. Você deveria provar.

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Um pouco de história antes do ATP Finals começar

O Masters é um evento tão especial, um momento do tênis tão diferente dos outros torneios do circuito e com uma lista tão impactante de campeões, de Stan Smith a Roger Federer, que a história dessa competição, que começa nesta 2ª em Londres, deve ser sempre relembrada. E deve ser relembrada a cada ano porque tivemos a felicidade, há 12 anos, de ver um brasileiro, Gustavo Kuerten, erguer o trofeu de campeão (detalhes da conquista aqui)

 

Não tem como uma final de ATP Finals não ser histórica, com um torneio envolvendo apenas os oito melhores da temporada. Aqui vai a lista de todas as finais do Masters, que já rodou o mundo, tendo começado em Tóquio, em 1980, passado muito tempo em NY, viajado para a Europa e Ásia e agora estabelecido em Londres, por onde deve ficar até 2016.  Batalhas entre Boris Becker e Pete Sampras, entre Ivan Lendl e John McEnroe, e outras envolvendo Becker e Edberg, Sampras e Agassi, Lendl e Becker, se tornaram clássicas, ainda mais quando a disputa na final era em 5 sets. Nos últimos anos, desde 2004, o domínio foi total de Roger Federer, com raras exceções como as vitórias de Nalbandian, Djokovic e Davydenko. Será que um novo campeão emergirá da Arena 02 neste ano?

2011 – Londres – Roger Federer d. Jo-Wilfried Tsonga 6/3 6/7(8) 6/3

2010 – Londres – Roger Federer d. Rafael Nadal 6/3 3/6 6/1

2009 – Londres – Nikolay Davydenko d. Juan Martin del Potro 6/3 6/4

2008 – Xangai – Novak Djokovic d. Nikolay Davydenko 6/1 7/5

2007 – Xangai – Roger Federer d. David Ferrer 6/2 6/3 6/2

2006 – Xangai – Roger Federer d. James Blake 6/0 6/3 6/4

2005 – Xangai – David Nalbandian d. Roger Federer 6/7(4) 6/7(11) 6/2 6/1 7/6(3)

2004 – Houston – Roger Federer d. Lleyton Hewitt 6/3 6/2

2003 – Houston – Roger Federer d. Andre Agassi 6/3 6/0 6/4

2002 – Xangai – Lleyton Hewitt d. Juan Carlos Ferrero 7/5 7/5 2/6 2/6 6/4

2001 – Sidney – Lleyton Hewitt d. Sebastien Grosjean 6/3 6/3 6/4

2000 – Lisboa – Gustavo Kuerten d. Andre Agassi 6/4 6/4 6/4

1999 – Hannover – Pete Sampras d. Andre Agassi 6/1 7/5 6/4

1998 – Hannover – Alex Corretja d. Carlos Moyá 3/6 3/6 7/5 6/3 7/5

1997 – Hannover – Pete Sampras d. Yevgeny Kafelnikov 6/3 6/2 6/2

1996 – Hannover – Pete Sampras d. Boris Becker 3/6 7/6(5) 7/6(4) 6/7(11) 6/4

1995 – Frankfurt – Boris Becker d. Michael Chang 7/6(3) 6/0 7/6(5)

1994 – Frankfurt – Pete Sampras d. Boris Becker 4/6 6/3 7/5 6/4 

1993 – Frankfurt – Michael Stich d. Pete Sampras 7/6 2/6 7/6 6/2

1992 – Frankfurt – Boris Becker d. Jim Courier 6/4 6/3 7/5

1991 – Frankfurt  – Pete Sampras d. Jim Courier 3/6 7/6 6/3 6/4

1990 – Frankfurt – Andre Agassi d. Stefan Edberg 5/7 7/6 7/5 6/2

1989 – New York – Stefan Edberg d. Boris Becker 4/6 7/6 6/3 6/1

1988 – New York – Boris Becker d. Ivan Lendl 5/7 7/6 3/6 6/2 7/6

1987 – New York – Ivan Lendl d. Mats Wilander 6/2 6/2 6/3

1986 – New York – Ivan Lendl d. Boris Becker 6/4 6/4 6/4

1985 – New York – Ivan Lendl d. Boris Becker 6/2 7/6 6/3

1984 – New York – John McEnroe d. Ivan Lendl 7/5 6/0 6/4

 

1983 – New York – John McEnroe d. Ivan Lendl 6/3 6/4 6/4

1982 – New York – Ivan Lendl d. John McEnroe 6/4 6/4 6/2

1981 – New York – Ivan Lendl d. Vitas Gerulaitis 6/7 2/6 7/6 6/2 6/4

1980 – New York – Bjorn Borg d. Ivan Lendl 6/4 6/2 6/2

1979 – New York – Bjorn Borg d. Vitas Gerulaitis 6/2 6/2

1978 – New York – John McEnroe d. Arthur Ashe 6/7 6/3 7/5

1977 – New York – Jimmy Connors d. Bjorn Borg 6/4 1/6 6/4

1976 – Texas – Manuel Orantes d. Wojtek Fibak 5/7 7/2 0/6 7/6 6/1

1975 – Estocolmo – Ilie Nastase d. Bjorn Borg 6/2 6/2 6/1

1974 – Melbourne – Guillermo Vilas d. Ilie Nastase 7/6 6/2 3/6 3/6 6/4

1973 – Boston – Ilie Nastase d. Tom Okker 6/3 7/5 4/6 6/3

1972 – Barcelona – Ilie Nastase d. Stan Smith 6/3 6/2 3/6 2/6 6/3

1971 – Paris– Ilie Nastase (soma de resultados)

1970 – Tóquio – Stan Smith (soma de resultados)

 

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