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Guga: a história eternizada em um livro

Gustavo Kuerten comemorou o 38º aniversário de maneira especial, lançando o seu livro Guga, Um Brasileiro (Editora Sextante), ao lado da família e amigos do tênis, na Livraria Cultura na Avenida Paulista. Guga livro

Com prefácio da mãe, Alice Kuerten, o livro de 383 páginas divididas em 40 capítulos conta a trajetória de Guga desde a infância até os dias de hoje, passando claro pelos principais momentos da carreira, as três conquistas de Roland Garros e a Masters Cup em Lisboa.

Durante entrevista coletiva, nesta quarta, Guga explicou o porquê do nome do livro “Eu sou um brasileiro como todos esses que nascem todos os dias aqui no nosso país. Alcançar o que alcancei não dependeu só de mim, mas de muita gente e de um monte de coisas. Sei que é bem mais difícil para nós, brasileiros, do que para alguém de fora. Mas é possível.” Guga espera que o livro sirva de inspiração para muita gente.

Um brasileiro que conquistou o mundo, se tornou o melhor do planeta, entrou para o Hall da Fama do tênis, virou o queridinho dos parisienses, posto que até hoje nem mesmo o nove vezes campeão, Rafael Nadal, conseguiu tirar.

Guga fala da parceira com Larri, o segundo pai, dos momentos difíceis na carreira, da família, lembra as amizades especiais com Carlos Moyá e Nicolas Lapentti e entre muitas outras coisas, fala também do nosso trabalho, na época uma inovação no circuito ter uma assessora de imprensa viajando com um jogador.

Momento especial para o tênis brasileiro ter tudo o que o Guga conquistou agora registrado em um livro, com tiragem

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Bollettieri, de fato “changing the game”

Nick Bollettieri realmente revolucionou o mundo do tênis. Não, ele não mudou regras do esporte e não se tornou ídolo mundial. Mas, seu método de treinamento e a criação da primeira academia do mundo em que os tenistas puderam morar e estudar no mesmo local, transformou o tênis. É basicamente sobre o seu caminho até chegar hoje no que é a IMG Academy e o seu relacionamento com os inúmeros tenistas tops que treinou que ele conta no livro “Changing the Game – Nick Bollettieri.”

O livro é de fácil leitura, daquelas bem rápidas. Os capítulos são curtos, a linguagem é fácil – mesmo para quem não fala inglês dos mais fluentes, dá para entender bem. Depois das páginas iniciais em que conta como chegou no tênis e o caminho até comprar o primeiro terreno na Flórida, em Bradenton para construir as primeiras quadras e “alugar” um hotel para hospedar os primeiros tenistas, basicamente fala de um tenista por capítulo, emendando com o crescimento da academia – a compra da IMG, a mudança de nome e os seus oito casamentos.

bollettieri changing the game

Há algumas passagens interessantes no livro que eu desconhecia completamente, como o relacionamento de Bollettieri com Arthur Ashe e o programa que eles fizeram em alguns estados norte-americanos de iniciação ao tênis, em áreas de baixa renda no País; o programa que ele lançou com a atual mulher, Cindi, uns anos atrás, para diminuir a obesidade infantil entre meninas e por aí vai.

Os capítulos com os tenistas são interessantes, principalmente os que não ficaram tanto tempo na academia e como ele trabalhava com os jogadores e suas equipes. Foi rápido o contato que ele teve, por exemplo, com Martina Hingis. Mas foi com ele e a mãe Melanie Molitor que ela ganhou um dos Masters, ainda em NY. Ele conta da relação com Serena Williams e Venus Williams, fala abertamente da influência exarcebada das mães de Jelena Jankovic e Anna Kournikova; da do pai de Sabine Lisicki; entre outros.

Não há novidades sobre os relacionamentos com Andre Agassi, Jim Courier, Tommy Haas, entre outros.

Ele já havia falado bastante sobre isso no livro My Aces, My Faults e anunciado alguns arrependimentos, como o da maneira em que terminou a parceria com Andre Agassi.

Boris Becker também ganha algumas boas páginas do livro.

Mas, muito além de como Bollettieri lidou com esse número enorme de tenistas estrelas que pela academia passaram e ainda passam, o que fica claro pra mim é algo que sempre me falaram. Como o tênis te abre portas. Desde que começou a dar aulas em um hotel em Miami, a vida de Bollettieri foi se transformando pelas pessoas que ele encontrou.

Claro, as ideias e os sonhos foram e são deles. Mas, se não fosse pelas pessoas que conheceu em academias, clubes, dando aulas, ou treinando os filhos, não teria o apoio, companheirismo e investimento necessários para chegar onde chegou.

Vejo isso em diversos níveis do esporte.

Até hoje, aos 83 anos, Bollettieri continua viajando o mundo, visitando os amigos de décadas atrás, jogando tênis com grandes figurões do mundo corporativo em suas residências, segue acordando 04h30min e dando treinos na IMG Academy e indo aos Grand Slams, onde é constantemente reverenciado por todos os tenistas que treinou ou que passaram pela academia.

Homenageado inúmeras vezes nos EUA e pelo mundo, ganhará a maior honraria do esporte, quando entrar no Hall da Fama do tênis, em Newport, em julho deste ano.

Nick Bollettieri with Bob Davis
Changing the Game

New Chapter Publisher – disponível em inglês no kindle e impresso.

2014

 

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ATP lança livro comemorativo aos nos.1 e Guga, é claro, é destaque – com relato inédito

A ATP lançou oficialmente neste sábado, em Wimbledon, como parte da campanha Heritage, o livro comemorativo aos 40 anos da instituição do ranking e dos números um, com espaço apenas para aqueles que terminaram uma temporada no topo da listagem. E entre apenas os 16 anos, é claro, está Gustavo Kuerten.

Gustavo Kuerten number 1

Guga, assim como os apenas outros 15 tenistas (Ilie Nastase, Jimmy Connors, Bjorn Borg, John McEnroe, Ivan Lendl, Mats Wilander, Stefan Edberg, Jim Courier, Pete Sampras, Andre Agassi, Guga, Lleyton Hewitt, Andy Roddick, Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic) que terminaram um ano (desde 1973 até hoje), no topo do ranking, ganhou 2 páginas no livro, com história e fotos marcantes.

O texto de Guga foi escrito por Peter Bodo – ele e Neil Harman se dividiram para fazer os 16 perfis – e para a minha surpresa, provavelmente mais mérito do Guga do que do repórter, li algo que durante os meus 15 anos de trabalho com o tricampeão de Roland Garros, nunca soube. E olha que isso é muito raro.

Guga relata no livro que quando tinha 15 anos de idade e foi a Roland Garros pela primeira vez, foi ao museu do Louvre. Lá viu um quadro, comprou o cartão postal da pintura e mandou para a mãe Alice, com o seguinte recado: “Esse não é um quadro normal e eu não sou um jogador normal; sou um tipo diferente e um dia eu serei número do mundo.”

Guga depois contaque não esperava ser número um, não pensava nisso, mas mesmo assim escreveu o postal. Claro que Dna. Alice ainda guarda o cartão até hoje.

kuerten number one

O texto segue contando um pouco a história de Guga, enaltece Larri Passos, passa por Roland Garros e claro que chega a Lisboa para contar o que todos nós já sabemos, mas que é sempre especial relembrar. Fico aqui pensando hoje, que se Safin tivesse vencido mais um jogo (era o que ele precisava) e Guga perdido qualquer uma das suas partidas depois da derrota para o Agassi, não estaríamos aqui falando sobre isso hoje e teríamos o nome de Marat Safin ao lado do ano 2000 no trofeu. Mas ele venceu e ganhou de Sampras e Agassi na sequência para chegar ao topo do ranking mundial e se tornar o primeiro tenista sul-americano a terminar uma temporada como número um do mundo. trofeu numero um do mundo atp

Aliás, a imagem do trofeu de número um do mundo, que passou agora a ser chamado de trofeu Brad Drewett, em homenagem ao CEO da ATP que faleceu neste ano, é de arrepiar, com os nomes de todos os tenistas que terminaram a temporada no auge.

Para quem quiser ter uma ideia do que encontrar no livro, além de Guga, é claro, aqui estão as páginas do Djokovic e do Sampras.

Por enquanto ele está sendo vendido na Tennis Warehouse, por  U$ 29,90.

No 1 Sampras No 1 Djokovic

 

 

 

 

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Court Confidential – um novo livro dos bastidores do circuito vem aí

 Court Confidential tennis bookEnquanto Jimmy Connors vai causando com o lançamento do seu livro “The Outsider,”fazendo revelações íntimas de seu relacionamento com Chris Evert, outro livro será lançado até o final deste mês (27 de maio, em Roland Garros), revelando bastidores do circuito. É o Court Confidential, do jornalista britânico, Neil Harman.

Com imagens de Serena, Djokovic, Murray, Federer, Nadal e Azarenka na capa e contra-capa, Neil conta, através das suas muitas semanas de viagens ano após ano, o que viu, o que apurou e promete revelar também alguns segredos.

Conheço Neil de anos de circuito. Correspondente do The Times, da Inglaterra, há mais de década, sempre foi um dos jornalistas internacionais mais acessíveis, respeitosos e respeitados. Por isso, tem acesso praticamente livre aos jogadores, dirigentes, torneios, ATP, ITF e WTA. No entanto, esse privilégio concebido por meio de trabalho honesto e bom jornalismo, nunca o fizeram criticar quando era hora de dizer algo, ou denunciar algum escândalo. Ele também não poupa reclamações em sua conta no twitter quando se faz necessário.

Murra, Azarenka, Nadal e Djokovic dão depoimentos na capa, orelha e contra-capa do livro.

Promete ser um deleite para os fãs de tênis, da mesma. Pelo que vi do livro e conversei com Neil, me faz lembrar um livro dos anos 90, Tough Draw, que li e me fez sonhar com o circuito.

court confidental back cover

Court Confidential, Inside The World of Tennis – Neil Harman

Robson Press

Preço – 20 libras

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Nova biografia de Murray é lançada na Inglaterra

Mais um livro sobre Andy Murray acaba de ser lançado na Inglaterra, em meio ao ATP Finals e ao término da espetacular temporada do escocês, campeão olímpico e do US Open e ainda com chances de se classificar para as semifinais do Masters na Arena 02.

Escrito por Mark Hodgkinson, jornalista que cobria tênis para o jornal londrino The Telegraph,  Andy Murray: Champion, a sua extraordinária história, completa, incluindo o épico ouro olímpico e a vitória do US Open, promete contar detalhes do crescimento na Escócia, a decisão de ir para Barcelona – vamos ver se confere com a que Emílio Sanchez nos contou -, o relacionamento extremamente próximo com a mãe Judy e a competição com irmão Jamie.

 

Hodgkingson também analisa os relacionamentos de Murray com todos os técnicos que passaram pela jovem carreira dele:  Mark Petchey, Brad Gilbert and Miles Maclagan, até chegar a Ivan Lendl.

 

Ainda acho estranho que atletas em atividade tenham livros publicados sobre as suas conquistas.  Na verdade, mais estranho ainda é quando isso acontece e o livro é escrito por eles. Neste caso, não foi.

Murray inclusive já escreveu um livro, Coming of Age e/ ou Hitting Back, publicado há alguns anos que ele diz ter se arrependido. Na Inglaterra, reino dos tablóides e das mega celebridades, é um fato um tanto comum.

Fui ler as auto-biografias de Rafael Nadal e Serena Williams meio reticente, talvez por achar estranho mesmo eles escreverem livros ainda competindo, mas nos dois casos me surpreendi com o que aprendi lendo as histórias de ambos.

 

Não sou especialista em livros, apesar de sempre ter gostado de escrever resenhas e me considerar praticamente uma viciada em biografias. É apenas pura coincidência que eu esteja escrevendo um segundo post seguido sobre livros.

 

Andy Murray: Champion, foi lançado hoje oficialmente na Inglaterra. Já acabei o Stop War, Start Tennis, um livro de fácil leitura e nada, nada profundo, mas que no meu caso, como jornalista de tênis, sempre acrescenta algo.

Assim que o Murray chegar ao kindle será lido também.

 

Ah, na Inglaterra o livro está sendo vendido com preço especial de lançamento por 12 libras = R$ 39,12.

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