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Azarenka, a bielorussa campeã do Australian Open e nova nº 1 do mundo

Há um ano, Victoria Azarenka era uma top 10 consistente. Uma tenista que jogava bem e estava sempre lá entre as 10 melhores do mundo, beliscando um torneio menor e chegando até as quartas ou semifinais de um maior.  Mas, daí para se tornar número um do mundo, alguma coisa mudou.

A bielorussa de 22 anos entendeu que para chegar além precisaria trabalhar mais, melhorar o físico, ser mais consistente em alguns golpes e também evoluir mentalmente.

E foi o que ela fez. Os meses de 2011 foram passando e a campeã do Australian Open, que derrotou Maria Sharapova por 6/3 6/0 na final, foi crescendo e encostando na amiga  Caroline Wozniacki. Tanto encostou, que tirou o trono da dinamarquesa.

Desde 2009 ao lado do francês Sam Sumyk, Azarenka, a primeira bielorussa a conquistar um Grand Slam, quer mais.

Ela é a 21ª tenista a alcançar o posto mais alto do ranking mundial. Feito para poucas, mas num circuito que perdeu um pouco das grande estrelas, foi a quinta tenista diferente na sequência a vencer um Grand Slam. No ano passado, Clijsters, Li Na, Kvitova e Stosur conquistaram os maiores títulos do calendário mundial do tênis.

Apesar de pouco conhecida mundialmente, o esporte espera que ela consiga manter a consistência, especialmente agora em que a WTA deixará de ser criticada por ter uma número um sem um título de Grand Slam, como era o caso de Wozniacki, líder por 67 semanas.

Nascida em Minsk, Azarenka começou a se projetar no tênis ainda criança e no início da adolescência foi treinar na Espanha. Não gostou da experiência e teve uma segunda oportunidade de ir para o exterior, na sequência. Foi para os Estados Unidos e lá se encontrou. Teve o português Antonio Van Grichen como um de seus primeiros grandes mentores, ganhou o Australian Open juvenil em 2005 e sete anos depois levantou a taça de campeã, a Daphne Cup, derrotando as melhores do mundo e também campeãs em Melbourne, CLijsters e Sharapova, na sequência.

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Enchentes no Brasil; Enchentes na Austrália – quanta diferença. Tenistas se mobilizam.

Estive ausente do blog, mas não distante das notícias e dos acontecimentos.

Nesta época de temporada da Oceania, aliás, antes dela começar, já no início de dezembro costumo começar a ler os jornais australianos para ficar por dentro das novidades nas competições, ler matérias escritas por jornalistas que vivem lá, que cobrem o circuito do tênis e que sempre fazem notas interessantes com os principais tenistas do mundo.

Desde o fim do ano passado, cada vez que abro a página de um jornal australiano na internet vejo uma notícia sobre enchentes.

As águas foram se acumulando na região de Queensland. Chove há dias e dias.

Os campeonatos de tênis na região tem sido prejudicados, mas tanto em Hobart, quanto em Sidney, quanto em Melbourne estão acontecendo. Sim, o qualifying está atrasado, mas eles encontram maneiras de realizá-lo, já que estão preparados para situações extremas.


As enchentes causaram e estão causando prejuízos, deixando inúmeros desabrigados, famílias desoladas, cidades embaixo d’agua, mas o número de mortes, por enquanto, não passa dos 20.

Autoridades já tomaram medidas para aliviar a vida da população local, extendendo prazo para pagamentos de contas, eliminando taxas, oferecendo auxílio, um guia do que fazer, entre outros.

Além disso celebridades e claro, tenistas, já se mexeram, para de alguma forma ajudar.

Neste domingo, a exemplo do que foi feito nas tragédias dos terremotos do Haiti e do Chile, os tenistas farão uma exibição no Melbourne Park, com entradas no valor de 20 dólares australianos e toda renda revertida para ajudar as vítimas das enchentes.

O valor que será arrecadado nem de perto é suficiente para reconstruir o que a natureza destruiu, mas serve para chamar a atenção para a tragédia e fazer com que mais pessoas contribuam.


Entre os jogadores que oficialmente declararam seu apoio ao evento e confirmaram participação na Rod Laver Arena, um dia antes do Grand Slam começar, estão Roger Federer, Rafael Nadal, Kim Clijsters, Andy Murray, Novak Djokovic e os locais Lleyton Hewitt, Sam Stosur e Patrick Rafter.

Nascido em Brisbane, região de Queensland mais afetada pelas enchentes, o novo capitão da Copa Davis, deu o depoimento mais coerente de todos, ao comentar a realização do evento, que teve seus ingressos esgotados em pouquíssimas horas.

“Como um cara de Queensland, fico emocianado, do coração com a preocupação e a bondade do nosso esporte, de se envolver e fazer algo para aliviar o sofrimento. Sei que se colocarmos numa escala, a nossa contribuição é pequena, mas é bom poder fazer algo para ajudar.”

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Vale lembrar que as principais estrelas do Australian Open entrarão em quadra para participar do evento beneficente, um dia antes da competição, a mais importante do ano até maio, começar.

Aqui no Brasil as campanhas de ajuda às vítimas das enchentes, principalmente no Rio de Janeiro, começaram em sua maioria hoje, em diferentes canais de televisão e mídias sociais.

Sempre solidário, Gustavo Kuerten já anunciou, dos Estados Unidos, onde passa férias, que doará os US$ 25 mil que ganhou no início da semana, em uma competição de poker nas Bahamas, para as vítimas.

Foi a primeira manifestação de um esportista, enquanto dirigentes, autoridades, responsáveis, continuam culpando a chuva, que todos os anos causa enchentes nesta época no Brasil, especialmente na região serrana do Rio de Janeiro, pela morte de quase 400 pessoas.

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Depois da vitória de Clijsters, Good Bye Doha.

A vitória de Kim Clijsters sobre Caroline Wozniacki por 6/3 5/7 6/3 e logo depois a de Dulko e Pennetta sobre Srebotnik e Peschke, por 7/5 6/4 marcou o fim da grande temporada do tênis feminino, da WTA. Claro, ainda há a final da Fed Cup e a disputa em Bali, com as jogadores que se sobresaíram em 2010, mas não chegaram entre as top 8, mas para o grande público mundial, o ano chegou ao fim.

Chegou ao fim também a disputa do WTA Championships em Doha, no Qatar.

Durante três anos a capital árabe sediou o mais importante campeonato de tênis do calendário, depois dos Grand Slams.

Próximo destino: Istambul, na Turquia.

Estive em Doha no primeiro ano do evento. Trabalhei para o evento acontecer, fui Media Director internacional da competição e realmente o evento é comparável aos outros Masters que já estive. Não deixa a desejar. A estrutura é de primeiríssimo mundo e tudo para as jogadoras, imprensa, patrocinadores, público é do bom e do melhor.

Mas, mesmo tendo participado do evento e sabendo da importância que a competição tem para o País, que quer se posicionar como um polo esportivo e ganhar cada vez mais espaço no mapa mundi, me questiono quanto ao legado para o povo local e quanto a relevância do torneio na esfera internacional.

Doha já tem um grande campeonato de tênis masculino – ATP e um feminino. Ver estrelas do circuito pelas ruas e pelos luxuosos hotéis da região não é novidade para ninguém.

O país se empenha sim em desenvolver o esporte. É só notar quantos eventos esportivos tem sido dispuatdos por lá ultimamente, mas o quanto isso vai desenvolver o tênis entre os Qataris, não sei precisar e não consigo enxergar muito além. Se não houvesse torneio algum de tênis por lá, aí sim a história poderia ser diferente.

Compartilho da mesma opinião sobre a disputa em Istambul, no próximo ano.

Apesar da Turquia ser um país um pouco mais próximo culturalmente do ocidente do que o Qatar, que contribuição trará para o tênis jogar o Masters por lá.

Pode ser que não esteja pensando globalmente e que esteja sendo muito ocidentalizada. Mas, para mim, estes campeonatos tem que ser disputados em grandes arenas, com tradição no esporte.

Claro que há uma questão financeira importante ao levar os campeonatos para lugares distantes e países que estão tentando se posicionar, mas será que vale a pena?

Será que não teria muito mais valor de marca para a WTA, para os fãs e público, jogar no Madison Square Garden como era feito antigamente ou mesmo em Londres onde hoje competem os homens? Será que os jornalistas de diversas partes do mundo não teriam ido ao torneio, mesmo sem americanas competindo?

A WTA até tentou continuar nos Estados Unidos. Colocou a disputa do Masters em Los Angeles e foi um desastre de público e mídia. O local não tinha tradição no esporte.

Os anos em que o Masters da ATP foi disputado em Houston também foram criticados. Agora, em Londres, parece estar no lugar certo.

Não vou dizer que foi estranho ver o Masters em Lisboa. Parecia algo natural, numa arena coberta, na Europa, onde foi disputado por muitos anos – especialmente na Alemanha. Quando foi para Shanghai nós brasileiros sofremos com o fuso-horário para assistir e compreender o que se passava na Ásia.

Não combinou também. É, devo estar sendo super ocidentalizada, nada globalizada como costumo ser, nada a favor do esporte para todos, mas nestes locais, apesar do esforço dos organizadores, da ATP, WTA, das tenistas, falta aquele algo a mais.

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De Aussie Kim a Jersey Girl, Clijsters é tricampeã do US Open

Clijsters na final do US Open (Cynthia Lum)

Há alguns dias, num dos raros US Open days que consegui sair cedo – isso quer dizer antes das 20h – de Flushing Meadows fui encontrar alguns amigos no Soho. O café acabou se tornando uma ida a um pub e juntando outros conhecidos que no fim eram todos do meio da comunicação, de diferentes áreas.

Entramos num bate-papo sobre o bairrismo de alguns jornais, que sempre acabam encontrando uma maneira, em qualquer assunto que seja, de colocar um personagem local na sua história, ou de transformar alguém em em local.

Qual não foi a minha surpresa, uns dias depois, ao abrir o New York Times e me deparar com uma matéria sobre a Kim Clijsters, com o título, Two Time Champ, Part Time Jersey Girl.

É, a regionalização existe em qualquer meio de comunicação do mundo, não adianta.

Mas, comentários e risadas a parte, a matéria de Harvey Araton era bastante informativa.

Uma semana depois, Clijsters é a tricampeã do US Open.

Teve dois jogos complicados no torneio, contra Samantha Stosur e Venus Williams. Ontem, na final, aniquilou qualquer sonho que Vera Zvonareva tinha de vencer o seu primeiro Grand Slam. Com 6/2 6/1, marcou a 21ª vitória consecutiva no US Open – campeã em 2005, 2009 e 2010 (não jogou em 2006, 2007 e 2008), ergueu o seu terceiro troféu em New York.

Desde que o torneio começou, Clijsters vem tentando explicar o seu sucesso nesse torneio.

Ontem, na coletiva após a vitória, falou que se sente muito bem nas quadras rápidas dos Estados Unidos. São as suas favoritas. Contou que o azul da quadra do US Open a ajuda a ver melhor o jogo e que ela já tem experiência aqui.

Para mim, um dos diferenciais da belga é a concentração dela nos jogos. Quando ela está em quadra, dá para notar, nos olhos dela, o grau de intensidade e foco.

Com tanto sucesso na América, Araton foi até New Jersey tentar achar mais um motivo para a mãe de Jada ter tantos triunfos por aqui.

O casamento com Lynch, em 2007

Nascida em Bree, na Bélgica, Clijsters primeiro foi apelidada de Aussie Kim, durante o seu longo namoro com o australiano Lleyton Hewitt. Conquistou o coração da Austrália. Mas, depois de terminar o relacionamento com o ex-número um do mundo, não fazia mais sentido chamarem a belga de Aussie Kim e agora, casada já há algum tempo com o ex-jogador de basquete americano Brian Lynch, virou a Jersey Girl.

Clijsters tem até mesmo uma propriedade nos EUA. Uma casa em Walls, New Jersey, próxima a Belmar, na costa de Jersey, onde Lynch cresceu e onde a família do marido ainda reside.

“Não sei porque, mas a Kim se sente à vontade com a minha família e em Jersey e quando ela se sente à vontade é difícil ganhar dela. É, acho que dá para chamá-la de Jersey girl,” disse Lynch ao New York Times.

Os dois se conheceram em Bree, a cidade natal de Kim, quando Brian estava jogando basquete na Europa e não demoraram para se casar (2007).

Lynch conta na matéria que o plano era que a esposa ficasse em casa quando Jada nasceu, no início de 2008, e que ele continuasse jogando basquete. “Mas quando o pai da Kim – Leo – adoeceu, não tínhamos mais plano. O importante era que Kim e o bebê passassem tempo com o pai dela.”

Para se distrair da tristeza, Clijsters resolveu jogar algumas exibições e Lynch revela que foi sentindo o instinto competitivo da esposa crescer. “Ela queria competir de novo. Eu sentia isso e mudamos os nossos planos. Eu já estava jogando no exterior há nove anos.”

Lynch foi quem se aposentou para poder viajar com Kim e Jada.

E o que aconteceu todo mundo já sabe. Clijsters, tricampeã do US Open, jogando no Arthur Ashe Stadium, como se fosse mesmo a sua casa.

Em "casa," Clijsters repete a cena de 2009 e posa p/ fotos com Jada e o troféu de tri do US Open (Cynthia Lum)É, acho que depois de 21 vitórias seguidas, dá para dizer mesmo que ela é part-time Jersey Girl.

Planos para o futuro?  Clijsters não tem meses contados no circuito, não sabe até quando vai jogar. Mas, a julgar pela sua entrevista coletiva de ontem no Billie Jean King National Tennis Center, ainda veremos a Jersey Girl no tour, por um bom período.

Transcrevo aqui uma das respostas dela.

“I mean, I’ve said, you know, obviously I would like to keep it going until the Olympics.  But then again, I mean, you never know what can happen.  You know, injuries ‑‑ I always ‑‑ my main goal is to try and just stay injury‑free.  If I can do that and if I can practice hard and work hard, you know, obviously, I mean, the Grand Slams will always be my focus.  So now that I’m playing well, obviously I’m not going to just give it up.  I just want to keep it up.

As long as it’s worth balancing and if I’m able to balance it with the family ‑‑ Jada is not obligated to go to school yet, so, you know, obviously it becomes a totally different story once, you know, it becomes mandatory.”

Congratulations Jersey Girl.


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Do tênis no US Open para New York Fashion Week

Nova York está diferente, ou pelo menos a região de midtown onde ficamos hospedados.

O forte calor se foi, sinal do fim do verão e com o US Open quase terminando, outro grande evento ganha vez na Big Apple, é a Mercedes-Benz Fashion Week.

A Fashion Week começou oficialmente no dia 09 e vai até o dia 16.

Aqui no hotel, o Waldorf Astoria, um dos hoteis oficiais do US Open, o lobby antes cheio de caras conhecidas, gente passando com raqueteiras, usando shorts e tênis, ou num estilo mais esportivo, só se vê modelos, atravessando o luxuoso saguão com vestidos e saltos altíssimos. Descobri depois que houve um desfile no hotel ontem.

O bar que costumamos frequentar durante o torneio, o Whiskey Bar, do hotel W, na Lexington Avenue, ontem foi fechado para uma festa privada da Fashion Week.

Como vamos ao bar há anos e algumas vezes durante a quinzena do US Open, até entramos na festa, mas não eram rostos familiares. Não eram as pessoas do circuito mundial de tênis e sim fashionistas. Modelos, produtores, fotógrafos, enfim, o circo da moda em vez do do tênis.

Nas ruas claro que ainda se vê outdoors do US Open, dos tenistas, telas mostrando os jogos, ainda há ônibus de turismo, daqueles abertos em cima, circulando com propaganda do US Open, a Grey Goose continua deixando suas vitrines com bolinhas de tênis, mas fora isso, nas outras vitrines só se via chamada para o Fashion Night Out, que foi ontem à noite. Uma noite especial em que as lojas ficam abertas até tarde e com programação especial. Algumas trazem DJ’s, oferecem drinks e descontos. Claro que com o US Open terminando sempre tarde, perdi. A conta bancária agradece.

Até nos cafés perto dos hotéis da Lexington Avenue, entre a 42th e a 50th street, onde se concentram a maioria dos tenistas, as modelos tomaram conta.

É o US Open chegando ao fim.

Venus Williams (Cynthia Lum)

Venus Williams, que faz o design dos seus próprios vestidos, vai poder curtir a Fashion Week neste sábado hoje em NY, enquanto Kim Clijsters, que a derrotou ontem por 4/6 7/6(2) 6/4 e enfrenta Vera Zvonareva, que venceu Caroline Wozniacki, por 6/4 6/3 na final do US Open.

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Depois de um very busy day in NYC, um passeio pelas lojas do US Open – Vamos Rafa or Roger That -, os livros e entretenimento no torneio

Cheguei hoje bem tarde no US Open. Já passavam das 15h30 quando passei pela entrada da estátua do Arthur Ashe. Diferente do que eu imaginava, em vez do ritmo de trabalho e compromissos diminuir nesta segunda semana, parece que está mais forte ainda.

Comecei a manhã indo parar no endereço errado de uma reunião. Estava com o endereço antigo do lugar onde tinha que ir, o que já me fez chegar atrasada e ter que andar umas 20 quadras – sempre acho que parece perto e no fim nunca é. A única coisa boa de ter ido a pé foi ter visto a escultura do LOVE que fica na 55th street, na esquina com a 6th avenue. Não tinha passado por ela ainda.

A reunião que era para ser breve, demorou e acabou me levando para uma outra. Meu almoço virou um sanduíche daquelas barraquinhas Halal, das ruas de Nova York, o concorrente do cachorro-quente Sabrett. Comi um Gyros de cordeiro em plena Park Avenue e voltei para continuar a meeting.

Consegui, com muito esforço, pegar o shuttle para o US Open às 14h30min, em frente ao Grand Hyatt, depois de descer um três quarteirões correndo, de verdade, no meio da multidão que enche as ruas de NYC, para não perder o horário.

Sentada e esbaforida no ônibus pensei que fosse relaxar um pouco, mas encontrei conhecidos no ônibus e vim conversando a viagem toda com o juiz de cadeira português, Carlos Ramos, entre outros.

Quando cheguei a sala de imprensa, Guilherme Clezar já estava aqui para dar entrevista e contar como foi a derrota para o argentino americano Andrea Collarini.

Tinha uma outra reunião às 16h, aqui no torneio, mas foi remarcada para depois do jogo entre Wawrinka e Querrey, que ainda estava no fim do segundo set.

Trabalhei um pouco no computador e aproveitei que o público estava todo no Arthur Ashe Stadium para ir até a Bookstore do US Open e fazer uma visita às lojinhas do torneio, que ainda não tinha ido.

Primeiro vi que os vídeos (http://gabanyis.com/?p=1634) que selecionei no post de instrução de tênis estão sendo vendidos na loja da USTA para então adquirir os livros da Venus Williams, Come to win, o do Patrick McEnroe, Hardcourt Confidential, o de Jan Kodes, que é mais um livro de mesa, mas muito interessante, A Journey to Glory from Behind the Iron Curtain. Estou levando também alguns exemplars do livro atualizado do Federer, Quest for Perfection e acabei de ganhar o Enredados, La Copa Davis, ésa eterna búsqueda argentina, do meu grande amigo Sebastián Fest.

Vai ser difícil saber por onde começar. Ainda tenho dois livros na frente, que não são de tênis. Comecei a ler “ A Tree Grows in Brooklyn,” de Betty Smith, mas desde que cheguei a New York ele não saiu da escrivaninha do quarto do hotel.

Depois da Bookstore, continuei meu tour pelos stands e lojinhas do US Open.

Elas não tem o charme da loja de Roland Garros. Os produtos são um pouco mais baratos – uma camiseta custa entre US$ 22 e US$ 25 e o boné sai por U$ 25 / e há mais marcas esportivas vendendo aqui dentro, além da loja oficial e uma loja com produtos da marca Arthur Ashe, para beneficiar a fundação do ex-tenista que dá nome à quadra principal. Lá sim os produtos são mais acessíveis.

Uma das lojas que mais vem fazendo sucesso no torneio é a da Nike, com as camisetas Vamos Rafa e Roger That. Pergunto para a vendedora qual vende mais e ela diz que estão empatadas. Mas era a do Vamos Rafa que não tinha mais tamanhos Medium e Large.

As fabricantes de raquetes também vendem produtos aqui no US Open e outros patrocinadores ou fazem demonstração do que tem a oferecer ao público ou criam ações interativas, como é o caso da Continental Airlines, em que você pode sentir como é sentar numa Business Class; o da American Express, que oferece benefícios para os portadores do cartão; a Olympus que tira fotos suas pelo torneio ou te faz estrela de televisão, criando uma propaganda sua do “It must be love.”


Os biscoitos Nabisco, Oreo ou LU, distribuem cookies pelo torneio, assim como o Stonyfield Yogurt, a Panasonic faz demonstração de televisão 3d. Para as crianças há um Smash Zone com quadras e inúmeras atividades para elas se divertirem.

A Heineken tem um bar que faz sucesso no US Open há alguns anos. O Red Star Café, sempre cheio e ponto de encontro sempre, já que fica em frente a sala de imprensa.

Quando volto para a minha mesa, depois da reunião que desta vez foi breve, o jogo do Wawrinka já terminou. A night session já está aberta e a atmosfera no US Open é completamente diferente, é um evento social.

Fãs tentam um lugar nos restaurantes do torneio, ouvem música na praça central, aparecem elengantemente vestidos e não estão nem se importando que ainda faltaria o jogo da Venus e da Schiavone para entrarem no Arthur Ashe para assistir Clijsters x Stosur e depois Nadal x Lopez.

Entretenimento por aqui não falta. Seja nas lojas, nos restaurantes, bares, nas reuniões – algumas são bem informativas – e até vendo um jogo de tênis.

E assim que acabar de colocar este blog com as fotos no ar, vou para a quadra assistir os jogos dessa night session de terça-feira.

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