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Soccerex no Rio também teve participação de tenista

Voltei do Rio depois de cinco dias de Soccerex, o chamado maior evento de futebol business do mundo. Com uma arena na praia em Copacabana e uma estrutura toda montada no Forte, ambas com duas passarelas ligando aos hotéis Copacabana Palace e Sofitel, muitas ações de networking, conferências, painéis, palestras, happy hours e homenagens aos ídolos do futebol, principalmente os do passado, aconteceram por lá

Tive a grande oportunidade de passar um bom tempo com o Eusébio e ouvir riquíssimas histórias dos seus tempos de “rivalidade em campo,” com o Pelé e da vida nos Estados Unidos, quando o Rei jogava no Cosmos e ele em Boston.

A Soccerex deve ter sido o primeiro dos grandes eventos esportivos internacionais que aparecerão no Brasil até 2016.

Entre tantos jogadores de futebol, novos contatos, outros esportistas, novas formas de trabalho, etc, uma figura conhecida apareceu por lá. Fernando Meligeni, com Lars Grael e Robson Caetano, passou o dia ontem no evento com a Special Olympics.

Muito bom para o tênis ter um atleta envolvido no gigantesco mundo do futebol.

Além dele, Justine Henin, não ela não esteve por aqui, foi destaque no stand da candidatura da Bélgica e da Holanda para sediar a Copa depois do Brasil (Holland Belgium Bid 2018 – 2022), como embaixadora da candidatura.

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Bernardes explica mais uma dúvida sobre as regras do Electronic Line Calling

Desde que o primeiro challenge foi disputado, em 2006, no Sony Ericsson Open, em Miami, jogadores, técnicos, torneios, juízes e fãs foram se acostumando às novas regras.

Aos poucos cada vez mais campeonatos foram instituindo o  Electronic Line Calling, ou o Instant Replay, ou como chamamos, o “Challenge – Desafio,” em suas quadras principais, através do Hawk Eye. A inovação tecnológica – se comparado com outros esportes como o futebol americano, demoramos muito para instituir o Challenge – mas diante de tanta controvérsia com marcação dos juízes na Copa do Mundo de futebol deste ano, in South Africa (mais especificamente no jogo entre Alemanha e Inglaterra), o tênis virou até exemplo para a FIFA, de esporte que combina tecnologia e material humano, no caso, os juízes, para tirar eventuais dúvidas que podem decidir uma partida.

Só para dar um exemplo, atualmente o baseball, hockey, football (o futebol americano) e o basquete usam o Instant Replay nos Estados Unidos.

E se na televisão já é interessante assistir um Challenge, ao vivo fica mais ainda. Você sente a emoção do momento, de verdade.

Mas, o Challenge também gera dúvidas nos atletas e nos fãs. Roger Federer, um tradicionalista do esporte, declarou, desde o início que era contra o uso do desafio, mas que usaria para seguir as regras. Nem sei se ele já se acostumou ao hawk eye.

Nosso colunista na Tennis View, Carlos Bernardes vem escrevendo textos para os leitores sobre o Hawk Eye e o seu Review System, as “rules” e o funcionamento,  mas dúvidas continuam surgindo e em Cincinnati, no jogo entre Andy Roddick e Robin Soderling, houve controvérsia. Roddick ficou discutindo longamente com o juiz. Poderia ter pedido o Challenge, ou não? Demorou para fazer a solicitação?

Para esclarecer as dúvidas sobre o Challenge, entrei em contato com o próprio Bernardes, que está em Cincinnati e perguntei a ele se há algum tipo de regra quanto ao tempo que o jogador tem para pedir o Challenge e vejam o que ele respondeu:

“O que existe é um procedimento como no saibro. O jogador não pode esperar muito tempo para fazer um Challenge. Por exemplo, ele não pode jogar o ponto e depois pedir o challenge, tem que ser de imediato. Ou após o fim do ponto ou ele parando o ponto. As vezes ele acha a marca na quadra e pede. Mas tudo tem que ser em um tempo razoável. Enfim não há esta coisa de 5 seg ou menos ou mais. É uma questaão de bom senso. Se vc ver que o jogador está esperando pelo coach ou até mesmo o juiz de cadeira dar uma dica, este Challenge pode ser recusado.”

Bernardes está sempre disposto a responder as nossas e as suas dúvidas. Caso tenha alguma pergunta, seja sobre o Challenge ou qualquer outro assunto de regra de tênis, é só mandar um email para tennisview@tennisview.com.br.


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Raí, Cafu, Cruyff, Agassi, Guga, Federer e Nadal, tem muito mais em comum além de serem astros do futebol e do tênis: a responsabilidade social

Estive hoje no Rio de Janeiro, no lançamento da Soccerex, a maior feira de futebol business do mundo, à convite de um grande amigo, de longa data, que hoje trabalha na IMG (International Management Group) e queria me mostrar como funcionava o negócio.
Liderado por um grupo de ingleses, a SoccerEx, marcada para 20 de novembro, com duração de cinco dias, no Rio, foi lançada com um almoço no Copacabana Palace.
Como convidados, além de empresários e dirigentes, algumas estrelas do mundo do futebol, como Carlos Alberto Torres, Jorginho e Cafu.

Entre uma apresentação de vídeo e outra Jorginho e Cafú foram chamados para falar sobre os seus projetos sociais, para ratificar a ligação da Soccerex com a responsabilidade social.
Cada um falou brevemente dos seus projetos e do porque e como tentam ajudar o próximo e principamente Cafu, de como poderão beneficiar milhares de pessoas de baixa renda com os eventos que estão chegando no País.
Quando eles estavam com microfone na mão, falando, fiquei pensando que no tênis, um dos maiores benefícios que os tenistas prestam à sociedade é através de suas Fundações e ações que realizam em cada torneio que participam.
Raí, aqui no Brasil, deve ter sido um dos pioneiros com a sua Gol de Letra, em parceria com Leonardo. A Fundação Cafu, ao lado da Gol de Letra, é hoje uma das mais bem estabelecidas.
Juntos, os ex-são paulinos já beneficiaram milhares de pessoas indiretamente. Assim fazem outros Astros do futebol, mas nem tantos com suas próprias fundações. Johan Cruyff é talvez a estrela do futebol internacional com a Fudação mais abrangente – a Johan Cruyff Foundation (http://www.cruyff-foundation.org/ )– que até torneio de tênis em cadeira de rodas organiza.
Andre Agassi, no tênis, é o nome mais forte entre os “mecenas” do esporte. Começou a sua Fundação em 1994 e seus projetos são tão bem montados que ele já chegou até ao Congresso, querendo mudar o sistema de Educação norte-americano, através das experiências com a sua Andre Agassi Preparatory Academy, que formou a sua primeira turma no ano passado.
Desde 1995 Agassi realiza o Grand Slam For Children, um dos eventos de caridade, de gala, mais conhecidos do planeta e que arrecada aproximadamente US$ 10 milhões por noite.


Guga inaugurou há quase uma década o seu Instituto, o Instituto Guga Kuerten (www.igk.org.br), em Florianópolis, que vai crescendo a cada temporada, atingindo pessoas de baixa renda e com necessidades especiais, buscando sempre a inclusão social e incentivando a prática de diversas modalidades esportivas.
A lista de campeões de tênis que tem suas próprias fundações é expressiva. Aliás, foi por isso que pensei em fazer este post, quando Cafu e Jorginho falavam dos benefícios que o esporte pode trazer.
Andy Roddick tem uma fundação muito forte, a Andy Roddick Foundation.  Esposa de Agassi, Steffi Graf, também tem sua própria Fundação, a Children for Tomorrow; Billie Jean King tem o Womens Sports Foundation; Arthur Ashe, já falecido, também tem a sua Fundação em prol dos que sofrem com a Aids – a Arthur Ashe Foundation.
Maior ídolo do momento no tênis, Rafael Nadal, também lançou a sua Fundação, a Fundacion Rafa Nadal, assim como Serena Williams, com a Serena Williams Foundation.
Musa do esporte mundial, até mesmo Maria Sharapova tem a sua própria Fundaçnao que beneficia desfavorecidos na sua região de origem, a Rússia.
Com raízes na África, continente de origem de sua mãe, Roger Federer voltou a sua Fundação para beneficiar os países africanos.
Acho que poderia passar a noite listando os tenistas e suas fundações. Além disso, a maioria deles, se não tem a sua própria Instituição participa de ações constantemente como é o caso de Boris Becker e Monica Seles, com o Laureus, de John McEnroe, que há três semanas esteve com Andre Agassi em evento para beneficiar a Andre Agassi Foundation, em Los Angeles, no Farmers Classic, entre muitos outros.
A questão da responsabilidade social que antes era um plus no currículo de qualquer esportista hoje se tornou mais do que obrigatória, está completamente ligada ao papel de cada um deles na sociedade.

PS – Para terminar reproduzo o blog de Andre Agassi, publicado no site da sua Fundação para mostrar o quanto ele está empenhado em mudar de fato a educação nos Estados Unidos. Este post é do dia 09 de agosto e Agassi atualiza seu blog constantemente.

“This has been a tough couple of weeks for education here in Nevada.
We lost someone who was a true friend to our Foundation, and a lifelong friend of education, our former Governor Kenny Guinn. At 73 years young, he was full of life and filled with passion for Nevada’s students. With his passing our state has lost a powerful and persuasive voice for education reform. Leaders like Kenny are simple irreplaceable.

The second part of this one two punch came on Tuesday of last week. Nevada was eliminated from consideration of the ‘Race To The Top’ grant. This means forfeiting about $160 million in Federal funds for our schools. However, in applying for these funds, a great deal of reform has been put on the table in the last six months. It’s a start.

Here and across the country, I am hopeful that winds of change are starting to stir. People are embracing reform in Washington, in the press and at the local level across America. It is a movement that calls for more high achieving charter schools in impoverished neighborhoods, for better tools to evaluate and identify good teachers, and for a culture of respect and high expectations in the classrooms. All, values that we cherish at Agassi Prep.

America was once a model for the world in education, and I believe it can be again if we become innovators that challenge the status quo, and reformers willing to reinvent a system that resists change and accountability. Our next generation is a treasure. We must value them enough to equip them, educate them and graduate them.”

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Davis ou Copa do Mundo? Claro que o escolhido é o futebol.

O domingo, dia 11 de julho, definirá os semifinalistas da Copa Davis.

Sim, para o mundo do tênis a data sera marcada pela decisão dos confrontos de quartas-de-final da competição entre nações.

Mas, é para a Jabulani que os olhos dos fãs de esporte estarão voltados no dia 11, data da final da Copa do Mundo.

Começaram nesta sexta os jogos entre Rússia e Argentina; França e Espanha; Croácia x Sérvia e Chile x República Checa.

David Nalbandian

Grandes confrontos para os amantes do tênis, com David Nalbandian jogando pela Argentina em Moscou e marcando vitória contra Nikolay Davydenko; Mikhail Youzhny vencendo Leonardo Mayer; o francês Gael Monfils superando o espanhol David Ferrer em cinco sets; Novak Djokovic ganhando de Ivan Ljubicic; Marin Cilic passando por Viktor Troicki, entre outros desafios.

Marin Cilic

São jogos que qualquer amante do esporte gostaria de assistir, que merecem destaque mundo afora. Mas, em meio à Copa do Mundo, até mesmo os mais fervorosos fãs do tênis acabam se esquecendo da competição.

Eu mesma, que vivo do esporte, estou ligada o tempo todo no que acontece no tênis, não estava conseguindo dar a devida atenção à Copa Davis.

Ela está simplesmente perdida, no meio da decisão da Copa do Mundo, que terá a disputa do terceiro lugar neste sábado e a decisão inédita, entre Holanda e Espanha, no domingo.

Até mesmo Rafael Nadal, líder absoluto do time espanhol, trocou a disputa contra a França, em Clermont Ferrand, para viajar a África do Sul e apoiar o seu time, na final do Mundial, contra a Holanda.

Sempre fui uma defensora da Copa Davis. Acompanhei de perto inúmeros confrontos emocionantes. Vi como a disputa mexe com jogadores, torcida, mídia e a diferença que é você jogar pelo seu país e em equipe, do que um torneio do dia a dia do circuito.  Vi como, em países menores e sem tradição no tênis a Copa Davis talvez seja o único momento no ano em que o tênis ganha espaço e divulgação. Aprendi a história da competição, a valorizar a sua tradição e apesar de sempre haver gente querendo mudanças, dizendo que os tops não participavam dos jogos, não concordava muito, já que eles costumam comparecer sim, mas não em todos os confrontos do ano.

Não achei que o fato de terem começado a dar pontos no ranking para quem jogasse Copa Davis tenha mudado radicalmente a cabeça daqueles jogadores que não se colocam disponíveis para competir. Não é isso que faz a diferença para os jogadores tops.

Talvez faça para os tenistas que tem ranking inferior. Mas, estes praticamente estão sempre à disposição do País.

Quando li, no início do ano, durante o Australian Open, a proposta do ex-jogador de futebol australiano James Hird, hoje um empresário dos esportes, de criar a Copa do Mundo do Tênis, que seria disputada a cada dois anos, durante 10 dias, com 32 países, não gostei. Achei quase um insulto à Copa Davis e à história do esporte.

Mas, confesso que agora vendo as quartas-de-final da Copa Davis, com tantos confrontos interessantes, perdida no meio da final da Copa do Mundo de Futebol, começo a entender a visão de Hird, de querer tornar o tênis um esporte ainda mais global, mais forte, que rivalize com as principais modalidades do mundo esportivo. Quem, fora os mais fanáticos fãs do tênis está acompanhando a Davis nestes dias?

Quem está vendo pela TV? Aqui no Brasil, pelo menos, ninguém e olha que o Brasil não está na decisão da Copa do Mundo. Espaço na mídia também não há. O foco agora é o futebol. Quem vai lembrar da Davis?

Não estou afirmando que devamos seguir a ideia de Hird, mas essa disputa de quartas-de-final, neste momento, deixa claro, que se o esporte quer crescer para além do seu nicho, precisa mudar.

Gael Monfils

Em tempo:

Argentina empata primeiro dia de confrontos com a Rússia, em Moscou.

David Nalbandian (ARG) d. Nikolay Davydenko (RUS) 64 76(5) 76(6)

Mikhail Youzhny (RUS) d. Leonardo Mayer (ARG) 63 61 64

França abre 2×0 na Espanha, em Clermon Ferrand.

Gael Monfils (FRA) d. David Ferrer (ESP) 76(3) 62 46 57 64

Michael Llodra (FRA) v Fernando Verdasco (ESP) 6/7(5) 6/4 6/3 7/6(2)

Croácia e Sérvia empatadas em Split


Novak Djokovic (SRB) d. Ivan Ljubicic (CRO) 76(3) 64 61
Marin Cilic (CRO) v Viktor Troicki (SRB) 64 7/5 6/2

República Checa lidera confronto com o Chile por 2×0, em Coquimbo

Ivo Minar (CZE) d. Nicolas Massu (CHI) 60 62 63
Jan Hajek (CZE) d. Paul Capdeville (CHI) 6/0 6/2 6/1

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