Tag Archives: Maria Sharapova

Roland Garros: Sharapova, Na Li e Radwanska vencem com tranquilidade na estreia. Azarenka joga na terça

A russa Maria Sharapova foi o destaque do dia na chave feminina de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, que é disputado no saibro de Paris.

Atual campeã  do torneio e nº 2 do mundo, ela fez sua estreia com tranquilidade, vencendo a taiwanesa Su-Wei Hsieh com parciais de 6/2 e 6/1.

Sharapova FFT peq

A chinesa Na Li, cabeça 6, também conseguiu uma vitória em sets diretos na estreia, vencendo a espanhola Anabel Medina Garrigues por 6/3 e 6/4.

Outra favorita que conseguiu boa vitória foi a polonesa Agnieszka Radwanska, que passou pela israelense Shahar Peer com um duplo 6/1, enquanto a dinamarquesa Caroline Wozniacki, décima favorita da chave, venceu a britânica Laura Robson por 6/3 e 6/2.

Destaque também para a vitória da alemã Angelique Kerber sobre a compatriota Mona Barthel por 7/6(6) e 6/2, além do triunfo da italiana Francesca Schiavone, campeã em 2010, sobre a húngara Melinda Czink, com parciais de 6/0 e 7/6(1).

Azarenka é o destaque da terça-feira

A bielorrussa Victoria Azarenka faz sua estreia em Roland Garros nessa terça. Terceira favorita da chave, ela joga contra a russa Elena Vesnina.

A tcheca Petra Kvitova, cabeça 7, enfrenta a francesa Aravane Rezai, enquanto a local Marion Bartoli tem pela frente  a bielorrussa Olga Govortsova.

Também na terça, a australiana Samantha Stosur, 9ª favorita da chave, enfrenta a experiente japonesa Kimiko Date-Krumm, e a russa Maria Kirilenko, cabeça 12, estreia contra a compatriota Nina Bratchikova.

Para conferir todos os resultados desta segunda-feira, clique aqui.

Para conferir a programação completa desta terça, clique aqui.

Filipe Alves, da Revista Tennis View.

Foto: FFT

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Roland Garros: Serena e Errani passam com facilidade pela estreia. Sharapova joga nesta segunda

A norte-americana Serena Williams estreou com tranquilidade em Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, que é disputado no saibro parisiense.

Neste domingo, a campeã de 2002 e cabeça de chave nº 1 passou pela georgiana Anna Tatishvili, cedendo apenas um game, fechando a partida com parciais de 6/0 e 6/1.

Serena - FFT peq

Quem também venceu com facilidade neste domingo foi a italiana Sara Errani, quinta favorita da chave, que bateu a holandesa Arantxa Rus em sets diretos, com parciais de 6/1 e 6/2.

Campeã do torneio em 2008, a sérvia Ana Ivanovic precisou de três sets para superar a croata Petra Martic, fechando a partida com parciais de 6/1 3/6 e 6/3.

Duas cabeças de chave perderam logo na primeira rodada. A russa Nadia Petrova, 11ª favorita, perdeu de viarada para a porto-riquenha Monica Puig por 3/6 7/5 6/4, enquanto a norte-americana Venus Williams, vice-campeã em 2002, foi eliminada pela polonesa Urszula Radwanska, que venceu a partida com parciais de 7/6(5) 6/7(4) e 6/4.

A russa Maria Sharapova, atual campeã da competição e cabeça de chave nº 2, estreia nesta segunda. Ela enfrenta a taiwanesa Su-Wei Hsieh.

A polonesa Agnieszka Radwanska, quarta favorita da chave, enfrenta a israelense Shahar Peer, enquanto a chinesa Na Li, cabeça 6, joga contra a espanhola Anabel Medina Garrigues.

Cabeça 8, a alemã Angelique Kerber enfrenta a compatriota Mona Barthel, e a dinamarquesa Caroline Wozniacki, décima favorita, tem pela frente a britânica Laura Robson.

Para conferir a programação completa desta segunda-feira, clique aqui.

Filipe Alves, da Revista Tennis View.

Foto: FFT

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Azarenka, a bielorussa campeã do Australian Open e nova nº 1 do mundo

Há um ano, Victoria Azarenka era uma top 10 consistente. Uma tenista que jogava bem e estava sempre lá entre as 10 melhores do mundo, beliscando um torneio menor e chegando até as quartas ou semifinais de um maior.  Mas, daí para se tornar número um do mundo, alguma coisa mudou.

A bielorussa de 22 anos entendeu que para chegar além precisaria trabalhar mais, melhorar o físico, ser mais consistente em alguns golpes e também evoluir mentalmente.

E foi o que ela fez. Os meses de 2011 foram passando e a campeã do Australian Open, que derrotou Maria Sharapova por 6/3 6/0 na final, foi crescendo e encostando na amiga  Caroline Wozniacki. Tanto encostou, que tirou o trono da dinamarquesa.

Desde 2009 ao lado do francês Sam Sumyk, Azarenka, a primeira bielorussa a conquistar um Grand Slam, quer mais.

Ela é a 21ª tenista a alcançar o posto mais alto do ranking mundial. Feito para poucas, mas num circuito que perdeu um pouco das grande estrelas, foi a quinta tenista diferente na sequência a vencer um Grand Slam. No ano passado, Clijsters, Li Na, Kvitova e Stosur conquistaram os maiores títulos do calendário mundial do tênis.

Apesar de pouco conhecida mundialmente, o esporte espera que ela consiga manter a consistência, especialmente agora em que a WTA deixará de ser criticada por ter uma número um sem um título de Grand Slam, como era o caso de Wozniacki, líder por 67 semanas.

Nascida em Minsk, Azarenka começou a se projetar no tênis ainda criança e no início da adolescência foi treinar na Espanha. Não gostou da experiência e teve uma segunda oportunidade de ir para o exterior, na sequência. Foi para os Estados Unidos e lá se encontrou. Teve o português Antonio Van Grichen como um de seus primeiros grandes mentores, ganhou o Australian Open juvenil em 2005 e sete anos depois levantou a taça de campeã, a Daphne Cup, derrotando as melhores do mundo e também campeãs em Melbourne, CLijsters e Sharapova, na sequência.

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Depois dos “Fab Four,” o tênis encontrou seu “Wonder Boy,” com Tomic em Wimbledon

Há algum tempo venho observando, mesmo que de longe, lendo uma coisa aqui outra ali, o Bernard Tomic.

Muito se falou dele, desde que tinha 15 anos de idade, como a esperança do tênis australiano, the next big thing, mas também do relacionamento tempestuoso entre o pai e técnico, John, a Tennis Australia  e até mesmo entre os jogadores mais veteranos.

Parece que só com a entrada de Patrick Rafter – que está em Wimbledon e vem assistindo os jogos no box de Tomic – como capitão da Copa Davis, que a relação melhorou. “Quero trabalhar com o Tomic nas bases do que o pai dele já fez,” disse o vice-campeão de 2001 ontem em Londres.

A ideia era ter escrito sobre o novo “wonder boy” do tênis ontem, mas com tantos jogos na “manic Monday” em Wimbledon foi impossível.

Vi a coletiva de imprensa de um relaxado Tomic e fui pesquisar mais sobre ele antes de escrever, até no meu próprio blog (escrevi sobre ele no começo do ano durante o Australian Open -)

Hoje fiquei surpresa ao ver o pouco espaço que dedicaram os jornais ingleses ao australiano. O foco ficou todo em cima da derrota das irmãs Williams, da lesão do Nadal e claro, de Andy Murray, além da presença do Prince William e da sua senhora, Kate – os Duques de Cambridge.

Eis o que pesquisei. Tomic nasceu em Stuttgart, na Alemanha e se mudou para a Austrália quando tinha dois anos e meio, três e começou a jogar tênis aos cinco. O nome Tomic não soa tipicamente alemão porque os pais tem origens croatas e é por isso que Tomic fala Sérvio e se dá bem com Djokovic.

Aliás, ele fala bem sérvio e não alemão.

Desde o início ele sempre foi treinado pelo pai que controla toda a sua carreira e o garoto prodígio sofreu pressões da Tennis Australia e da mídia pelos seus métodos de treinamento e opções de calendário e respostas mal dadas à Federação e a outros jogadores.

O comportamento sempre foi o maior problema da família Tomic, tanto que o próprio pai John já afirmou que não queria ser conhecido como o próximo Damir, se referindo ao pai de Jelena Dokic.

Com o passar do tempo, desde que começou a chamar a atenção, aos 15 anos de idade, três anos atrás, foi criticado pelos resultados demorarem a aparecer.

Se “salvou” ao avançar à terceira rodada do Australian Open e se tornar o único australiano ainda na competição.

E agora, em Wimbledon, quando todos já falavam do fim do tênis australiano, o que irritou Roger Federer, defendendo Lleyton Hewitt “Vocês falam disso como se o Hewitt não existisse mais. Ele merece respeito e poderia ter ganhado do Soderling. Se tivesse, todo o discurso seria diferente, não é?,”  Tomic surpreendeu.

A história dele remete à daquelas dos grandes campeões que surgem no fim da adolescência. “Boom boom Becker” foi relembrado ontem, afinal Tomic se tornou o jogador mais jovem desde Becker, em 1986 a alcançar as quartas-de-final em Wimbledon.

E ontem, na coletiva, Bernard explicou porque os resultados demoraram um pouco – mas nem tanto – a aparecer. Típica coisa da transição do juvenil para o profissional.

“Well, you know, I was so used to playing a lot of junior tennis, where I got into the habit of playing a lot of defense tennis.  That’s what made me win a few junior titles, where I was really good in juniors.

That’s where players missed, as opposed to here; they don’t miss as much.  I found out, look, if I really want to play against these guys, I have to relax like I do in practice.  That’s when I play my best tennis, in practice.

I know if I play like I do in practice, I’ll play much better in my game. “

Mas a explicação do ex-número três do mundo juvenil e campeão de Grand Slams na categoria não parou por aí:

“It’s got to happen sometime (smiling).

Yeah, I mean, look, I said to myself, you know, I’m going to have a tournament here.  Play well.

Ever since quallies, I tried to play a little bit more relaxed than I’m used to.  I’ve been doing that ever since I qualified.  Davydenko, I played relaxed.  Now I found my game, where I need it be, and that’s to have fun, relax out there, not play under pressure where as opposed to maybe six months ago I was playing a little bit more defensive, not playing my game.

I think now I really learnt the way I should play my game. “

E é isso mesmo que acha outro campeão australiano de Wimbledon, Pat Cash. “Ele é um garoto ótimo, que não tem medo de muito coisa não. Ele vai pra quadra e joga e com a vantagem de que nem muita gente sabe como jogar contra ele”

 

Tomic, que veio do qualifying – aliás ele é o primeiro qualifier a alcançar as quartas-de-final desde Vladimir Voltchkov que foi semifinalista no ano 2000 e que inclusive passa completamente desapercebido por Wimbledon e só tem o gostinho dos dias de glória quando vai pra quadra bater bola com Maria Sharapova. Sim, a russa o chamou para ser hitting partner na temporada de grama- e vem afirmando rodada após rodada que não esperava estar onde está, também explicou a sua relação com Djokovic, seu próximo adversário. “Treinamos algumas vezes juntos e nos damos bom porque a gente fala a mesma língua.”

Como dizem os especialistas que gostam de contar depois que estavam no lugar, no momento em que o fato aconteceu, estamos tendo a oportunidade de ver o Tomic “grow up in front of our eyes. A Star in the making”

 

 

 

 

 

 

 

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Quem diria… Bartoli é a França na semifinal de Roland Garros

 

Dois dias antes de Roland Garros começar a participação de Marion Bartoli chegou a ser colocada em dúvida, quando ele desistiu da final do WTA de Estrasburgo, com uma lesão na coxa esquerda, no meio do jogo contra Petkovic.

Ela resolveu jogar em Paris e arriscar e agora, com apenas dois jogos para alguém chegar ao título do Grand Slam, ela é a única francesa na competição entre homens e mulheres.

 

Com a atenção voltada para os homens, para os problemas de Aravane Rezai, Virginie Razzano entre outros e talvez pelo fato de estar lesionada, Bartoli conseguiu entrar para jogar o “seu Grand Slam,” sem se pressionar e parece que deu certo.

Nesta terça derrotou a campeã de 2009 Svetlana Kuznetsova por 7/6 6/4 para alcançar a semifinal em Paris pela primeira vez na carreira e se tornar a primeira francesa desde 2005 com Mary Pierce a chegar tão longe na competição.

A comemoração em quadra foi tanta que ela teve que se explicar depois. “Nem quando cheguei à final de Wimbledon em 2007 senti tanta emoção assim. Foram muitos sentimentos ao mesmo tempo. A torcida, todo mundo gritando meu nome, aplaudindo e quando ela errou aquela direita percebi que estava na semi do meu Grand Slam. Finalmente.”

E se Monfils não teve chances diante de Federer, perdendo por 3 sets a 0, foi Bartoli quem saiu com o dia de glória em Paris.

Aos 27 anos, a francesa treinada pelo pai, o médico Walter Bartoli, muitas vezes criticada pela sua postura, pelos métodos de treinamento do pai, enfim conquistou o público francês.

Leia alguns trechos da entrevista coletiva dela que enfrenta por uma vaga na final a atual campeã, Francesca Schiavone. A outra semi é entre Maria Sharapova e Andrea Petkovic:

 

Q.  You looked so excited.  The point before you won, it seemed like you were going to have a heart attack.  Can you just describe…

MARION BARTOLI:  You know what?  My heartbeat is extremely low, so for me to have a heart attack it really takes a lot.

But, you know, I think I was ‑‑ as I said after the match, even if I played the final of Wimbledon, I never felt that excited after a match, to be honest.  It was just so many feelings the same time.  The crowd.  The wave.  They were telling my name.  They were supporting me.

And when she missed that forehand, then I was just like, My God, I’m in the semifinal of my home Grand Slam.  Finally I can play well here.  (Laughter.)

It was a big relief.

 

Q.  It seems like just watching you over the years that at any tournament you’ve never been this happy, so excited, so involved in your tennis, so involved with the crowd.  Yeah?  Is that true?

MARION BARTOLI:  Yeah, I think it was definitely the key.  The past years I really felt the pressure here.  I’ve been in a bad way.  I was really going to the court without any confidence, to be honest.

I was feeling ‑‑ I was not feeling well on the court.  I was not feeling well outside the court.  I was scared about what the press would say when I’m gonna lose the match or whatever.

I really thought that this year I should try to take some pleasure, even though it’s difficult, because, of course, we are French and we want to do well.  I really tell myself, If you use that crowd, if you use that to put some pressure on the other one, maybe you can do well.

Even if the first three matches were extremely tough, I won them in three sets ‑ and some very tight contests.  I really felt like I was growing in confidence.  Really today it shows, because the match were extremely tight.

I don’t know how many points we finished, but I think it was not a big difference.

 

Q.  Over the years, there have been people who have said, Oh, Marion should not work with this person; Marion should not play this way; she will never make it if she does this, if she does that.  What does it mean for you to have this achievement and to make it to the semis in your national tournament?

MARION BARTOLI:  Do you mean before 2007 or after 2007?  Because do you really think like I shouldn’t practice with my dad when I made the final of Wimbledon or something?

 

Q.  That’s not what I’m saying.

MARION BARTOLI:  Okay.  What are you saying?

 

Q.  I’m saying you have had people very critical of how you’ve approached playing tennis and who you’ve trained with and so forth.  Does it give you…

MARION BARTOLI:  Honestly, if you start to take your decisions based off what the other one think about yourself, that’s not the way I’m thinking.  I mean, if you listen to everyone, you never take a decision.

Because obviously you’re gonna have hundred different opinions, and hundred people are going to say to you you should do this, should do this, this way, that way.  They’re not the one who are waking up every morning and walking out on the court.

So I’m just doing what I think is the best for me.  So far you can’t tell me that I haven’t achieved anything.

 

Q.  You have this strange routine between points, like swinging the racquet before returning, and also jumping around before serving.  Can you explain to us this routine?  What’s the reason for it?

MARION BARTOLI:  Well, the main reason for me, it’s really to stay focused on what I have to do.  It’s really important for me to relieve the pressure of only the score or the scoreboard or my opponent and really focus on myself and what I need to do.

Obviously because clay, it’s not my best surface, I really need to stay proactive between each point.  Maybe not be the same on hard court or grass court, because obviously I’m feeling a lot better on these kind of surface.

But here, especially in the French Open, it’s very important for me to stay focused on what I have to do and not thinking too much about the outside.

 

Q.  I don’t know if you like statistics or the history of tennis, but you’re only the fourth French female player to have reached the semifinals here at Roland Garros.  Do you feel something special, an achievement?

MARION BARTOLI:  Well, a lot of pride, of course.  I’m proud because I’m one of the four best female players.  But Mary reached the finals here and she won here.  I would like to play the finals, too.

But, you know, I started at Retournec, at the tennis club with 300 tennis players, and now I’m reaching the highest level in France.  So this is an achievement, yes.

 

Q.  What can you say about the people who support you, your family, the people who are close to you?  I have the impression that you really live ‑‑ you’ve talked about your dad on the court.  What can you tell us about them, how you and they have lived through these two weeks?

MARION BARTOLI:  Well, it’s immense happiness and great satisfaction, too, because we have put in a lot of work with my father on the courts, because he practices me, and this is fruitful.

But this is something we do jointly.  I’ll share my feelings with him, what I feel on the court.  We try and improve together.

It’s not like he’s going to give me orders, do this, that, and this, full stop.  No, it’s an exchange of ideas between him and me.

And then I have my family, as well:  my brother, my uncle, my mother, my grandparents.  We can share these moments of happiness.  You know, when you win these matches, it’s immense joy.  It’s incredible to be able to share this with your family, because they know how much it counts for me.

 

Q.  Marion, what about betting on yourself before the tournament?

MARION BARTOLI:  I’m not a gambler myself.  But, you know, when I played the finals at Wimbledon, the odds were 1000 against me.  So if someone had invested one pound, he would have won 1000.  Not bad, I think.

I don’t know about my rating at the beginning of the tournament this year, but it was probably the same:  1 to 1000.  I don’t know about my odds.  I can’t say anything about betting on myself.

Frankly, I think I would have hoped to do this, but this was pure hope, more than conviction.

 

PS – foto do Monfils de Cynthia Lum

 

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Espanhol preparador físico de Sharapova fala da exigência do físico em Roland Garros e da preparação física no tênis mundial

Já estou para escrever este post até mesmo antes de Roland Garros começar. Estava com ele na cabeça, mas às vezes vão acontecendo outras histórias e as iniciais acabam ficando para trás.

Cada Grand Slam tem a sua particularidade e uma de Roland Garros é o fato de ser o que exige mais preparo físico dos jogadores. É no saibro, os pontos são mais longos e haja fôlego e resistência dos tenistas.

Por isso, reproduzo aqui o meu bate-papo com o Juan Reque, o preparador físico espanhol da Sharapova em que ele fala da transformação da preparação física no tênis nos últimos anos e da importância atual dela no circuito.

Ontem, depois do jogo em que Sharapova chegou a estar perto de um adeus precoce a Paris diante da francesa Caroline Garcia, falei com Juan e ele confirmou que se em Roland Garros você não estiver com o físico bem preparado, bem mais do que nos outros Grand Slams, vai sofrer para avançar ou não vai aguentar.

Veja os principais trechos da conversa com o madrilenho Reque, publicada na edição 113 da Tennis View sobre preparação física no circuito profissional e as dicas que ele dá para quem está começando.

 

 

Preparador físico de Sharapova avalia a evolução física no tênis profissional e avisa: “a preparação tem que começar antes do profissionalismo.”

 

Juan Reque trabalhou cinco anos na ATP antes de se mudar para os EUA para cuidar exclusivamente da russa

 

Já estamos cansados de ouvir e de comprovar que sem o físico no circuito profissional, tanto no masculino, quanto no feminino, não há como chegar longe e vencer barreiras entre os tops. Mas, ao contrário do que muita gente pensa, até pouco tempo atrás o físico não tinha tanto espaço no dia-a-dia dos tenistas. Claro que havia a preparação, mas não da maneira como é feita atualmente.

Quem conta como tudo começou é o espanhol Juan Reque, 38 anos, fisioterapeuta e preparador físico de Maria Sharapova que trabalhou por cinco temporadas na ATP, como fisioterapeuta do circuito, atendeu entre muitos tops, Rafael Nadal em sua clínica a NovoReq na Espanha, antes de se mudar de Madri para  Los Angeles para cuidar exclusivamente do físico da russa radicada nos Estados Unidos.

 

Tennis View – Como você avalia a evolução física no tênis profissional?

Juan Reque – A primeira coisa que temos que notar é que há dez, quinze anos quase não havia jogadores viajando com preparadores físicos e fisioterapeutas no circuito. Pete Sampras foi um dos primeiros a viajar com um todo o tempo e foi o Alex Stober, que trabalhou na ATP e depois até trabalhou com o Guga. O Alex foi um precursor assim como o Walt Landers – falecido em 2004 – que viajou com o Yevgeny Kafelnikov, Marat Safin, Lleyton Hewitt e por um período até com o Andre Agassi e o próprio Sampras.

 

TV – Então os tenistas não se dedicavam tanto ao físico quanto hoje?

JR – Eles faziam o básico da preparação física que é o aquecimento e depois o que chamamos de cool down pós jogo ou treinos. Somente quando havia uma lesão os tenistas davam atenção de fato ao físico e iam tratar do que já estava ruim, quando já era tarde.

 

TV – E quando começou a haver essa mudança?

JR – Pouco a pouco, muito devido a exemplo de outros tenistas que deixaram as quadras cedo por causa de lesões, eles perceberam que talvez fosse melhor prevenir, do que chegar ao momento em que não possam fazer mais nada e tenham que parar de jogar antes da hora, como foi o caso do Guga e do Magnus Norman.

 

TV – E você sentiu essa mudança na base ou só entre os mais tops?
JR – Hoje em dia os adolescentes de 14, 16 anos já estão trabalhando o físico nos programas das principais federações do mundo e assim quando estiverem jogando profissionalmente já terão um conhecimento melhor do corpo, percebendo sinais importantes que ele sempre dá.

 

TV – Sabemos que você não pode contar detalhes do seu trabalho com a Sharapova, mas qual é a principal função de um fisioterapeuta e/ou preparador físico que se dedica exclusivamente a um tenista?

JR – O principal objetivo acompanhando o jogador o tempo todo é fazer com que o corpo do atleta se mantenha sempre em boas condições. O corpo tem que estar flexível, bem compensado e o atleta tem que poder se movimentar bem.

Além disso, uma das principais funções é estar atento, em cima o tempo todo para que não ocorra nenhuma lesão grave, apesar de nem sempre podermos evitar.

O trabalho compreende os músculos, as articulações, tendões, ligamentos, a parte cardio vascular e também do tempo de descanso, do treino, da alimentação. Enfim, é bem completo.

 

 

TV – O que você recomendaria aos tenistas que estão iniciando um trabalho mais sério como juvenis e entrando no profissionalismo?
JR – Acho que uma idade boa para começar a fazer preparação física mais a sério é aos 16 anos. Deve haver um aquecimento sempre, a preparação física em si, um bom trabalho de compensação e condicionamento físico. O que todos tem que ter em mente é que o físico, se não for bem trabalhado, pode um dia vir a te impedir de jogar e você tem que saber também que quando chegar ao profissionalismo não basta ter físico para jogar bem uma partida e sim um campeonato inteiro, uma temporada e para aguentar Grand Slams.

É recomendável, desde o início que haja um entendimento da equipe de preparação física com a equipe técnica, seja em clubes, academias ou quando for particular. Os treinos de tênis e preparação física tem que ser adaptados a cada jogador e aos objetivos traçados.

 

 

 

 

 

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Djokovic é o Rei de Roma, mas surpresa fica com Sharapova

Afirmar que Djokovic é o jogador do momento, é simplesmente escrever sobre os fatos. O sérvio não perdeu nenhum jogo ainda em 2011, ganhou Grand Slam, Masters 1000 e não há o que contestar. Está quase deixando Nadal para trás.

Por isso, já que meus posts tem sido raros – nestas semanas espero conseguir uma freqüência maior, especialmente porque o torneio favorito do ano está aí – Roland Garros – prefiro escrever sobre a nova “Regina de Roma,” Maria Sharapova.


Há dois meses, durante o Sony Ericsson Open, em Miami, bati um longo papo com o fisioterapeuta e preparador físico de Sharapova, o espanhol Juan Reque e ele me contou do trabalho que estava fazendo com a russa – ele fechou a clínica dele em Madri – em que chegou a atender Rafael Nadal, depois de ter trabalhado como fisioterapeuta da ATP – para se mudar para Los Angeles e atender exclusivamente a musa.

Sempre cético, sem se deixar envolver pelas emoções do circuito, achei Juan muito otimista em relação ao trabalho com Sharapova. Lembro dele falar que ela estava evoluindo, que o corpo dela estava respondendo bem ao trabalho, que o técnico – Thomas Hodgstedt – estava fazendo bem para a russa e que em pouquíssimo tempo ela estaria entre as melhores de novo.

Estranhei um pouco a confiança de Reque, mas fiquei feliz por ele – até porque imagino que os últimos tempos não devem ter sido dos mais fáceis -.  Sharapova acabou jogando tão bem naquela semana do nosso encontro em Miami, que foi à final e agora conquistou o maior título da carreira no saibro, em Roma. Durante a entrevista coletiva após a vitória sobre Samantha Stosur, disse estar mais forte fisicamente,  o que faz a diferença.

A próxima edição da Tennis View que sai nesta semana traz mais detalhes deste meu bate-papo com Reque em Miami, em que ele fala sobre preparação física no circuito e como ela evoluiu e mudou na última década.

 

 

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Petkovic, a tenista que quer ser política na Alemanha

Nascida na Bósnia e criada na Alemanha, Andrea Petkovic, 23 anos, vem se tornando uma das grandes sensações da WTA. Não só pelo sucesso nas quadras e pela beleza, mas por outras qualidades ainda pouco conhecidas de muita gente.

A extrovertida Petkovic avançou às oitavas-de-final do Australian Open depois de Venus Williams desistir do jogo, quando o placar marcava 1×0, sentindo uma forte lesão na virilha, surgida no jogo de segunda rodada. A próxima adversária da alemã é a russa Maria Sharapova.


Há pouco tempo não passava pela cabeça de Petkovic seguir carreira no tênis profissional. Ela tinha e ainda tem outros planos em mente: assumir um cargo politico na Alemanha.

Não fala isso da boca para fora e a ideia não é um sonho distante. Ela estuda Ciências Políticas na University of Hagen, tem um blog em alemão, e até entrar entre as tops 50 (é a 33ª na WTA), o principal objetivo era se formar e iniciar uma carreira política.

O plano está adiado temporariamente, até porque Petkovic pode começar uma carreira de artista.

Além de surpreender com a dedicação aos estudos, a alemã é divertida. Ao vencer Nadia Petrova no US Open do ano passado dançou em quadra o que chamou de “Petko Dance.”  [simfany]106333[/simfany]

A tenista anteriormente treinada pelo pai Zoran e hoje pelo ex-técnico de Ivo Karlovic, Petar Popovic, gosta de fazer videos divertidos. Há uma série deles no site dela. No último ela ensina como dançar a “Petko Dance,” e já avisou que o próximo contará com a participação de John Isner.

Entre tantos novos nomes que surgem no circuito e que temos dificuldade de guardar e acompanhar, vale a pena ficar de olho na divertida tenista politizada.

Ah, e para terminar vale a pena ler o parágrafo que extraio do site dela, em que Petkovic explica a motivação para jogar tênis:

What is it, that makes a human struggle eight hours a day in practice and cross borders that you would normally avoid? What makes an athlete with all her strengths and weaknesses confront the public just to be judged mercilessly when success is missing? Is it the money, the fame or the recognition? A little bit of everything and nothing of that really.

If you grow up playing tennis from your childhood and you compete with your opponents eyeball to eyeball all the time, these concomitants fade. The intense emotions you experience within a match cannot be compared to anything else or be found in another job. Me being bubbly and sensitive anyway, I undergo the whole spectrum from anger, grief, disappointment and distress to joy, euphoria, pride and happiness throughout a match. Some people jump out of planes, some go skiing or drive a car real fast, others change their partners and take drugs to live in extremes. I take the rollercoaster of feelings every time I go out on the court and I am extremely fortunate to be able to make a living out this way.

The competition, the pursuit of almost impossible perfection, the often underestimated mental challenge, the release after you convert a match ball – all that brings a certain something to my life, that makes it interesting, diverse and worth living.

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Billie Jean King arrecada US$ 500 mil em uma noite com Agassi, Graf, Navratilova e Elton John

Esse post é mais um complemento do post escrito há algumas semanas sobre a Billie Jean King e da matéria que fiz com ela para a edição 109 da Tennis View.

Ela é mesmo incansável. Arrecadou US$ 500 mil em um único evento, na noite de segunda, em Washington DC, para a Elton John Aids Foundation.
Reuniu 94 títulos de Grand Slam na capital americana: Andre Agassi, Steffi Graf, Martina Navratilova, Rennae Stubbs, além de Anna Kournikova, Mark Philippoussis, Eric Butorac e Jan Michael Gambill.

Além do jogo exibição de simples, duplas e duplas mistas, houve um leilão em que uma aula de tênis com Agassi e Graf foi arrematada por US$ 50 mil.

Leia o press release do evento, na íntegra:

(November 15, 2010) – Tennis’ top names rallied for charity at WTT Smash Hits presented by GEICO on Monday night at American University in Washington, D.C., raising more than $500,000 for the Elton John AIDS Foundation and the Washington AIDS Partnership.


Billie Jean king gives Sir Elton John a kiss after learning that Smash Hits presented by GEICO raised more than $500,000 for AIDS charities.

Team Billie Jean defeated Team Elton 19-15 to tie their overall series at 9-9.  In its 18-year history, WTT Smash Hits has raised more than $10 million for the Elton John AIDS Foundation and local charities throughout the U.S.


Captained by longtime friends Billie Jean King and Sir Elton John, the Smash Hits players formed two teams and faced off in a modified World TeamTennis match, playing one set each of men’s singles, women’s doubles, men’s doubles and mixed doubles.

Sir Elton John started the evening off in style in a celebrity set by teaming with tennis great Martina Navratilova for a 4-1 win over the husband and wife tandem of Andre Agassi and Stefanie Graf.  Elton John delighted the sellout crowd with his solid forehand play, including several winners.

The WTT match kicked off with men’s doubles as Agassi partnered with Jan-Michael Gambill to face Mark Philippoussis and Eric Butorac. With a strong showing from both sides, Team Elton prevailed defeating Team Billie 5-4. The women’s doubles set pitted Anna Kournikova and Graf up against Navratilova and Rennae Stubbs, with Billie Jean’s players taking the set 5-3 and the lead over Elton’s team.

Andre Agassi celebrates after winning a point at Smash Hits.

At the halfway point, Team Billie Jean held a 9-8 lead which was extended when Philippoussis posted a 5-3 win over Agassi in men’s singles to increase the margin to 14-11.

With the match on the line in the final set of mixed doubles, Agassi and Kournikova fought off Navratilova and Philippoussis through four games, taking the set to a tiebreak, but their effort fell just short in forcing overtime.  The 5-4 win for Team Billie Jean King gave them the match with a final score of 19-15.

Before the on-court action began, the co-hosts and players attended a pre-match reception and live auction, which raised $267,000 of the evening’s total.  The top auction items of the night were the two popular Billie Jean King Wimbledon Packages, which King served up for $32,000 each.  Another coveted item was a hitting session with Andre Agassi and Stefanie Graf – a package that went for $50,000.  Other auction items were a 2011 Super Bowl Package, two Elton John-signed piano benches and a French Open package.  Fifty percent of the funds raised by the auction will support programs in Washington AIDS Partnership.

FINAL RESULTS – WTT Smash Hits presented by GEICO – Bender Arena at American University in Washington, D.C.:

Pro-celebrity set (does not count toward total match score):

Elton John/Martina Navratilova def. Andre Agassi/Stefanie Graf 4-1

TEAM BILLIE JEAN KING def. TEAM ELTON JOHN 19-15

Men’s Doubles: Andre Agassi/Jan Michael Gambill (Team Elton) d. Mark Philippoussis/Eric Butorac (Team Billie Jean) 5-4

Women’s Doubles: Martina Navratilova/Rennae Stubbs (Team Billie Jean) d. Stefanie Graf/Anna Kournikova (Team Elton) 5-3

Men’s Singles: Mark Philippoussis (Team Billie Jean) d. Andre Agassi 5-3 (Team Elton)

Mixed Doubles: Mark Philippoussis/Martina Navratilova (Team Elton) def. Andre Agassi/Anna Kournikova (who subbed for Graf at 2-2) ­5-4

E para complementar, aqui vai o link do vídeo da entrevista de Billie Jean na CNN, faland do World Team Tennis httpv://www.wtt.com/videolibrary.aspx?vid=0

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Fabiana Murer, uma atleta diferenciada, nas finais do Nike Junior Tour

Tive a oportunidade de conhecer hoje uma das maiores esportistas do nosso País, Fabiana Murer.

Campeã mundial de salto em vara, Fabiana esteve no Nike Junior Tour para premiar os campeões da competição, no Clube Paineiras do Morumby.

Apesar de ter visto os saltos na televisão, lido as notícias das conquistas nos jornais, não sabia muito sobre a Fabiana, até ser informada que ela estaria na final do torneio, o maior da categoria juvenil para 12 e 14 anos e que classifica os campeões para o mundial no paradisíaco Resort Club Med Columbus Isle – Bahamas, em dezembro, com tenistas de outros 29 páises.

O torneio já revelou nomes como Rafael Nadal, Maria Sharapova, Juan Martin del Potro, Tomas Berdych, entre outros e apesar de já existir há 14 anos, começou a ser disputado no Brasil apenas há três.

Com nomes tão ilustres que já passaram por ele e a oportunidade de disputar um Mundial, nas Bahamas, a competição atraiu mais de 160 tenistas de todo o Brasil e na final deste domingo, a maioria precisou de quase três horas para conquistar o título.

Fabiana entre os campeões Marcondes, Martins e Koelle (João Pires)

Lucas Koelle, Ingrid Martins, Julia Iarocrinski e Euclydes Marcondes saíram com o passaporte carimbado do Clube Paineiras do Morumby rumo às Bahamas.

Há algum tempo não acompanhava de perto um torneio juvenil e foi surpreendente ver como cada jogador se dedicou em quadra e lutou para vencer o Nike Junior Tour. Eram crianças de, no máximo, 14 anos, dando tudo pela vitória, permanecendo horas e horas em quadra.

Patrocinada pela Nike, Fabiana Murer foi convidada para fazer a premiação, como mais uma forma de incentivo aos tenistas.

De férias depois de ter conquistado o indoor de Doha, a Diamond League, quebrado o recorde sul-americano em San Fernando (saltou 4,85m), Fabiana chegou ao Paineiras quando os jogos estavam começando, ao lado do técnico Elcio Miranda e dos executivos da Nike.

Durante quase quatro horas a atleta ficou nas arquibancadas das quadras cobertas do clube, assistindo os jogos – era a primeira vez que assistia uma partida de tênis ao vivo – dando autógrafos, entrevistas, conversando com os tenistas e até posando para fotos com uma raquete.

Contou que adora o esporte da raquete e da bolinha, apesar de nunca ter jogado. Assiste sempre que está viajando. É fã de Roger Federer, Rafael Nadal, Serena e Venus Williams e de Maria Sharapova.

Reparou como é necessário ter concentração, paciência e estar preparada para “jogar” o seu melhor no final, assim como no salto com vara.

Entre uma entrevista e outra, Fabiana contou que antes de se dedicar ao salto com vara se formou em fisioterapia – é raríssimo ver um atleta que tenha terminado uma universidade.

Como curiosidade disse que uma das coisas mais complicadas quando viaja pelo mundo é levar a vara no avião. Com 4,5m de comprimento, a vara não cabe em todos os aviões, então às vezes para ir de um país a outro, especialmente na Europa, tem que percorrer distâncias maiores, só para poder levar a vara.

Quem cuida de tudo para ela é um empresário na Suécia. Normalmente ela viaja com o sueco e o técnico Élcio. Uma vida solitária, assim como a dos tenistas.

Logo depois que as ferias terminarem, Fabiana inicia a preparação para a temporada 2011. Treina um pouco no Brasil e depois vai para a Europa treinar ao lado da sua maior rival nas competições, a russa Yelena Isinbayeva.

“Quando comecei a saltar o Élcio foi na cara dura conversar com o técnico da Yelena – Vitaly Petrov – e nos aproximamos.”

Fabiana ainda não tem certeza onde treinará. Pode ser na Itália – no Centro Olímpico -, na Espanha ou em Portugal.

Atenciosa e paciente, Fabiana ficou no Paineiras até o início da noite. Premiou os campeões, tirou fotos com todos e além de parabenizá-los, pediu para jogarem sempre com prazer e alegria.

Foi mais uma lição de humildade e profissionalismo que os tenistas do Nike Junior Tour tiveram ao conviver neste domingo com a atleta.

Com finais tão demoradas, em um domingo de chuva em São Paulo, no meio das férias, ela poderia ter ido embora horas antes, mas cumpriu o seu compromisso até o final.  Uma atleta diferenciada. Outros esportistas, com muito menos títulos e status do que Murer, talvez não tivessem se portado como a atleta.

Parabéns aos campeões. Parabéns a Fabiana.

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