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Copa Davis: O Brasil aproveitou a chance

Com uma equipe mais experiente e Madura, o Brasil finalmente aproveitou a chance, derrotou a Rússia por inconestáveis 3 jogos a 0, com vitórias de Rogerio Dutra Silva, Thomaz Bellucci e Marcelo Melo e Bruno Soares, que deram o ponto decisivo ao Brasil, vencendo Gabashvili e Bogomolov Jr. por 75 62 76(7)e voltou ao Grupo Mundial da Copa Davis, de onde saira em 2003.

Entre boicotes à então direção da entidade maior que rege o tênis brasileiro e a lesão e a aposentadoria de Gustavo Kuerten, o Brasil ficou quase uma década longe da elite do tênis.

Volta agora, mais maduro, guiados pelo capitão João Zwetsch, com o apoio de toda uma nação. Mas, não vamos nos iludir. Apesar de agora pertencermos ao grupo que tem os 16 melhores países do mundo, ainda não temos um time renovável. Sim, juvenis estão sendo preparados, mas há um buraco enorme entre os jogadores atuais e os que estão por vir.

É a hora de aproveitar essa chance que tiveram de derrotar a Rússia bicampeã da competição entre nações, que veio desfalcada ao Brasil, em um ambiente propício para o País, atrair mais adeptos e criar uma base consistente.

 

 

 

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Copa Davis: A melhor chance do Brasil

O Brasil, desde 2006, vem literalmente batendo na trave para voltar ao Grupo Mundial da Copa Davis.  Perdeu confrontos duros, disputas em que tinha um certo favoritismo, sofreu uma amarga derrota para o Equador, em Porto Alegre há três anos, quase surpreendeu a Rússia no ano passado e agora, de sexta a domingo, em São José do Rio Preto, volta a enfrentar os bicampeões da Copa Davis, mas numa situação completamente diferente.

A Rússia campeã em 2002 e 2006 e vice em 1994, 1995 e 2007, não é mais a mesma. O time do lendário capitão Shamil Tarpischev chegou ao interior paulista completamente desfalcado. E mesmo que tivesse vindo com Mikhail Youzhny e Nikolay Davydenko, ambos deixaram de ser tops e a Rússia não é mais a potência que fora outrora, com Safin e Kafelnikov.

Dois jogadores com ranking entre 90 e 100 (Bogomolov é o 90º e Andreev, o 96º), um entre os 200, (Gabashvili é o 163º) e um outro sem ranking, Vovk, enfrentarão o Brasil.

Thomaz Bellucci, 41º, lidera o time que tem Rogério Dutra Silva, 115º, como número dois e os duplistas Bruno Soares (23º), campeão de duplas mistas deste US Open e Marcelo Melo (19º).

O confronto será no mesmo clube em que o Brasil derrotou a Colômbia, no primeiro semestre, para garantir a vaga no Play Off, o Harmonia Tênis Clube e num calor capaz de derreter a Sibéria. Espera-se temperaturas entre 35º e 39º nos próximos dias, no interior paulista.

Com as derrotas que sofreu nos últimos anos, o Brasil é a principal prova de que ranking e um certo favoritismo na Copa Davis, não devem contar. Mas, desta vez, salvo algo que o próprio País sofra com o calor ou com a ansiedade desta chance, somos mesmo favoritos.

Entre 1997 e 2003, o Brasil viveu uma era de ouro na Copa Davis. Jogou todos estes anos seguidos, com Guga e Meligeni, o Grupo Mundial da competição, chegando à semifinal, no ano 2000.

Mas, depois da derrota para o Canadá, no play-off do Grupo Mundial, fora de casa, ainda com Guga, no time, o País nunca mais foi o mesmo.

Veio o boicote dos jogadores que levou o Brasil à terceira divisão e só voltamos a lutar por uma vaga no Grupo Mundial, em 2006. Perdemos todas.

 

2006 – Suécia, no saibro de Belo Horizonte (1×3)

Equipe – Flavio Saretta, Ricardo Mello, André Sá e Gustavo Kuerten – Capitão: Fernando Meligeni

– Com Guga somente nas duplas e Soderling, que venceu os dois jogos de simples por 3/0, em ascensão, apenas Saretta deu o primeiro ponto para o Brasil

2007 – Áustria, no carpete de Innsbruck (1×4)

Equipe – Ricardo Mello, André Sá, Gustavo Kuerten e Thomaz Bellucci – Capitão: Francisco Costa

– Bellucci, Mello e Guga/Sá perderam as três primeiras partidas por 3/0. Foi a estreia de Bellucci na competição, com derrota para Jurgen Melzer por triplo 6/4

2008 – Croácia, na quadra rápida de Zadar (1×4)

Equipe Thomaz Bellucci, Thiago Alves, Marcelo Melo e André Sá – Capitão: Francisco Costa

– Após derrotas de Bellucci e Alves por 3/0, Melo e Sá deram o único ponto para a equipe no sábado, com 3/1 sobre Ivo Karlovic/Lovro Zovko

2009 -Equador, no saibro de Porto Alegre (2×3)

Equipe – Marcos Daniel, Thomaz Bellucci, Marcelo Melo e André Sá – Capitão: Francisco Costa

Daniel marcou o primeiro ponto contra Giovanni Lapentti e, a partir daí, Nicolas Lapentti tornou-se o nome do confronto. Aos 34 anos, o ex-top 10 derrotou Bellucci por 3/0, Melo/Sá ao lado do irmão e Daniel, no domingo, por 3/2, após o gaúcho abrir 2 sets a 0

2010 – Índia, na quadra rápida de Chenai (2×3)

Equipe – Thomaz Bellucci, Ricardo Mello, Marcelo Melo e Bruno Soares – Capitão: João Zwetsch

Bellucci e Mello precisaram de cinco sets contra Rohan Bopanna (então 479 do mundo) e Somdev Devvarman (113), respectivamente, para dar vantagem de 2/0 no primeiro dia. Uma derrota nas duplas, o abandono de Bellucci contra Devvarman após um set e meio e a inesperada queda de Mello por 3/0 contra Bopanna completaram a virada dos indianos.

 

2011 – Rússia, na quadra rápida indoor (2×3)

Equipe: Thomaz Bellucci, Ricardo Mello, Bruno Soares e Marcelo Melo – Capitão: João Zwetsch

O primeiro dia de disputas terminou empatado, com Mello  perdendo de Youzhny e Bellucci ganhando de Andreev. Melo e Soares deram o segundo ponto para o Brasil, nas duplas, ganhando de Tursunov e Kunitsyn. Bellucci acabou perdendo o ponto da vitória no quinto set, por 14/12, para Youzhny e depois Mello, no jogo decisivo, foi superado por Tursunov.

2012 – Brasil x Rússia – saibro – São José do Rio Preto

Rogério Dutra Silva abre o confronto contra Andreev; Bellucci faz o segundo jogo contra Gabashvili. Soares e Melo enfrentam Bogomolov e Vovk nas duplas e no último dia, Bellucci abre contra Andreev e Dutra Silva, contra Gabashvili.

 

Fotos de Luís Pires

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Brasil pode voltar ao Grupo Mundial da Davis neste domingo. Desde 2006 país está fora.

O Brasil tem a chance neste domingo de voltar ao Grupo Mundial da Copa Davis, se vencer mais um jogo no confronto com a Rússia, em Kazan.

A vitória de Marcelo Melo e Bruno Soares nas duplas neste sábado, colocou o País bem perto da vaga, depois de Thomaz Bellucci ter vencido ontem e Ricardo Mello perdido o primeiro jogo.

Melo e Soares (foto de Marcelo Ruschel / PoaPress)

Algumas oportunidades de voltar ao Grupo Mundial apareceram nos últimos tempos, mas o Brasil acabou não aproveitando.

Nesta matéria feita por Leonardo Stavale e Edgar Lepri, na edição 115 da Tennis View, eles relatam o que aconteceu ano a ano com o País, para quem o Brasil perdeu, quem integrava o time e ainda falam da história da Rússia no tênis.

 

 

Com Bellucci liderando a equipe, time tentará passar pelo time que já teve Safin e Kafelnikov

 

O Brasil está mais uma a vez à frente da última porta a ser aberta para o retorno ao Grupo Mundial da Copa Davis. Para quem acompanhou os últimos anos, a notícia talvez já não seja tão impactante já que desde que o Brasil saiu do Grupo Mundial em 2003 seguido do boicote que levou o país à segunda divisão do zonal americano, o país chega a esta mesma fase desde 2006, ano após ano, sem conseguir ultrapassá-la.

A conquista da vaga no Playoff deste ano veio após vitória consistente diante do Uruguai, em Montevideu, por 5 X 0. O duelo marcou a estreia do paulista Rogério Dutra Silva, que em apresentação sólida deu o primeiro ponto para o Brasil diante de Marcel Felder. Principal tenista do time, Thomaz Belluccifez o que dele se esperava e superou Martin Cuevas em três sets e ao lado de Brunos Soares selou a vitória do Brasil com triunfo sobre a dupla Cuevas/Felder. Rogerinho e Soares ainda venceram os últimos dois jogos de simples, sem validade para o confronto definido no sábado.

Bellucci (foto de Marcelo Ruschel/PoaPress)


Passado o Uruguai a equipe brasileira já pensava nos possíveis adversários e a confirmação de que dos oito possíveis países para enfrentar no Playoff ,  contra seis (República Checa, Croácia, Áustria, Chile, Índia e Suíça)deles a disputa seria jogada no Brasil e  apenas contra Rússia e Israel  a decisão iria para sorteio animou a equipe. Na primeira etapa do sorteio, deu Rússia e na parte seguinte para decidir onde seria o confronto deu Rússia novamente.

O resultado para os pessimistas foi um baita azar, para os otimistas os russos já não assustam tanto como em anos anteriores e para os realistas, uma punição para quem perdeu chances melhores de voltar a elite no passado em confrontos teoricamente mais fáceis com contra Equador em casa e a Índia sem um time forte, por exemplo.

 

Após 17 anos jogando na capital Moscou nos confrontos disputados em casa, o histórico capitão da Rússia Shamil Tarpishev escolheu a cidade de Kazan como sede do cofronto e o piso é o mesmo do ATP de Moscou, quadra rápida coberta.

Em 2004, após derrota prematura na estreia do Grupo Mundial foi a última vez que os russos precisaram jogar o Playoff para escapar da segunda divisão.

 

A NOVA RÚSSIA – Apesar de um dos nomes mais temidos do tênis mundial quando o assunto é Copa Davis, a Rússia como conhecemos hoje é um país relativamente jovem nesta competição – disputou de 1962 até 1990 como União Soviética e em 1991 e 1992 como URSS.  A primeira disputa definitivamente como Rússia foi em 1993 e nas últimas dezenove participações o país acumula dois títulos em 2002 e 2006 e outras três finais em 1994, 1995 e 2007.

No início da década de 90, a equipe russa ganhou poder de fogo  com a entrada de  Yevgeny Kafelnikov, que já começava a brilhar no circuito da ATP e nãos mais tarde chegaria ao topo do ranking mundial. Com Kafelnikov a equipe russa chegou à final em 1994 e 1995, à semifinal em 1999 e na final de 2002. No final da década de 1990, outro jovem talentoso russo reforçava a Rússia.  Marat Safin, que também chegou ao melhor posto no ranking da ATP, ajudou seu país na Davis com as campanhas dos títulos de 2002 e 2006, além da semi em 1999. Sem Safin e Kafelnikov restou a Davydenko o papel de líder na campanha até a final em 2007 e desde então o melhor resultado foi a semifinal de 2008.

Os russos tentam afastar a má fase para retornar ao Grupo Mundial, por outro, o Brasil liderado por Bellucci busca surpreender e enfim abrir e ultrapassar a porta que desde 2006 segue fechada para os brasileiros.

 

Últimos playoffs

2006 – Suécia, no saibro de Belo Horizonte (1×3)

Equipe – Flavio Saretta, Ricardo Mello, André Sá e Gustavo Kuerten – Capitão: Fernando Meligeni

– Com Guga somente nas duplas e Soderling, que venceu os dois jogos de simples por 3/0, em ascensão, apenas Saretta deu o primeiro ponto para o Brasil

2007 – Áustria, no carpete de Innsbruck (1×4)

Equipe – Ricardo Mello, André Sá, Gustavo Kuerten e Thomaz Bellucci – Capitão: Francisco Costa

– Bellucci, Mello e Guga/Sá perderam as três primeiras partidas por 3/0. Foi a estreia de Bellucci na competição, com derrota para Jurgen Melzer por triplo 6/4

2008 – Croácia, na quadra rápida de Zadar (1×4)

Equipe Thomaz Bellucci, Thiago Alves, Marcelo Melo e André Sá – Capitão: Francisco Costa

– Após derrotas de Bellucci e Alves por 3/0, Melo e Sá deram o único ponto para a equipe no sábado, com 3/1 sobre Ivo Karlovic/Lovro Zovko

2009 -Equador, no saibro de Porto Alegre (2×3)

Equipe – Marcos Daniel, Thomaz Bellucci, Marcelo Melo e André Sá – Capitão: Francisco Costa

Daniel marcou o primeiro ponto contra Giovanni Lapentti e, a partir daí, Nicolas Lapentti tornou-se o nome do confronto. Aos 34 anos, o ex-top 10 derrotou Bellucci por 3/0, Melo/Sá ao lado do irmão e Daniel, no domingo, por 3/2, após o gaúcho abrir 2 sets a 0

2010 – Índia, na quadra rápida de Chenai (2×3)

Equipe – Thomaz Bellucci, Ricardo Mello, Marcelo Melo e Bruno Soares – Capitão: João Zwetsch

Bellucci e Mello precisaram de cinco sets contra Rohan Bopanna (então 479 do mundo) e Somdev Devvarman (113), respectivamente, para dar vantagem de 2/0 no primeiro dia. Uma derrota nas duplas, o abandono de Bellucci contra Devvarman após um set e meio e a inesperada queda de Mello por 3/0 contra Bopanna completaram a virada dos indianos

 

 

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