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O poster de Roland Garros 2011 – para começar a entrar no clima de Paris

 

Nem dá para acreditar que Roland Garros começa daqui a pouco mais de duas semanas. Para começar a entrar no clima do Grand Slam francês, coloco aqui a imagem do “affiche” deste ano, feito pelo artista de Camarões, Barthelemy Toguo. Ele é o primeiro artista africano a fazer o poster do “French Open,” desde que o campeonato inaugurou esta tradição em 1980. Até Joan Miró já ilustrou o “affiche” de Roland Garros (1991).

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E o vencedor do Laureus é Rafael Nadal. Ele vence Messi, Iniesta e Bryant

Com toda sua elegância, provavelmente vestindo um terno Armani, Rafael Nadal foi a Abu Dhabi e voltou para a Espanha com o troféu de Melhor Esportista do Ano, do Laureus, o Oscar do esporte.

Deixou as estrelas do futebol Messi e Iniesta de mãos vazias, assim como o astro do basquete, Kobe Bryant, além do piloto de F1 Vettel.

“É uma honra ganhar esse prêmio,” disse Nadal, que vencera o Laureus em 2006, como o novato da temporada.

Campeão de Roland Garros, Wimbledon e do US Open, completando o Grand Slam, Nadal reinou absoluto no esporte no ano passado, tirando o posto de número um do mundo de Roger Federer.

Entre as mulheres, três tenistas  – Clijsters, Serena e Wozniacki – concorriam ao trofeu de melhores de 2011, mas quem ganhou foi a esquiadora Lindsey Vonn. Wozniacki foi até a Abu Dhabi, mas apenas desfilou pelos eventos do Laureus.

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Dolgopolov, o filho do treinador de Medvedev está nas 4ªs do Australian Open, com técnico australiano

Alexandr Dolgopolov  depois de 19 anos no circuito mundial avançou nesta segunda-feira às quartas-de-final de um Grand Slam pela primeira vez na carreira, ao derrotar o sueco Robin Soderling por 1/6 6/3 6/1 4/6 6/2 e enfrentará Andy Murray em busca de uma vaga na semifinal do Australian Open.

Após vencer Jo-Wilfried Tsonga na Terceira rodada e com a vitória sobre Soderling, Dolgopolov se transformou na grande surpresa em Melbourne.

Aos 22 anos de idade, 19 no circuito, alcançou o melhor resultado da carreira e aparecerá, na semana que vem, na sua melhor posição no ranking mundial. Atualmente é o 46º. Há um ano não estava nem perto dos top 100.

Mas, vida de jogador top não é novidade para Dolgopolov. Desde os três anos de idade ele viaja o circuito mundial. Acompanhava o pai Oleksandr, técnico do ucraniano mais famoso do tênis, Andrei Medvedev, que chegou a ser o quarto colocado no ranking mundial e vice-campeão de Roland Garros, em 1999.

“Eu não lembro muito bem de todos os jogadores, mas muitos brincavam comigo. Sabe como é, quando tem uma criança no circuito, todo mundo brinca com ela,” contou Dolgopolov  em entrevista coletiva concorrida, após derrotar Soderling.

“Os que eu mais me lembro são o Muster e o Rosset. Eles passavam bastante tempo comigo.”

O tenista até tentou chegar longe ao lado do pai Oleksandr, mas o excesso de convivência estragou a relação pai treinador e quando o jovem atingiu 19 anos, resolveu seguir o caminho nas quadras sem o mentor de Medvedev.

Para alegria dos australianos, que agora encontraram alguém para torcer, depois das derrotas de todos os jogadores australianos na terceira rodada ou antes do Grand Slam, Dolgopolov escolheu um técnico da Austrália para guiá-lo. “Mais do que no meu tênis em si, o Jack Reader – treinador – me ajudou na parte mental e física.”

Técnico mais conhecido dos torneios menores, Reader contou aos jornais australianos que o mais difícil foi fazer o tenista reencontrar o prazer de jogar tênis. “O vi jogar a primeira vez há alguns anos, na Europa e dava para ver que el era muito talentoso. Mas, como ele estava no circuito desde muito criança, até ele mesmo esperava muito dele.”

Para treinar com Reader, Dolgopolov está na Austrália desde o fim de novembro e deve ser adotado como um local, neste Australian Open sem heróis  nacionais.

Ah, Dolgopolov está inscrito para disputar o Brasil Open, no mês que vem!

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“Venus no País das Maravilhas”

Parece que a cada Grand Slam que passa Venus Williams fica mais inspirada nos designs de seus vestidos.

Depois do vestido de renda transparente usado em Roland Garros, no ano passado, ela conseguiu ousar ainda mais e chocou a todos no jogo de segunda rodada no Australian Open, com um vestido amarelo ouro, deixando boa parte do torso a mostra e uma saia multi-estampa.

Desde que lançou a sua própria linha de roupas, a Eleven, Venus faz questão de desenhar os próprios vestidos e este que causou tantos comentários em Melbourne chamou de “Alice no País das Maravilhas.”

Meios do comunicação do mundo todo fizeram comentários sobre o “outfit” da americana.

A revista Time escreveu: “The Roman goddess of love and beauty, “was probably vomiting in the heavens”.

O jornal The Sun pergunto “Had someone who didn’t like her gone at it with a pair of scissors? Is there a mirror in her hotel room?”

O australiano Herald Sun, na manchete estampou “Venus reveals shocker dress”

O que importa mesmo, além do burburinho que gerou nas arquibancadas e a atenção que chamou da mídia mundial, foi o que a própria Venus contou na coletiva de imprensa após avançar à terceira rodada, sobre o vestido.

Q.  Could you talk us through your
outfit tonight?
VENUS WILLIAMS:  Oh, the outfit is
inspired by Alice in Wonderland.  Yeah, don’t
laugh.  But it’s kind of about a surprise, because
when Alice goes down the hole, the rabbit hole,
she finds all these things that are so surprising.
This outfit is about having a surprise in
tennis a dress, and kind of, you know, showing
some skin and then just having a print.  Prints
don’t happen that often in tennis.  So it’s called
the Wonderland dress.  It was fun.

Q.  You have as much input into that
as your other dresses?
VENUS WILLIAMS:  I put a lot of thought
into my dresses.  I love fantasy, and this was
kind of a way to express who I am on the court.

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Evento com Guga e Agassi fez o tênis chegar às UPPs

Sempre fui uma defensora da ideia de que um dos maiores benefícios que o Guga trouxe para o País ao ganhar Roland Garros pela primeira vez, em 1997 e se consagrar como número um do mundo anos depois, foi o número de projetos sociais surgidos, através do tênis.

Gostaria até de fazer uma pesquisa para saber quantos projetos sociais de tênis existem no Brasil. Eu faço questão, em todas as edições da revista Tennis View, de dedicar um espaço aos projetos sociais. Sempre divulgamos, com o maior prazer, um projeto, seja ele grande, pequeno, em uma metrópole ou em uma vila do Mato Grosso. O que importa é o poder transformador que o esporte tem e que vidas de crianças de baixa renda e / ou pessoas com necessidas especiais são mudadas com uma raquete e uma bolinha na mão.

Neste fim de semana, durante o Tênis Espetacular, tive a oportunidade de bater um rápido papo com um dos maiores entusiastas que o tênis tem aqui, o Domingos Venâncio, técnico e hoje também Diretor da Federação de Tênis do Rio de Janeiro.

Domingos me contou empolgadíssimo de como foi a experiência de selecionar as crianças nas UPPS (Unidade de Polícia Pacificadora) dos Morros do Andaraí, Dona Marta e Providência, para participarem de clínica com Guga e Agassi, no dia em que os dois campeões se enfrentaram.

Domingos, chamado por Ricardo Acioly para fazer o trabalho, foi aos Morros com sua equipe e sentiu a empolgação das crianças de participarem de um esporte, de pegarem numa raquete de tênis pela primeira vez. “Muitas nunca tinham jogado, mas tinham a experiência do ping pong, por já ter um projeto lá. Foi emocionante.”

Eles não só selecionaram, mas acompanharam e participaram da clínica com as crianças no sábado. Depois delas baterem bola com Guga e Agassi ficaram no Maracañazinho e suas imediações o dia todo, jogando mais tênis, lanchando e participando de outras atividades ligadas ao tênis, até a hora do jogo.

Esse é um dos maiores benefícios que um evento como este consegue trazer para o País, além daqueles dos quais nós próprios nos beneficiamos, como o espetáculo, o tênis em alta novamente, que é bom para todos os envolvidos na indústria deste esporte, mais visibilidade, empolgação, novos patrocinadores, entre outros.

Agora o principal objetivo de Domingos é conseguir que esse projeto com as crianças das UPPs seja expandido para outros locais. “Vamos continuar. Não demos só o doce na boca das crianças para depois tirar.”

Além das UPPs, participaram também da clínica algumas crianças do projeto Tênis na Lagoa.

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Guga e Agassi no Rio. O poder de dois ídolos.

Fazia tempo que o Brasil não assistia um espetáculo de tênis com 9.000 torcedores presentes.

Mérito das estrelas do Tênis Espetacular, Gustavo Kuerten e Andre Agassi, um o maior ídolo do esporte no Brasil e o outro, talvez o tenista mais popular mundialmente de todos os tempos.


As palavras de Larri Passos, depois da vitória de Guga por 7/5 7/6(5), resumiram o que a vinda de Agassi ao Brasil e o confronto signficaram.


“Agassi, vê-lo aqui no Brasil com essa motivação é uma honra. Quando nós começamos no circuito, eu e o Guga, você era o nosso ídolo e hoje você está aqui,” disse emocionado o mestre de Guga, corajosamente improvisando no inglês e ainda lembrando do trabalho que o Americano faz com as crianças, através da Andre Agassi Foundation, nos Estados Unidos. “O trabalho que você faz com as crianças é maravilhoso e serve de inspiração para nós.”


Agassi, que não vinha ao Brasil desde que conquistou o seu primeiro título na ATP, em 1987, elogiou o Brasil, falou da esquerda de Guga e principalmente da cidade do Rio de Janeiro. “Há alguns dias eu vi a população apoiando a lei (law enforcement) e isso diz tudo sobre o povo de um lugar.”


Guga, que não conseguiu conter as lágrimas ao ver a mãe Alice, o irmão Rafael, Larri, Agassi e o promotor da Masters Cup de LIsboa, João Lagos, reunidos, para homenageá-lo, diante de imagens marcantes de sua carreira, agradeceu a presença do público, das pessoas que estiveram com ele durante toda a carreira e disse que “Quando fui campeão em Lisboa o Agassi me falou para eu aproveitar aquele momento que era muito especial. Dez ano depois eu continuo aproveitando por causa de vocês.”

  • O evento que foi uma comemoração da conquista da Masters Cup de Lisboa, no ano 2000, em que Guga venceu Agassi por triplo 6/4, chegando assim ao topo do ranking da ATP, foi um presente para o público brasileiro.


  • Eu mesma não sabia muito o que esperar da partida. Afinal fui privilegiada e havia feito parte da carreira do Guga e assistido, de camarote, para o meu trabalho, praticamente todos os confrontos dele com Agassi, incluindo este histórico de Lisboa.

Mas foi maravilhoso ver os dois ex-números um do mundo em ação de novo. Apesar de 10 anos mais velhos daquele jogo em Lisboa, que Guga considera ter sido a sua melhor performance em quadra, eles ainda conseguiram exibir muitos dos golpes e das jogadas que os consagraram.

Jogaram sério, lutaram pelos pontos, fizeram o público vibrar e da beirinha da quadra, onde estava sentada junto aos fotógrafos, dava para sentir a força da batida na bola, ver os golpes bem de perto, perceber a frustração e/ou a alegria de ambos ao fazerem uma jogada brilhante, como quando Guga conseguiu fazer uma belíssima esquerda paralela.


Mais uma vez me senti privilegiada ao assistir este espetáculo ao vivo. Claro que poderia ter visto pela televisão e a transmissão do SporTV, pelo que me disseram, também foi legal, mas nada como ver o jogo de perto e claro que eu também queria participar deste momento que consagrou a carreira do Guga. Assistir pela televisão teria sido como ver um show de rock em um DVD. É legal, mas nada se compara a assistir um daqueles shows num estádio de futebol.

  • Obrigada Guga, obrigada Agassi. Detalhes de organização a parte, tenho certeza de que o agradecimento é de todo o público brasileiro que estava saudoso de ver o seu maior ídolo em ação, em um grande momento.

Dois ídolos reunidos, em completa sintonia, conseguiram fazer o tênis brilhar mais uma vez.

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Guga é campeão do mundo

Série da Semana do Guga em Lisboa continua com a parte V, com o texto que escrevi no dia que ele derrotou Andre Agassi e chegou ao topo do ranking mundial.

GUGA É CAMPEÃO DO MUNDO

Brasileiro é o primeiro vencedor da Corrida dos Campeões

Guga acabou com a hegemonia dos norte-americanos, que desde 92, terminavam o ano como número um do mundo

Gustavo “Guga” Kuerten entrou para história mais uma vez, neste domingo, ao conquistar a Copa do Mundo de Tênis, a Masters Cup, em Lisboa, derrotando o norte-americano Andre Agassi, por 3 sets a 0, parciais de 6/4 6/4 6/4, em 2h06min de jogo. Com a vitória, Guga tornou-se o primeiro brasileiro a terminar o ano como número um do mundo, e além disso é agora o primeiro jogador da história e vencer a Corrida dos Campeões.

Tranquilo, como acordou neste domingo, Guga entrou na quadra central do Pavilhão Atlântico, sem parecer que o jogo valia o título de campeão do mundo e de número um também. Logo no primeiro game quebrou o saque de Andre Agassi, ex-número um do mundo, campeão do Grand Slam e campeão deste torneio em 1990. A vantagem foi suficiente para Guga fechar o primeiro set em 6/4, lutando muito a cada game e salvando break points inúmeras vezes, com aces e jogadas fantásticas. Na segunda série, Guga manteve a mesma calma, vibrando com seus familiares e com a torcida luso-brasileira, que lotava as arquibancadas do Pavilhão. A quebra desta vez veio no quinto game e com um ace, no 5/4 Guga fez 2 sets a 0.

No terceiro e que veio a ser o set decisivo, Guga quase perdeu seu serviço no segundo game, mas conseguiu outra vez se sair de uma situação difícil e no quinto game veio a quebra, que deixaria Guga com vantagem somente precisando controlar os nervos para vencer a partida. Na hora de sacar para o campeonato, Guga não titubeou e com uma bola fora de Agassi comemorou o seu primeiro título em quadra rápida coberta, o seu primeiro título de Campeão do Mundo e a chegada ao topo do ranking.

“Nem posso acreditar no que está acontecendo,” dizia Guga, logo após a vitória. “Se me dissessem, quando o torneio começou e depois ainda de passar aquele aperto no início, que para ser campeão eu teria que vencer o Kafelnikov, o Sampras e o Agassi, em três dias seguidos, não acreditaria. Mas fui indo aos pouquinhos, ganhando jogo por jogo, crescendo na confiança e hoje entrei com tudo na quadra,” contou Guga. “Estou realmente muito feliz. Fechei o meu ano com chave de ouro e terminei, este domingo, uma semana de sonhos.”

O técnico de Guga, Larri Passos, muito emocionado, contou que minutos antes do jogo começar, decidiu com Guga, ir para o ataque. “Optamos por ir para o ataque. Foi uma estratégia de risco, mas que felizmente deu certo. Estou muito contente e emocionado. O Guga realmente mereceu esta vitória, porque ele trabalhou muito para chegar onde chegou. Além disso, tirei um peso das minhas costas, porque fui muito cobrado no início. Agora posso desfrutar e aprendi a aproveitar os bons momentos.

Logo depois de deixar a quadra, ovacionado pela torcida, em que agradeceu a todos os fãs, familiares, técnico e dedicou o título à mãe Alice Kuerten, Guga se dirigiu ao vestiário, que em Lisboa é pessoal de cada jogador e foi recebido, por amigos mais próximos e familiares, com champagne, caipirinha e um bolo com formato de número 1. “É estranho, realmente não acreditava que poderia ser número um. Talvez isso tenha sido bom, porque não me pressionei e quando entrei em quadra, estava muito tranquilo, como se fosse um jogo estadual. Foi um ano de muito sucesso para mim, para a ATP, com todo mundo querendo ganhar e depois de vencer o Kafelnikov, o Sampras e o Agassi, acho que realmente mereci ganhar este título. Mas, também, se tivesse perdido e o Safin ficado com o número um, não teria me importado, sei que estaria em boas mãos. O Safin foi a grande estrela desta Corrida e “brigamos” até o último momento para isso acontecer.

É muito grande para mim, é uma sensação indescritível.”

Após comer o bolo, estourar champagne, abraçar os familiares, Guga passou horas na sala de entrevista, atendendo a imprensa do mundo todo, sempre sorridente e exibindo, com orgulho, os seus troféus de campeão do torneio e o de número um do mundo. “Sempre estive na frente, no jogo. Depois de conseguir o break, me soltei e fiquei super motivado. Todo mundo sabe que eu tive problemas físicos e que eu tinha que ganhar da maneira mais rápida possível. Minha cabeça estava funcionando perfeitamente hoje, tudo estava dando certo e eu fiz uma partida incrível. Acho que acordei hoje, realmente para fazer isso. Estou muito orgulhoso de mim mesmo e de ser brasileiro. Tenho certeza que fiz um domingo feliz para todos e para mim. É o dia mais feliz da minha vida,” disse Guga, na coletiva. O brasileiro continuou a entrevista, dizendo que admirava muito Pete Sampras e Andre Agassi, que eles realmente haviam dominado o tênis na última década e o jogador e que terminar o ano desta maneira é incrível, fantástico.

E o jogador, que no passado completou o Grand Slam, ao vencer Roland Garros e terminou 99 como número um do mundo, foi pessoalmente ao vestiário de Guga, cumprimentá-lo e felicitar o técnico Larri Passos, e a família do campeão. “Só queria dizer parabéns ao Guga, pelo excelente ano, pela conquista e nos vemos na Austrália,” despediu-se Agassi.

Guga (Banco do Brasi l/ Diadora/ Head/ Globo.com/ Motorola) agora entra de férias, volta a treinar dentro de duas ou três semanas e inicia a temporada 2001, no Australian Open. “Foi sem dúvida o melhor ano da minha vida. Quero agora comemorar muito com os meus amigos e a minha família. Foi muito importante ter os meus familiares comigo aqui, todos reunidos. Eles me deram muita força a semana toda.”

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Revivendo a semana do Guga em Lisboa Parte III – Vitória surpreendente, em dois sets, sobre Kafelnikov

Depois da vitória sobre o Norman,  quando não sabia muito bem o que esperar do seu próprio corpo e do seu jogo, sem ter tido tempo para treinar, Guga voltou a quadra no dia seguinte no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, para enfrentar outro dos seus grandes rivais: Yevgeny Kafelnikov.

Kafelnikov

Era o terceiro confronto entre os dois naquele ano 2000. O primeiro, em Roland Garros, Guga havia vencido em cinco sets e no segundo, nas Olimpíadas de Sidney, a vitória tinha ficado com o russo, em dois sets.

Mas, empolgado com a reviravolta no campeonato, depois de quase ter que abandonar a Masters Cup, Guga venceu mais um jogo. Derrotou Kafelnikov por 6/3 6/4 e avançou pela primeira vez na história para a semifinal da competição, marcando um encontro com Pete Sampras, para o dia seguinte.

Apesar da nova vitória, já começava um pequeno burburinho, mas de fato ninguém começava a imaginar que ele pudesse eventualmente se tornar o número um do mundo e tirar o lugar de Marat Safin.

Safib

Para este post, em vez do texto que escrevi logo após a vitória sobre o Kafelnikov em Portugal, que não consegui encontrar – o único que falta no meu arquivo da temporada inteira – achei algo até mais interessante no meu computador – não me pergunte como – a transcrição oficial da entrevista coletiva, em inglês. Sim, em inglês. Apesar do jogo ter sido em um país de língua portuguesa, as transcrições só existiam – e ainda é assim hoje, com exceção de Roland Garros que tem transcrição em francês também – para as perguntas e respostas em inglês.

“Eu quero fazer mais história para a minha carreira e para o Brasil” – Guga

December 1, 2000

Gustavo Kuerten

LISBON, PORTUGAL

MODERATOR: Questions for Gustavo.

Q. Can you give us a status on your physical condition, how you are and how you were feeling on court?

GUSTAVO KUERTEN: Well, I think, you know, it’s been the same the last few days. I having pain and I having some troubles to move sometimes. But it’s not affecting my performance on court. Everybody see I can play well and I still can compete against the guys. I think I’m going to be almost the same tomorrow. I can have the same performance as today and some chance to have a good match.

Q. It looked like you played maybe one of the best indoor matches – maybe the best. What’s your assessment of how well you played today?

GUSTAVO KUERTEN: I was very excited, playing great tennis. Like I said before, maybe I playing best tennis ever in my life. I feel like doing every shot, doesn’t matter, I’m doing the right shot. It’s a great feeling, you know. I know how I am. I know my body’s not feeling the best way I would like to. But I’m feeling the ball very well. I’m doing with my mind a lot of pleasure with what I’m doing now. Things are working. I having luck. When I need it, I get some net shots, breaks that I didn’t got in first match. Semifinal, I lost in Paris, too. I think it’s coming for my side a little bit at this part of the year. Luckily, keep it the same way tomorrow.

Q. Aren’t you somewhere afraid that playing, in spite of the injury, can make it worse for maybe the next month or two months, for Australia?

GUSTAVO KUERTEN: Well, I not really seeing like that. As they say, I have some trouble, but it’s not that if I play, it can cause me a really mess. I’m having a great mind approach, too. I’m seeing always thinking positive. This is helping a lot my recover. Every day, even I’m playing, I’m getting here a little bit better, so that’s great. Everybody satisfied with the way my body’s responding.

Q. It seems you have a great relationship with the Portuguese public. Seems like you’re playing at home. Was that important?

GUSTAVO KUERTEN: Yes, it’s very, very important. For me, a match like this, it’s very important to be motivated by the public. It was a factor which elevated my level of play. I really like to play in these conditions. At important times of the match, it really makes me play better.

Q. Were you upset with the foot fault that the line judge gave you in the second set?

GUSTAVO KUERTEN: No. Well, it’s a bit strange. It’s the first time I was foot faulted. It’s such a difficult thing to say. I think that the line judge has to be very careful with how he calls them.

Q. How do you see your match with Sampras tomorrow?

GUSTAVO KUERTEN: I’m not too worried about it. I’ve reached the semifinal, which I wasn’t expecting. It’s an historic feat for me and for Brazil. I’m going to play against Sampras, who I consider the best player of all time. It’s a very special occasion. Tomorrow I’m going to be very motivated and I’m going to fight a lot. I know that we both have equal chances.

Q. The fact that you can still mathematically reach the top of the ranking, does that worry you?

GUSTAVO KUERTEN: No, I’m not too worried about that, especially after my first defeat here. I’ve tried to forget those things. I’m trying to worry about the things which I really need, which I need to do to win matches and play well. I think that Safin deserves to be the No. 1 Player of the Year. I think he’s played the best now also at the end of the year. He deserves to win. If I manage to pass him, it’s going to be an absolute miracle. I think that the No. 1 spot will be in good hands. I just have to take notice of this fantastic moment. It’s one of the most happy moments of my career.

Q. You are a very emotional player. Do you really live each moment with a lot of sentiment?

GUSTAVO KUERTEN: Yes, without a doubt – not only on the court, but also outside. Life is full of emotions. I try to live it with the most emotion possible. I do a bit of everything. I cry, I laugh. I try to live it to the most.

Q. Sampras also played with an injury in Wimbledon, and he won. Do you think it’s going to happen to you here also?

GUSTAVO KUERTEN: It’s difficult to say that I’m going to win here. I would prefer to have no injury. I think I could be having a better performance. I think I could play a bit better than I am playing. I’ve been able to deal with my injury. The psychological part is very important, even due to my physical limitations.

Q. Can you tell us a bit about what’s going to happen tomorrow before the match?

GUSTAVO KUERTEN: I’m going to rest a lot. I’m going to try and practice 30 minutes or 40 minutes before the match. I’m going to try and take advantage of this good moment I’m going through. Everybody has their antennas connected here to the pavilion. I think there’s going to be a lot of pressure. The last two days, everything has been my way. I’m going to try to use that to the full advantage tomorrow and be very positive. I’m going to get ready well for the match. I’m thinking that I’m going to make a bit more of history for Brazil – and my career. I have to risk a lot. I know he’s sufficiently good to beat me, and vice versa. I know that the match is going to be very tight. I’m really going to enjoy this moment.

Q. Do you think you’re going to risk a lot tomorrow and play aggressive?

GUSTAVO KUERTEN: I’ve never felt such pleasure in hitting the ball with strength, unleashing my power. I’m in condition to hit the ball well. I’m focused to play the best I can. Things are going the right way. I managed to work on various problems and overcome many obstacles. It’s going to be a big match tomorrow. It’s going to be a very special moment for me tomorrow. It’s the first time I’m in the semifinals of the Masters.

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Revivendo a semana do Guga em Lisboa parte II – Guga decide jogar e vence Norman

Depois da derrota para Agassi na estreia e as dores na coxa direita, lembro que foram quase dois dias de suspense, para todo mundo, até o Guga decidir continuar jogando no torneio.

Era uma infinidade de jornalistas me perguntando o que iria acontecer e eu não tinha resposta para dar, porque dependia do Guga saber como se sentia e até determinado momento nem ele tinha a resposta.

Foi um alívio poder escrever esse release que coloco aqui, dando praticamente como a certa a presença dele em quadra para enfrentar o Norman e melhor ainda escrever o seguinte, relatando a vitória sobre o sueco, em Lisboa

GUGA ENFRENTA NORMAN NESTA QUINTA-FEIRA À NOITE, NA MASTERS CUP DE LISBOA

O sueco Magnus Norman, 4o. colocado na Corrida dos Campeões e no ranking mundial, será o próximo adversário de Guga, na Masters Cup de Lisboa. A partida acontece nesta quinta, às 19h (Brasília), com transmissão ao vivo do Sportv.

O brasileiro, que ontem teve um espasmo na coxa, só decidirá se jogará horas antes do jogo. Mas, Guga e o técnico Larri Passos passaram a quarta-feira muito confiantes em uma recuperação. Enfrentar Magnus Norman não será novidade para Guga. Eles já se enfrentaram sete vezes, com o brasileiro vencendo quatro, inclusive as duas últimas, nas quartas-de-final do Masters Series de Hamburgo e na histórica final de Roland Garros.

O primeiro confronto entre os dois aconteceu no saibro, em um Challenger na Itália e o sueco venceu por 7/5 1/ 2 desistência. Na segunda vez que se enfrentaram, Guga também desistiu da partida, depois de estar perdendo o primeiro set por 5/2, no ATP Tour de Stuttgart 99, no saibro. O terceiro confronto aconteceu no ATP Tour de Indianápolis 99, na quadra rápida e Guga ganhou por 6/4 7/5. O quarto jogo entre os dois foi no US Open 99, também em quadra rápida, com vitória de Guga por 7/6 (4) e desistência. Os dois voltaram a se enfrentar na final do Masters Series de Roma, neste ano, no saibro e Norman levou a melhor, por 6/3 4/6 6/4 6/3. Nos dois últimos confrontos, respectivamente em Hamburgo e Roland Garros, Guga venceu por 6/4 6/2 e por 6/2 6/3 2/6 7/6.

GUGA SE SUPERA E VENCE NORMAN NA MASTERS CUP DE LISBOA

Brasileiro enfrenta Kafelnikov, nesta sexta, às 19h (Brasília)e precisa vencer para se classificar para a semifinal.

Há dois dias nem o próprio Gustavo “Guga” Kuerten imaginaria que entraria em quadra para jogar novamente, na Masters Cup de Lisboa, muito menos, que entraria e ganharia do sueco Magnus Norman, 4o. colocado no ranking mundial e na Corrida dos Campeões, por 2 sets a 0, parciais de 7/5 6/3.

Depois de ter sentido um espasmo na coxa, no primeiro jogo do torneio, na terça-feira, contra Andre Agassi, Guga teve dúvidas se teria condições de jogar. Passou a quarta e a quinta-feira toda fazendo tratamento e tentando se recuperar ao máximo para estar em forma para jogar.

Antes de entrar na quadra central do Pavilhão Atlântico, Guga ainda fez um teste para ter certeza que estava bem. Bateu bola durante 40 minutos com o técnico Larri Passos, na quadra de treino, se sentiu bem e foi jogar. Muito aplaudido ao entrar na quadra, Guga teve uma chance de quebrar o saque de Norman, logo no quarto game. Não conseguiu e a chance voltou a aparecer no 6/5, depois de uma passada cruzada incrível. O brasileiro aproveitou, fechando o set. Vibrando, Guga entrou com tudo no segundo set e no segundo game, quebrou o saque de Norman, ficando com vantagem suficiente para só precisar manter o seu serviço. E foi o que ele fez. Com um ace, no 5/3, marcou a sua primeira vitória na Masters Cup e a terceira consecutiva sobre Magnus Norman.

Durante o jogo, que teve duração de 1h14min, Guga (Banco do Brasil/Diadora/Head/Globo.com/Motorola) marcou 15 aces no sueco, fez duas duplas-faltas, teve 62% de aproveitamento do primeiro serviço, fez 25 winners e 20 erros não forçados.

Amanhã (sexta-feira), às 19h (Brasília), Guga voltará a quadra central do Pavilhão Atlântico, em busca de uma vaga na semifinal do Mundial do Tênis. Ele enfrenta o Campeão Olímpico, Yevgeny Kafelnikov, da Rússia, que ocupa a quinta posição na Corrida e no ranking de entradas e de acordo com a ATP, precisa vencer para garantir a vaga na semifinal.

Guga e Yevgeny Kafelnikov já se enfrentaram sete vezes e a maioria delas em situações inesquecíveis. No total, são quatro vitórias para Guga e três para Kafelnikov.

O primeiro jogo entre os dois foi no saibro, do ATP Tour de Stuttgart, em 1996 e Kafelnikov venceu por 6/1 6/4. O segundo confronto aconteceu no caminho para o primeiro título de Roland Garros, em 97, no saibro e Guga ganhou por 6/2 5/7 2/6 6/0 6/4. No terceiro jogo, Kafelnikov ganhou, no ATP Tour de New Haven 98, em quadra rápida por 6/4 6/4. O quarto confronto aconteceu também em quadra rápida, no Masters Series de Indian Wells, com vitória de Guga por 0/6 7/6 6/3. O quinto, foi no Masters Series de Roma 99, em que Guga foi campeão, no saibro, e o brasileiro ganhou por 7/5 6/1. Neste ano, Guga e Kafelnikov se enfrentaram duas vezes. A primeira em Roland Garros, em que Guga venceu dramaticamente, por 6/3 3/6 4/6 6/4 6/2 e a segunda, nos Jogos Olímpicos de Sydney, com vitória do russo, por 6/4 7/5.

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Carlos Moyá, lembranças de 1997, ano que também transformou a sua carreira

A aposentadoria de Carlos Moyá, anunciada por ele ontem, em uma coletiva de imprensa, em Madrid, não pegou ninguém de surpresa. O espanhol pouco jogou nesta temporada, está com 34 anos de idade e nunca conseguiu se recuperar de uma lesão no pé, como ele mesmo afirmou.

Há dois anos ele vinha sofrendo ainda mais com a artrose e resolveu operar, no ano passado, buscando uma melhora para poder continuar competindo.

A cirurgia não trouxe o resultado esperado, trouxe efeitos colaterais e depois de muito relutar ele teve que optar por deixar as quadras da ATP.

página da Tennis View de 97, com a entrevista de Moyá (desculpem a falha, a foto dele saiu virada mesmo)

Ontem depois de ler algumas notícias sobre a coletiva dele em Madrid, fiquei pensando quando tinha ouvido falar do Moyá pela primeira vez.

Lembro dele ter ganhado o ATP de Buenos Aires em 1995, mas tenho claro na minha mente a ascensão dele em 1997, quando chegou à final do Australian Open.

Não sei porque mas aquilo marcou. Lembro da vitória sobre o Becker na primeira rodada, sobre o Chang na semi e o burburinho que se formou quando ele chegou à final. Não resistiu a Sampras na decisão, mas aquele verão australiano do mesmo 1997 que transformou a carreira de Guga, transformou a do espanhol.

E buscando ainda mais fundo na minha cabeça, tinha uma certa lembrança de que ele tinha sido o nosso entrevistado número dois da Tennis View, depois do Guga ter inaugurado a primeira edição da revista, dois meses antes.

Logo que cheguei hoje ao escritório fui abrir nosso livro de arquivos de todas as Tennis View e me deparei com a entrevista de Moyá na nossa segunda edição.

Não me pergunte como entrevistamos a sensação do momento na época, porque não me lembro.

Foi por telefone, mas valeu e as respostas estão bem interessantes.

Já naquela época havia 14 espanhóis entre os top 100. A resposta de Moyá para o sucesso era de que havia muitos torneios satélites na Espanha – os Futures de hoje – e os tenistas não tinham que sair do País para marcar pontos no ranking mundial. Além disso o programa da Federação Espanhola ajudava muito.

Na entrevista ele ainda parecia assustado com a repentina fama, fato que ele mesmo confirmou na sua conferência de despedida.

Assisti um vídeo da entrevista dele ontem e quando perguntaram qual o momento que mudou a sua carreira ele nem precisou pensar muito.

“O Australian Open, em 1997, foi o que mais impactou a minha carreira. Eu era conhecido no meio do tênis na Espanha, tinha ganhando alguns torneios e de repente saí de Mallorca par air para Austrália, fui vice-campeão em Sidney e fui à final do Australian Open, em quadra rápida.

Todo mundo falava que eu podia jogar bem na rápida, mas até você ir lá e realmente vencer é diferente.

Comecei bem com a final em Sidney, aí fui lá e ganhei do Becker em cinco sets.

De repente fui ganhando mais jogos e as minhas quadras de treino começaram a ficar cheias de gente assistindo, querendo tirar foto. Parecia que estava sonhando acordado.
Depois de ter chegado à final, quando volto para a Espanha, todo mundo estava no aeroporto me esperando. Não podia acreditar.

Para mim, tudo começou na Austrália, não só a popularidade, mas o meu tênis também.”

httpv://www.youtube.com/watch?v=L5YiC5Oj1l4

Lendo algumas matérias nos jornais espanhóis como o ABC, El País, Marca, o tio e técnico de Rafael Nadal, Toni é enfático ao dizer que foi Moyá que fez os espanhóis acreditarem que podiam jogar bem na quadra rápida. Antes só jogavam no saibro.

Foi Moyá também, o primeiro espanhol, muitos anos antes de Rafael Nadal, a chegar ao topo do ranking mundial, em 1999, ao derrotar Gustavo Kuerten na semifinal do Masters 1000 de Indian Wells.

A carreira de Guga e Moyá, nessa época, corriam lado a lado.

Guga ganhou Roland Garros em 1997, Moyá em 1998. O espanhol foi vice-campeão do Masters em 1998, Guga foi campeão no ano 2000.

Os dois travaram belos embates no circuito. Guga derrotou-o na final, na casa dele, em Mallorca, em 1998. Moyá já tinha vindo ao Brasil naquele ano, e perdido para Guga em Porto Alegre na Copa Davis.

No ano seguinte, Guga venceu o espanhol mais uma vez na Davis, em Lérida.

Moyá foi campeão em Monte Carlo em 1998; Guga em 1999.

Depois, no ano 2000, a carreira de Guga deslanchou, vencendo o Masters e mais dois Roland Garros. Moyá teve altos e baixos e continuou no circuito, surpreendendo quando conseguia e se mantendo ativo e vencendo títulos.

Assim como o amigo Guga, encerrou a carreira por lesão e com os mesmos números de títulos que o brasileiro: 20 (não são iguais em números de Grand Slams e Masters).

Outro momento marcante que Moyá destaca, além de Roland Garros, foi a vitória na Copa Davis, em Sevilla, em que também foi capa da Tennis View, em dezembro de 2004.

Ele ainda vai jogar o Masters ESpanhol no fim do ano e a Copa Peugeot Argentina, em Buenos Aires, cidade onde conquistou seu primeiro título, em 1995.

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