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Por dentro do Laureus – de fato, o Oscar do esporte mundial

Há anos acompanho, de longe, o Laureus. Vi o prêmio crescer e vir a ser chamado do Oscar do Esporte. Mas, nunca havia presenciado. Nestes últimos dias, no Rio, tive a oportunidade de conhecer de perto a estrutura do Laureus – Academy, com membros esportistas campeões mundiais, como a academia do Oscar, o Laureus Sport for Good Foundation – ajudam mais de 100 projetos mundo afora e – o Laureus Sports Awards, e admito que nunca vi nada igual.

Boris Becker

Com sede em Londres e uma série de colaboradores europeus, a sensação que tive é a de que eles fretaram dois aviões de staff e convidados e vieram para o Rio de Janeiro.

Montaram quartel general no hotel Windsor Atlântica, ocupando só com espaço para credenciamento, salas de entrevistas exclusivas, entrevistas coletivas, salas de espera para entrevista, salas de imprensa em geral, sala de imprensa alemã, sala de broadcast, sala de imprensa só para detentores de direito de transmissão, restaurante de imprensa e não era com água, café e sanduíche – refeições iguais as do restaurante do Windsor eram servidas para todos os jornalistas – restaurante de imprensa de TV e com certeza algo que eu esteja esquecendo de mencionar aqui.

A quantidade de “Media Managers,” e assessores trabalhando também foi algo que nunca vi e olha que já estive em diversos eventos enormes mundo afora.

Acho até que tanta gente trabalhando acaba atrapalhando. Mas, em geral, foram todos mais do que solícitos.

Consegui, nos últimos dois dias, entrevistar o Becker, a Navratilova, o Borg, o Nastase e a Arantxa Sanchez Vicário, todos os tenistas envolvidos no Laureus Sports Award, do Rio. Alguns mais tempo, outros com menos, mas foram profissionais ao extremo. Martina Navratilova

O Laureus anunciava Shuttles para levar os jornalistas do Windsor até o Teatro Municipal durante a tarde da segunda-feira. Um ônibus, de luxo, foi praticamente só comigo e a minha amiga jornalista para o centro da cidade.

Ao chegar diante do Municipal tive outra surpresa. A estrutura montada na entrada, com tapete vermelho, é parecidíssima com a do Oscar.

Parece ridículo, mas falo com conhecimento de causa, depois da minha experiência com o Lixo Extraordinário, em Los Angeles.

A entrada passando por um pouco de público antes e depois por um local fechado, com os jornalistas divididos em detentores de direitos de televisão, imprensa em geral, fotógrafos e moças bem-educadas e prestativas trazendo os esportistas para falar com quem quisesse entrevistá-los, claro que rapidamente, funcionou como no Kodak Theathre.

Dentro do Municipal, todo o espaço usado para o coquetel do Prêmio Brasil Olímpico do COB, virou uma gigante sala de imprensa. Telões para a exibição do prêmio, mesas, computadores para quem estava sem laptop, sucos, refrigerantes e um buffet completo, serviam os jornalistas das mais diferentes nacionalidades.

A cerimônia, apesar de um pouco longa para a entrega de 6 prêmios de melhores do ano – Usain Bolt e Jessica Ennis venceram nas principais categorias – é uma celebração de luxo do esporte mundial. Os outros vencedores foram Andy Murray – breakthrough of the year -; European Ryder Cup Team – World Team of the Year; Felix Sanchez – comeback of the year -; Daniel Dias – Sportspersn with a Disability; Felix Baumgartner – Action Sportsperson of the year.

Cathy Freeman Para quem gosta de esporte, ver ícones como todos os tenistas citados acima, Nadia Comaneci, Cathy Freeman, Franz Beckenbauer, Mika Hannkinen, Tony Hawk, Michael Johnson, sem falar em Michael Phelps, é andar nas nuvens. É como uma amiga disse depois de cobrir os Jogos Olímpicos que a cobertura a fez lembrar o porque escolheu ser jornalista.

Diria que até teria dado para o E! Entertainment Television ter feito um programa com a Joan Rivers analisando os modelitos que desfilaram pelo Red Carpet de tão glamuroso que foi. E no domingo ainda teve festa para convidados no Rio Scenarium e ontem, uma after party no Copacabana Palace. Eva Longoria Rio

Todo o evento foi um exemplo de produção e organização de primeiríssimo mundo. Mas, foi um evento feito por estrangeiros, para estrangeiros.

A mídia nacional pouco soube do Laureus antes dele invadir o Windsor Atlântica e pouquíssimos atletas e convidados brasileiros participaram da festa.

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Com Tião Santos em YALE, Lixo Extraordinário ganha prêmio do Festival de cinema ambiental,o EFFY

 

Meus posts tem ficado cada vez mais raros. Falta tempo – parece desculpa, mas é verdade – e estou completamente envolvida com os catadores de materiais recicláveis, estruturando a Rede Agrega Rio, com profissionais como a Jackie de Botton, a Produtora Executiva do Lixo Extraordinário e superempreendedora que me chamou para o trabalho com o filme, na época do Oscar e acabou me levando para muitas outras atividades fantásticas envolvendo os catadores, Jardim Gramacho, a reciclagem e a possibilidade de promover uma mudança na sociedade, mesmo que lentamente.

Foi por causa desse trabalho que tive que deixar Miami e o Sony Ericsson Open bem antes dele terminar e viajar para Nova York e YALE, onde o filme abriu o EFFY, o Environmental Film Festival at Yale. Acompanhei o Tião Santos na viagem e tenho certeza que a participação dele no debate após a exibição do filme, ao lado de Martin Medina, advisor do fundo do Clinton para reciclagem, emocionou a plateia que já havia lotado o cinema, com pessoas sentadas no chão para assisitir o documentário e que acabaram votando no filme, como o melhor do festival. Lixo Extraordinário ganhou o prêmio do público de melhor filme do Festival e YALE, além do prêmio, ainda mandou uma mensagem dizendo que quer acompanhar os projetos apresentados por lá, da Rede Agrega Rio e fazer parte da transformação dos catadores em empreendedores.

É, perdi jogos incríveis em Miami, num torneio que tanto adoro, mas, valeu a pena!

Com presença de Tião Santos em YALE,  Lixo Extraordinário ganha prêmio no EFFY, o Festival de Cinema Ambiental da prestigiada universidade

Projeto apresentado por Tião em YALE foi o mesmo apresentado à COMLURB
Tião Santos fez uma passagem rápida, na semana passada pelos Estados Unidos, mas o suficiente para emocionar a interessada plateia de YALE, na abertura do EFFY (Environmental Film Festival at Yale) e dar ao filme Lixo Extraordinário o prêmio de melhor filme, escolhido pelo público.

Lixo Extraordinário abriu o Festival, o único de cinema ambiental no mundo com entrada gratuita, e logo após a exibição do Documentário, que já ganhou outros 20 prêmios pelo mundo e foi indicado ao Oscar, Tião participou de um debate com os acadêmicos de Yale, o público e o Conselhor do Fundo Clinton para Reciclagem, Martin Medina.

“Fiquei surpreso com o interesse de uma universidade como YALE no nosso trabalho e no que estamos planejando para um futuro próximo no Brasil. Tive a oportunidade de apresentar para YALE o projeto da Rede Agrega Rio, o mesmo que foi apresentado para a COMLURB,” disse Santos.

“Foi uma honra para YALE receber o Tião Santos e ouvir todos os projetos que eles estão fazendo no Rio e como os catadores estão se tornando empreendedores e como o lixo está realmente sendo transformado. YALE quer estar envolvida nesse processo,” disse Chandra Simons, Diretora do Festival e Acadêmica de Yale.

REDE AGREGA RIO – Com toda sua experiência de vivência com o lixo, desde os 11 anos de idade e sua liderança natural, Tião Santos falou do lixo no Brasil, do poder de transformação do mesmo, que aprendeu com o filme, e dos projetos futuros com a recém lançada Rede Agrega Rio. A Rede, uma união de cooperativas de catadores de materiais recicláveis, visa a valorização e melhoria das condições de trabalho dos catadores e que tem como principal objetivo, fazer com que os catadores se tornem empreendedores e transformem o lixo em dinheiro. A primeira mudança será a forma de trabalho dos catadores, que não mais catarão com as mãos. Eles trabalharão com um sistema automatizado, em ECOPOLOS  (Centrais de Valorização, com implantação inicial prevista para junho) e terão uma maior capacidade produtiva. O Kg de PET reciclado, que hoje rende até R$ 0,90, passará a valer R$ 4,00, no seu valor agregado,já transformado em “flake,” o produto final que as indústrias compram.
Estudo feito pela Rede, mostra que os catadores, mesmo com as máquinas, terão emprego nos diferentes estágios do processo e em variadas áreas que estão se abrindo com este novo momento e a aprovação, no dia 23 de dezembro de 2010, da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que obriga os municípios a fazerem a coleta seletiva. Dez plantas de “Centrais de Valorização – Ecopolos,” – estão planejadas para a região metropolitana do Rio de Janeiro, atuando com a maximização dos ganhos de logística de Coleta dos Materiais, com equipamentos que permitem maior escala de produção, para atingir as metas estabelecidas na Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Com estes novos postos de trabalho, os catadores já estão sendo preparados e treinados para assumirem o importante papel na sociedade do Rio de Janeiro, de fazerem a coleta seletiva e a partir daí, transformarem o lixo.

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Do “Red Carpet” do tênis, Roland Garros, para Hollywood

Faz um tempo que não posto nada no blog e ainda vou ficar alguns dias ausente. O motivo é empolgante e a missão é nova.

Escrevo de dentro do avião, no trecho Atlanta – Los Angeles e o mais incrível é que parece que vou conseguir colocar o texto online daqui mesmo, above the clouds. O Facebook já funcionou – uma oferta para divulgar o wifi no avião. Vamos ver depois como vai ser para navegar de fato na internet.

Assim como quando comecei a trabalhar com o Guga e ele ganhou Roland Garros pela primeira vez ainda estava na faculdade e tinha praticamente nenhuma experiência em ser assessora de um astro do esporte do mundial, cheguei a Paris no meio do campeonato sem nunca ter estado em um Grand Slam e acabei trabalhando com ele por mais de 13 anos, entrei agora numa nova aventura.

Por enquanto ela está sendo extraordinária e eu nem cheguei a Hollywood.

Há algumas semanas comecei a trabalhar com a Jackie de Botton, uma amiga que conheci através de um grande amigo em comum. A Jackie, baseada no Rio de Janeiro, é produtora executiva do filme “Lixo Extraordinário – Waste Land” de co-produção Brasil /Inglaterra que concorre ao Oscar de Melhor Documentário e empresária do Tião, o Sebastião Santos, personagem principal do filme e líder dos catadores, um personagem e tanto da vida real.

Enfim, o trabalho que começou bem discreto acabou me trazendo a este vôo que me leva a Los Angeles para o Oscar.


Nas últimas semanas esse trabalho virou minha função principal. Passei mais tempo no Rio do que em São Paulo, estive algumas vezes no Jardim Gramacho, o maior “lixão” da América Latina, conheci pessoas incríveis que tem planos arrojados de transformar a maneira como o Brasil se relaciona com o lixo e que podem fazer muito pelo nosso País, em termos de sustentabilidade, passei a falar com as editorias de entretenimento e “verdes,” em vez da de esportes, escrevi sobre cinema, manifestação, a história do catador de material reciclável que estará no “Red Carpet,” no domingo, fizemos photo shoots, no ateliê e no Jardim Gramacho, agendei entrevistas, e muitas, para ele nos próximos dias em Los Angeles, entre muitas outras coisas ligadas a esta nova função de publicist e PR do Tião e da Jackie e enfim, daqui a pouco aterriso in LA.

A agenda está cheia até domingo. São inúmeras entrevistas, encontro com cônsul, jantar, screening do filme no WGA Theater, sessão de perguntas e respostas com o público, e o Oscar no domingo.

É um novo mundo, mas o trabalho é o mesmo e por enquanto, estou adorando.

Tennis View, Try Sports, os livros de PR & Marketing e tudo o mais que faço, não ficaram esquecidos, nem abandonados. Estou acompanhando tudo a distância e contando com a minha superequipe no escritório em São Paulo e na semana que vem, estou de volta.

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