Tag Archives: Guga

Uma homenagem mais do que especial ao Mestre Thomaz Koch

Koch emocionado entre Marcelino e Aerts

Ontem tive a oportunidade de acompanhar a homenagem para o Mestre Thomaz Koch, na Grande Final do Citigold Masters Tour, em Angra dos Reis e afirmar que foi emocionante ver o Mestre ser ovacionado de pé pelo público presente no Club Med.

Participei ativamente da produção da homenagem, agendando e gravando os depoimentos do Guga, Meligeni, Sá e de todos os tenistas que jogam o circuito com o Mestre e que estavam entre e Rio e São Paulo nas últimas semanas.

Ouvi inúmeras vezes os depoimentos, acompanhei a edição, o ensaio, a inserção de fotos cedidas pelo jornal  O Globo e ainda editei e vasculhei muita informação sobre Koch, para o texto da revista do Citigold Masters Tour, que faz um apanhado geral sobre a carreira do brasileiro.

Ao começar a fazer a pesquisa sobre os feitos de Koch eu mesma me surpreendi com tantas façanhas. Apesar de já conhecê-lo há anos, de ter lido sobre o que alcançou, por ter jogado parte da carreira em uma época em que o tênis não era profissional, muitos dos dados são difíceis de encontrar e pouco divulgados.

Claro que sabia que ele havia vencido o ATP de Washington, mas não me lembrava que a vitória foi sobre Arthur Ashe na final e que ele recebeu o prêmio das mãos da filha do Presidente Richard Nixon, Tricia.

Sabia que ele ainda é recordista da Copa Davis e que ganhou de Bjorn Borg, em Bastad, quando o sueco era número um do mundo? E que ele foi vice-campeão juvenil de Roland Garros duas vezes?

Muitas dessas informações foram me contagiando e aumentando ainda mais a minha admiração por Koch.

Às vezes por ele ser uma pessoa tão bacana, acessível, humilde, agradável, com aquela energia que contagia a todos, nos esquecemos tudo o que ele já fez e continua fazendo pelo esporte brasileiro. Até capitão de equipe brasileira Pan-Americana ele já foi, em Havana e ganhou medalha de ouro.

Talvez até ele se esqueça do que já conquistou ou não fique pensando nisso todos os dias. Leva uma vida como qualquer outro cidadão, com uma intensa paixão pelo esporte e carinho pelos próximos.

Por isso, ao subir ao palco e agradecer a homenagem da Try Sports, afirmou, com lágrimas nos olhos, que agora “vai começar a acreditar que realmente é tudo isso.”

Reproduzo aqui a materia escrita com Lia Benthien, sobre o mestre e o vídeo com os depoimentos da homenagem.

httpv://www.youtube.com/watch?v=rFLIXA1TLXM

O Mestre Thomaz Koch

Principal estrela do Citigold Masters Tour, desde a sua primeira edição, Thomaz Koch fez de 2010 uma de suas melhores temporadas no circuito.

Um dos maiores tenistas brasileiros de todos os tempos, viveu boa parte da sua carreira na era amadora do tênis, quando o ranking não era computado e não havia registros dos principais resultados. Mesmo assim, estima-se que esteve entre os 15 melhores do mundo. Oficialmente, depois da criação da lista, foi o 24º em 1974.

Koch venceu alguns dos maiores nomes do esporte, como Rod Laver, Arthur Ashe, Guillermo Vilas, Ion Tiriac, Andres Gimeno, Manuel Santana, Bjorn Borg, entre outros.

Começou a carreira cedo para os padrões da época. Foi à final do Orange Bowl  de 15 anos em 1960 e à semifinal de 18 por equipes. Três anos depois, além de vencer o Orange Bowl nos 18 anos, foi quadrifinalista, como profissional, do Nacional dos Estados Unidos, hoje US Open, que era jogado na grama. Koch conta que teve dois match points, mas acabou perdendo para o então campeão de Wimbledon, Chuck McKinley. Na época era proibido jogar com sapato de prego, mas McKinley reclamou que a grama estava escorregadia e trouxeram um par para ele. Koch também pediu um, mas disseram que não havia o seu número.

As histórias fazem parte da vida de Koch, um tenista que nunca teve técnico e planejou sozinho a carreira. Viajava meses pelos Estados Unidos e Caribe em troca de prêmios de US$ 25,00 por título. Na Europa não era diferente. Venceu Gstaad e ganhou um relógio como prêmio.

Em Grand Slams, além das quartas do US Open, Thomaz Koch colecionou bons resultados em Roland Garros- duas finais juvenis e como profissional , quartas de simples e duplas- além  do troféu de duplas mistas ao lado de Fiorella Bonicelli. Em Wimbledon foi quadrifinalista de simples e semifinalista de duplas. Na Austrália nunca jogou.

Ganhou torneios na Venezuela, Espanha, Estados Unidos, México, Suíça, Inglaterra e Alemanha. Em Barcelona derrotou Manoel Santana na final. Em Washington, venceu Arthur Ashe e recebeu o prêmio das mãos da filha do presidente Nixon. Para completar suas façanhas, ganhou de Bjorn Borg em pleno saibro de Bastad.

Seu estilo meio hippie, cabelos compridos e fita na cabeça rendeu alguns seguidores. Guillermo Vilas declarou em seu livro que os cabelos compridos, o jeito de andar e a bandana eram para imitar seu ídolo Thomaz Koch.

Recordes na Copa Davis que duram até hoje

Na Copa Davis, Koch é ainda o brasileiro que mais confrontos disputou (44 em 16 anos) e detém todos os recordes da competição no Brasil. É o que tem mais vitórias de simples (46), mais vitórias de duplas (28), mais anos representando o pais (16). É também o nono tenista que mais venceu em toda a história da competição entre nações (74 a 44), é o sétimo, também em toda a história, com maior número vitórias nas duplas e o quarto, ao lado de Mandarino, como melhor parceria no livro dos recordes. Com Koch, o Brasil chegou à semifinal, em 1966 e 1971.

Recordes no Pan-Americano

E também é recordista em medalhas em Pan –Americano –foi ouro em simples e duplas em 1967, em Winnipeg, prata no Brasil em 1963 na dupla mista com Maria Esther Bueno e  bronze em duplas masculino. Alem das medalhas como jogador, Koch foi campeão Pan-Americano como Capitão em Indianápolis (1987) e Havana (1991).

Destaques da Carreira

1960

Final Orange Bowl – 15 anos

1962/63

Duas vezes vice-campeão juvenil de Roland Garros. Perdeu as finais para John Newcombe e Nikola Kalogeropoulos.

Estreou na Copa Davis aos 16 anos.

1963

Campeão Orange Bowl 18 anos (juvenil)

Alcançou o topo do ranking mundial juvenil

Quartas-de-final Nacional dos EUA (atual US Open)

Vice-campeão do GP de Caracas

Vice-campeão do GP de Hilversum

Medalhista de prata nas duplas mistas (Maria Esther Bueno) e bronze nas duplas (Iarte Adams), no Pan-Americano de São Paulo

1964

Campeão do GP de Gstaad (d. Ronald Barnes)

1966

Campeão em Barcelona

Semifinalista da Copa Davis

1967

Quartas-de-final Wimbledon

Campeão Pan-Americano de Simples e Duplas (Edison Mandarino)

1968

Quartas-de-final de Roland Garros

1969

Campeão do GP de Washington com vitória sobre Arthur Ashe na final

Campeão do GP de Caracas – (d. Mark Cox)

1971

Campeão do GP de Caracas em simples (d. Manoel Orantes) e duplas, com Edison Mandarino

Campeão duplas em Macon, com Clark Graebner

Semifinalista da Copa Davis

1974

Semifinalista dos GPS de São Paulo, com vitória sobre Panatta e perdendo para Borg e dos de Teerã e New Jersey

Vice-campeão de duplas em Gstaad, com Roy Emerson

Alcançou a melhor posição no ranking de simples: 24ª

1975

Campeão de duplas mistas em Roland Garros

Campeão de duplas em Istambul com Colin Dibley

Semifinalista do GP de Bastad, com vitória sobre o no. 1 do mundo Bjorn Borg.

Semifinalista do GP de São Paulo, perdendo para Rod Laver.

1976

Vice-campeão em Nuremberg e Khartoum, no Sudão

Semifinalista dos GPS de Buenos Aires e duas vezes em São Paulo.

1979

Campeão da Copa Itaú aos 34 anos

1982

Vice-campeão de duplas do GP de Itaparica com Jose Schmidt

1981

Defendeu o Brasil pela última vez na Copa Davis, com 36 anos de idade.

1983

Vice-campeão de duplas do GP de Itaparica com Ricardo Cano

Alcançou a melhor posição no ranking mundial de duplas, a 60ª

Enhanced by Zemanta

1 Comment

Filed under Uncategorized

Que felizardos são EUA e Austrália com os capitães da Davis Courier e Rafter

Courier, no Rio em março, na Calçada da Fama do Maracanã, ao lado de WIlander, Guga, Koch e Meligeni

Semana passada anunciaram o Patrick Rafter como capitão da Copa Davis da Austrália; Nesta quarta a USTA confirmou Jim Courier no lugar de Patrick McEnroe.

Dois ex-números um do mundo comandando os times de seus países na maior competição entre nações do tênis.

Tanto Rafter, quanto Courier já estiveram no Brasil jogando Copa Davis.

Courier, aliás foi quando o vi jogar pela primeira vez ao vivo, veio em 1997 e derrotou o Brasil em Ribeirão Preto, em um confronto que ele se lembra até hoje e não cansa de falar que foi onde se impressionou com os golpes de um então garoto brasileiro: Gustavo Kuerten.

Guga fez jogo duro com o líder da equipe americana e ao lado de Oncins ganhou um jogo daqueles históricos, de duplas contra Reneberg e O’Brien.

Aquela Copa Davis no auge do verão em Ribeirão Preto foi marcante também por ter sido o lançamento oficial da Tennis View, quando a revista ainda era um jornal, com apenas duas cores e 16 páginas.

Courier estava na capa. Guga era o entrevistado.

Poucos meses depois, nas quadras de saibro de Roland Garros, Courier lembraria bem do que havia visto no interior paulista, quando Guga surpreendeu o mundo e conquistou Roland Garros.

Rafter esteve no Brasil alguns anos depois do americano.

O australiano foi a Florianópolis enfrentar o Brasil nas quartas-de-final da Copa Davis, em 2001, depois do País ter sido derrotado na semifinal, no ano anterior, em Brisbane, na grama.

Foi armada uma das maiores arenas que o tênis do Brasil já viu para uma Copa Davis, no que é hoje a sede da Federação Catarinense de Tênis.

Rafter veio ao lado da grande estrela, Lleyton Hewitt.

Guga ganhou do amigo de circuito no primeiro dia e Hewitt venceu Meligeni.

Nas duplas, Hewitt e Rafter acabaram derrotando Guga e Oncins e no quarto jogo, Hewitt venceu Guga dando a vitória a Austrália.

Hewitt ainda joga o circuito e terá o ex-companheiro como Capitão.

Courier hoje Presidente da InsideOut Sports que organiza, entre outros eventos, o Champions Series e é parceira do Banco Cruzeiro do Sul Rio Champions, também joga a maioria das competições de ex-campeões.

Courier em ação no Rio (João Pires)

Esteve no Rio em 2009 e no início deste ano. Foi vice-campeão no ano passado perdendo para John McEnroe. Neste ano, não avançou na chave, mas deixou as mãos marcadas na Calçada da Fama do Maracanãzinho.

Tive o prazer de conviver um pouco com Jim devido ao trabalho no Rio Champions. Enquanto ele competia, talvez por seu jeito nada ortodoxo de jogar, com uma batida semelhante a de baseball, sempre gostei de vê-lo em ação. Como empresário, tem sido um prazer trabalhar com o bicampeão de Roland Garros e do Australian Open. É competente, sério, profissional ao extremo e entende do negócio.

Acho que os Estados Unidos e a Austrália deram um importante passo contando com Courier e Rafter, respectivamente, em cargos importantes no esporte. Não quer dizer que agora os dois países vão ganhar a famosa saladeira da Davis Cup, mas que certamente o tênis ganha força, credibilidade, motivação, comprometimento… e muito mais, isso ganha!

PS – só para ratificar o que escrevi sobre o Courier, coloco aqui uma declaração do Andre Agassi sobre o novo capitão dos Estados Unidos, divulgada pela USTA:

Agassi statement on Courier’s appointment as Davis Cup captain

“My deepest congratulations to Jim Courier and the USTA for the inspired choice of making Jim our Davis Cup captain.
Jim has the experience, integrity and focus needed to bring the US Davis Cup to new heights. I know first hand that a man with Jim’s credentials as a warrior and a champion will bring out the best in our players and our fans.
I wish you all the best as you take this historic step forward.”
Felizardos esses americanos e australianos!
Enhanced by Zemanta

1 Comment

Filed under Uncategorized

Andre Agassi needs no special effects – video

O momento é do mundo digital e a HEAD acaba de lançar mais um de seus vídeos, esperando alcançar o mesmo sucesso que fizeram os vídeos de Federer, de Nadal e do Federer e o que a própria Head fez no primeiro semestre com Andy Murray.

A estrela deste vídeo, utilizado para promover a linha de raquete Youtek Star Series, é Andre Agassi. As imagens foram gravadas em Las Vegas, cidade onde o ídolo, que virá ao Brasil enfrentar Gustavo Kuerten, em dezembro, reside.

O título do do vídeo é Proof: Agassi needs no Special Effects

Andre Agassi impressively proves that he’s still on top of his game.  No tricks, no special effects, just one of the best tennis players ever at his best.

Confira onde Agassi acerta as bolas! – [bubblecast id=294432 thumbnail=475×375 player=475×375]

Enhanced by Zemanta

1 Comment

Filed under Uncategorized

Guga e Luciano Huck, valeu a pena esperar!

O tênis ontem ganhou um presentão do Guga e do Luciano Huck.

Não contei os minutos de duração da matéria do Luciano com o garoto Rafael, residente da Rocinha e integrante do Projeto Tênis na Lagoa e o Guga, mas foram muitos, entre gravações na maior favela do Brasil, no Rio de Janeiro e em Florianópolis.  Deve ter chegado perto de uma hora.

Guga, Rafael e Luciano Huck (divulgação)

Durante todo esse tempo o assunto foi o tênis e na TV aberta, na TV Globo.

Não queria cair naquela história de novo do nosso Presidente Lula chamando o tênis de esporte de burguês, mas sou obrigada a repetir que exemplos como este do Projeto da Lagoa e do menino Rafael mostram o poder de transformação que esportes como o tênis tem.

Não fosse o tênis, Rafael não teria essa grande chance na vida (além de ter encontrado o ídolo Gustavo Kuerten, batido bola com ele, ganhou um prêmio de R$ 50 mil, sem falar no que o projeto vai se beneficiar com essa exposição).

Desde sempre me lembro do Luciano Huck, ou melhor, da produção do programa dele me ligando querendo agendar a participação do Guga no seu show. Desde a época em que ele ainda era apresentador do H, na Bandeirantes, recebia ligações da produção.

Guga não tinha tempo para atender o pedido apresentador. Incontáveis vezes tive que dizer não à equipe do Huck, já sem nem saber o que dizer. Mas, não era mentira. O Guga não tinha tempo para fazer uma boa participação no programa.

Como tenista profissional, número um do mundo, tricampeão de Roland Garros, campeão da Masters Cup, hoje ATP World Finals – aquele que ele ganhou do Andre Agassi na final, Guga não podia dedicar o tempo necessário para fazer uma matéria dessas, bem feita, com Luciano.

Poderia até ter feito uma participação especial, mas não teria tido o mesmo impacto do que o programa de ontem, onde Guga pôde receber o apresentador em Florianópolis, almoçar com ele, mostrar o escritório, os troféus, o Instituto, pegar um avião, ir ao Rio de Janeiro, bater bola com Rafael e se emocionar também com a história do “guri.”

Clique aqui para assistir  algumas partes da matéria – http://bit.ly/aMlhuP

Imagino que a produção do Huck deva ter me xingado muito nos mais de 10 anos que trabalhei com Guga. Mas o foco dele era na quadra e hoje, com tempo, Guga pode se doar para momentos como este que transformam para sempre a vida de uma pessoa e que fazem “milagres” para o tênis no Brasil.

Fico aqui imaginando quantos “guris” da Rocinha não vão querer começar a jogar tênis também. Quantas vidas agora pode ser que uma raquete e uma bolinha transformem?

O próprio Guga já tinha comentado, há poucas semanas, que tinha gravado o programa e que tinha sido muito bacana, mas eu não tinha ideia que seria tão especial, com tanto tempo e dedicação do Luciano também.

É, acho que valeu a pena todo esse tempo de espera!

PS – Parabéns ao Alexandre Borges pelo Projeto Tênis na Lagoa (é na Lagoa Rodrigo de Freitas no Rio) e pela iniciativa. Sem ele, Rafael não estaria jogando tênis.

Enhanced by Zemanta

Leave a Comment

Filed under Uncategorized

Com Sharapova & Cia, Nike faz o 1º grande evento do US Open em New York

O US Open só começa oficialmente na segunda-feira, mas Nova York já está vivendo o Grand Slam e não é porque o qualifying começou na terça-feira.As principais estrelas do campeonato já estão na Big Apple e aproveitam a semana que antecede o maior campeonato do mundo para treinar e participar de diversos eventos para seus patrocinadores.

Sempre causando “buzz” a Nike levou Rafael Nadal, Roger Federer, Maria Sharapova, John McEnroe e até Serena Williams que não jogará o Grand Slam, ao Pier 54 nesta noite de quarta-feira, para o Nike Knockout event, Lights In, Lights Out, em que montaram uma quadra no Pier e abriram a festa ao público.

A  gigante norte-americana aproveitou também para mostrar as roupas que Federer, Nadal e Sharapova usarão no US Open. Para quem não tinha gostado da camiseta ultra pink do Nadal nos últimos torneios, não se preocupe, ele vai jogar de verde limão de dia, e de preto à noite. Federer também não vai continuar usando o rosa. A cor dele para o US Open é o azul.  E Sharapova vai de azul marinho à noite e azul turquesa durante o dia.

O evento da Nike foi apenas o primeiro de muitos que acontecem em New York City até os jogos começarem.

O próprio sorteio da chave principal, nesta quinta, costuma ser um grande evento para a USTA. Antes realizado em um grande hotel da cidade ou até mesmo na sede da ONU, desta vez, a chave será sorteada no Billie Jean King National Tennis Center.

A chef Ingrid Hoffmann e Roddick

Nesta quinta também muitos dos jogadores “celebs” participaim do BNP Paribas Taste of Tennis, no Hotel W da Lexington Avenue, em que grandes chefs de cozinha oferecem suas delícias aos convidados que pagam US$ 275 para entrar. Os tenistas se juntam aos chefs, colocam a mão na massa e arrecadam fundos para instituições de caridade. Esta é a 9ª edição do Taste of Tennis.

Venus Willimas também tem compromisso nesta quinta. Participa de uma clínica de tênis virtual com a Ralph Lauren, parceira do US Open.

A K-Swiss, patrocinadora de Mardy Fish, Sam Querrey e Vera Zvonareva, também já anunciou evento no mesmo hotel W, no sábado; a Donnay que está voltando ao tênis patrocina um torneio Pro-Am cheio de ex-campeões de Grand Slam, no domingo; a Wilson costuma fazer sua festa em um dos outros hotéis da cidade, no fim de semana.

Estes são apenas alguns dos pré-eventos do US Open.  Sessões de autógrafos na Macy’s, aparições na Times Square – lembram-se de Guga, Ivanisevic e Agassi em um evento da Head, em 2001, em pleno coração da vibrante cidade? – entrevistas em lugares inusitados de Manhattan, ainda agitarão New York até o torneio começar de fato na segunda-feira.

Enhanced by Zemanta

Leave a Comment

Filed under Uncategorized

Guga movimenta o tênis no Brasil com evento em Florianópolis. Uma visita à Semana Guga Kuerten.

Voltei agora há pouco de Florianópolis onde fui ver de perto tudo o que o Guga tinha me contado no ano passado sobre a Semana Guga Kuerten.

Não pude ir ao evento em 2009 e fiz questão de dar, pelo menos, uma passada no LIC (Lagoa Iate Clube) e na cidade para constatar o que a gente já sabe, quando o Guga se envolve com um projeto, ele fica grande, chama a atenção e movimenta o esporte.

A estrutura da Copa Guga Kuerten é igual a dos melhores eventos nacionais do Brasil, que muitas vezes se compara a dos torneios Challengers. O diferencial é a sala dos jogadores onde os tenistas podem assistir durante o dia todo os jogos marcantes do Guga.

Dentro do LIC há ainda estandes dos patrocinadores e parceiros do evento – a partir de quarta-feira Tennis View estará lá -, uma quadra de mini-tênis, fotos dos melhores momentos de Guga, recipientes para coleta de lixo seletiva, e outros pequenos detalhes que fazem a diferença.

Sala dos Jogadores

coleta de lixo seletiva

Mas, para mim, o que diferencia o evento de todos os outros, além da presença constante de Guga assistindo os jogos e conversando com os tenistas é a extensa programação da Semana Guga Kuerten e que eu acho que vai muito além do grande destaque para o público em geral: a partida exibição entre Guga e o Yevgeny Kafelnikov, no sábado à noite, na arena Multiuso em São José.

mini-tênis em Escola pública de Florianópolis

Meligeni no LIC

Dias antes dos jogos da Copa Guga Kuerten – torneio juvenil de 12 a 18 anos – começarem, ilhas de mini-tênis foram montadas em dois shoppings centers da cidade, o Itaguaçu e o Beira-Mar e há outras itinerantes, dando a oportunidade de qualquer pessoa ter contato com o esporte.

Para a garotada de 10 anos haverá um torneio de mini-tênis.

Os tenistas cadeirantes que jogam o tênis sobre rodas se apresentarão no LIC e na Arena Multiuso São José, antes do jogo entre Guga e Kafelnikov.

Técnico do tricampeão de Roland Garros, Larri Passos estará em Florianópolis para dar clínicas para os participantes da Copa Guga Kuerten e conversar com os tenistas e treinadores.

Fernando Meligeni também está na capital catarinense. Assim como Larri, faz clínica e bate-papo com os participantes.


Os treinadores também tem vez na Semana Guga Kuerten com a realização de um curso de capacitação da CBT.

Os pais, poderão conversar com Alice Kuerten, mãe de Guga, com palestra com hora marcada.

Com tantas atividades acontecendo, técnicos e muitas das pessoas que fazem o tênis no País que não costumam comparecer a torneios juvenis acabam viajando até a capital catarinense.

A imprensa se movimenta nesta semana para acompanhar a “Semana” em Florianópolis e o tênis ganha grande espaço na mídia.

Guga, que já estampava uma grande foto na Avenida Beira-Mar, no bonito prédio do Hotel Majestic, hotel oficial do evento, usa sua imagem em benefício do esporte.

Neste ano, o Prêmio do Instituto Guga Kuerten, a Grande Jogada Social, também acontece na Semana Guga Kuerten. É nesta terça-feira.

O objetivo é mostrar o Prêmio para quem nunca viu.  Já tive a oportunidade de presenciar alguns e são sempre emocionantes, com apresentações de alunos dos projetos sociais do Instituto, em meio a show da Paula Lima e a entrega de prêmios aos melhores projetos do Estado.

Nossa, já estou sem fôlego. É evento que não acaba mais. Evento para movimentar de fato o tênis no Brasil.


Mais Infos no www.semanagugakuerten.com.br e www.igk.org.br

Fotos de Marcelo Ruschel / Poapress

Enhanced by Zemanta

Leave a Comment

Filed under Uncategorized

Cincinnati: um super “tennis tournament” no midwest americano

a montanha-russa de Kings Island

Dá para imaginar um torneio no meio de uma american highway, no midwest americano, em que a atração mais próxima do complexo é um parque de diversões – Kings Island – e onde o hotel, em que os jogadores se hospedam, fica situado ao lado de um grande supermercado, um posto de gasolina e um restaurante Applebee’s?

Esse é o Masters 1000 de Cincinnati, localizado no município de Mason, Ohio, parte da Grande Cincinnati. Direto de uma grande metrópole, os tenistas, normalmente vindos de Toronto, se deparam com a calma e a tranquilidade do meio-oeste americano, onde a vida parece passar calmamente, entre plantações de milho e campos de golfe, onde xerifes dirigem seus carros pelas ruas da cidade, da mesma maneira que nos filmes, para se certificarem que tudo vai bem.

É neste pacato lugar que as maiores estrelas do tênis mundial disputam um dos maiores torneios da temporada, que para eles tem um atrativo a mais: um campo de golf ao lado das quadras. Não me pergunte como o estádio fica lotado ano após ano. Talvez pelo fato do torneio estar numa estrada facilite o acesso e talvez não haja tantas atrações em Mason, Ohio, além de Kings Island, para a população se divertir. A região também é próxima a Cleveland, Kentucky e Indiana, atraindo fãs de outras regiões.

Lendo essa descrição da região não daria para imaginar que é no Lindner Family Tennis Center que jogam Rafael Nadal, Roger Federer, Novak Djokovic e o campeão de Toronto, Andy Murray, nesta semana e muito menos que Kim Clijsters derrotou Maria Sharapova lá neste domingo. E é neste mesmo tournament site que no ano que vem, homens e mulheres jogarão simultaneamente. Mas, a tradição faz parte do tênis e o tênis faz parte da história de Cincinnati. O torneio é o mais antigo dos Estados Unidos a ser disputado na mesma cidade. São 111 anos de torneio, com uma lista de campeões que inclui Bobby Riggs, Pancho Segura, Pancho Gonzalez, Ilie Nastase, Stan Smith, Ken Rosewall, Jimmy Connors, John McEnroe, Mats Wilander, Stefan Edberg, Michael Chang, Pete Sampras, Andre Agassi, Patrick Rafter, Carlos Moyá, Andy Roddick, Federer e Gustavo Kuerten, campeão em 2001, entre muitos outros.

Enhanced by Zemanta

6 Comments

Filed under Uncategorized

Leandro, o garoto xingado por Cabral e desencorajado a praticar tênis, “esporte de burguês” pelo nosso Presidente Lula, comprou as próprias raquetes

O vídeo em que o Presidente Lula desencoraja o garoto Leandro dos Santos a praticar o esporte que tanto gosta, o nosso esporte, o tênis, ao lado de Sérgio Cabral, na favela Manguinhos, no Rio de Janeiro, continua dando o que falar.

Soube do vídeo há quase uma semana, através do twitter do Fernando Meligeni e assim como ele e muitos que fazem o esporte no Brasil, fiquei indignada.

Ter feito um post há dois dias sobre projetos sociais ligados ao tênis foi coincidência, mas me deixou pensativa e me fez dizer de boca cheia novamente que um dos maiores benefícios que o Guga trouxe para o País, ao ganhar Roland Garros pela primeira vez foi o número de projetos sociais ligados ao tênis que surgiram no Brasil.

Com a Tennis View, a cada edição publicamos uma matéria sobre um deles. São 60, 200, 1000 crianças beneficiadas em cada projeto, das mais diferentes regiões do País, às vezes mais, às vezes menos. Já tentei fazer uma lista com todos os projetos sociais ligados ao tênis no País, mas ainda não consegui. Gostaria de saber quantas mil crianças tem uma vida melhor por causa do esporte que o Presidente chamou de burguês.

Fui lendo, confesso que pouco, não tanto o quanto gostaria, sobre o caso da favela ao longo da semana e hoje o Estado de S.Paulo publicou uma matéria com o menino do vídeo – vídeo foi gravado no fim de 2009 – Leandro dos Santos e o que mais me surpreendeu foi o que o garoto gosta tanto de tênis que COMPROU as raquetes que tem em uma feira. Não foi nenhum projeto social que o ajudou. Imagina se estivesse sendo ajudado.

Ainda não tenho mas pretendo conseguir o contato da Manguinhos para divulgar. Felizmente no tênis, sempre tem gente querendo ajudar.

Abaixo a reprodução da matéria de Gabriela Moreira, no Estadão desta sexta-feira, 13 de agosto.

Estado de S.Paulo - 13/08/2010


Na rede
‘EU GOSTO É DE TÊNIS MESMO’
Vídeo em que um jovem de favela pede a Lula uma quadra e é
xingado pelo governador do Rio ganha repercussão na web

Um vídeo gravado por um adolescente da fa- vela Mandela de Pedra, na zona norte do
Rio , está causando polêmica na comunidade. Parte dos moradores acha que a repercussão das imagens pode prejudi car as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Essa repercussão atrapalha os projetos que o cara traz para a comunidade”, disse um deles, sem explicar se o “cara” era o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou o governador Sérgio Cabral.
Visto até ontem por quase 500 mil visitantes, no YouTube, o vídeo, de 74 segundos, mostra o jovem Leandro dos Santos de Paula, de 18 anos, fazendo perguntas a Lula e ao governador na área conhecida como os apartamentos do PAC em Manguinhos
– uma favela vizinha à Mandela.
Na gravação, Leandro, que está concluindo o ensino médio, pergunta a Lula por que ele não constrói uma quadra de tênis na favela. O presidente responde que considera tênis esporte da burguesia e o aconselha a praticar natação na piscina construída pelo PAC. O rapaz diz que a piscina está fechada – e Cabral entra na conversa, com providências para que o local seja aberto. Leandro comenta, então: “Eu gosto de tênis, mesmo. Jogo aqui
na rua com estas raquetes que comprei na feira. São usadas, mas dá para jogar”. Depois de
mandar que a piscina seja reaberta, o governador o chama de “otário”, “sacana” e “ma-
landro”. “Eu acordo todos os dias com o caveirão (blindado da polícia) na minha porta”, comenta Leandro .
Nascido numa das áreas mais pobres do Rio, Leandro já correu outras vezes atrás de
Lula em busca de soluções para seus problemas. No ano passado, quando o Brasil foi esco-
lhido para a Olimpíada, ele esteve numa cerimônia no Copacabana Palace e conseguiu fa-
zer Lula sair da comitiva para ouvi-lo. “Gritei tanto que ele desceu do carro e veio falar comigo. Pedi a reforma da minha escola, que estava em estado muito ruim.” Agora, a reforma “está devagar, mas estão fazendo alguma coisa”.
Leandro também persegue Cabral em busca de uma pedido não atendido: “Ele prome-
teu um laptop, e não deu. Vou atrás dele até ganhar”. Após o vídeo, ele recebeu uma visita:
“Veio uma pessoa aqui e disse que a piscina já estava funcionando, mas não falou nada do
computador”.
O vídeo foi gravado em dezembro e postado no último fim de semana por Ricardo Ga-
ma, filiado ao PR do Rio e aliado do ex-governador Anthony Garotinho.

Enhanced by Zemanta

Leave a Comment

Filed under Uncategorized

Raí, Cafu, Cruyff, Agassi, Guga, Federer e Nadal, tem muito mais em comum além de serem astros do futebol e do tênis: a responsabilidade social

Estive hoje no Rio de Janeiro, no lançamento da Soccerex, a maior feira de futebol business do mundo, à convite de um grande amigo, de longa data, que hoje trabalha na IMG (International Management Group) e queria me mostrar como funcionava o negócio.
Liderado por um grupo de ingleses, a SoccerEx, marcada para 20 de novembro, com duração de cinco dias, no Rio, foi lançada com um almoço no Copacabana Palace.
Como convidados, além de empresários e dirigentes, algumas estrelas do mundo do futebol, como Carlos Alberto Torres, Jorginho e Cafu.

Entre uma apresentação de vídeo e outra Jorginho e Cafú foram chamados para falar sobre os seus projetos sociais, para ratificar a ligação da Soccerex com a responsabilidade social.
Cada um falou brevemente dos seus projetos e do porque e como tentam ajudar o próximo e principamente Cafu, de como poderão beneficiar milhares de pessoas de baixa renda com os eventos que estão chegando no País.
Quando eles estavam com microfone na mão, falando, fiquei pensando que no tênis, um dos maiores benefícios que os tenistas prestam à sociedade é através de suas Fundações e ações que realizam em cada torneio que participam.
Raí, aqui no Brasil, deve ter sido um dos pioneiros com a sua Gol de Letra, em parceria com Leonardo. A Fundação Cafu, ao lado da Gol de Letra, é hoje uma das mais bem estabelecidas.
Juntos, os ex-são paulinos já beneficiaram milhares de pessoas indiretamente. Assim fazem outros Astros do futebol, mas nem tantos com suas próprias fundações. Johan Cruyff é talvez a estrela do futebol internacional com a Fudação mais abrangente – a Johan Cruyff Foundation (http://www.cruyff-foundation.org/ )– que até torneio de tênis em cadeira de rodas organiza.
Andre Agassi, no tênis, é o nome mais forte entre os “mecenas” do esporte. Começou a sua Fundação em 1994 e seus projetos são tão bem montados que ele já chegou até ao Congresso, querendo mudar o sistema de Educação norte-americano, através das experiências com a sua Andre Agassi Preparatory Academy, que formou a sua primeira turma no ano passado.
Desde 1995 Agassi realiza o Grand Slam For Children, um dos eventos de caridade, de gala, mais conhecidos do planeta e que arrecada aproximadamente US$ 10 milhões por noite.


Guga inaugurou há quase uma década o seu Instituto, o Instituto Guga Kuerten (www.igk.org.br), em Florianópolis, que vai crescendo a cada temporada, atingindo pessoas de baixa renda e com necessidades especiais, buscando sempre a inclusão social e incentivando a prática de diversas modalidades esportivas.
A lista de campeões de tênis que tem suas próprias fundações é expressiva. Aliás, foi por isso que pensei em fazer este post, quando Cafu e Jorginho falavam dos benefícios que o esporte pode trazer.
Andy Roddick tem uma fundação muito forte, a Andy Roddick Foundation.  Esposa de Agassi, Steffi Graf, também tem sua própria Fundação, a Children for Tomorrow; Billie Jean King tem o Womens Sports Foundation; Arthur Ashe, já falecido, também tem a sua Fundação em prol dos que sofrem com a Aids – a Arthur Ashe Foundation.
Maior ídolo do momento no tênis, Rafael Nadal, também lançou a sua Fundação, a Fundacion Rafa Nadal, assim como Serena Williams, com a Serena Williams Foundation.
Musa do esporte mundial, até mesmo Maria Sharapova tem a sua própria Fundaçnao que beneficia desfavorecidos na sua região de origem, a Rússia.
Com raízes na África, continente de origem de sua mãe, Roger Federer voltou a sua Fundação para beneficiar os países africanos.
Acho que poderia passar a noite listando os tenistas e suas fundações. Além disso, a maioria deles, se não tem a sua própria Instituição participa de ações constantemente como é o caso de Boris Becker e Monica Seles, com o Laureus, de John McEnroe, que há três semanas esteve com Andre Agassi em evento para beneficiar a Andre Agassi Foundation, em Los Angeles, no Farmers Classic, entre muitos outros.
A questão da responsabilidade social que antes era um plus no currículo de qualquer esportista hoje se tornou mais do que obrigatória, está completamente ligada ao papel de cada um deles na sociedade.

PS – Para terminar reproduzo o blog de Andre Agassi, publicado no site da sua Fundação para mostrar o quanto ele está empenhado em mudar de fato a educação nos Estados Unidos. Este post é do dia 09 de agosto e Agassi atualiza seu blog constantemente.

“This has been a tough couple of weeks for education here in Nevada.
We lost someone who was a true friend to our Foundation, and a lifelong friend of education, our former Governor Kenny Guinn. At 73 years young, he was full of life and filled with passion for Nevada’s students. With his passing our state has lost a powerful and persuasive voice for education reform. Leaders like Kenny are simple irreplaceable.

The second part of this one two punch came on Tuesday of last week. Nevada was eliminated from consideration of the ‘Race To The Top’ grant. This means forfeiting about $160 million in Federal funds for our schools. However, in applying for these funds, a great deal of reform has been put on the table in the last six months. It’s a start.

Here and across the country, I am hopeful that winds of change are starting to stir. People are embracing reform in Washington, in the press and at the local level across America. It is a movement that calls for more high achieving charter schools in impoverished neighborhoods, for better tools to evaluate and identify good teachers, and for a culture of respect and high expectations in the classrooms. All, values that we cherish at Agassi Prep.

America was once a model for the world in education, and I believe it can be again if we become innovators that challenge the status quo, and reformers willing to reinvent a system that resists change and accountability. Our next generation is a treasure. We must value them enough to equip them, educate them and graduate them.”

Enhanced by Zemanta

9 Comments

Filed under Uncategorized

De Taipei para Wimbledon: a história de Yen Hsun Lu

Entre todos os jogos e resultados da principal segunda-feira do ano no tênis mundial, com todas as partidas de oitavas-de-final sendo disputadas em um único dia, teve um que chamou a minha atenção,a vitória de Yen Hsun Lu, de Taipei, sobre Andy Roddick.

Sim, houve jogos incríveis como as vitórias de Serena Williams sobre Sharapova e a de Clijsters sobre Henin, mas que hoje já ficaram no passado. Serena já está na semifinal. Ganhou de Li Na hoje e Clijsters foi eliminada pela russa Vera Zvonareva.   Petra Kvitova, Kaia Kanepi, Tatiana Pironkova, também marcaram vitórias impressionantes, mas nada me instigou mais do que ver o nome de Yen Hsun Lu nas quartas-de-final de Wimbledon.

Yen Hsun Lu jogando a MasterCard Tennis Cup, em 2003 (foto de Dália Gabanyi)

A primeira vez que ouvi falar no tal tenista de Taipei foi em 2003, quando ele jogou a MasterCard Tennis Cup, em Campos do Jordão. Perdeu para Goichi Motomura na época.  Um ano depois, voltaria a encontrar o jogador, no Masters 1000 de Cincinnati. Ele foi adversário de Guga em 2004 e com sua agilidade e movimentação em quadra, ganhou um set do brasileiro, mas terminou por perder o jogo.

Ocasionalmente via o nome de Lu em chaves de alguns torneios grandes, como nos Jogos Olímpicos de 2008, em que ganhou de Andy Murray, na 3ª rodada. Mas nada além disso.

Seu ranking variava entre 55 (sua melhor colocação há pouco mais de um ano) e 150, mas nunca obtinha um resultado constante no grande circuito, além dos torneios Challengers.

Já quando vi o nome de Lu na terceira rodada achei estranho. Surpresas costumam acontecer em Wimbledon, mas normalmente com jogadores muito altos, donos de potentes saques, o que não é o caso de Lu (1,80m). Ele havia vencido o argentino Zeballos na 1ª rodada, que não tem na grama o seu piso predileto e desconhecido polonês Michal Przysiezny, na segunda. O adversário na Terceira rodada era o alemão Florian Mayer. Lu ganhou os dois primeiros sets e Mayer abandonou o jogo.

O tenista asiático já fazia história como o primeiro tenista de Taiwan a alcançar as oitavas-de-final de um Grand Slam.

O próximo desafio era contra Andy Roddick, o três vezes vice-campeão de Wimbledon e ex-número um do mundo.

Nem o próprio Lu acreditava na vitória. “Quando o jogo foi para o quinto set pensei que não tivesse chances contra o Roddick porque ele saca melhor do que eu e e o quinto set não tem tie-break. Mas mesmo sem acreditar nas minhas chances ia lutar até o fim.”

Lu lutou e na primeira oportunidade que teve de quebrar o saque do americano, no 8/7 do quinto set, aproveitou a chance, fez a única quebra no saque de Roddick no jogo todo e comemorou olhando para os céus, dedicando a vitória ao pai, falecido há 10 anos, com quem começou a jogar tênis.

Intrigada pelo resultado, fui tentar saber mais sobre Yen Hsun, o primeiro tenista asiático desde Shuzo Matsuoka, em 1995, também em Wimbledon, a alcançar as quartas-de-final de um Grand Slam.

Conhecido como Rendy pelos mais próximos – era assim que a professora de inglês o chamava, por não conseguir pronunciar o seu nome -, começou a jogar tênis aos oito anos de idade, com o pai. “Aprendemos juntos a jogar tênis,” contou ele na entrevista coletiva em Wimbledon, ontem.

Apesar do pai não saber muito mais do que ele sobre tênis, o treinava e viajava pelo circuito mundial com o garoto.

A profissão original do pai era a de criação de frango. O pai era responsável por entregar os frangos, ainda vivos, para o abate. “Era muito difícil. Aprendi a pegar frangos também. A hora mais fácil era de madrugada, quando ainda estava escuro e eles não podiam enxergar,” lembra Rendy, se referindo ao seu início de vida humilde.

Muitos creditam a sua agilidade em quadra aos anos em que passou ajudando o pai a correr atrás dos frangos.

Lu começou a jogar os torneios juvenis, se tornou o tenista número um da Ásia e saiu para o mundo. Integrou o time de tenistas em países de desenvolvimnte da ITF, mas após a morte do pai, no ano 2000, Lu chegou a pensar em abandonar o tênis. Não tinha vontade, mas sabia que precisava tomar conta da família e encontrou no esporte o seu caminho.

Sem qualquer preparo físico sofreu com inúmeras lesões mas mesmo assim jogava, para poder levar dinheiro para casa e sustentar a família.

Foi só quando passou a treinar integralmente com Dirk Hordoff, o técnico de Rainer Schuettler, que Lu começou de fato a se preparar e treinar como todos os outros tenistas do circuito. “Vi alguma coisa especial nele e sabia que como todos os asiáticos, ele era trabalhador e que a sua confiança vinha do trabalho,” relata Hordoff.

O tenista trocou então os treinamentos em Taipei, pelas sessões de treino em Hamburgo, com Hordoff e Schuettler.

Depois de muito trabalhar, os resultados, entre lesões desmotivadoras, mas sempre com persistência, começaram a aparecer. Para se preparar para esta temporada Lu contratou também um preparador físico argentino, que treina o time olímpico em Taiwan e treinou também com o duplista Mark Woodforde. “Era muito difícil acompanhar o ritmo de Woodforde, mas com certeza me ajudou muito, especialmente no voleio.”

E agora, tudo o que o Sr. Lu sonhou está se tornando realidade. “Meu pai sonhava que um dia eu jogaria Wimbledon e agora estou nas quartas-de-final. Por isso, de certa maneira, estou um pouco triste. Queria que ele estivesse aqui.”

O próximo desafio do asiático é o sérvio Novak Djokovic e agora que ele já venceu quem ele não imaginava, nada mais parece impossível para o tenista de 26 anos e 82º colocado no ranking mundial. A ATP já fez a projeção e ele deve aparecer entre os top 50 na semana que vem.

2 Comments

Filed under Uncategorized