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Djokovic, o “Imperador da Sérvia,” quer reinar de novo no Australian Open

Novak Djokovic continua impressionando neste início de 2011. Com motivação em alta e principalmente muita confiança depois de vencer a Taça Davis no final do ano, enfrentará Roger Federer por uma vaga na final do Australian Open. Desde Roland Garros do ano passado ele vem evoluindo. Alcançou as quartas em Paris, a semi em Wimbledon e foi à final do US Open. Quer agora conquistar o título.

Reproduzo neste post a matéria – editada – que escrevi sobre Djokovic para a última edição da Tennis View, falando sobre a Davis, mas principalmente como Djokovic se tornou o jogador que é hoje, desde o início da carreira e mostrando sua importância como líder muito além das quadras na Sérvia.

Tenista é o “Novo Imperador” da Nação

A Sérvia se tornou o 13º país da história a vencer a Taça Davis. Com Novak Djokovic, Victor Troicki, Nenad Zimonjic e Janko Tipsarevic, a nação venceu a França de Gael Monfils, Gilles Simon, Michael Llodra e Arnaud Clement, por 3 jogos a 2, na Arena de Belgrado, no início de dezembro.

A conquista marcou um momento histórico para o jovem País, o maior feito esportivo da República da Sérvia, nome que foi oficializado apenas em 2006, quando se separou de Montenegro.

A história, em um breve relato, explica a importância do feito para os jogadores e a população. Desde os séculos XV e XVI a região viveu mais conflitos e dissoluções, do que se pode imaginar. Foram décadas de luta com o Império Otomano, fizeram parte do Império Austro Húngaro,  do Habsburgo, do Russo, viveram a Primeira Guerra Mundial, a Guerra dos Balcãs, foram dominados pelos alemães na II Guerra, se desentenderam com os países vizinho, passaram pela Guerra da Bósnia, do Kosovo, foram chamados de Iugoslávia, Sérvia e Montenegro, até finalmente, quatro anos atrás serem oficializados República da Sérvia.

A guerra esteve presente na vida de todos os tenistas e do público presente na Arena de Belgrado, até um passado bem recente. Conquistar a Taça Davis era então prioridade para o líder da equipe Novak Djokovic.

“É o maior momento da minha carreira. Não se compara a nenhum outro. A alegria de estar aqui com os meus companheiros de equipe e de dar esse título ao meu país é imensa,” comemorou Djokovic, campeão do Australian Open em 2008.

Antes de vencer a Taça Davis, internacionalmente, como esporte coletivo, a Sérvia havia conquistado uma medalha de prata no vôlei, nos Jogos Olímpicos e vencido o campeonato europeu de basquete.

Carente de ídolos e de motivos para festejar, o País parou para celebrar os novos expoentes e o mundo entendeu a importância da competição entre nações.

DJOKOVIC, o Novo Imperador

Apesar do ponto decisivo do confronto ter sido dado por Troicki ao derrotar Llodra, foi Djokovic quem liderou a Sérvia, desde a sua primeira participação na Copa Davis, em 2004, ainda como representante de Sérvia e Montenegro, na Terceira Divisão do Zonal Europeu.

Primeiro campeão de Grand Slam do País em 2008, vencendo o Australian Open, mesmo ano em que Ana Ivanovic ganhou Roland Garros, Djokovic construiu um novo Império na República da Sérvia, o Império Novak. Através de negócios com a família e com os dirigentes governamentais, conseguiu expandir o seu sucesso no tênis, muito além do que as compatriotas Ivanovic e Jelena Jankovic vem fazendo.

Com o pai Srdjan dirigindo os negócios da família, através da Family Sports e a mãe, Djana, à frente também, Novak se tornou sinônimo de prosperidade na Sérvia e maior estrela do País. Mais popular até do que os jogadores de futebol Dejan Stankovic, da Inter de Milão e Nemanja Vidic, do Manchester United.

O tenista conseguiu, em meio a um já complexo calendário da ATP, há dois anos, trazer um torneio ATP 250 para a capital durante a temporada de saibro; abriu dois restaurantes em Belgrado, uma loja de esportes, a Novak Shop, tem um clube de tênis com spa, onde o ATP é disputado e está construindo um Centro de Treinamento, o CT Novak, com apoio do Governo, e lançamento previsto para o segundo semestre de 2011. O CT terá cinco quadras cobertas e outras 15 ao ar livre além de um hotel. A ideia é ter 50 pessoas treinando simultaneamente, com metade do espaço reservado aos jovens talentos sérvios.

“Na Sérvia nós não temos estrutura alguma. O jogador está sozinho. Se ele quiser evoluir tem que sair do País e queremos acabar com isso,” afirma o Sr. Srdjan, o pai de Novak.

É o mesmo Sr. Srdjan também quem representa as marcas patrocinadoras do filho, Head e Sergio Tacchini em toda a região dos Balcãs.

Tudo é comandado do escritório da Family Sports, empresa aberta há quatro anos e cujas instalações se assemelham a de uma corporação do mais alto padrão, com salas de reuniões, conferências e uma organizada e luxuosa sala de troféus.  Quem quiser conhecer um pouco mais é só acessar o site do tenista – http://www.novakdjokovic.rs – e assistir a apresentação dos negócios Novak, em 3D.

Um dos restaurantes Novak fica justamente no primeiro andar do Prédio da Family Sports e lá turistas e fãs podem adquirir chaveiros, canetas e mimos em geral do ídolo.

Além das propriedades e negócios, Novak é visto em outdoors pelo país, em campanhas dos patrocinadores, que inclui a Telekom Serbia, da Cruz Vermelha, de campanhas de alerta contra o câncer e do Governo. A mais atual exibe Djokovic pedindo ao povo que mantenha as cidades limpas.

A história de Djokovic com a Sérvia só não é perfeita devido a um desentendimento com a Federação de tênis do País, presidida pelo ex-top 20 Slobodan Zivojinovic.

A família de Novak acusa a Federação de não ser transparente e de não ser capaz, nem ao menos, de saber quantas pessoas jogam tênis na Sérvia e divulgar quantos são os Federados.

INÍCIO PERTO DO KOSOVO

Mas, o que é agora um conto de fadas para os Djokovics, teve momentos de história mal-assombrada.

Foi nas montanhas de Kopaonik, perto da fronteira com o Kosovo e onde fica a maior estação de esqui de Sérvia, que Novak deu as primeiras raquetadas, em três quadras de tênis construídas pelo Governo, no fim dos anos 1980, em frente à pizzaria da família.

O garoto foi logo observado pela técnica Jelena Gencic, a mesma que havia descoberto Monica Seles e Goran Ivanisevic, em Kopaonik para uma clínica, em 1993, e que no terceiro dia de treinamentos disse ao Sr. Srdjan, que o filho, então com seis anos de idade, seria um campeão.

Para progredir, Novak foi enviado a Belgrado, onde vivia com o avô e treinava no Clube Partizan. Era 1999, época dos bombardeios na região e mesmo assim, o tenista e a técnica encontravam maneiras de treinar, nos lugares bombardeados nos dias anteriores, esperando que não fossem jogar bombas novamente.
“Nós lembramos disso e nunca vamos esquecer. É algo muito forte, que está dentro da gente. Foi uma experiência traumática e claro que você fica com lembranças ruins. Ouvíamos o barulhos das sirenes, no mínimo, três vezes por dia, avisando que os aviões com bombas estavam chegando. Até hoje quando ouço algo parecido, fico assustado,” lembrou Djokovic, em uma recente entrevista ao New York Times.

Por isso, o pai Srdjan, enfatiz que “o diferencial do Novak é o mental. A força mental fez dele um campeão.” De Belgrado, logo depois de completar 12 anos de idade, Novak foi para Munique, na Alemanha, treinar com Niki Pilic, hoje o técnico da Sérvia na Copa Davis.

De acordo com relatos, a família toda, incluindo os tios, investiram tudo o que tinham para que ele pudesse treinar e ter todas as condições. “Foi um investimento,” diz o tio Goran, sócio na pizzaria inicial em Kopaonik e que continua envolvido com os negócios na Family Sports.

“E hoje o Novak se tornou o produto de exportação número um da Sérvia. Antigamente os exemplos para a juventude eram ladrões, gangsters e hoje é um tenista,” se orgulha a mãe Dijana.

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“Venus no País das Maravilhas”

Parece que a cada Grand Slam que passa Venus Williams fica mais inspirada nos designs de seus vestidos.

Depois do vestido de renda transparente usado em Roland Garros, no ano passado, ela conseguiu ousar ainda mais e chocou a todos no jogo de segunda rodada no Australian Open, com um vestido amarelo ouro, deixando boa parte do torso a mostra e uma saia multi-estampa.

Desde que lançou a sua própria linha de roupas, a Eleven, Venus faz questão de desenhar os próprios vestidos e este que causou tantos comentários em Melbourne chamou de “Alice no País das Maravilhas.”

Meios do comunicação do mundo todo fizeram comentários sobre o “outfit” da americana.

A revista Time escreveu: “The Roman goddess of love and beauty, “was probably vomiting in the heavens”.

O jornal The Sun pergunto “Had someone who didn’t like her gone at it with a pair of scissors? Is there a mirror in her hotel room?”

O australiano Herald Sun, na manchete estampou “Venus reveals shocker dress”

O que importa mesmo, além do burburinho que gerou nas arquibancadas e a atenção que chamou da mídia mundial, foi o que a própria Venus contou na coletiva de imprensa após avançar à terceira rodada, sobre o vestido.

Q.  Could you talk us through your
outfit tonight?
VENUS WILLIAMS:  Oh, the outfit is
inspired by Alice in Wonderland.  Yeah, don’t
laugh.  But it’s kind of about a surprise, because
when Alice goes down the hole, the rabbit hole,
she finds all these things that are so surprising.
This outfit is about having a surprise in
tennis a dress, and kind of, you know, showing
some skin and then just having a print.  Prints
don’t happen that often in tennis.  So it’s called
the Wonderland dress.  It was fun.

Q.  You have as much input into that
as your other dresses?
VENUS WILLIAMS:  I put a lot of thought
into my dresses.  I love fantasy, and this was
kind of a way to express who I am on the court.

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Annacone, técnico de Federer “Tenho que me beliscar todas as manhãs para acreditar que é verdade”

O primeiro Grand Slam do ano, o Australian Open, começa amanhã à noite no horário do Brasil. São 128 jogadores na chave principal masculina e mais 128 mulheres. Mas, as atenções estão mesmo voltadas para apenas dois nomes, Roger Federer e Rafael Nadal.

Entre tantas matérias e notícias que li nos últimos dias, uma das mais interessantes que encontrei foi a matéria que a colega Linda Pearce, do jornal australiano The Age fez com o técnico de Roger Federer, Paul Annacone, em Melbourne.


Como tem se tornado cada vez mais raro entrevistar os técnicos das grandes estrelas – muitos deles tem cláusulas contratuais que os proíbem de dar entrevistas para falar sobre os seus respectivos jogadores – foi até surpreendente ler as declarações de Paul Annacone, que foi técnico de Pete Sampras também.

A primeira delas é que ele brinca que tem que beliscar todas as manhãs para acreditar que é verdade, que depois de ter trabalhado com Sampras esteja trabalhando com Federer.

O treinador diz acreditar que o suíço possa chegar aos 20 títulos de Grand Slam e que na verdade ele serve como um cara para implementar algumas coisas que Roger já sabe fazer e para deixá-lo motivado e sempre melhorando. “Não sou eu que vou mudar o jeito dele jogar. O cara ganhou 16 Grand Slams.”

Vale a pena ler – http://bit.ly/hU328d

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Federer e Nadal transcendem rivalidade nas quadras

Roger Federer e Rafael Nadal disputam nesta terça e quarta dois jogos, um na Suíça e outro na Espanha, com o objetivo de arrecadar fundos para as Fundações de ambos.

Desde que recebi o primeiro comunicado sobre o jogo – a princípio seria apenas em Zurich – em agosto, achei a ideia muito bacana, de ver os dois “grandes rivais” dos últimos anos no tênis, se unindo, no meio das férias e pré-temporada para fazer um jogo desses, o Match For Africa. Quando chegou a notícia de que Federer também iria a Madri para jogar com Nadal, ficou melhor ainda.

É incrível ver como profissionalmente os dois atletas se dão bem e são de altissimo nível, dentro e fora da quadra.  Não vamos dizer que sejam amigos, daqueles que se falam ao telefone diariamente, mas tem um respeito enorme um pelo outro e sabem da força que tem no esporte e o que podem trazer de benefícios para as próprias imagens, para o tênis, para as fundações, etc..

Não vamos colocar estas partidas na lista de “Encontro Diretos (Head to Head)” deles, afinal os jogos são em outro momento e uma maneira mais relaxada deles se encontrarem com o público. Esperamos muito mais um espetáculo – na Espanha haverá show de música também – do que uma final de ATP World Finals.

Fico aqui tentando lembrar que outro par de tenistas conseguiu extender a “rivalidade” em quadra para muito além do ranking e dos troféus de Grand Slam e não consigo imaginar.

Essa época do ano também é momento de muitos jogos exibição nos Estados Unidos. São inúmeros, mas nada que se compare a essas mega produções que estão sendo feitas em Zurich e em Madri.

A lista de patrocinadores é imensa, muitos são os próprios patrocinadores dos jogadores e os ingressos, para o jogo da Caja Magica, em Madri, foram vendidos em menos de seis horas. Estilo show de rock. Sem falar que os jogos serão transmitidos em muitos países, inclusive nos EUA. Aqui no Brasil, ESPN e SporTV transmitem.  Os fãs agradecem.

Vai sempre haver a discussão de que era época deles descansarem e não jogarem exibições, afinal sempre reclamam do pouco tempo para relaxar, mas Federer e Nadal viram uma oportunidade agarraram. Profissionais que são, estão aproveitando tudo. Até o piso do jogo em Madri sera vendido com renda revertida para a Fundacion Rafa Nadal.

É um prazer assistir de longe, algumas vezes de perto, tudo o que esses dois mitos do esporte fazem. Viram a foto de Federer buscando Nadal no aeroporto, em Zurich hoje cedo?

É só entrar no site de ambos para ver como aproveitam bem o nome que tem.

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Revivendo a Semana do Guga em Lisboa Parte IV – Vitória inédita sobre Sampras, final x Agassi e chance de ser no. 1

E o que parecia quase impossível dias atrás acabou acontecendo. Guga se recuperou no campeonato, venceu Pete Sampras, na quadra rápida coberta do Pavilhão Atlântico de Lisboa e avançou, pela primeira vez na história, à final da Masters Cup, marcando um encontro com Andre Agassi.

Para deixar a história e a semana ainda mais fantástica, Marat Safin, o favoritíssimo a terminar a temporada como número um do mundo, perdera para Agassi no mesmo dia, significando que se Guga vencesse a final, se tornaria o primeiro do ranking.

Mas, naquele momento, logo após a primeira vitória em torneios oficiais sobre Sampras, não era nesse posto de número um que Guga estava focado. Ele estava feliz com a vitória, pensando no campeonato, em como se recuperou e até dizendo que se Safin ficasse com a coroa de melhor do mundo, estaria em boas mãos.

Lembro até hoje da sensação dessa vitória, especialmente depois do Guga ter perdido o primeiro set num tie-break.

Reproduzo aqui o press release com detalhes do jogo, declarações do Larri que escrevi logo após a partida e alguns trechos da entrevista coletiva do brasileiro pós Sampras e pré Agassi, que também encontrei nos meus arquivos.


GUGA VENCE SAMPRAS E DECIDE TÍTULO DE CAMPEÃO DO MUNDO, NESTE DOMINGO

Brasileiro enfrenta Andre Agassi e se vencer é o número um do mundo

Gustavo “Guga” Kuerten decide, neste domingo, o título de campeão do Mundo, na Masters Cup de Lisboa. Depois de vencer o norte-americano Pete Sampras, cinco vezes campeão deste torneio, neste sábado, por 2 sets a 1, parciais de 6/7 (5) 6/3 6/4, em 2h13min de um tênis de altíssimo nivel, Guga enfrentará Andre Agassi, às 13h30min (Brasil), com transmissão ao vivo do Sportv. A vitória, além de valer o título da Copa do Mundo, dará ao brasileiro o posto de número um do mundo.

Sem nunca ter vencido Pete Sampras em torneios da ATP e depois de ter perdido a final do Masters Series de Miami, por 3 sets a 1, em março, na quadra rápida, Guga queria muito a vitória sobre o norte-americano, especialmente depois de quase ter desistido de jogar a competição, na terça-feira, com um espasmo na coxa direita.

Número um do mundo por seis anos consecutivos, Sampras saiu na frente no jogo. Quebrou o saque de Guga no segundo game e logo abriu 3/0. Mas, Guga não se entregou e devolveu a quebra no 1/3, levando a decisão do set para o tie-break, depois de ter salvado dois set points, no 5/6. No tie-break, o brasileiro saiu na frente, mas Sampras passou adiante no 4/4 e fechou a série, com uma devolução de saque de Guga para fora, no 5/7.

No segundo set, Guga conseguiu quebrar o serviço de Sampras logo no segundo game e não deixou mais o rei de Wimbledon se recuperar, fazendo 6/3 e empatando o jogo em um set.

Na série decisiva, Guga teve chances de quebrar o serviço de Sampras no primeiro game, não conseguiu e foi Sampras quem ameaçou o brasileiro, em seguida, com quatro break points. Guga conseguiu se salvar e no 4/4, quebrou o saque de Sampras, só precisando sacar para garantir a vaga na final. Mas, momentos de tensão tomaram conta do Pavilhão Atlântico, quando Guga, no 5/4, teve 15/40 no seu serviço. O brasileiro, vibrando muito, reverteu a situação e fechou o jogo com um ace.

Durante a partida, Guga (Banco do Brasil/Diadora/ Head/Globo.com/Motorola) teve 63% de aproveitamento do primeiro serviço, deu 13 aces, fez 3 duplas-faltas, deu 45 winners e 25 erros não forçados.

O técnico Larri Passos, bastante emocionado, disse que foi a vitória do coração. “O Guga aprendeu muito com a final de Miami. Ele aprendeu que tinha que sacar na esquerda do Sampras, por exemplo. A vitória de ontem, sobre o Kafelnikov, que é o cara mais completo do circuito, foi muito importante também,” contou, emocionado Larri. “Fiquei muito emocionado mesmo, com a vitória, com a faixa que vi na quadra, dizendo que os brasileiros se orgulhavam de mim e do Guga e também com o cumprimento que ganhei do Sampras,logo depois do jogo.”

Para a final deste domingo, contra Andre Agassi, Larri disse que seu pupilo não poderá vacilar. “Ele vai ter que ser agressivo, botar o Agassi para correr e fechar a rede de vez em quando.”

Guga e Agassi se enfrentaram na primeira partida, em Lisboa e o norte-americano, atual oitavo colocado na Corrida dos Campeões e no ranking de entradas, venceu por 2 sets a 1, parciais de 4/6 6/4 6/3. Além disso, Guga e Agassi já se enfrentaram outras sete vezes, com três vitórias de Guga.

Com a derrota de Marat Safin, neste sábado, para o norte-americano Andre Agassi, caso Guga vença amanhã, se tornará o jogador número um do mundo.

Esta será a sétima final que Guga disputa na temporada, tendo sido campeão em Roland Garros, Hamburgo, Indianápolis e Santiago e vice-campeão em Miami e Roma.

December 2, 2000

Gustavo Kuerten

Q. A couple of days ago you said that Marat deserves the No. 1 spot. What is your opinion about that right now?

GUSTAVO KUERTEN: The same. I wish I could play him in the final. Unfortunately, he’s not there. I wish I win, but I wish he’s No. 1.

Q. Will you be able to play? You’re okay? Did you have treatment tonight?

GUSTAVO KUERTEN: Yes, good treatment now. I’ve been recovering well. As hard as I play, one, two sets, I start to feel a lot of pain. But tomorrow I going to be able to play for sure. Tough five sets. I don’t know how far I can go, but I’ll try to push myself as far as I can.

Q. How much confidence do you have for tomorrow’s final?

GUSTAVO KUERTEN: A lot. I win three matches in a row. I didn’t expect to be in the final. Tomorrow I will try really surprise and play aggressive. But don’t expect too much thing. Just happy to be there.

Q. You’re Roland Garros champion. You won a Masters Series. You’re in a final now. Why do you think Safin deserves to be No. 1?

GUSTAVO KUERTEN: He won a Grand Slam, too. He won two Masters Championships. He won seven tournaments. As I say, if it was in his hands, it’s well-deserved, you know. It was great competition end of the year, everybody fighting for No. 1. He really did what he need to be. If I win tomorrow, I will be. It’s good. It’s fun. But he could — you know, for sure he could be the No. 1 of the world if I don’t surprise everybody here and win the tournament. That’s what I mean. He well-deserve this spot. For sure, if it stay with him, I’m going to be happy, as well.

Q. Pete has won this tournament five times. He’s one of the greatest indoor players ever. Where do you rank this victory in your career for you?

GUSTAVO KUERTEN: The best. For me was special. He’s a great player. I really admire him. Here I never expect to beat him in situation like this. So for sure it’s top level of happiness, dream and everything for me, you know, it’s happen here.

Q. You sound very pessimistic about tomorrow. Is that because he’s already beaten you here this week?

GUSTAVO KUERTEN: Yes. You know, I don’t feel a hundred percent to run that much that I know I’m going to need tomorrow. But, you know, I’ve been feeling much worse, if you were here in the first day, but you wasn’t. You only come in the final. If I lost, you don’t come. It’s okay (laughter). You would see how bad I was. I was much worse than now. I was feeling very, very bad. Now I’m feeling good, feeling okay. I would say I don’t need to win, I’m happy enough. But let’s see. I will try. I will try for sure and play hard. We’ll see how it’s going to be.

Q. Having heard what you said about Marat and No. 1, but now it’s in your hands. How excited or how nervous does it make you to have that possibility?

GUSTAVO KUERTEN: Again, again (laughter)? Everybody do the same question. It’s nice, it’s good, but it’s not what I’m feeling right now. I feel in this tournament, the situation, it’s great for me. I feel myself out of the tournament after the first match, and now I see myself in the final. I will try to win the match tomorrow as I can with all the energy I have. If I win, I’m going to be No. 1. It’s consequence. But I think only about winning and finding a way to beat Andre tomorrow. I know it’s going to be tough.

Q. Only when you are No. 1 we can talk to you about being No. 1.

GUSTAVO KUERTEN: Yes, hopefully (laughter).

Q. It looked like after the match, he was telling you something nice. Did he tell you anything special?

GUSTAVO KUERTEN: Yes. I think he really felt the way things was going for me, you know, the way I came back during all the competition during the match, the way I was fighting. He give me great support, you know, wish me good time and good luck in the final. He really said it was a good game, he played well, but I played better. He was like satisfied the way he played, too.

Q. The tactics for tomorrow will be quite different from the game of Tuesday when you played against him?

GUSTAVO KUERTEN: I will not tell. If I tell, he’s listen, is going to be bad (laughter). I try to be more aggressive as I was the other match that I play him the first day, try to go for the shots a little bit more.

Q. Do you think Lisbon brings you good luck since you won already a tournament in Portugal?

GUSTAVO KUERTEN: It’s nice to play here, no? Make me feel comfortable. I’m much closer to my country, my people than I normally am playing other countries. It feels as in home. Makes me feel better on court, of course. I can have a lot of support from people, the crowd and everything. It’s nice. It’s not that I always have great results, but I really enjoy. If I don’t play too good, I really enjoy coming here to play.

Q. Can you tell us a bit about the match today? What did you feel today after winning, beating Sampras?

GUSTAVO KUERTEN: It was one of my best victories. I felt a lot of emotion and a lot of happiness. It was very, very special. I’m going to try and live this moment very well till tomorrow and take advantage of these good emotions I’m feeling, inspire myself for tomorrow, try and get these positive feelings and energy to support me in my match tomorrow.

Q. Are you aware of what you’ve done for tennis in Brazil?

GUSTAVO KUERTEN: If I stop and just think about what I’ve done for tennis, I think it’s very important. If I’m going to play Sampras or Agassi, it’s going to be very important for the public there. The important thing now is that I’m in the final. Brazil has never had anybody in the Masters. For me to be in the final is absolutely fabulous for the country. If I was a journalist, if I was a Brazilian journalist, I’d be able to do a whole newspaper on this tournament.

Q. Now that Agassi can’t hear us, what are the tactics for the final?

GUSTAVO KUERTEN: I’m going to try to do everything which I can. I’m going to hit the ball hard. It’s going to have to be a moment which is going to happen tomorrow. The tactic is going to be dependent on the way I feel tomorrow, my emotions. That is what a final involves. I’m going to have to live the moment and decide how I feel in that moment.

Q. What is your message for the Brazilian fans who have big expectations? What is your message?

GUSTAVO KUERTEN: I always try and send my message in the best way, which is showing my determination and what I’m feeling on the court. I know that everybody is going to be looking at the match tomorrow, very nervous, people praying that I win. It’s important. I think that all Brazilians are very happy. People are forgetting their problems back in Brazil. I’m happy and proud to be part of that. I’m going to try and make it a happy day for Brazil tomorrow. Everybody knows what I’m doing there. I’m doing something unique. If I would arrive there tomorrow, even if I lost, everybody would still be very happy with the way I played this week and the way I behaved.

Q. Yesterday after beating Safin, Sampras said he lacked a bit of mental edge. He said you have a better mental factor than Safin. What do you think of that? Do you think you’re stronger psychologically now?

GUSTAVO KUERTEN: Well, I’ve evolved a lot. I’ve grown a lot in that department. I think Safin is only 20 years old. It’s quite good he doesn’t think most of the time because he hits the ball so strong that if he thought, it would be even more dangerous. I think I’m learning to play well with other players, and showing how I can deal with certain problems on the court. I’m getting a lot better on these fast surfaces. It’s really a mental factor to know how to get through tough situations. I think I wasn’t so — I think if I wasn’t so strong mentally, maybe I wouldn’t be able to get to the final, as I did.

Q. You’ve complained about the linesmen. Do you think they have been unfair with you this week?

GUSTAVO KUERTEN: I think it’s difficult. Many balls are quite questionable. I think Sampras and Agassi are the strongest players, the most known players, and sometimes I’ve had situations where I’ve been treated unfairly playing against them because I think if you play a tournament like this in Brazil, if I would play against another player who isn’t Brazilian, maybe I would be favoured there. The name of the player is important when he’s on court. Sometimes we play and don’t see properly.



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Billie Jean King arrecada US$ 500 mil em uma noite com Agassi, Graf, Navratilova e Elton John

Esse post é mais um complemento do post escrito há algumas semanas sobre a Billie Jean King e da matéria que fiz com ela para a edição 109 da Tennis View.

Ela é mesmo incansável. Arrecadou US$ 500 mil em um único evento, na noite de segunda, em Washington DC, para a Elton John Aids Foundation.
Reuniu 94 títulos de Grand Slam na capital americana: Andre Agassi, Steffi Graf, Martina Navratilova, Rennae Stubbs, além de Anna Kournikova, Mark Philippoussis, Eric Butorac e Jan Michael Gambill.

Além do jogo exibição de simples, duplas e duplas mistas, houve um leilão em que uma aula de tênis com Agassi e Graf foi arrematada por US$ 50 mil.

Leia o press release do evento, na íntegra:

(November 15, 2010) – Tennis’ top names rallied for charity at WTT Smash Hits presented by GEICO on Monday night at American University in Washington, D.C., raising more than $500,000 for the Elton John AIDS Foundation and the Washington AIDS Partnership.


Billie Jean king gives Sir Elton John a kiss after learning that Smash Hits presented by GEICO raised more than $500,000 for AIDS charities.

Team Billie Jean defeated Team Elton 19-15 to tie their overall series at 9-9.  In its 18-year history, WTT Smash Hits has raised more than $10 million for the Elton John AIDS Foundation and local charities throughout the U.S.


Captained by longtime friends Billie Jean King and Sir Elton John, the Smash Hits players formed two teams and faced off in a modified World TeamTennis match, playing one set each of men’s singles, women’s doubles, men’s doubles and mixed doubles.

Sir Elton John started the evening off in style in a celebrity set by teaming with tennis great Martina Navratilova for a 4-1 win over the husband and wife tandem of Andre Agassi and Stefanie Graf.  Elton John delighted the sellout crowd with his solid forehand play, including several winners.

The WTT match kicked off with men’s doubles as Agassi partnered with Jan-Michael Gambill to face Mark Philippoussis and Eric Butorac. With a strong showing from both sides, Team Elton prevailed defeating Team Billie 5-4. The women’s doubles set pitted Anna Kournikova and Graf up against Navratilova and Rennae Stubbs, with Billie Jean’s players taking the set 5-3 and the lead over Elton’s team.

Andre Agassi celebrates after winning a point at Smash Hits.

At the halfway point, Team Billie Jean held a 9-8 lead which was extended when Philippoussis posted a 5-3 win over Agassi in men’s singles to increase the margin to 14-11.

With the match on the line in the final set of mixed doubles, Agassi and Kournikova fought off Navratilova and Philippoussis through four games, taking the set to a tiebreak, but their effort fell just short in forcing overtime.  The 5-4 win for Team Billie Jean King gave them the match with a final score of 19-15.

Before the on-court action began, the co-hosts and players attended a pre-match reception and live auction, which raised $267,000 of the evening’s total.  The top auction items of the night were the two popular Billie Jean King Wimbledon Packages, which King served up for $32,000 each.  Another coveted item was a hitting session with Andre Agassi and Stefanie Graf – a package that went for $50,000.  Other auction items were a 2011 Super Bowl Package, two Elton John-signed piano benches and a French Open package.  Fifty percent of the funds raised by the auction will support programs in Washington AIDS Partnership.

FINAL RESULTS – WTT Smash Hits presented by GEICO – Bender Arena at American University in Washington, D.C.:

Pro-celebrity set (does not count toward total match score):

Elton John/Martina Navratilova def. Andre Agassi/Stefanie Graf 4-1

TEAM BILLIE JEAN KING def. TEAM ELTON JOHN 19-15

Men’s Doubles: Andre Agassi/Jan Michael Gambill (Team Elton) d. Mark Philippoussis/Eric Butorac (Team Billie Jean) 5-4

Women’s Doubles: Martina Navratilova/Rennae Stubbs (Team Billie Jean) d. Stefanie Graf/Anna Kournikova (Team Elton) 5-3

Men’s Singles: Mark Philippoussis (Team Billie Jean) d. Andre Agassi 5-3 (Team Elton)

Mixed Doubles: Mark Philippoussis/Martina Navratilova (Team Elton) def. Andre Agassi/Anna Kournikova (who subbed for Graf at 2-2) ­5-4

E para complementar, aqui vai o link do vídeo da entrevista de Billie Jean na CNN, faland do World Team Tennis httpv://www.wtt.com/videolibrary.aspx?vid=0

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Dementieva explica a despedida do tênis, em Doha


Dementieva anuncia o fim da carreira em DohaA despedida de Elena Dementieva pegou todo mundo de surpresa ontem. A russa, de 29 anos, depois de perder o seu último jogo no WTA Championships, em Doha, contra Francesca Schiavone, anunciou para o mundo que estava se aposentando das quadras.

A decisão ela já havia tomado no início da temporada, mas optou por não contar para muitas pessoas – somente a família e os amigos muito próximos sabiam da decisão – querendo evitar turnê de despedida e ter que falar sobre o assunto o tempo todo.

Preferiu deixar o circuito enquanto ainda estava vencendo. Chegou ao terceiro posto no ranking mundial, venceu 16 torneios, ganhou a Medalha de Ouro Olímpica em Beijing, em 2008 e agora está pronta para começar uma família.

Primeira russa a alcançar a final de um Grand Slam – em 2004, em Roland Garros, perdeu a final para a compatriota Anastasia Myskina -, Dementieva não conseguiu vencer um torneio da categoria, mas sempre estava lá. Teve seu saque como seu principal inimigo, mas não deixou de vencer por isso. Competiu durante 13 temporadas, encantando o mundo.

Não posso dizer que conheço bem a tenista. Claro que a vi jogar bastante, participei de bastante entrevistas com ela e durante muitos anos em Paris ela ficava no mesmo pequeno hotel, a poucos passos de Roland Garros, em que costumávamos ficar com o Guga. Discreta, fluente em diversas línguas, era dedicada ao esporte, aos estudos, um pouco diferente das superestrelas do circuito. Era uma estrela, sem precisar aparecer.

Como despedida, deixo aqui a transcrição da entrevista coletiva enviada por colegas, que ela concedeu ontem, no Khalifa Stadium, em Doha, logo após anunciar que não competiria mais na WTA.

Q. Why are you doing it?
ELENA DEMENTIEVA: (Laughter.) I need some support. Why are you asking me these questions?
I think it’s the right time for me. I never wanted to wait until my ranking dropped and I’m not going to be able to go to the main draw. I always wanted to leave this sport with a passion for it. Tennis has been such a big part of my life, and always will be.
To be honest with you, I mean, if I would be a man I would never stop playing. But in the age 29; I have to think about something else. I think I’m ready for the big change in my life.
Still, it’s very tough decision to make. Very emotional. I made the decision in the beginning of this season, so it was very hard coming to the tournaments knowing that this was my last one. It was very emotional for me to play the whole year.
But, I mean, that’s decision like — you know, it will happen to every athlete, and you have to get ready for this.

Q. What ideas do you have for the future? You say you want to explore new avenues. Media? Coaching? Getting away from tennis altogether?
ELENA DEMENTIEVA: You know, I think — well, I’m pretty sure I’m going to miss so many things about our tour. Well, right now I feel like it’s the end of the world, because I really like to play. It’s going to be completely different life for me.
It’s really hard to talk about it. Very emotional.

Q. In those circumstances, it’s tough, I know, but some of the Tweets that have been coming in from all over the world, most seem to be why? They can’t understand why someone as who is talented as you and can still play at a very high level would decide that now is the time to stop playing. That seems to be the general feeling.
ELENA DEMENTIEVA: Yeah, that’s the way I feel. When I talk to my family about this decision I was really waiting for them to support me, but they were very surprised. They told me, You have to make the decision. It’s up to you. You are the only one who knows what is the right time for you. Nobody else.
We want you to play because we know who good you can be, and you still can play couple of years and win many tournaments. But if you feel this way, you have to make this decision. I was really looking for some support. I think nobody was really happy about it maybe except my boyfriend.
Yeah, I feel very sad. But, like I said, it’s the right time for me.

Q. How will you occupy your time?
ELENA DEMENTIEVA: Well, I study. I study in one of the best university in Moscow. I started last year, so obviously now I have more time to do some more study.
Then I decide what I like to do in my life. Because I think it’s one of the most difficult part, you know, for every athlete to make such a big change in my life.
I really want to keep myself busy, because it’s going to be hard to watch all the girls playing. I know I’m going to follow the tournaments. I’m sure I’m going to watch Australian Open and send some messages to the winners.
I’m going to keep myself busy and try to find some other interests in my life.

Q. So when you did the speech for Amélie in Paris, you already know for you?
ELENA DEMENTIEVA: Yes, and, you know, I was very emotional for her, because we all kind of — we had idea that she was going to retire in Paris, but I think nobody really know about my decision.
I didn’t want to make it public. I didn’t want everybody talking about the whole season. You know, I only told to my family and close friends, so today in the court I was very surprised that everyone kind of knew about my secret. They all were standing, and it was very special for me.

Q. How do you want people remember you in the future?
ELENA DEMENTIEVA: Well, I don’t know if I want people to remember me. I’m sure I’m going to remember myself as Olympic champion. That’s the best thing could ever happen in my career. That was the biggest goal, and I’m so proud of that moment. It was unforgettable experience and unforgettable memories for me and my family.
I don’t think about how people going to remember me.

Q. Was there one match or one experience that – I guess it was this time last year – made you think, That’s it, one more year? Or did you just come to the conclusion when you were in the off-season and taking time off?
ELENA DEMENTIEVA: Well, I always had a dream of winning French Open, so starting — you know, playing this season, I just wanted to give myself another try. After Olympic Games, that was the biggest dream of mine. I was so close.
But I mean, I was pretty lucky. I never had so many injuries during my career. I was pretty healthy. But that injury probably happened in the worst moment in my entire career.
Yeah, but, you know, I have no regrets. I think I was practicing very hard; I was trying very hard; that was my way.
If it didn’t happen, it didn’t happen, but I have nothing to blame myself. I was very professional and I had nothing but tennis, tennis, tennis, and I did it with passion.
So I have absolutely in regrets. I have so many things to be proud of. It was a very difficult and long way for me. So, yeah, I just have very nice and unforgettable memories.

Q. Stacey Allaster said, This is your family; please don’t go away, or don’t go away for too long. Can you imagine being involved in the WTA Tour in some way in the future?
ELENA DEMENTIEVA: Yeah, it’s so true. I know all of these people who work in WTA for so many years, and we get very close with some of them. It feels like a family. We’re all spending so much time together, traveling together. It’s very hard not to see them again.
I’m not sure if I’m going to be involved in WTA Tour, but it’s great to know that Stacey is taking care of our tour. I think she’s doing a great job. It’s not an easy job to do. We have so many great changes already.

Q. I remember asking you at the start of the week how you thought you were going to do next year, and now I know why you said you didn’t want to talk about next year.
ELENA DEMENTIEVA: It was so funny, like all the players are asking me, Oh, where you going for vacation? Where are you going tos tart next year? I’m playing Hopman Cup or Hong Kong. What’s next for you?
I was like, Well I don’t want to talk about it.

Q. But in terms of strength of the game, how strong do you think women’s tennis is and can become with some of the young players coming into the game right now, someone like Caroline Wozniacki, for instance, the new No. 1?
ELENA DEMENTIEVA: Well, it’s really great achievement for her. In the age 20 she’s reaching the No. 1 one position. I think it’s extraordinary result. It’s good to have new faces on the tour. She played an excellent year, and she really deserves to be No. 1.
You know, I just feel sorry for Williams sisters, that they are not here. With them, it’s really interesting and challenging for the rest of the players. But I think we’re going to see some more young players coming on the tour and playing in the top level, because I think this is kind of time to change.
There are a lot of 29, 27, 30 years old players that are going to retire in a year or two, so for sure we going to see some new faces coming up.

Q. Does stop playing tennis in not a big country, in Qatar, mean anything for you?
ELENA DEMENTIEVA: You know, in the beginning of every season, I always had a motivation to get to the Championships. This is the biggest event in the end of the season.
You know, I was very happy that I could play my last one here. It’s been three years that we’re playing here. Like I said, it’s been very amazing and unique experience for all of us. I will remember this. It was very special.

Q. When you came into the top part of the game, you were a major part of what was, you know, probably wrongly called at the time, the Russian Revolution. There was so many of you girls coming through at the same time. Do you see now that Russia is going to carry on producing such a number of top-class players, or do you think it’s going to be more maybe China or places like that that bring numbers of players through?
ELENA DEMENTIEVA: Well, it’s difficult for me to talk about China because I don’t know exactly how many junior players they have for the moment. I think we going to see some more very good Russian players coming on the tour.
Well, I think from my generation, the key for all of those good result was the competition. We had so many great players, and the competition really makes you work hard. It’s just an extra motivation for all of us.
So I think right now we have so many good juniors playing in the top level and trying to come to the tour, so, yeah, for sure we going to see some more Russian girls.

Q. You said that if you were a man you would play on forever, and you got some big changes in your life coming up. Can we assume you’re looking to start a family in the future?
ELENA DEMENTIEVA: I hope so, yeah.

Q. Which is the best moment in your sports career that you would never forget it?
ELENA DEMENTIEVA: Well, there are a couple of things, couple of weeks that I will never forget. I would never forget my first tournament that I won on the tour, because I was waiting for this moment for a long, long time.
I remember I won in Amelia Island, one of the very popular tournament on the tour, beating like four, you know, top 10 players. Beating Justine in the semifinals, saving match point, I still remember that. And then beating Lindsay Davenport in the final, I was so exciting to win my first event.
For sure I will remember all the experience in the Olympic Games. My first Olympic Games in Sydney with a silver medal; disaster in Athens; and for sure the gold medal in Beijing. I will never forget it. That was the best week of my career. Yeah, like I said unforgettable experience.

Q. What were the biggest disappointments in your career, that French Open against Anastasia?
ELENA DEMENTIEVA: No, I’ve not thought about that as a disappointing. I was 19 years old. It was a great experience for me.
Like I said, I have no regrets because, you know, that was my way. That’s the way I played. I was far away from being perfect, but, you know, I had a great fighting spirit. Even without good serve, I was struggling for so many matches, but I was fighting and I was never give up. I was giving 100% on the court no matter who well I was playing. This is what I like.
You don’t have to be perfect, but you have to try very hard, and I did all the time.

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Conquista em Wimbledon coloca Serena na capa da Sports Illustrated e mostra domínio da atleta no tênis, há mais de uma década

Serena comemora conquista do 13º troféu de Grand SLam (Cynthia Lum)

Já faz muito tempo, não sei dizer ao certo o ano, se foi no início de 1997 ou 1998. Acredito que tenha sido em 1997 a primeira vez que vi as irmãs Venus e Serena Williams e o famoso pai, Richard Williams.

Elas eram adolescentes, usavam miçangas na cabeça, sorriam para tudo e deixavam claro ter a intenção de conquistar o mundo. Venus, um ano mais velha, já jogava mais torneios do que Serena

Lembro na época que muitos duvidavam do verdadeiro potencial de duas meninas, treinadas pelo pai, sem nenhum histórico no tênis, sem terem disputado torneios juvenis e que diziam ser as próximas números um do mundo.

Mas, o que mais me chamou atenção na época, foi o fato de Richard ter dito. “Se vocês estão impressionados com a Venus, esperem até observarem a Serena jogar. Ela é melhor ainda.”

Essa afirmação ficou comigo desde então e Serena, ao longo dos anos, provou mesmo ser melhor do que a irmã Venus.

Com a conquista em Wimbledon, no sábado, em que derrotou Vera Zvonareva, por 6/3 6/2, Serena ergueu o seu 13º troféu de Grand Slam, quase o dobro de Venus, que tem sete. Serena já está bem a frente de Venus no livro dos recordes. Entrou para o seleto grupo de tenistas que completaram o Grand Slam. Ganhou os quatro maiores torneios do mundo. Venus nunca ergueu a Taça de Roland Garros e do Australian Open.

Foi Serena também a primeira das duas a ganhar um torneio do Grand Slam. Ela foi campeã do US Open em 1999. Venus ganhou o seu primeiro Grand Slam no ano 2000, em Wimbledon.

Pessoalmente sempre gostei mais de Serena, a mais extrovertida e sorridente das irmãs. Não sei dizer o motivo, mas alguém com um sorriso no rosto é sempre mais fácil de simpatizar. Serena tem também uma afinidade enorme com o Brasil. Durante uma época, no início da sua carreira, queria aprender português. Era super fã do Guga.

O que impressiona na história dela é que tudo isso, desde que ela ganhou o primeiro Grand Slam, já faz mais de 10 anos e ela continua dominando o tênis da mesma maneira que fazia uma década atrás.

Claro que com altos e baixos, participando do circuito à sua maneira, jogando apenas os torneio que quer, que não costumam passar de 13, 14 ao ano, falando o que bem entende e levando a vida para Jeová e para fazer o que bem entender e quando quiser.  Até curso de manicure ela fez recentemente, mas sem jamais esquecer o lado social. Está ajudando crianças na África, construindo escolas. A próxima é no Kenya.

Mas, mesmo competindo pouco, o que fica claro é que quando Serena se prepara e quer é difícil rivalizar com ela.

Ela parece ter uma força superior a das outras tenistas, tanto física, quanto mental e exercer uma influência no esporte raramente vista.

Seu jogo força elevou o nível do tênis nos últimos anos. Com o potente saque, que nenhuma outra tenista consegue imitar, conseguiu vencer Wimbledon mais uma vez.  Nossa fotógrafa, Cynthia Lum, que acompanha os jogos de dentro da quadra, chegou a escrever no blog dela (http://cynthiasinsiderblog.wordpress.com) que até assusta estar diante de Serena em quadra, tamanha é sua presença.

Capa da Sports Illustrated

Com status de estrela de Hollywood nos Estados Unidos, onde costuma aparecer, além dos maiores momentos do esporte, nos grandes eventos de moda e até na Casa Branca para se encontrar com a família Obama, o feito de Serena, que passou até mesmo a lendária Billie Jean King na lista de número de troféus de Grand Slam (ela tem 12 e Serena 13), a irmã de Venus, em meio a Copa do Mundo de futebol, é a capa da Sports Illustrated que chega às bancas nos EUA nesta semana.

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