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Li Na é influente e está na capa da TIME

Fiquei boquiaberta ao receber a notícia e ver a imagem da Revista TIME com a tenista chinesa LI NA na capa da edição desta semana.

TIME cover LI NAPrimeiro fiquei olhando para a data da publicação para ver se não era uma revista, ou uma capa de 2011, ano em que ganhou Roland Garros.

Mas, não tinha nada errado não. A atual quinta colocada no ranking mundial, 31 anos,  está na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo e foi escolhida para ser uma das sete capas diferentes que a TIME preparou para estampar essa edição especial.

As outras capas são com Jay Z, Rand Paul, Aamir Khan, Jennifer Lawrence, Malala Yousafzai e Elon Musk. Todas seguindo o mesmo estilo, com fotos preto e branco, a chamada de quem escreveu o perfil da pessoa em destaque e The 100 Most Influential People in The World, com letras coloridas.

O perfil de Li Na foi escrito por Chris Evert. A campeã de 18 Grand Slams lembra que Li Na foi corajosa ao protestar contra a Federação Chinesa, que ficava com a maior parte dos seus ganhos e também conseguiu seguir carreira solo,tendo o marido como treinador. O texto de Evert fala ainda da transformação do tênis na China, hoje com 15 milhões de praticantes.

Ícone na China e com uma base de fãs gigantesca no país, Li Na é uma das pessoas mais influentes da região asiática e por isso faz parte da lista, na categoria Ícones. Segundo a TIME, a lista não é baseada em pessoas ponderosas ou mais inteligentes. “São pensadores, cientistas, ícones, artistas, filósofos que estão usando a sua influência, visao e ações para transformar o mundo e afetar muitas pessoas,”explicou o editor Richard Stengel.

Li Na se disse honrada com a escolha para a capa e destacou a importância para o tênis feminino de ter uma de suas atletas tops na capa. A lista de ícones, em que Li Na se enquadra, tem nomes como o de Michelle Obama, Kate Middleton, Daniel Day Lewis e Beyoncé.

É nesta lista da TIME que Joaquim Barbosa aparece entre os mais influentes, na categoria pioneiros.

Alguns dos outros influentes, nas diversas categorias, são o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o Papa Francisco, Steven Spielberg e Lebron James. Li Na é a única tenista na lista dos top 100 mais influentes do mundo.

É  incrível para o tênis e especialmente o tênis feminino uma tenista esteja na capa da TIME. E não é da TIME da China é a de circulação mundial mesmo.

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Novo técnico de Li Na, ex-de Henin, Rodriguez quer a tenista usando mais a cabeça e menos o coração

 Faz umas duas semanas li rapidamente, naquela passada de olho, uma menção a Carlos Rodriguez ser técnico de Li Na e pensei: “Nossa será que eu estou assim tão por fora do circuito que nem sabia disso?” Foi um alívio quando no dia seguinte li uma materia no USA Today, falando da nova parceria entre o argentino, ex-treinador de Justine Henin e a chinesa Li Na, que estreou com vitória no US Open, depois de dois anos perdendo na primeira rodada.

Fiquei curiosíssima para entender como essa associação havia acontecido. A última vez que havia ouvido falar de Carlos Rodriguez, depois da segunda aposentadoria da belga Henin, fora relacionada a abertura da academia dos dois juntos, a 6th Sense, na Bélgica e nos Estados Unidos e nada mais. 

A história de Rodriguez, 48 anos, sempre me interessou. Quando estava com Henin, a quem treinou desde os 14 anos de idade, parecia ser o típico técnico linha dura, mas muito, muito reservado. Praticamente não havia entrevistas com ele, matérias que falassem a seu respeito e nos torneios, era sempre muito fechado, pouco falava com as pessoas.

Chamava a atenção também o fato da parceria entre ele e Henin ser muito próxima, o que me fazia sempre pensar numa comparação com o Guga e o Larri Passos. Difícil ver uma tenista ficar com um treinador a carreira toda. Guga e Larri ficaram, salvo alguns meses em que o brasileiro quis experimentar um novo técnico, o argentino Hernan Gumy.

 A relação de Rodriguez e Henin foi muito além das quadras. Não tem como ser diferente quando você começa a treinar alguém no início da adolescência e vai até o fim da carreira. Muito solitária, Henin durante um bom tempo, adotou a família do técnico como se fosse sua e hoje é madrinha de um de seus filhos.

Juntos eles abriram a 6th sense Tennis Academy, inicialmente na Bélgica, com planos de expansão nos Estado Unidos. Mas, foi na Ásia que Rodriguez se instalou.

Ele fez uma parceria com a Potter’s Wheel Tennis Academy, em Beijing, para treinar novos talentos chineses e aos poucos foi levando a família para um novo mundo.

Instalado e mais à vontade em terras tão diferentes, Rodriguez recebeu há algumas semanas uma ligação do agente de Li Na, Max Eisenbud, o mesmo de Sharapova, perguntando se ele gostaria de voltar ao circuito. “Já era hora. Antes estava ocupado com a mudança e a adaptação à China. É a maneira perfeita de ajudar alguém a atingir os seus objetivos, de elevar o meu nível profissional e de promover a academia em Beijing.”

 Avesso a entrevistas quando treinava Henin, Rodriguez até que falou bastante desde o Western & Southern Financial Group, em Cincinnati, em que Li foi campeã. Foi o primeiro título da temporada da campeã de Roland Garros 2011, logo nos primeiros dias de trabalho com o novo treinador. 

Antes treinada pelo marido Jian Shan, com quem costumava discutir em quadra, a tenista sabia que precisava de uma mudança. Começou o trabalho com Rodriguez, via email e telefone, durante o WTA de Montreal, até o treinador chegar no meio do torneio de Cincinnati.

Depois da vitória sobre Heather Watson, na estreia do US Open, a chinesa falou: “ Amor é amor, técnico é técnico. Você tem que separar. Agoar está muito mais fácil pra gente. É muito difícil encontrar um equilíbrio entre técnico e marido.”

 Com tão pouco tempo de trabalho, é difícil avaliar o impacto das mudanças do novo integrante do time de Li Na, que ainda conta com o fisioterapeuta alemão Alex Stober, que trabalhou com Pete Sampras, na ATP e por um breve período, com Guga. O próprio Rodriguez acha que ainda vai levar tempo para surtir efeito, mas o principal agora é deixá-la mais tranquila, menos explosiva e usando mais a cabeça em quadra. “A Henin tinha muita tática, sabia analisar o jogo melhor, a Li precisa um pouco mais dessa visão tática. Mas é um trabalho completamente diferente. Ela já é uma jogadora formada. Tenho que pegar todos os ingredientes e fazer uma receita melhor,” afirmou o argentino radicado na China, a ESPN.com.ar .

 Nesta terça, em vez de estar fazendo as malas para voltar a Beijing, como nas duas últimas participações no US Open, Li Na estará em Flushing Meadows, se preparando para a partida de segunda rodada contra a australiana Casey Dellacqua.

 Fotos: Carlos Rodriguez/Potter’s Wheel e Li Na/Nike

 

 

 

 

 

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