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US Open: Vai começar o Show Slam em New York

O Grand Slam mais agitado da temporada está chegando. Daqui a poucos dias uma multidão de pessoas sairá da linha 7 do metrô, direto em Flushing Meadows para assistir os maiores tenistas do planeta em ação. Roger Federer e Serena Williams, campeões em Cincinnatti, são favoritos?

US Open under the lightsAmbos já venceram o US Open 5 vezes e se acostumaram a jogar em Nova York. Se o Australian Open tem um ambiente relaxado, Roland Garros tem todo aquele glamour, Wimbledon a tradição e a calma, o US Open tem a agitação da Big Apple. Às vezes andar pelo torneio entre uma quadra e outra é como cruzar a Times Square em horário de pico.

São vários os jogadores que confessaram ter uma dificuldade de adaptação ao torneio. Os hotéis oficiais ficam em Mid Town Manhattan, longe do Corona Park. São necessários, no mínimo, 30 minutos de trajeto entre um local e outro, sem trânsito algum. Andar ao redor do hotel para ir a um restaurante ou apenas dar uma voltinha também é agitado. Há sempre diversas pessoas atravessando as ruas, olhando para os seus telefones e com copos de café na mão. Jogar em Flushing Meadows, especialmente nas sessões noturnas, não é para qualquer também.

Federer US Open

As arquibancadas ficam cheias de pessoas que estão indo a um evento. Como nas competições de baseball, basquete, futebol americano, compram seus sanduíches, nachos, cerveja, comem e conversam enquanto Djokovic dispara uma de suas devoluções, ou enquanto Sharapova desfere seus golpes no Arthur Ashe Stadium.

Ficam no jogo até o fim, gritam, aplaudem e entram no jogo à moda nova yorquina, sempre barulhenta.

O US Open, diferente dos outros Grand Slams é um evento de entretenimento. Toda primeira segunda-feira do campeonato há uma cerimônia de abertura pirotécnica; todos os dias à noite, alguém é designado para cantar o hino nacional americano, tudo vira um show. Experiências e atividades para os fãs fora das quadras são inúmeras, em muito mais número do que na Inglaterra, França ou Austrália. Bares de champagne e cerveja se espalham pelo complexo e são cada vez maiores os números de restaurantes e lanchonetes por lá.

O tênis muitas vezes fica em segundo plano.

Para esta edição de 2014 do US Open, as principais atenções estarão voltadas para Novak Djokovic e Roger Federer. O número um do mundo e o suíço que teve os melhores resultados no US Open Series. Djokovic, apesar de não ter jogado bem nos Masters 1000 da América do Norte é sempre favorito.

Campeão em 2012, Andy Murray, assim como Tomas Berdych que não fez um bom “verão” são algumas incógnitas.

Jo-WIlfried Tsonga, campeão em Toronto, diz estar mais preparado e mais forte do que nunca. Vencedor do Australian Open, Stanislas Wawrinka é outro ponto de interrogação desta Grand Slam.

Muitos apostam em um bom resultado de Grigor Dimitrov, semifinalista em Wimbledon.

Ferrer e Milos Raonic também são bons nomes para uma boa campanha em Nova York. Ambos jogaram bem as últimas semanas e podem fazer estrago em Flushing Meadows.

Gael Monfils, Nick Kyrgios, John Isner, Marin Cilic, Feliciano Lopez, entre outros, prometem ser bons coadjuvantes do show.

Entre as mulheres Serena Williams, a campeã do US Open Series, chega como principal favorita. Atual campeã do Grand Slam americano é a sua propria adversária. Não jogou bem na Austrália, na França e na Inglaterra. Serena Williams US Open

Simona Halep, Maria Sharapova, Agnieszka Radwanska, Ana Ivanovic, Petra Kvitova, Caroline Wozniacki (venceu 1 set da americana em Montreal e Cincinnati) podem desafiá-la. Eugenie Bouchard, que fez boa campanha em todos os Grand Slams, mas não foi bem em Montreal e em Cincinnatti, pode se sair bem em Nova York, mas no momento é uma incógnita, assim como Azarenka que ainda não parece recuperada da lesão que a tirou por alguns meses de ação neste ano.

Pennetta, Venus, Petkovic, Makarova, Kuznetsova, Cibulkova, Safarova, entre outras, farão o papel de coadjuvante no show das mulheres em Nova York.

 

fotos de Cynthia Lum

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Mesmo ausente, Nadal é sucesso de vendas no US Open

Rafael Nadal não está em Nova York, aliás está bem longe, em Mallorca, se recuperando de uma lesão no joelho. Mas, nem por isso foi esquecido pelo público. Os produtos que levam o seu nome fazem tanto sucesso no US Open, quanto os do número um do mundo, Roger Federer e que está jogando pelo sexton título em Flushing Meadows.  

 

Fui fazer a minha tradicional visita à loja do torneio e aos quiosques de vendas do US Open e fiquei chocada com o tamanho das filas para entrar na US Open Collection e para chegar perto do balcão do quiosque da Nike.

 

Com medo de mim mesma, saí da sala de imprensa sem carteira. Fui com a câmera e o bloquinho na mão. Foi a desculpa que precisava para conseguir furar a fila.

 

No quiosque da Nike, a fila anda mais rápido. São menos mercadorias. Um lado é dedicado aos tênis e à roupa oficial de jogo de Federer, o maior fica com as camisetas VAMOS RAFA, ADVANTAGE RAFA, e ADVANTAGE, FEDERER ,PERFECT, LOVE RAFA, FED NYC, em todas as suas variações, masculina e feminina; E o outro tem as roupas das mulheres, com destaque para as linhas da Serena Williams e Sharapova.

 

A maior fila, claro, se concentrava na parte das camisetas. Consegui conversar com os vendedores e todos disseram que Nadal estava vendendo tanto quanto Federer e que a ausência do espanhol, não estava influenciando nas vendas e que inclusive alguns tamanhos das camisetas de Nadal já estavam esgotados. Para falar a verdade, vi mais gente pelo torneio usando Vamos Rafa, do que algo do Federer.

Para mim, essas camisetas, que custam entre U$ 30 e U$ 35 (R$ 60 e R$ 70) são a lembrança mais legal do US Open.

Mas, quem sabe um outro dia. Fui, ainda bem, sem carteira. Com um sobrinho chamado Rafael e familiares adeptos do tênis, teria sido o primeiro desfalque do torneio.

 

Consegui sair do meio da multidão – aproximadamente 62.000 pessoas estiveram em Flushing Meadows neste domingo de feriado de Labor Day (dia do trabalho) – fui para a US Open Collection, a mais nova do complexo, embaixo do Heineken Red Star Café.

 

Também tive que dizer que não ia comprar nada para conseguir entrar sem pegar a enorme fila.

 

A entrada da loja é pelas roupas infantis, todas uma gracinha, mas com preços exorbitantes. O bichinho de pelúcia do US Open (U$ 25) custa mais caro do que o da FAO Schwarz (U$ 16).

Até aviãozinho com logo do US Open (U$ 25), by Emirates Airlines e patinho com raquete de tênis (U$ 10) para brincar na banheira, estavam vendendo para as crianças.

 

De lá fui para a sessão feminina. A blusinha que mais gostei, uma sem manga, branca, com um loguinho do US Open, custava U$ 38. E o agasalho, pink com preto, lindo, saía por U$ 110. Esse nem se tivesse trazido a carteira teria levado.

Perguntei para o vendedor que item estava fazendo mais sucesso e ele logo respondeu. As camisetas vermelhas e a com o pôster do US Open, pelo valor de U$ 33. Achei que não fosse ter saída.

 

Os bonés que sempre fazem sucesso, custam ou U$ 29 ou U$ 30.

 

Antes de chegar ao vestuário masculino, passei por uma estante com bolsas, chaveiros, copos, agendas, bloquinhos e encontrei o item mais barato da loja, uma Eco Bag, com o pôster do US Open 2012, por U$ 5.  O chaveiro com a réplica do trofeu do US Open custa U$ 15.

 

Enquanto andava para o lado das camisetas masculinas, me deparei com o item mais caro da loja, uma malinha de viagens ou para levar ao clube, de couro, com o logo do US Open, por U$ 200.

 

Meu item favorito entre as roupas masculinas  foi uma  polo laranja. Mas, acho que nem quando eu voltar com a carteira vou levá-la. Custa U$ 88.  As camisetas masculinas, com desenhos de tênis e NY até que não estavam caras e tinha umas interessantes, por U$ 26. Todas mais baratas que as femininas.

 

Mas, mesmo com esse preço mais barato do que a média de coisas da US Open Collection, fico com VAMOS RAFA ou peRFect.

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