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Um dia antes da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Olímpicos de Londres, um pouco de história

Quando estive em Wimbledon, no ano passado, tive a honra de me encontrar e conversar com um dos maiores historiadores do tênis, Alan Little. Como agradecimento pela visita à biblioteca de Wimbledon e a entrega de uma série de números da Tennis View para ficarem no arquivo britânico, ele me deu um livro autografado, que havia lançado há pouco, Tennis and The Olympic Games.  Claro que não dei muita atenção ao material, até esta semana.

Comecei a ler toda a pesquisa que o Mr. Little fez e apesar de saber que não houve tênis nas Olimpíadas por 60 anos, de 1924 até 1984, não podia imaginar que as causas foram falta de estrutura, má organização, relacionamentos fracos entre o Comitê Olímpico e as organizações dos campeonatos de tênis.

 

Aparentemente, desde a inserção do tênis nos Jogos Olímpicos, desde a primeira edição em 1863, ao lado de outros 12 esportes, a edição mais bem organizada até então, foi a de 1912, na Suécia. O Rei Gustav V incentivou a disputa do tênis, a cidade de Estocolmo se envolveu com a competição e todos os jogos estavam lotados, diferente dos jogos anteriores, em Londres, praticamente esvaziado.

 

Já em 1920, em Antuérpia, o tênis participou das Olimpíadas, mas sem o mesmo incentive que teve na Suécia. Apesar do número grande de participantes, a organização foi pobre, escreveu o Sr. De Little.

 

Quatro anos mais tarde, nos Jogos de Paris, houve mais do que o dobro do número de participantes do que na edição de Antuérpia, a organização foi pior ainda.

 

Segundo o relato do pesquisador, quando os jogadores chegaram para os jogos, as arquibancadas não estavam prontas e as quadras e os vestiários eram primitivos. O vestiário feminino tinha apenas um chuveiro e o masculino ficava a 1km das quadras. O relato continua, com informações dos jogadores estressados, os juízes sofrendo com as atitudes dos atletas e o espírito olímpico longe do ideal.

 

Tentaram encontrar um culpado para a organização falha, mas as pessoas designadas pelo Comitê Olímpico Internacional para organizar o torneio, não tinham experiência e a International Lawn Tennis Federation, não podia se envolver.

A questão levou a discussões e as duas entidades se distanciaram, deixando o tênis ausente dos jogos.

 

O que ninguém imaginava é que demoraria mais 60 anos para o tênis voltar a integrar as Olimpíadas.

 

Mesmo não tendo o mesmo apelo do que um atletismo, ou uma natação, sendo um esporte tão global, é difícil mesmo pensar nos Jogos Olímpicos sem tênis.

 

Neste período de 60 anos, o Movimento Olímpico só crescia, aumentando a participação de países e competidores.

Por volta de 1963 tentaram colocar de volta o tênis nos Jogos Olímpicos. O assunto foi tema de assembleias, mas a época coincidia com a Era Aberta do Tênis e demorou mais 21 anos para o esporte voltar a fazer parte dos Jogos.

 

Com 6000 espectadores, em Los Angeles, o tênis voltou à competição criada pelo Barão de Coubertin, como um esporte exibição. Stefan Edberg e Steffi Graf saíram vencedores e já nas Olimpíadas seguintes, em Seul, tênis virava novamente esporte oficial olímpico.

 

De 1988 para cá houve uma série de mudanças nos quesitos de classificação, chaves, cabeças-de-chave, formato, entre outros.

Para mim, a mais significativa delas foi em Sidney, no ano 2000, quando a competição passou a dar pontos no ranking mundial.

 

A novidade para estes Jogos Olímpicos que começam nesta sexta, em Londres, com a cerimônia de abertura é a entrada da chave de duplas mistas.

Mas, é para apenas 16 duplas e só para os tenistas que já estão participando nas chaves de simples e / ou duplas. Ou seja, pode ser melhorada.

Como um colega observou recentemente, com apenas três jogos nessa chave de 16 duplas, dá para conquistar medalha. Muito pouco para o valor que tem uma medalha olímpica.

 

O Brasil, que quase ficou fora destes Jogos de Londres, disputa em Wimbledon, com Thomaz Bellucci, André Sá, Marcelo Melo e Bruno Soares, a sua sexta olimpíada consecutiva.

 

Abaixo reproduzo uma parte da material da jornalista Fabiana Oliveira, publicada na edição 118 da Tennis View, com a participação dos brasileiros nos Jogos Olímpicos. Até hoje, Fernando Meligeni foi quem fez a melhor campanha olímpica.

 

Meligeni, o Melhor Brasileiro Até o Momento

O brasileiro com melhor desempenho na história dos Jogos Olímpicos foi Fernando Meligeni, que ficou com a quarta colocação na disputa de Atlanta, após perder na semifinal para o espanhol Sergi Bruguera e na disputa pelo bronze para o indiano Leander Paes. Outros 15 tenistas do nosso País também marcaram seus nomes no evento: André Sá, Andréa Vieira, Cláudia Chabalgoity, Flávio Saretta, Gisele Miró, Gustavo Kuerten, Jaime Oncins, Joana Cortez, Luiz Mattar, Marcelo Melo, Miriam D’Agostini, Marcos Daniel, Ricardo Acioly, Thomaz Bellucci e Vanessa Menga.

 

Campanha dos Brasileiros

 

2008 – Pequim

–       Bellucci e Daniel perderam na estreia de simples, respectivamente para e Benneteau

–       Melo e Sá vencem Berdych e Stepanek e perdem para Bhuphati e Paes

 

2004 – Atenas

–       Guga perdeu na estreia de simples para Massu, que se tornaria campeão do evento

–       Saretta perdeu na estreia para Roddick

–       Sá, ao lado de Saretta venceram Nadal e Moyá na estreia, perdendo em seguida para Black e Ullyett

 

2000 – Sidney

–       Guga vence Pognon, Schuettler e Ljubicic, parando a um jogo da disputa de medalha diante de Kafelnikov, que mais tarde conquistaria o ouro

–       Cortez e Menga vencem chinesas N.Li e T.Li na estreia mas perdem para Marosi e Mandula na segunda rodada.

–       Guga e Oncins caíram na estreia de duplas diante dos campeões canadenses Nestor e Laureau

 

1996 – Atlanta

–       Meligeni vence Pescosolido, A. Costa, Philippoussis, Olhovskiy, perde para Bruguera na semi e disputa medalha de bronze com Paes, que acaba subindo ao pódio

–       D’Agostini e Menga perderam na estreia de duplas para Zvereva e Barabanschikova

 

1992 – Barcelona

–       Oncins vence Muskatirovic, Chang, Koevermans e para nas quartas diante de Cherkasov foi quadrifinalista em simples

–       Vieira e Chabalgoity vencem suecas na estreia e perdem para McQuillan e Provis, da Australia na segunda fase

–       Mattar caiu na primeira rodada de simples, para Haarhuis, e de duplas, ao lado de Oncins, para Sanchez e Casal

 

1988 – Seul

–       Acioly e Mattar chegaram à segunda rodada da chave de duplas, parando diante dos franceses Forget e Leconte

–       Miró venceu vence canadense Kelesi na 1ª rodada e para na sequência diante de Maleeva

–       Mattar caiu na primeira rodada de simples para Masur

 

 

 

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De Thomaz Koch a Saretta, tenistas relembram momentos históricos no PAN

O Brasil tem tem uma riquíssima história nos Jogos Pan-Americanos, com muitas medalhas e conquistas que marcaram a vida dos tenistas e jogos que entraram para a história do nosso País, como a final do Pan de Santo Domingo com Fernando Meligeni vencendo Marcelo Rios

A conquista de medalhas no entanto data de bem antes do que o ouro de Meligeni em 2003. Desde os tempos de Maria Esther o Brasil já tinha tradição no tênis.

Tennis View, desde o começo do ano, vem fazendo uma série de matérias especiais para resgatar a história de medalhistas como Dadá Vieira, Patrícia Medrado, Marcelo Saliola, Nelson Aerts, João Soares, Thomaz Koch – o maior medalhista de todos – Luciana Tella, Gisele Miró, Flávio Saretta, Joana Cortez, entre muitos outros.

Enquanto João Souza, Rogerinho Dutra Silva, Ricardo Mello, Teliana Pereira, Vivian Segnini e Ana Clara Duarte tentam manter a tradição do Brasil, em Guadalajara, nesta semana, reproduzo aqui parte do material feito por Fabiana de Oliveira, Leonardo Stavale e Edgar Lepri, na Tennis View, com memórias do Pan!

 

 

De Thomaz Koch a Saretta, medalhistas relembram as conquistas no PAN

 

Thomaz Koch

“Os Jogos Pan-Americanos, a Copa Davis e os torneios de Grand Slam, são as emoções mais fortes, mais marcantes na minha carreira tenística. Participando dos Jogos Pan-Americanos, pude sentir pela primeira vez que o esporte tem uma linguagem comum. A convivência com os outros atletas, principalmente do basquete, futebol, box e atletismo, tudo é uma coisa só, mesma adrenalina. Preparação antes dos jogos, nervosismo, black out mental em alguns durante a prova, etc. Para mim, foi uma constatação maravilhosa poder ver com os olhos de esportista qualquer evento e ter a noção de como esse ou aquele atleta estava sentindo durante a prova, o porque de uma reação assim ou assado.
Em segundo lugar, vencer o torneio com a torcida brasileira, atletas do basquete liderados pelo Amauri e outros esportes, dando a maior força na vitória contra Arthur Ashe em Winnipeg, Canadá. Na época, comparavam com Cassius Clay – ainda não era Muhammad Ali -. E, de bandeja, ainda venci a dupla com Mandarino, meu parceiro de tantas batalhas. E ainda teve a participação como técnico em dois Pans-Americanos, com os tenistas Fernando Roese, Gisele Miró, Neco Aerts, Patrícia Medrado, Marcelo Saliola, Claudia Chabalgoity, Andréa Vieira. Foi muito legal. Tenho excelentes lembranças e saudades dos Pan-Americanos. A melhor lembrança que tenho é comemorando as vitórias no tênis, basquete e futebol, com os respectivos técnicos após a vitória final nos três esportes”.

Ouro em simples e duplas em Winnipeg 67

 

 

 

 

 

 

 

 

 

André Sá

“A medalha no Pan significou muito, pessoal e profissionalmente. Ganhar uma medalha numa competição tão importante mostra que você está fazendo as coisas certas e chegando aos seus objetivos. Essa medalha de ouro me deu muita confiança para acreditar que poderia competir contra os melhores. Foi um momento muito especial na minha carreira. O melhor foi escutar o Hino Nacional e levantar a bandeira do Brasil”.

Ouro nas duplas em Winnipeg 99

 

Gisele Miró

“A medalha de ouro no Pan foi meu resultado mais importante, até mesmo pela repercussão que teve. Graças ao título no Pan de Indianápolis, sou lembrada até hoje. As lembranças são muitas e todas boas. Fui a mais jovem integrante da delegação brasileira em Caracas, com 14 anos. Quatro anos mais tarde, conquistei a medalha de ouro e a de bronze ao lado do Fernando Roese, em Indianápolis. Subir no pódio e ouvir o Hino Nacional é uma experiência indescritível. Também fiz muitos amigos, em diversos esportes. Todas as noites nos reuníamos na Vila para saber dos resultados. Sempre que possível, pegava carona no ônibus das delegações para ir torcer pelo vôlei, basquete, natação, futebol, atletismo e ginástica. Muitos atletas também foram torcer por mim. Tafarel, Romário e Bebeto viviam me pedindo bolinhas de tênis e até cheguei a ir treinar junto com a equipe feminina de vôlei. No ano seguinte, ganhei um torneio da WTA na Itália e o Oscar [Schmidt], que jogava basquete na cidade, foi quem me entregou o troféu”.

Ouro em simples e bronze em duplas em Indianápolis

 

Vanessa Menga

“A medalha nos Jogos Pan-Americanos significou tudo na minha vida e na minha carreira. Foi uma das conquistas mais importantes e emocionantes. A melhor lembrança foi da vitória, ouvir o Hino Brasileiro, ver a bandeira ser estiada e receber a medalha de ouro no topo do pódio”.

Ouro em simples em Winnipeg 99

 

Fernando Meligeni

“A medalha no Pan foi o encerramento de uma carreira com chave de ouro. Tinha o sonho de jogar o Pan e nada melhor do que jogar e vencer. Foi a oportunidade de dar ao Brasil um título e uma medalha no esporte que eu tanto amo. Tenho muitas lembranças da competição. O dia a dia na Vila é sensacional. A final, sem dúvida, foi um marco na minha carreira”.

Ouro em simples em Santo Domingo

 

Joana Cortez

“A primeira medalha de ouro, em Winnipeg (1999) foi, sem dúvida, o momento mais importante da minha carreira. Estava começando a disputar o Circuito Profissional e sempre sonhava em participar de competições representando o Brasil, como Fed Cup, Pan e Olimpíadas. Foi um momento único jogar ao lado da Vanessa Menga. O ambiente dos Jogos Pan-Americanos é maravilhoso. Lembro-me de ter disputado uma final emocionante contra as chilenas, contando com o apoio da torcida e também de atletas brasileiros de outras modalidades. Ganhar a medalha de ouro e ouvir o Hino Nacional foi, sem dúvida, inesquecível”.

Ouro nas duplas em Winnipeg 99 e Santo Domingo e bronze nas duplas no Rio

 

Luciana Tella

“A medalha dos Jogos significou pra mim algo diferente, melhor do que qualquer troféu que tenho em casa. Acho que desperta na gente uma sensação especial de estar defendendo o País e um sentimento muito gostoso, que não tem preço. Saber que aquela medalha conta pontos para o nosso País é muito bom. O clima, as amizades, tudo é muito especial e diferente do que um torneio comum. Subir ao pódio é maravilhoso. A minha melhor lembrança é de quando jogamos a semifinal em Mar del Plata, contra a Argentina, e lá estavam todos os nadadores da seleção brasileira. Eles gritavam muito, era de arrepiar. Isso não acontece em nenhum torneio. Lembro-me do Xuxa gritando e aí consegui entender a importância daquele jogo. São lembranças lindas”.

Bronze nas duplas e por equipes em Mar Del Plata

 

Patrícia Medrado

“A medalha de prata do Pan do México foi a conquista que mais orgulho me trouxe. Apesar de ter perdido na final, subir ao pódio representando um país é uma sensação insuperável. Teve o sabor do inesperado, uma vez que eu não constava na lista das favoritas. Também representou uma  superação, pois, na década de 70, ser baiana e jogar tênis não era uma combinação de sucesso. A grande surpresa aconteceu na semifinal, quando venci em dois sets uma tenista americana [Sandy Step], que havia me derrotado na primeira fase do torneio. Outra grande lembrança foi o meu retorno ao Brasil e o carinho que recebi de todos, culminando com uma volta olímpica na Fonte Nova [antigo estádio de futebol de Salvador], mostrando a medalha,  em dia de clássico, juntamente com o futebolísta baiano Leguelé que também havia trazido uma medalha para o esporte baiano”.

Prata em simples na Cidade do México

 

Marcelo Saliola

“É sempre uma honra defender o país, independente da conquista de medalhas. No meu caso, que conquistei ouro e bronze, foi ainda mais satisfatório. Essa conquista é uma coisa que ninguém tira de você, e você lembra pra sempre. A melhor lembrança que tenho foi na final por equipes, quando o Neco e eu enfrentávamos a equipe de Porto Rico. Vencemos no terceiro set por 7/6. Lembro que na arquibancada estavam integrantes das equipes de basquete, atletismo e natação e eles invadiram a quadra para comemorar com a gente”.

Bronze em simples e ouro por equipes em Havana

 

Nelson Aerts

“Participei de duas edições do Pan, em Indianápolis e em Cuba. O tênis tem um problema sério: é um esporte muito individualista, ele não cria no atleta, desde pequeno, a cultura de defender o seu clube, por exemplo. No Pan e nas Olimpíadas é a oportunidade que temos de nos aproximar de outros esportes, ver que outros esportistas passam pelas mesmas dificuldades que nós. Atletas de outras modalidades são mais acostumados a se posicionares ao lado de entidades esportivas, então participar de eventos como esses faz com que o tenista abra sua visão. É um ganho inacreditável. Você representa seu país, se integra com outros atletas, compete em equipe. Só quem foi consegue ter um entendimento maior da importância do esporte, entendendo que ele pode mobilizar um país. Tive a oportunidade de jogar em Cuba, que é referencia mundial ao desenvolver pessoas por meio do esporte e da educação. Vi que lá o esporte é capaz de transformar uma ilhazinha em um país respeitado por seus atletas. Foi um aprendizado muito grande. Tenho duas lembranças boas: em Cuba, a dedicação e entrega do Saliola e do Kyriakos, que eram mais jovens e suportaram bem a pressão; e nas duas edições do Pan, as amizades geradas com pessoas que até em tão não tinha contato e ficaram pra sempre”.

Ouro por equipes em Havana

 

João Soares

“Foi muito legal. Joguei com João Carlos Schmidt [Filho], tivemos três match points no tiebreak, contra os Estados Unidos. Lembro que no 6/5 o Schmidt disse: ‘eu vou sacar e você cruza’. Eu não cruzei e nós acabamos perdendo o jogo e a oportunidade de ganhar a medalha de ouro. Ah, se eu pudesse voltar atrás seria ótimo. Mas, a dupla dos Estados Unidos era muito boa, já jogavam tênis profissional. Eu estava no tênis universitário. Foi muito legal ganhar uma medalha e estar ao lado de atletas de diversas modalidades”.

Bronze nas duplas na Cidade do México

 

Teliana Pereira

“Ter a oportunidade de jogar o Pan-Americano no Brasil e trazer uma medalha para casa foi algo que vai ficar marcado pra sempre. Guardo essa medalha com muito carinho, me dá motivação pra melhorar a cada dia. Com certeza, a melhor lembrança da disputa foi subir no pódio, receber uma medalha e ouvir o Hino Nacional.”

Bronze nas duplas no Rio

 

Andréa Vieira

“O Pan foi uma experiência única. Estive em Cuba e Mar Del Plata. O tênis é um esporte individual, então é uma experiência nova para nós que estamos sempre viajando sozinhos. Pude conhecer a rotina dos atletas que praticam esportes coletivos. Nos sentíamos mais seguros por sermos integrantes de uma equipe, é muito motivante. O complexo de tênis era perto da Vila, então queríamos ganhar para que todos pudessem ouvir o Hino Nacional sendo tocado para nós. É um privilégio estar em uma competições dessa, não tem dinheiro que compre a sensação de estar lá. Acredito que os tenistas só sentem algo igual quando estão na Davis ou Fed Cup, porque é quando todos estão com o sangue quente pelo país. Pra se ter uma ideia, eu cheguei à terceira rodada de Roland Garros e a repercussão não foi a mesma das conquistas no Pan”.

Ouro por equipes em Havana e Bronze por equipes e nas duplas em Mar del Plata

 

Miriam D’Agostini

“Eu ganhei a medalha de bronze por equipe nos Jogos Pan-americanos de Mar del Plata. Eu era bem jovem, tinha 15 anos e foi muito emocionanete subir ao pódio e receber a medalha. O mais bacana foi vivenciar pela primeira vez o clima dos Jogos Pan-americanos, conviver com os outros atletas brasileiros na Vila e poder acompanhar outras modalidades esportivas. Dentro da quadra, minha melhor lembrança foi a disputa da dupla mista ao lado do Márcio Carlsson. Apesar de não termos levado uma medalha, foi ótima a experiência.”

Bronze por equipes em Mar del Plata

 

Flávio Saretta 

“O Pan foi muito importante pra mim. Foi minha última vitória como profissional e praticamente a última competição que disputei, porque logo depois eu me lesionei. Foi especial por ter sido no Brasil e por valer uma medalha, que é algo super diferente para um tenista. Minha melhor lembrança são os vários match points que eu salvei: foram dois na semifinal contra o Schwank e dois na final [contra Adrián García]”.

Ouro em simples no Rio

Os brasileiros medalhistas Pan-Americanos

Cidade do México 1955
Bronze
Ingrid Charlotte Metzer/Maria Esther Bueno

São Paulo 1963
Ouro
Roland Barnes
Maria Esther Bueno
Bronze
Carlos Fernandes/ Roland Barnes

Winnipeg 1967
Ouro
Thomaz Koch
Thomaz Koch/Edson Mandarino

Cidade do México 1975
Prata
Patrícia Medrado
Maria Cristina Andrade/Wanda Bustamente Ferraz

João Soares

Indianópolis 1987
Ouro
Fernando Roese
Gisele Miró

Havana 1991
Ouro

Nelson Aerts, Marcelo Saliola, William Kyriakos Cláudia Chabalgoity  Andréa Vieira
Bronze
Marcelo Saliola
Andrea Vieira

Mar del Plata 1995
Bronze

Andrea Vieira, Luciana Tella, Miriam D’Agostini  e Vanessa Menga
Andrea Vieira/Luciana Tella

Winnipeg 1999
Ouro
Joana Cortez/Vanessa Menga
André Sá/Paulo Taicher
Bronze
Paulo Taicher

Santo Domingo 2003
Ouro
Fernando Meligeni
Bruna Colósio/Joana Cortez

Rio de Janeiro 2007
Ouro
Flávio Saretta
Bronze
Teliana Pereira/Joana Cortez

 

 

 

 

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A reciclagem é um caminho sem volta. Iniciativas sustentáveis aumentam nos eventos.

Tenho andada afastada do meu blog, por pura falta de tempo e inspiração também. Escrever por escrever, não é o meu caso. E quando aculumamos funções de mais, acaba faltando tempo para sentar, pensar, se inspirer, escrever.

Mas, nesta semana, na Tetra Pak Tennis Cup, em Campinas, encontrei o momento e a inspiração.

Desde o começo do ano venho trabalhando com o Tião Santos, os catadores de recicláveis, entrando em um novo mundo e em todo evento de esporte ou não que tenho alguma participação venho tentando incluir cada vez alguma ação sustentável.  Fizemos algumas ações nos últimos eventos da Try Sports, em Campos do Jordão – MasterCard Tennis Cup e no Itaú Masters Tour.  Participamos com a Rede Extraordinária da Coleta Seletiva do Back2Black e do ART RUA.

Agora, na Tetra Pak Tennis Cup, conseguimos montar diversas ações que saíram do papel e vieram para ficar.

Sinto orgulho de fazer parte desta estrutura e de ter conseguindo com o pessoal da Tetra Pak todas essas iniciativas.

Os jogadores todos se surpreendem com a água embalada em caixinha tetra pak – assim é 100% reciclável – e com as ações pela Sociedade Hípica de Campinas.

Fernando Meligeni, em visita ao torneio, participou da campanha para entrega voluntária de recicláveis, em um PEV (posto de entrega) que ficará na Hípica, permanentemente.

São novos tempos e cada vez mais empresas estão entendendo que a reciclagem veio para ficar. É um caminho sem volta e benéfico. Simples ações que fazem e muito a diferença.

 

  • Sociedade Hípica de Campinas – PEV (Posto de Entrega Voluntária) durante e depois do evento
  • Campanha para reciclagem dos tubos de bolas de tênis de plástico e metal
  • Água do evento, inclusive para os tenistas, em embalagem Tetra Pak
  • Lonas serão recicladas
  • Bolas usadas doadas para projeto social
  • Papelaria do evento com papel e caneta reciclável
  • Cooperativa Reciclar coleta  papel, papelão, vidro e latas
  • Cooperativa Eu Reciclo recolhe para reciclaro óleo da cozinha do evento
  • Demonstração do processo de reciclagem das embalagens Tetra Pak
  • Exibição do filme “Carbono e Metano”
  • Separação dos aneis das latinhas de refrigerante para o projeto FRATO SOCIAL – transforma os mesmos em cadeiras de roda.

 

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Soccerex no Rio também teve participação de tenista

Voltei do Rio depois de cinco dias de Soccerex, o chamado maior evento de futebol business do mundo. Com uma arena na praia em Copacabana e uma estrutura toda montada no Forte, ambas com duas passarelas ligando aos hotéis Copacabana Palace e Sofitel, muitas ações de networking, conferências, painéis, palestras, happy hours e homenagens aos ídolos do futebol, principalmente os do passado, aconteceram por lá

Tive a grande oportunidade de passar um bom tempo com o Eusébio e ouvir riquíssimas histórias dos seus tempos de “rivalidade em campo,” com o Pelé e da vida nos Estados Unidos, quando o Rei jogava no Cosmos e ele em Boston.

A Soccerex deve ter sido o primeiro dos grandes eventos esportivos internacionais que aparecerão no Brasil até 2016.

Entre tantos jogadores de futebol, novos contatos, outros esportistas, novas formas de trabalho, etc, uma figura conhecida apareceu por lá. Fernando Meligeni, com Lars Grael e Robson Caetano, passou o dia ontem no evento com a Special Olympics.

Muito bom para o tênis ter um atleta envolvido no gigantesco mundo do futebol.

Além dele, Justine Henin, não ela não esteve por aqui, foi destaque no stand da candidatura da Bélgica e da Holanda para sediar a Copa depois do Brasil (Holland Belgium Bid 2018 – 2022), como embaixadora da candidatura.

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Leandro, o garoto xingado por Cabral e desencorajado a praticar tênis, “esporte de burguês” pelo nosso Presidente Lula, comprou as próprias raquetes

O vídeo em que o Presidente Lula desencoraja o garoto Leandro dos Santos a praticar o esporte que tanto gosta, o nosso esporte, o tênis, ao lado de Sérgio Cabral, na favela Manguinhos, no Rio de Janeiro, continua dando o que falar.

Soube do vídeo há quase uma semana, através do twitter do Fernando Meligeni e assim como ele e muitos que fazem o esporte no Brasil, fiquei indignada.

Ter feito um post há dois dias sobre projetos sociais ligados ao tênis foi coincidência, mas me deixou pensativa e me fez dizer de boca cheia novamente que um dos maiores benefícios que o Guga trouxe para o País, ao ganhar Roland Garros pela primeira vez foi o número de projetos sociais ligados ao tênis que surgiram no Brasil.

Com a Tennis View, a cada edição publicamos uma matéria sobre um deles. São 60, 200, 1000 crianças beneficiadas em cada projeto, das mais diferentes regiões do País, às vezes mais, às vezes menos. Já tentei fazer uma lista com todos os projetos sociais ligados ao tênis no País, mas ainda não consegui. Gostaria de saber quantas mil crianças tem uma vida melhor por causa do esporte que o Presidente chamou de burguês.

Fui lendo, confesso que pouco, não tanto o quanto gostaria, sobre o caso da favela ao longo da semana e hoje o Estado de S.Paulo publicou uma matéria com o menino do vídeo – vídeo foi gravado no fim de 2009 – Leandro dos Santos e o que mais me surpreendeu foi o que o garoto gosta tanto de tênis que COMPROU as raquetes que tem em uma feira. Não foi nenhum projeto social que o ajudou. Imagina se estivesse sendo ajudado.

Ainda não tenho mas pretendo conseguir o contato da Manguinhos para divulgar. Felizmente no tênis, sempre tem gente querendo ajudar.

Abaixo a reprodução da matéria de Gabriela Moreira, no Estadão desta sexta-feira, 13 de agosto.

Estado de S.Paulo - 13/08/2010


Na rede
‘EU GOSTO É DE TÊNIS MESMO’
Vídeo em que um jovem de favela pede a Lula uma quadra e é
xingado pelo governador do Rio ganha repercussão na web

Um vídeo gravado por um adolescente da fa- vela Mandela de Pedra, na zona norte do
Rio , está causando polêmica na comunidade. Parte dos moradores acha que a repercussão das imagens pode prejudi car as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Essa repercussão atrapalha os projetos que o cara traz para a comunidade”, disse um deles, sem explicar se o “cara” era o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou o governador Sérgio Cabral.
Visto até ontem por quase 500 mil visitantes, no YouTube, o vídeo, de 74 segundos, mostra o jovem Leandro dos Santos de Paula, de 18 anos, fazendo perguntas a Lula e ao governador na área conhecida como os apartamentos do PAC em Manguinhos
– uma favela vizinha à Mandela.
Na gravação, Leandro, que está concluindo o ensino médio, pergunta a Lula por que ele não constrói uma quadra de tênis na favela. O presidente responde que considera tênis esporte da burguesia e o aconselha a praticar natação na piscina construída pelo PAC. O rapaz diz que a piscina está fechada – e Cabral entra na conversa, com providências para que o local seja aberto. Leandro comenta, então: “Eu gosto de tênis, mesmo. Jogo aqui
na rua com estas raquetes que comprei na feira. São usadas, mas dá para jogar”. Depois de
mandar que a piscina seja reaberta, o governador o chama de “otário”, “sacana” e “ma-
landro”. “Eu acordo todos os dias com o caveirão (blindado da polícia) na minha porta”, comenta Leandro .
Nascido numa das áreas mais pobres do Rio, Leandro já correu outras vezes atrás de
Lula em busca de soluções para seus problemas. No ano passado, quando o Brasil foi esco-
lhido para a Olimpíada, ele esteve numa cerimônia no Copacabana Palace e conseguiu fa-
zer Lula sair da comitiva para ouvi-lo. “Gritei tanto que ele desceu do carro e veio falar comigo. Pedi a reforma da minha escola, que estava em estado muito ruim.” Agora, a reforma “está devagar, mas estão fazendo alguma coisa”.
Leandro também persegue Cabral em busca de uma pedido não atendido: “Ele prome-
teu um laptop, e não deu. Vou atrás dele até ganhar”. Após o vídeo, ele recebeu uma visita:
“Veio uma pessoa aqui e disse que a piscina já estava funcionando, mas não falou nada do
computador”.
O vídeo foi gravado em dezembro e postado no último fim de semana por Ricardo Ga-
ma, filiado ao PR do Rio e aliado do ex-governador Anthony Garotinho.

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Os meus best sellers na literatura do tênis. Agassi, Serena, Sampras, Seles, Ashe, McEnroe…

Uma troca de mensagens no Twitter, na tarde desta quarta-feira, me fez pensar em livros.

A questão se referia aos livros das irmãs Williams.

Fã de livros, ainda mais de autobiografias, na hora respondi que o da Serena valia a pena ler.

O da Venus, Come to Win: Business Leaders, Artists, Doctors, and Other Visionaries on How Sports Can Help You Top Your Profession ainda não li. Quando vi o título pela primeira vez pensei se tratar de um daqueles livros chatos, com muita auto-ajuda, mas lendo algumas páginas, disponíveis nos sites internacionais de livrarias virtuais, está me parecendo muito mais um exemplo de como o esporte pode mesmo te ajudar na vida. Há depoimentos inclusive do ex-presidente norte-americano Bill Clinton.

Bem diferente do livro da Serena – aliás, difícil as irmãs fazerem coisas iguais, estão sempre juntas, mas se diferenciando uma da outra -, que é uma autobiografia.

Fiquei pensando no que me atraiu no livro dela. A primeira razão de adquirir um exemplar foi puramente profissional.

Como editora de uma revista de tênis tenho por obrigação ler materiais como este. Achei estranho e ainda acho ler autobiografias de tenistas que ainda estão em atividade, mas ao ler o Serena Williams, On The Line, não senti falta da carreira dela ainda não ter terminado. Demorei para pegá-lo para ler e confesso que o livro não foi um daqueles que fluiu, que me fez virar página após página, sem parar. Mas, foi um livro que me trouxe muita informação sobre a história dela e de toda a família Williams que eu jamais havia ouvido falar e o interessante é ler sobre essas histórias não por alguém que apurou os fatos e escreveu, mas sim da própria personagem.

Ela conta com detalhes como era a vida na Califórnia, bem antes da fama, como no início todas as irmãs treinavam, como iam para o treino – em uma van -, como ela convenceu o pai que jogaria o primeiro torneio, como aconteceu a mudança para a Flórida, como viveu a morte da irmã Yetunde e por aí vai.

Dá para perceber no livro também a admiração que ela tem pela irmã Venus, que desde a infância mantém o papel de irmã mais velha e protetora e entre outras coisas, que sua vida se divide entre a de uma super atleta, de celebridade e de uma pessoa normal, que vai à faculdade e faz curso de manicure.

Por ser uma rica fonte de informações, gostando ou não da Serena e suas attitudes, a leitura de On The Line é válida.

Ao pensar um pouco no livro dela, olhei em volta da minha sala na redação da Tennis View e percebi quantos livros de tênis eu já tinha lido. Resolvi então fazer uma seleção dos mais interessantes, começando pelo livro de Andre Agassi, Open, que teve sua versão em português lançada recentemente.

Independentemente de toda controvérsia que surgiu semanas antes do livro ter sido lançado, com Agassi confessando ter usado drogas e mentido em um tested a ATP, eu já teria adquirido o exemplar, imaginando que se Agassi estava lançando uma biografia teria algo de novo para contar.

Toda a controvérsia gerada com os capítulos publicados pré-lançamento no The Times da Inglaterra, os depoimentos dos jogadores, praticamente todos atacando o norte-americano e sua entrevista no programa 60 minutes, em que parecia completamente transtornado, aumentaram ainda mais a minha curiosidade.

Este livro sim, eu devorei. Mais ainda do que o livro da Serena, o do Agassi traz, muito além da história das drogas e da peruca, uma verdadeira descrição de quem ele é e como viveu, desde o momento em que o pai colocou uma raquete na mão dele até os dias de hoje, a relação de amor e ódio com o esporte.

O livro todo, capítulo a capítulo, é baseado nas relações de Agassi, começando pelo pai e passando pela mãe, os irmãos, o ex-melhor amigo Perry Rogers, Nick Bollettieri, Gil Reyes, Brooke Shields, Steffi Graf, entre muitos outros. Cada página foi tão bem escrita – Agassi contratou o vencedor do prêmio Pulitzer, J.R. Moehringer – que apesar de ser uma autobiografia de um tenista você parece estar lenda uma verdadeira obra prima, diferente de qualquer outro livro de tênis, de esportes, que eu já tenha lido.

Os capítulos estão tão bem amarrados, que quando você está lendo o livro, sem pular páginas, a parte que fala das drogas, da peruca, do exame anti-doping da ATP, não chocam tanto, porque lendo a história todo você parece entender o ser humano Andre Agassi.

Os fãs de romance vão adorar todo o relato de como ele se apaixonou por Graf e a conquistou.

A lista de livros é grande e se for relatar o que cada tenista contou é melhor eu começar a escrever um livro sobre os livros e deixar todos os meus outros afazeres de lado.

Continuo aqui observações mais sucintas sobre os outros livros.

You Can Not Be Serious, do John McEnroe é outro livro que se destaca nas autobiografias dos tenistas. Não sei, se no meu caso, por eu não ter acompanhado de perto a carreira dele, mas me trouxe também muita informação e a leitura foi das mais agradáveis.

O livro de Pete Sampras, a Champion’s Mind, ou em português Mente de Campeão, também entre na lista dos meus favoritos. Ao ler o livro não estava achando tão interessante, mas com o passar das páginas fui percebendo que havia ali muitas passagens que nunca haviam sido contadas e que o objetivo do livro, de relatar como pensa um campeão, estava sendo cumprido. A visão de Sampras sobre o que é ser um atleta profissional e como ele trilhou o seu caminho, merecem atenção.

Fã de Monica Seles, desde criança, devorei o livro Getting a Grip on My Body, My Mind, My Self. Muito mais do que aprender sobre a carreira vitoriosa dela, antes da fatídica facada, o livro é um fiel relato de como ela viveu aquele momento e como o acidente transformou completamente a sua vida, causando sérios danos a sua saúde mental e física. É chocante ler as descrições de como ela perdia o controle com a comida, como se sentia mal quando vestia uma roupa de jogo e ficava apertada e quanto tempo demorou para ela conseguir sair do buraco.

Adorei ler o livro de Boris Becker, The Player. É outro livro, que já começa falando do episódio em que ele engravidou uma garçonete, em um bar de Londres, após o seu último jogo como profissional e em que você sente de fato estar ouvindo a própria voz do autor página após página.

O “Je Voulais Vous Dire,” de Henri Leconte, também me agradou muito. Não era um tenista que eu conhecia muito, apesar de sempre ler e ouvir histórias sobre ele. O livro, além de detalhes da carreira, relata como era o circuito nos anos 80 e início dos anos 90, o que é sempre interessante.

Um dos primeiros livros que li, antes mesmo de me tornar jornalista e guardo até hoje é o Arthur Ashe, Days of Grace, que ele escreveu com Arnold Rempersad, um ano antes da sua morte.

O livro de Billie Jean King, Pressure is a Privilege: Lessons I’ve Learned from Life and the Battle of the Sexes, é pequeno, com poucas páginas e fácil de ler. É também um livro de auto-ajuda, com conselhos desta lenda mundial que tanto fez e continua fazendo pelo tênis. Mesmo sendo um livro pequeno, dá para ter mais apreço ainda pela pessoa especial que é Billie Jean. Foi a primeira vez que li, em detalhes, como foi a famosa “Battle of the Sexes,” entre ela e Bobby Riggs.

Outro livro que não é exatamente uma autobiografia, mas é bem interessante é o de Martina Navratilova, Shape Your Self. Entre dicas de hábitos saudáveis, alimentares e físicos, ela conta alguns detalhes da sua vida no circuito.

Best Seller do New York Times, o livro de James Blake.

Breaking Back: How I Lost Everything and Won Back My Life, não me entusiasmou. Não trouxe quase nada que eu não soubesse sobre sua história. Talvez, para um leigo no esporte, seja interessante.

Os livros de Roger Federer, Quest for Perfection – sera lançado em português ainda neste ano –  e de Rafael Nadal, “Rafael Nadal, a biografia de um ídolo do tênis,” de Tom Oldfield, não são auto-biográficos, mas são boas fontes de informação, especialmente o de Federer, do amigo jornalisa René Stauffer.

Tenho dois livros na minha prateleira, me olhando diariamente, o de Rod Laver, The Education of a Tennis Player e do Fabrice Santoro, A Deux Mains.

Mas, estou lendo outros dois livros fora do esporte e é preciso ler outras coisas de vez em quando.

Assim que concluir a leitura de ambos faço um post contando  o que achei de cada um deles.

Ah, já ia me esquecendo. Tem outros dois livros que gostei muito de ter lido, com histórias interessantes do circuito, o do Brad Gilbert, I’ve Got Your Back e o de Nick Bollettieri, My Aces, My Faults.

Já li inúmeros outros livros de tênis, mas assim de cabeça – já saí do escritório com minha prateleira repleta deles – são os que me mais me recordo e com certeza, se recordo é porque ou são recentes, ou são os mais legais.

PS – Quase esqueci, mas jamais poderia. Aqui Tem, o livro do Fernando Meligeni com o jornalista André Kfouri é uma agradável leitura das melhores passagens do tenista no circuito mundial. Só o fato de Meligeni, um tenista, ter  conseguido lançar um livro no Brasil, país em que pouco se lê, merece aplausos.

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