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Entre Federer, Djokovic, Murray e Del Potro, um deles vai ficar sem medalha

Já que o Brasil não tem mais chances de medalha, depois da derrota de Melo e Soares para Tsonga e Llodra, apesar de terem entrado para a história olímpica com a quebra do recorde no jogo anterior, vamos olhar para as estrelas de simples das olimpíadas no tênis. Roger Federer e Juan Martin del Potro e Andy Murray e Novak Djokovic jogarão as semifinais olímpicas, em Wimbledon, nesta sexta. E um deles vai ficar sem medalha. Quem será?

 

Depois das vitórias de Federer sobre Isner, de Djokovic sobre Tsonga, de Murray diante de Almagro e de Del Potro diante de Nishikori, os vencedores do próximos jogo, competirão pelo ouro olímpico e os perdedores, pelo bronze.

Dos quatro tenistas, o único que tem uma medalha de simples é o sérvio Novak Djokovic. Foi bronze em Beijing.

Roger Federer tem um ouro olímpico, nas duplas, da mesma Beijing.

Andy Murray, a esperança britânica, sonha com a medalha e provavelmente qualquer coisa menos do que o ouro seria uma decepção para o atleta do país sede das olimpíadas, ainda mais após a derrota para Federer na final de Wimbledon, há um mês.

Juan Martin del Potro quer continuar a tradição argentina no tênis. As últimas a conquistarem medalha olímpica foram Paola Suarez e Patricia Tarabini, com o bronze, em Atenas.

Javier Frana e Christian Miniussi também foram bronze, nas duplas, em Barcelona e Gabriela Sabatini foi medalhista de prata, em simples, em Seul.

 

Grã-Bretanha e a Sérvia já tem medalhas. Aliás, a Grã-Bretanha está em quinto no lugar na classificação. A Sérvia tem apenas uma.

Para Del Potro e Federer, o jogo vale muito mais do que a vaga à final olímpica. Vale a primeira e talvez a única medalha nas Olimpíadas para os seus respectivos países.

 

Foto de Djokovic – Inova Foto

 

 

 

 

 

 

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Melo e Soares: Chance de entrar para a história do Brasil

Marcelo Melo escreveu mais uma vez seu nome na história de Wimbledon. Desta vez, ao lado de Bruno Soares, quebrou mais um recorde, vencendo Stepanek e Berdych, por 1/6 6/4 24/22, no 3º set mais longo dos Jogos Olímpicos. Já havia disputado e vencido também, o 5º set mais longo da história dos jogos de duplas, com André Sá, há cinco anos. Agora, já nas quartas-de-final, Melo e Soares tem chance de irem além, de entrarem para a história do Brasil.


Não há quem não conheça o trio de mineiros, Marcelo Melo, Bruno Soares e André Sá no tênis no Brasil. São eles que nos últimos anos vem erguendo trofeus de ATP para o Brasil mundo afora, ao lado apenas do jogador de simples Thomaz Bellucci. São eles que conseguem chegar longe nos Grand Slams.

A vitória desta quarta-feira em Londres, colocou a dupla Melo/Soares nas quartas-de-final da competição, significando que mais um jogo vencido os levaria a semifinal, já tendo chance de disputa de medalha.

Parece pouco, mas ainda é uma vitória que precisam e que poderia colocá-los como os primeiros medalhsitas de tênis da história do Brasil.

Fernando Meligeni, em Atlanta, foi o brasileiro que mais se aproximou da medalha. Jaime Oncins foi longe em Barcelona, mas não ganhou a medalha, assim como Guga, quadrifinalista em Sidney.

Só a repercussão que a vitória de hoje deu aos mineiros, foi uma pequena amostra do que um sucesso olímpico pode fazer para os atletas, num país em que não costumamos conquistar muitas medalhas.
Estava no carro, na hora do almoço e cada vez que mudava a estação de rádio, ouviu a notícia da vitória de Melo e Soares.

Que as vitórias continuem sendo anunciadas.
O próximo jogo é contra os cabeças-de-chave 2, os franceses Jo-Wilfried Tsonga e Michael Llodra.

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De Thomaz Koch a Saretta, tenistas relembram momentos históricos no PAN

O Brasil tem tem uma riquíssima história nos Jogos Pan-Americanos, com muitas medalhas e conquistas que marcaram a vida dos tenistas e jogos que entraram para a história do nosso País, como a final do Pan de Santo Domingo com Fernando Meligeni vencendo Marcelo Rios

A conquista de medalhas no entanto data de bem antes do que o ouro de Meligeni em 2003. Desde os tempos de Maria Esther o Brasil já tinha tradição no tênis.

Tennis View, desde o começo do ano, vem fazendo uma série de matérias especiais para resgatar a história de medalhistas como Dadá Vieira, Patrícia Medrado, Marcelo Saliola, Nelson Aerts, João Soares, Thomaz Koch – o maior medalhista de todos – Luciana Tella, Gisele Miró, Flávio Saretta, Joana Cortez, entre muitos outros.

Enquanto João Souza, Rogerinho Dutra Silva, Ricardo Mello, Teliana Pereira, Vivian Segnini e Ana Clara Duarte tentam manter a tradição do Brasil, em Guadalajara, nesta semana, reproduzo aqui parte do material feito por Fabiana de Oliveira, Leonardo Stavale e Edgar Lepri, na Tennis View, com memórias do Pan!

 

 

De Thomaz Koch a Saretta, medalhistas relembram as conquistas no PAN

 

Thomaz Koch

“Os Jogos Pan-Americanos, a Copa Davis e os torneios de Grand Slam, são as emoções mais fortes, mais marcantes na minha carreira tenística. Participando dos Jogos Pan-Americanos, pude sentir pela primeira vez que o esporte tem uma linguagem comum. A convivência com os outros atletas, principalmente do basquete, futebol, box e atletismo, tudo é uma coisa só, mesma adrenalina. Preparação antes dos jogos, nervosismo, black out mental em alguns durante a prova, etc. Para mim, foi uma constatação maravilhosa poder ver com os olhos de esportista qualquer evento e ter a noção de como esse ou aquele atleta estava sentindo durante a prova, o porque de uma reação assim ou assado.
Em segundo lugar, vencer o torneio com a torcida brasileira, atletas do basquete liderados pelo Amauri e outros esportes, dando a maior força na vitória contra Arthur Ashe em Winnipeg, Canadá. Na época, comparavam com Cassius Clay – ainda não era Muhammad Ali -. E, de bandeja, ainda venci a dupla com Mandarino, meu parceiro de tantas batalhas. E ainda teve a participação como técnico em dois Pans-Americanos, com os tenistas Fernando Roese, Gisele Miró, Neco Aerts, Patrícia Medrado, Marcelo Saliola, Claudia Chabalgoity, Andréa Vieira. Foi muito legal. Tenho excelentes lembranças e saudades dos Pan-Americanos. A melhor lembrança que tenho é comemorando as vitórias no tênis, basquete e futebol, com os respectivos técnicos após a vitória final nos três esportes”.

Ouro em simples e duplas em Winnipeg 67

 

 

 

 

 

 

 

 

 

André Sá

“A medalha no Pan significou muito, pessoal e profissionalmente. Ganhar uma medalha numa competição tão importante mostra que você está fazendo as coisas certas e chegando aos seus objetivos. Essa medalha de ouro me deu muita confiança para acreditar que poderia competir contra os melhores. Foi um momento muito especial na minha carreira. O melhor foi escutar o Hino Nacional e levantar a bandeira do Brasil”.

Ouro nas duplas em Winnipeg 99

 

Gisele Miró

“A medalha de ouro no Pan foi meu resultado mais importante, até mesmo pela repercussão que teve. Graças ao título no Pan de Indianápolis, sou lembrada até hoje. As lembranças são muitas e todas boas. Fui a mais jovem integrante da delegação brasileira em Caracas, com 14 anos. Quatro anos mais tarde, conquistei a medalha de ouro e a de bronze ao lado do Fernando Roese, em Indianápolis. Subir no pódio e ouvir o Hino Nacional é uma experiência indescritível. Também fiz muitos amigos, em diversos esportes. Todas as noites nos reuníamos na Vila para saber dos resultados. Sempre que possível, pegava carona no ônibus das delegações para ir torcer pelo vôlei, basquete, natação, futebol, atletismo e ginástica. Muitos atletas também foram torcer por mim. Tafarel, Romário e Bebeto viviam me pedindo bolinhas de tênis e até cheguei a ir treinar junto com a equipe feminina de vôlei. No ano seguinte, ganhei um torneio da WTA na Itália e o Oscar [Schmidt], que jogava basquete na cidade, foi quem me entregou o troféu”.

Ouro em simples e bronze em duplas em Indianápolis

 

Vanessa Menga

“A medalha nos Jogos Pan-Americanos significou tudo na minha vida e na minha carreira. Foi uma das conquistas mais importantes e emocionantes. A melhor lembrança foi da vitória, ouvir o Hino Brasileiro, ver a bandeira ser estiada e receber a medalha de ouro no topo do pódio”.

Ouro em simples em Winnipeg 99

 

Fernando Meligeni

“A medalha no Pan foi o encerramento de uma carreira com chave de ouro. Tinha o sonho de jogar o Pan e nada melhor do que jogar e vencer. Foi a oportunidade de dar ao Brasil um título e uma medalha no esporte que eu tanto amo. Tenho muitas lembranças da competição. O dia a dia na Vila é sensacional. A final, sem dúvida, foi um marco na minha carreira”.

Ouro em simples em Santo Domingo

 

Joana Cortez

“A primeira medalha de ouro, em Winnipeg (1999) foi, sem dúvida, o momento mais importante da minha carreira. Estava começando a disputar o Circuito Profissional e sempre sonhava em participar de competições representando o Brasil, como Fed Cup, Pan e Olimpíadas. Foi um momento único jogar ao lado da Vanessa Menga. O ambiente dos Jogos Pan-Americanos é maravilhoso. Lembro-me de ter disputado uma final emocionante contra as chilenas, contando com o apoio da torcida e também de atletas brasileiros de outras modalidades. Ganhar a medalha de ouro e ouvir o Hino Nacional foi, sem dúvida, inesquecível”.

Ouro nas duplas em Winnipeg 99 e Santo Domingo e bronze nas duplas no Rio

 

Luciana Tella

“A medalha dos Jogos significou pra mim algo diferente, melhor do que qualquer troféu que tenho em casa. Acho que desperta na gente uma sensação especial de estar defendendo o País e um sentimento muito gostoso, que não tem preço. Saber que aquela medalha conta pontos para o nosso País é muito bom. O clima, as amizades, tudo é muito especial e diferente do que um torneio comum. Subir ao pódio é maravilhoso. A minha melhor lembrança é de quando jogamos a semifinal em Mar del Plata, contra a Argentina, e lá estavam todos os nadadores da seleção brasileira. Eles gritavam muito, era de arrepiar. Isso não acontece em nenhum torneio. Lembro-me do Xuxa gritando e aí consegui entender a importância daquele jogo. São lembranças lindas”.

Bronze nas duplas e por equipes em Mar Del Plata

 

Patrícia Medrado

“A medalha de prata do Pan do México foi a conquista que mais orgulho me trouxe. Apesar de ter perdido na final, subir ao pódio representando um país é uma sensação insuperável. Teve o sabor do inesperado, uma vez que eu não constava na lista das favoritas. Também representou uma  superação, pois, na década de 70, ser baiana e jogar tênis não era uma combinação de sucesso. A grande surpresa aconteceu na semifinal, quando venci em dois sets uma tenista americana [Sandy Step], que havia me derrotado na primeira fase do torneio. Outra grande lembrança foi o meu retorno ao Brasil e o carinho que recebi de todos, culminando com uma volta olímpica na Fonte Nova [antigo estádio de futebol de Salvador], mostrando a medalha,  em dia de clássico, juntamente com o futebolísta baiano Leguelé que também havia trazido uma medalha para o esporte baiano”.

Prata em simples na Cidade do México

 

Marcelo Saliola

“É sempre uma honra defender o país, independente da conquista de medalhas. No meu caso, que conquistei ouro e bronze, foi ainda mais satisfatório. Essa conquista é uma coisa que ninguém tira de você, e você lembra pra sempre. A melhor lembrança que tenho foi na final por equipes, quando o Neco e eu enfrentávamos a equipe de Porto Rico. Vencemos no terceiro set por 7/6. Lembro que na arquibancada estavam integrantes das equipes de basquete, atletismo e natação e eles invadiram a quadra para comemorar com a gente”.

Bronze em simples e ouro por equipes em Havana

 

Nelson Aerts

“Participei de duas edições do Pan, em Indianápolis e em Cuba. O tênis tem um problema sério: é um esporte muito individualista, ele não cria no atleta, desde pequeno, a cultura de defender o seu clube, por exemplo. No Pan e nas Olimpíadas é a oportunidade que temos de nos aproximar de outros esportes, ver que outros esportistas passam pelas mesmas dificuldades que nós. Atletas de outras modalidades são mais acostumados a se posicionares ao lado de entidades esportivas, então participar de eventos como esses faz com que o tenista abra sua visão. É um ganho inacreditável. Você representa seu país, se integra com outros atletas, compete em equipe. Só quem foi consegue ter um entendimento maior da importância do esporte, entendendo que ele pode mobilizar um país. Tive a oportunidade de jogar em Cuba, que é referencia mundial ao desenvolver pessoas por meio do esporte e da educação. Vi que lá o esporte é capaz de transformar uma ilhazinha em um país respeitado por seus atletas. Foi um aprendizado muito grande. Tenho duas lembranças boas: em Cuba, a dedicação e entrega do Saliola e do Kyriakos, que eram mais jovens e suportaram bem a pressão; e nas duas edições do Pan, as amizades geradas com pessoas que até em tão não tinha contato e ficaram pra sempre”.

Ouro por equipes em Havana

 

João Soares

“Foi muito legal. Joguei com João Carlos Schmidt [Filho], tivemos três match points no tiebreak, contra os Estados Unidos. Lembro que no 6/5 o Schmidt disse: ‘eu vou sacar e você cruza’. Eu não cruzei e nós acabamos perdendo o jogo e a oportunidade de ganhar a medalha de ouro. Ah, se eu pudesse voltar atrás seria ótimo. Mas, a dupla dos Estados Unidos era muito boa, já jogavam tênis profissional. Eu estava no tênis universitário. Foi muito legal ganhar uma medalha e estar ao lado de atletas de diversas modalidades”.

Bronze nas duplas na Cidade do México

 

Teliana Pereira

“Ter a oportunidade de jogar o Pan-Americano no Brasil e trazer uma medalha para casa foi algo que vai ficar marcado pra sempre. Guardo essa medalha com muito carinho, me dá motivação pra melhorar a cada dia. Com certeza, a melhor lembrança da disputa foi subir no pódio, receber uma medalha e ouvir o Hino Nacional.”

Bronze nas duplas no Rio

 

Andréa Vieira

“O Pan foi uma experiência única. Estive em Cuba e Mar Del Plata. O tênis é um esporte individual, então é uma experiência nova para nós que estamos sempre viajando sozinhos. Pude conhecer a rotina dos atletas que praticam esportes coletivos. Nos sentíamos mais seguros por sermos integrantes de uma equipe, é muito motivante. O complexo de tênis era perto da Vila, então queríamos ganhar para que todos pudessem ouvir o Hino Nacional sendo tocado para nós. É um privilégio estar em uma competições dessa, não tem dinheiro que compre a sensação de estar lá. Acredito que os tenistas só sentem algo igual quando estão na Davis ou Fed Cup, porque é quando todos estão com o sangue quente pelo país. Pra se ter uma ideia, eu cheguei à terceira rodada de Roland Garros e a repercussão não foi a mesma das conquistas no Pan”.

Ouro por equipes em Havana e Bronze por equipes e nas duplas em Mar del Plata

 

Miriam D’Agostini

“Eu ganhei a medalha de bronze por equipe nos Jogos Pan-americanos de Mar del Plata. Eu era bem jovem, tinha 15 anos e foi muito emocionanete subir ao pódio e receber a medalha. O mais bacana foi vivenciar pela primeira vez o clima dos Jogos Pan-americanos, conviver com os outros atletas brasileiros na Vila e poder acompanhar outras modalidades esportivas. Dentro da quadra, minha melhor lembrança foi a disputa da dupla mista ao lado do Márcio Carlsson. Apesar de não termos levado uma medalha, foi ótima a experiência.”

Bronze por equipes em Mar del Plata

 

Flávio Saretta 

“O Pan foi muito importante pra mim. Foi minha última vitória como profissional e praticamente a última competição que disputei, porque logo depois eu me lesionei. Foi especial por ter sido no Brasil e por valer uma medalha, que é algo super diferente para um tenista. Minha melhor lembrança são os vários match points que eu salvei: foram dois na semifinal contra o Schwank e dois na final [contra Adrián García]”.

Ouro em simples no Rio

Os brasileiros medalhistas Pan-Americanos

Cidade do México 1955
Bronze
Ingrid Charlotte Metzer/Maria Esther Bueno

São Paulo 1963
Ouro
Roland Barnes
Maria Esther Bueno
Bronze
Carlos Fernandes/ Roland Barnes

Winnipeg 1967
Ouro
Thomaz Koch
Thomaz Koch/Edson Mandarino

Cidade do México 1975
Prata
Patrícia Medrado
Maria Cristina Andrade/Wanda Bustamente Ferraz

João Soares

Indianópolis 1987
Ouro
Fernando Roese
Gisele Miró

Havana 1991
Ouro

Nelson Aerts, Marcelo Saliola, William Kyriakos Cláudia Chabalgoity  Andréa Vieira
Bronze
Marcelo Saliola
Andrea Vieira

Mar del Plata 1995
Bronze

Andrea Vieira, Luciana Tella, Miriam D’Agostini  e Vanessa Menga
Andrea Vieira/Luciana Tella

Winnipeg 1999
Ouro
Joana Cortez/Vanessa Menga
André Sá/Paulo Taicher
Bronze
Paulo Taicher

Santo Domingo 2003
Ouro
Fernando Meligeni
Bruna Colósio/Joana Cortez

Rio de Janeiro 2007
Ouro
Flávio Saretta
Bronze
Teliana Pereira/Joana Cortez

 

 

 

 

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