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Larri Passos ministra curso certificado pela ATP no Brasil

Larri Passos tecnicoPresidente do Brasil, da Global Professional Tennis Coaches Association, Larri Passos começa a ministrar nesta sexta, em Balneário Camboriú, um curso para formação de técnicos, com respaldo internacional e certificado pela ATP.

O técnico que levou Gustavo Kuerten ao posto de número um do mundo e a três títulos em Roland Garros, integra o grupo de técnicos Presidentes, ao lado de Toni Nadal, Alberto Castellani, Dirk Hordoff, entre outros .

Há uns 10 anos, acredito eu, Larri deu um de seus primeiros cursos em um evento promovido pela HEAD. Naquela época trabalhava com o Guga e participei de todas as etapas de preparações daquele que foi um grande evento para a fabricante de raquete, para Larri e para os treinadores brasileiros. Até hoje encontro técnicos que se lembram daquele momento em Camboriú.

Larri me contou, no início desta semana, que receberá  40 treinadores em sua academia e eles farão o curso LEVEL C, com ênfase em treinamento juvenil, dos 15 aos 18 anos, fase em que muitos garotos se perdem.

Para complementar o curso, Larri chamou um convidado mais do que especial e que é a maior prova do método que ele aplica, Gustavo Kuerten. Também palestrarão no curso, Marcos Daniel e dois integrantes da equipe multi-disciplinar do treinador, o preparador físico Daniel Perini e a nutricionista Daniela Sabel.

É uma iniciativa importantíssima no nosso país, carente de treinadores e de ex-tenistas profissionais que estejam no circuito. É também um outro método, um outro curso, com uma visão diferente das aulas da ITF que já são ministradas há alguns anos no Brasil.

Depois de conseguir colocar 3 jovens atletas – Bia Maia, Tiago Fernandes e Thiago Monteiro – na equipe do Banco do Brasil, e agora com este curso da GPTCA, Larri, com as próprias pernas, segue adiante.

 

 

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Uma nova campeã surge diante dos nossos olhos. E ela é confiante e tem atitude.

Há poucos meses, em NY, estava numa reunião com empresários do tênis, fabricantes de material esportivo e perguntei em quem deveria ficar de olho, como estrela do futuro. Eles não titubearam ou ficaram pensando muito. Responderam na hora. Sloane Stephens. Em breve ela vai brigar pelos títulos de Grand Slam. Com certeza foi mais rápido do que eles imaginavam. Aos 19 anos, a novata americana, que em 2010 estava jogando os Grand Slams juvenis, está na semifinal do Australian Open, depois de ter derrotado Serena Williams (3/6 7/5 6/4), tenista que ocupara a parede do seu quarto.

Sloane Stephens Australian Open

Lembro que na época resolvi assistir um jogo de Stephens. Achava a jogadora um pouco arrogante em suas declarações, mas esses fabricantes de material esportivo normalmente passam horas assistindo partidas, conversando, fazendo análises antes de assinar algum contrato e sabem o que estão fazendo. A Head foi rápida e fechou contrato com a filha do já falecido jogador de futebol americano John Stephens.

Com corpo de atleta, Stephens já apareceu até na Teen Vogue como exemplo de atleta adolescente.

Meu primeiro pensamento assim que ela derrotou Serena Williams foi tentar lembrar das adolescentes que surpreendentemente chegaram a semifinais de Grand Slam e depois não conseguiram atingir o seu potencial máximo. Foi o caso de Alexandra Stevenson e Mirjana Lucic – não vou colocar Anna Kournikova na categoria porque ela chegou ao top 10.

Depois, poucas apareceram. Entre as americanas então, não surgiu mais nenhuma. A última foi mesmo Stevenson, em Wimbledon, em 1999. E depois dela só as irmãs Williams mesmo. Stephens tennis australian open

Se Stephens jogava os Grand Slams juvenis ainda em 2010, em 2007 jogou os primeiros torneios profissionais no Brasil. Perdeu para jogadoras brasileiras e argentinas que hoje figuram longe das top 100.

Treinada, desde junho, pelo sul-africano David Nainkin que jogou tênis profissinal e chegou a derrotar o Guga em um US Open – 1998 – Stephens ficou sem jogar depois do Grand Slam americano até o início deste ano.

Quis o destino que ela enfrentasse Serena Williams no WTA de Brisbane, vencido pela 15 vezes campeã de Grand Slam.

Antes do jogo em Melbourne, a adolescente sabia que a experiência havia sido importante. “Não entrarei em quadra pensando – oh, vou enfrentar a Serena.”

A arrogância que mencionei anteriormente, pode ter sido confundida com confiança e atitude, característica fundamental dos grandes campeões. Foi isso, além do tênis competente e agressivo, que fez a tenista que aprendeu a jogar tênis na Flórida e hoje mora em Los Angeles, mesmo lugar onde Serena tem residência, vencer uma das maiores jogadoras de todos os tempos e alcançar a semifinal do Australian Open.

“Ontem à noite alguém me perguntou: você acha que pode ganhar? Eu respondi, acho que sim, mas não estava muito claro na minha cabeça. Mas, de manhã acordei e falei para mim mesma. VOCÊ PODE SIM. Entra em quadra e faça o seu melhor.”

Atual 25ª colocada no ranking mundial, sem ainda ter um vencido um torneio WTA, Stephens,  já aparecerá bem adiante no ranking da semana que vem, na WTA. Mas antes tem outro desafio pela frente. Enfrentar a número um do mundo, campeã do Australian Open, Victoria Azarenka.

Com o dobro de seguidores no twitter (pulou de 17.000 para 35.000 após a vitória sobre Serena), ela entrará na Rod Laver Arena “para jogar o meu melhor tênis e tentar jogar bem de novo, obviamente.”

Senhoras e senhores, esta é a nova estrela do tênis americano, Sloane Stephens. Nascida em Plantation, na Flórida, no dia 20 de março de 1993, criada na Saviano High Performance Tennis, em Ft. Lauderdale, com mente de campeã.

 

 

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