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Guga no Hall da Fama. Que bom é poder celebrar as inesquecíveis vitórias e momentos históricos.

Enquanto apareciam num telão no 17º andar de um prédio na Avenida Paulista, com enormes janelas com a vista para a cidade de São Paulo, imagens de momentos marcantes da carreira de Guga, nesta quinta-feira, eu olhava e vinha na minha cabeça a loucura que foi viver tudo aquilo.

 

Ao lado de Thomaz Koch e de Paulo Carvalho, empresário do Guga durante a carreira dele, assisti a cerimônia que marcou oficialmente o anúncio da entrada do brasileiro no Hall da Fama do tênis (a entrada será no dia 14 de julho, em Newport).

 

Durante anos, acho que desde a segunda temporada da Tennis View, em 1998, acompanho – de longe – as cerimônias do Hall da Fama, sempre admirada e impressionada com as fortes emoções que provocam nos atletas. Nos últimos anos vimos Andre Agassi entrar para o Hall e antes disso, ele fazer um discurso emocionado para a esposa Steffi Graf, no ano em que ela foi homenageada. Vimos Monica Seles, Gabriela Sabatini, Yannick Noah, Stefan Edberg, Pete Sampras, Boris Becker, Jim Courier, Ivan Lendl, Jimmy Connors, John McEnroe, entre outros, receberem a famosa placa, posarem para fotos, se emocionarem, na cerimônia, na quadra central de grama, de Newport. E agora chegou a vez de Guga.

 

Sempre imaginei que ele fosse entrar para o Hall. Tem credenciais para isso. Foram 43 semanas como número um do mundo, três títulos de Roland Garros, a Masters Cup – só para começar.  Mas, não imaginava que fosse tão cedo.

Ao ver a importância que o Hall da Fama dá para o atleta escolhido e para a história do tênis, dá para ter uma noção ainda maior do que isso significa para um atleta.

O anúncio não foi uma simples entrevista coletiva. O Presidente do Hall da Fama – Christopher Clouser – veio ao Brasil para fazer o anúncio.  Havia fotos de Guga espalhadas, telão para a exibição das imagens, houve discurso do Presidente e tudo o que uma instituição séria costuma fazer. Houve cerimônia (até mesmo Maria Esther Bueno, reverenciada no mundo inteiro e integrante do Hall da Fama, veio para prestigiar o momento).

E como é bom ver isso, ver a importância da carreira de Guga reconhecida mundialmente. Saber que a história dele fará parte da exposição do museu durante um ano e que ao longo dos anos continuará a ser reverenciado pelo esporte mundo afora.

Hoje, muito mais do que quando Guga estava competindo e estávamos na loucura do dia-a-dia, de jogo após jogo, torneio após torneio, viagem atrás de viagem, sem parar pensar muito no que tudo aquilo significava, nós mesmos valorizamos bem mais tudo o que ele conquistou. 

Ao ver todas as imagens e relembrar as vitórias emocionantes, quase nos esquecemos do caminho percorrido para chegar até lá.

Durante o discurso do Guga quando ele estava falando que para ser número um ele precisou antes ser número cinco, número três eu só pensava e trabalhar muito. Todos nós que estávamos com ele tínhamos esse objetivo. Para isso, cada um no seu papel, fazia o melhor possível para que ele tivesse toda a tranquilidade para fazer o que precisasse ao lado do Larri e chegar ao topo. Inclusive ter que dizer não para muita gente.

Mas, isso já passou e agora temos mesmo é que aplaudir o Hall da Fama e o Guga, como maneira de continuar preservando o único tenista da história do Brasil e da América do Sul – excluindo Maria Esther Bueno – a ter terminado uma temporada como número um do mundo.

 

PS – pensei em fazer uma seleção de fotos marcantes da carreira do Guga para colocar aqui. Busquei nos meus arquivos e vi tanta foto bacana – muitas que tirei com a minha máquina mesmo, de momentos muitos legais – mas resolvi esperar para o dia 14 de julho.

Escolhi duas fotos de Paris. Uma da conquista do tri e outra de um dia muito agradável que passamos na capital francesa, depois de 17 jogos de invencibilidade do Guga por lá.

 

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