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Aplausos para Feijão, o tenista que mudou o rumo do confronto com a Argentina

O Brasil ainda pode ganhar o confronto. O Brasil ainda pode perder.

Independente do resultado o que ficará marcado para sempre deste confronto entre Brasil e Argentina foi o jogo que acabamos de assistir entre João Souza, o Feijão e Leonardo Mayer, com vitória do hermano por 7-6(4), 7-6(5), 5-7, 5-7, 15-13. Foram 6h42min de jogo, tornando a partida a mais longa da história na Copa Davis e a segunda mais longa do tênis, perdendo apenas para aquele jogo entre Nicolas Mahut e John Isner que teve duração de 11h05min em 2 dias, em Wimbledon.

Fejão épico
Feijão perdia o jogo por 2 sets a 0 e Mayer liderava o 3o. por 4/1 quando começou a virada.

Feijão foi conseguindo minar um pouco o jogo do Mayer e cresceu na partida. Venceu o terceiro set por 7/5 e o quarto pelo mesmo placar.

Já era quase 15h30 quando o 5o. set começou. Depois do 4/4 cada game virou um drama.

Mayer teve match point, Feijão teve break point e assim foi até o final do jogo.

Não dava para saber o que iria acontecer em cada game.

Uma hora Feijão parecia mais inteiro, outra era o argentino.

O portenho tinha match point e Feijão salvava. Sem medo, arriscava e entrava.

Mayer gesticulava, reclamava, encarava outro match point e perdia. Mas, continuava vivo no jogo.

Tão vivo que em certo momento, mesmo já com mais de 6h de jogo, no intervalo chamava a torcida e cantava com os companheiros de equipe.

Coisas que só uma Copa Davis ou um jogo de tanta duração, com torcida por países pode fazer.

No fim, no match point número 11, Mayer venceu. Feijão poderia ter ganhado o jogo. Foi mais um ponto entre os tantos outros do jogo que deu a vitória ao argentino.

Mas, ninguém saiu de cabeça baixa.

Feijão sai de cabeça muito erguida.

Foi ele quem fez a diferença no confronto.

Quando saiu o sorteio que designou a Argentina para enfrentar o Brasil, na primeira rodada do Grupo Mundial, em setembro do ano passado, o país vizinho era mais do que favorito.

Feijão era o 101o. colocado no ranking mundial, estava disputando torneios Challenger no circuito e Bellucci , o 79o. Apesar da vitória contra a Espanha, também terminou o ano jogando torneios da série Challenger.

Como o Brasil iria vencer a Argentina com apenas um jogador no top 100 e a dupla, que é uma das melhores do mundo na Davis com Melo e Soares?

Mas, o ano começou e Feijão trocou o Challenger de São Paulo (não entrou no calendário este ano), que costumava jogar, pelo ATP de Doha. Ganhou uma rodada na chave, foi disputar o qualifying do ATP de Sidney, teve match point para entrar na chave principal e jogou direto o Australian Open.

Veio o Brasil Open e Feijão foi à semifinal. Veio o Rio Open, um ATP 500 e Feijão foi às quartas-de-final.

Ganhou pontos no circuito não jogando torneios Challengers, mas jogando contra tenistas tops, treinando com eles e ganhando muita confiança.

Como resultado viu seu ranking subir para a 75a. posição, a sua melhor da carreira e o colocando como número um do Brasil.

Feijão, que sempre gostou de jogar com este clima de Davis, sempre cresceu com a torcida ou em situações desafiadoras, mudou todo o confronto.

A Argentina que sempre teve uma série de jogadores entre os top 100, teve que se deparar com um jogador estabelecido entre os 100 e muito, muito confiante e ainda amargar com a ausência de Del Potro em quadra e com a decisão do capitão Orsanic, de deixar Juan Monaco de fora.

Com o status de hoje, Feijão está pronto para enfrentar qualquer um dos jogadores argentinos e mostrou isso em quadra.

Foi praticamente o elemento surpresa (para os argentinos) da Davis.

Entrou quase um desconhecido no circuito e saiu como herói.

Dizer que o Brasil parou para assistir o Feijão seria muita presunção, mas que muita gente que não acompanha tênis parou para ver o que estava acontecendo, parou e mundo afora virou comentário em todos os lugares, daqueles que só acontecem quando há algo épico se passando. Feijão ganhou novos fãs, cresceu perante os olhos de todo o mundo e viu muita gente falar de tênis.
Com certeza muitos tenistas mirins escolheram um novo nome para ídolo e ele se chama João Souza, Feijão.

 

Foto: Cristiano Andujar

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Gira Sul-Americana termina em alta com vitória de Nadal

A gira de torneios da ATP pela América do Sul terminou neste domingo com o maior dos campeões do saibro da atualidade, conquistando o título em Buenos Aires. Rafael Nadal venceu Juan Monaco na final do Argentina Open para erguer o 65 trofeu da carreira.

Com a vitória de Nadal no Buenos Aires Lawn Tennis Club, a Gira termina em alta.

Nadal em Buenos Aires

Mesmo sem grandes estrelas no circuito, além de Nadal, que optem por deixar os petrodólares de Dubai de lado ou as quadras rápidas da Europa, Estados Unidos e até mesmo de Acapulco, que já chegou a integrar a Gira, o tour da América do Sul cumpriu o seu papel.

Os fãs, com poucas exceções (São Paulo foi aparentemente dos menos cheios), encheram as arquibancadas de Quito a Buenos Aires. Tênis foi televisionado por horas e horas diariamente nos respectivos países, sem falar da exposição da região para o resto do mundo. E os tenistas latinos aproveitaram a chance única no ano de jogar por aqui e no saibro, para subirem no ranking. Espanhóis e latino-americanos brilharam nas quadras de Quito, São Paulo, Rio de Janeiro e Buenos Aires.

A gira começou em Quito, marcando o primeiro título de Victor Estrella Burgos, da República Dominicana, no circuito. Ganhou de Feliciano Lopez na final. Ele e Fernando Verdasco eram as grandes atrações no Equador.

A chave ainda contou com o bom resultado de Thomaz Bellucci, que foi à semifinal e de João Souza, o Feijão disputando a sua primeira final nas duplas. Jogou com Burgos e perdeu para Kretschmer e Satschko 7/5 7/6(3).

O Brasil Open viu Feijão alcançar o melhor resultado da carreira e chegar à semifinal. O colombiano Santiago Giraldo também foi à semi no Ibirapuera. O uruguaio Pablo Cuevas foi o grande campeão, derrotando a surpresa italiana, Luca Vanni na final.

Ainda teve Marcelo Melo na semi de duplas e os colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah ganhando nas duplas.

O Rio Open consagrou o espanhol David Ferrer, conquistando o 23o. título da carreira., diante de Fabio Fognini. Nadal, a grande atração, foi até a semifinal. Feijão continuou brilhando e foi quadrifinalista na cidade que escolheu para viver.

O austríaco Hauder Maurer, que eliminou Feijão, foi o único não latino nas quartas no Rio.

Bruno Soares foi o melhor duplista do Brasil, chegando à semi.

E ainda teve as mulheres no Rio Open. Gabriela Cé venceu o seu primeiro jogo na chave de um WTA e Bia Maia foi às quartas-de-final, tendo 3 match points contra a eventual campeã, Sara Errani.

 

Em Buenos Aires, a final dos sonhos para qualquer diretor de torneio. A grande estrela, Nadal, e o jogador local, Juan Monaco. Vitória de Nadal. 11argentinos na chave principal e 2 na semi. O torneio que ficou na ingrata data que era de São Paulo, conseguiu se recuperar.

 

Quadro de campeões

Gira Sul-Americana

 

ATP Quito

Victor Estrella Burgos(DOM) d. Feliciano Lopez (ESP) 6/2 6/7(5) 7/6(5)

Kretschmer /Satschko d. Souza/Estrella Burgos 7/6 7/6(3)

 

Brasil Open

Pablo Cuevas (URU) d. Lucas Vanni (ITA) 6/4 3/6 7/6(4)

Cabal/Farah d. Lorenzi/Schwartzmann 6/4 6/2

 

Rio Open

David Ferrer (ESP) d. Fabio Fognini (ITA) 6/2 6/3

Klizan/Oswald d. Andujar/Marach 7/6(3) 6/4

 

Sara Errani (ITA) d. Anna Schmiedlova (SVK) 7/6(2) 6/1

Bonaventura/Peterson d. Begu/Irigoyen 3/0 des.

 

Argentina Open

Rafael Nadal (ESP) d. Juan Monaco (ARG) 6/4 6/1

Sá/Nieminen d. Andujar/Marach 4/6 6/4 10-7

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