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Novo técnico de Li Na, ex-de Henin, Rodriguez quer a tenista usando mais a cabeça e menos o coração

 Faz umas duas semanas li rapidamente, naquela passada de olho, uma menção a Carlos Rodriguez ser técnico de Li Na e pensei: “Nossa será que eu estou assim tão por fora do circuito que nem sabia disso?” Foi um alívio quando no dia seguinte li uma materia no USA Today, falando da nova parceria entre o argentino, ex-treinador de Justine Henin e a chinesa Li Na, que estreou com vitória no US Open, depois de dois anos perdendo na primeira rodada.

Fiquei curiosíssima para entender como essa associação havia acontecido. A última vez que havia ouvido falar de Carlos Rodriguez, depois da segunda aposentadoria da belga Henin, fora relacionada a abertura da academia dos dois juntos, a 6th Sense, na Bélgica e nos Estados Unidos e nada mais. 

A história de Rodriguez, 48 anos, sempre me interessou. Quando estava com Henin, a quem treinou desde os 14 anos de idade, parecia ser o típico técnico linha dura, mas muito, muito reservado. Praticamente não havia entrevistas com ele, matérias que falassem a seu respeito e nos torneios, era sempre muito fechado, pouco falava com as pessoas.

Chamava a atenção também o fato da parceria entre ele e Henin ser muito próxima, o que me fazia sempre pensar numa comparação com o Guga e o Larri Passos. Difícil ver uma tenista ficar com um treinador a carreira toda. Guga e Larri ficaram, salvo alguns meses em que o brasileiro quis experimentar um novo técnico, o argentino Hernan Gumy.

 A relação de Rodriguez e Henin foi muito além das quadras. Não tem como ser diferente quando você começa a treinar alguém no início da adolescência e vai até o fim da carreira. Muito solitária, Henin durante um bom tempo, adotou a família do técnico como se fosse sua e hoje é madrinha de um de seus filhos.

Juntos eles abriram a 6th sense Tennis Academy, inicialmente na Bélgica, com planos de expansão nos Estado Unidos. Mas, foi na Ásia que Rodriguez se instalou.

Ele fez uma parceria com a Potter’s Wheel Tennis Academy, em Beijing, para treinar novos talentos chineses e aos poucos foi levando a família para um novo mundo.

Instalado e mais à vontade em terras tão diferentes, Rodriguez recebeu há algumas semanas uma ligação do agente de Li Na, Max Eisenbud, o mesmo de Sharapova, perguntando se ele gostaria de voltar ao circuito. “Já era hora. Antes estava ocupado com a mudança e a adaptação à China. É a maneira perfeita de ajudar alguém a atingir os seus objetivos, de elevar o meu nível profissional e de promover a academia em Beijing.”

 Avesso a entrevistas quando treinava Henin, Rodriguez até que falou bastante desde o Western & Southern Financial Group, em Cincinnati, em que Li foi campeã. Foi o primeiro título da temporada da campeã de Roland Garros 2011, logo nos primeiros dias de trabalho com o novo treinador. 

Antes treinada pelo marido Jian Shan, com quem costumava discutir em quadra, a tenista sabia que precisava de uma mudança. Começou o trabalho com Rodriguez, via email e telefone, durante o WTA de Montreal, até o treinador chegar no meio do torneio de Cincinnati.

Depois da vitória sobre Heather Watson, na estreia do US Open, a chinesa falou: “ Amor é amor, técnico é técnico. Você tem que separar. Agoar está muito mais fácil pra gente. É muito difícil encontrar um equilíbrio entre técnico e marido.”

 Com tão pouco tempo de trabalho, é difícil avaliar o impacto das mudanças do novo integrante do time de Li Na, que ainda conta com o fisioterapeuta alemão Alex Stober, que trabalhou com Pete Sampras, na ATP e por um breve período, com Guga. O próprio Rodriguez acha que ainda vai levar tempo para surtir efeito, mas o principal agora é deixá-la mais tranquila, menos explosiva e usando mais a cabeça em quadra. “A Henin tinha muita tática, sabia analisar o jogo melhor, a Li precisa um pouco mais dessa visão tática. Mas é um trabalho completamente diferente. Ela já é uma jogadora formada. Tenho que pegar todos os ingredientes e fazer uma receita melhor,” afirmou o argentino radicado na China, a ESPN.com.ar .

 Nesta terça, em vez de estar fazendo as malas para voltar a Beijing, como nas duas últimas participações no US Open, Li Na estará em Flushing Meadows, se preparando para a partida de segunda rodada contra a australiana Casey Dellacqua.

 Fotos: Carlos Rodriguez/Potter’s Wheel e Li Na/Nike

 

 

 

 

 

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Soccerex no Rio também teve participação de tenista

Voltei do Rio depois de cinco dias de Soccerex, o chamado maior evento de futebol business do mundo. Com uma arena na praia em Copacabana e uma estrutura toda montada no Forte, ambas com duas passarelas ligando aos hotéis Copacabana Palace e Sofitel, muitas ações de networking, conferências, painéis, palestras, happy hours e homenagens aos ídolos do futebol, principalmente os do passado, aconteceram por lá

Tive a grande oportunidade de passar um bom tempo com o Eusébio e ouvir riquíssimas histórias dos seus tempos de “rivalidade em campo,” com o Pelé e da vida nos Estados Unidos, quando o Rei jogava no Cosmos e ele em Boston.

A Soccerex deve ter sido o primeiro dos grandes eventos esportivos internacionais que aparecerão no Brasil até 2016.

Entre tantos jogadores de futebol, novos contatos, outros esportistas, novas formas de trabalho, etc, uma figura conhecida apareceu por lá. Fernando Meligeni, com Lars Grael e Robson Caetano, passou o dia ontem no evento com a Special Olympics.

Muito bom para o tênis ter um atleta envolvido no gigantesco mundo do futebol.

Além dele, Justine Henin, não ela não esteve por aqui, foi destaque no stand da candidatura da Bélgica e da Holanda para sediar a Copa depois do Brasil (Holland Belgium Bid 2018 – 2022), como embaixadora da candidatura.

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