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Federer, Murray, Serena e Clijsters – só se fala sobre eles em NY

O primeiro saque já foi dado em Flushing Meadows e o US Open 2012 começou. Pode ser que daqui a duas semanas, tudo seja diferente do que foi escrito nos últimos dias, mas por enquanto, só se fala em Roger Federer, Andy Murray, Serena Williams e Kim Clijsters.

 

Federer, sem ganhar um Grand Slam desde o Australian Open 2010, voltou a reinar, com a conquista de Wimbledon e é o cabeça-de-chave 1 em New York. Deu inúmeras entrevistas e sempre sorrindo afirmou estar mais feliz do que nunca, jogando o melhor tênis dos últimos tempos e compete pelo sexto troféu do US Open. Perdeu nos últimos dois anos para Novak Djokovic, na semifinal.

 

Andy Murray também ganhou destaque pré-US Open. De posse da medalha de ouro, os críticos apostam que com a pressão aliviada com a conquista olímpica, ele jogará de maneira diferente e reverterá o recorde negativo nas quatro finais de Grand Slam que jogou. O britânico afirmou que não relaxou após subir ao pódio em casa. “Vim para os Estados Unidos quase que na mesma noite em que ganhei a medalha e trabalhei, trabalhei muito.”

 

Serena Williams, a campeã de Wimbledon e medalhista de ouro olímpica, se tornou a tenista de maior destaque dos últimos meses. Bem quando queriam aposentar as irmãs Williams – sim, era essa a intenção da revista do New York Times, quando começou a pensar alguns meses atrás, na matéria de capa com  Venus e Serena. Eles escrevem isso nas longas páginas com as medalhistas de ouro em Londres, nas duplas, mas afirmam, que claro, mudaram de opinião, no meio da apuração e com os resultados de ambas as irmãs. Todos dizem que Serena é a tenista a ser batida. Para mim, Serena só perde mesmo para ela. Com tantos problemas com juízes no Grand Slam disputado na sua casa, ela disse já estar rezando e tentando mentalizar para que nada aconteça.

 

Kim Clijsters ganhou destaque nos maiores meios de comunicação dos Estados Unidos – claro, não vamos mencionar a Bélgica – por estar se despedindo de vez do circuito, neste US Open. Antes, quando deixou as quadras, queria formar uma família. Agora, além de ter planos de dar companhia para Jada, diz que seu corpo não aguenta mais jogar tênis como gostaria.

Todas as entrevistas coletivas, de homens e mulheres, tiveram perguntas sobre a belga, tricampeã do US Open (2005, 2009 e 2010) e que por não ter disputado o torneio em outros anos, vem de uma série de 21 vitórias seguidas.

Os jogadores todos foram só elogios para Clijsters e talvez o mais sincero tenha vindo de Sharapova. “O que podemos dizer da Clijsters? Ela é uma grande pessoa, muito humilde, uma grande jogadora e campeã. Ela é uma das tenistas mais focadas e determinadas que o jogo de tênis já viu. Mas, no fim do dia, é uma pessoa com os pés no chão, que sempre refletiu sobre a vida, quis ser mãe, tem valores familiares que são muito importantes para ela e foi buscar isso também.”

 

Houve também matérias sobre a própria Sharapova e Samantha Stosur, a detentora do título em NY, assim como o campeão Djokovic, mas por enquanto, as atenções estão voltadas em Federer, Murray, Serena e Clijsters.

 

Foto: Serena Williams/Nike

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Toni Nadal usa exemplos de Del Potro e Moyá para motivar Rafa

Enquanto Federer vence em Cincinnati pela 5ª vez, Nadal se prepara para ir ao médico em Barcelona

 

Enquanto Roger Federer e Novak Djokovic duelavam pelo título do Masters 1000 de Cincinnati, do outro lado do mundo, em Manacor, na Espanha, Rafael Nadal estava se preparando para viajar nesta segunda a Barcelona. O tenista se encontrará com o seu médico Angel Cotorro para como seguir o tratamento para a síndrome de Hoffa.

Com muito apoio do tio e treinador Toni, Rafa está consciente que enquanto ele se recupera da lesão no joelho e as semanas sem jogar vão passando, Federer, Djokovic e Murray vão avançando no ranking. Nas últimas três semanas, sem Nadal presente, cada um deles ganhou um importante título. Murray foi medalhista de ouro nas Olimpíadas de Londres; Djokovic ganhou o Masters 1000 do Canadá e Federer ergueu, pela quinta vez, o trofeu em Cincinnati.

Em entrevista ao El País, neste domingo, Toni afirmou que Rafa tem que aceitar as adversidades. “Perderemos um pouco de ranking e no ano que vem vamos correr atrás. Depois de tanto tempo no circuito, tem que ter tranquilidade neste momento.”

O mentor de Rafael ainda usou os exemplos de Juan Martin del Potro e Carlos Moyá para animar o sobrinho. “Del Potro (foi de 485º a 11º em 2011) esteve lesionado por quase um ano, voltou e está jogando quase no mesmo nível. Moyá também voltou – foi do 59º ao 4º lugar.”

Sem jogar desde a derrota na segunda rodada de Wimbledon para o checo Lukas Rosol, Nadal já está há dias sem pegar na raquete. “Tentamos estar prontos para o US Open. A dor melhorava, mas ele ainda sentia incomôdo. Chega uma hora que cansa jogar sempre com dor.” 

 

Nesta segunda ele tem encontro marcado com o Dr. Cotorro, médico da Real Federação Espanhola de Tênis e que atende Nadal desde criança, para ver se haverá mudança no rumo do tratamento, até agora baseado em fisioterapia, com ondas e termoterapia. Cotorro é o mesmo médico espanhol que também cuidou de Guga em um dos momentos da lesão no quadril e foi fundamental na vitória do brasileiro sobre Federer, em Roland Garros, em 2004.

 

 

 

 

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Murray de ouro, seguiu à risca o conselho olímpico de Michael Johnson

Um mês atrás, Andy Murray chorava de tristeza pela derrota na final de Wimbledon diante de Roger Federer. Neste domingo, o choro foi de emoção. Diante do seu público, na quadra central mais emblemática do tênis mundial, no maior evento esportivo do mundo, Murray derrotou o número um do mundo, por 6/2 6/1 6/4 e conquistou o ouro olímpico.  Ganhar Wimbledon ele ainda pode, mas beijar a inédita medalha de ouro, no All England Lawn Tennis & Crocquet Club, em casa, não se repetirá. Os próximos Jogos Olímpicos serão no Rio de Janeiro, em 2016. Murray fez tudo o que podia para ouvir o hino da Grã-Bretanha tocar para ele, seguindo à risca o conselho de Michael Johnson.

 

A ITF lançou há um mês um livro com alguns tenistas olímpicos e os seus heróis. Murray escolheu o americano Michael Johnson. Eles haviam se conhecido através do então técnico do escocês, Brad Gilbert e Murray nunca se esqueceu daquele momento, nem Johnson.

Alguns destes heróis olímpicos foram humildes o suficiente para agradecerem a homenagem de quem os havia escolhido e Johnson escreveu uma carta para Murray, dando conselhos para as Olimpíadas de Londres.

 

“Competir em uma olímpiada, em casa, foi a maior honra que já tive, o ponto alto da minha carreira e também fiz um pouco de história em Atlanta, em 1996. Espero que você possa fazer o mesmo em Londres – nós sabemos que será histórico se um inglês ganhar em Wimbledon. O meu conselho para você seria o de fazer tudo o que estiver ao seu alcance, para aproveitar ao máximo esta oportunidade e fazer história na frente do seu público.”

 

Pode até parecer fácil, lendo as palavras de Michael Johnson e se realmente não tivesse feito tudo o que estava ao seu alcance para chegar ao olimpo, muito provavelmente não estivesse lá.

 

Murray já tinha vivido uma experiência olímpica, em Beijing, perdendo na primeira rodada para Yen Hsun Lu, por 7/6 6/4 e depois admitiu, durante Wimbledon deste ano. “Obviamente eu aprendi muito sobre o quanto era importante para mim com a derrota nos últimos Jogos Olimpícos. Me machucou muito. Quando eu vi a reação de outros jogadores no pódio, mesmo Roger vencendo o ouro nas duplas.  Se ele ganhasse um Grand Slam em duplas eu não acredito que seria tão emotivo. Mesmo Novak vencendo o bronze e se derramando em lágrimas. Você não veria isso se ele perdesse na semi nos Grand Slams. Então significa muito para os jogadores”

 

A final perdida em Wimbledon, há 28 dias para Roger Federer, poderia ter tornado a participação olímpica difícil de administrar. Apesar de ter ganhado a admiração do povo britânico com a performance diante do suíço e a emoção demonstrada em quadra, a pressão poderia ser ainda maior pelo ouro olímpico, e foi.

Mas, Murray soube se preparar. Depois de confessar ter chorado a noite toda quando Wimbledon terminou e ter ficado mal durante alguns dias, procurou fazer coisas for a do tênis para se divertir. Até show de comédia ele foi assistir com a namorada Kim Sears e os amigos para descontrair.

Ficou uma semana sem tocar na raquete e no dia 17, 10 dias antes da cerimônia de abertura, já estava treinando no All England Club. O primeiro dia foi difícil para o tenista. Ele ficou lembrando da final, pensando no que havia acontecido, revivendo as jogadas, sem uma pessoa nas arquibancadas. Mas, quando começou a treinar focado nas suas olimpíadas, deixou a derrota para trás e com uma boa razão, como ele mesmo falou, antes da final olímpica. “Como tenistas estamos acostumados a termos uma outra chance na semana seguinte, os Jogos são apenas a cada quatro anos.”

 

Murray também soube equilibrar a euforia dos Jogos Olímpicos com a concentração para a sua própria participação. Optou por ficar em casa, onde mora, com Kim Sears, mas indo ocasionalmente à Vila Olímpica e assistindo outros esportes, como o atletismo ontem à noite. “Se me dissessem há uma semana que eu estaria aqui, não acreditaria. Sabia que eu tinha chances de ir longe no torneio, mas estava cansado depois de Wimbledon e de jogar as duplas mistas também. Mas, em quadra, não me senti nervoso e estava fresco fisicamente também. Depois de tantas derrotas difíceis na minha carreira, não há melhor maneira do que dar a volta por cima com esse ouro olímpico.” 

 

Para o medalhista de bronze, Del Potro, a medalha de bronze também teve um significado a mais. Além de ter sido a primeira medalha nas Olimpíadas de Londres para a Argentina, Del Potro confessou ter ficado arrasado após perder o jogo de mais de quatro horas para Federer (3/6 7/6 19/17), na semifinal. “Chorei durante umas quatro, cinco horas depois de perder aquele jogo. Estava arrasado. Não sei como consegui me recuperar e ainda enfrentar o Djokovic. Foi o apoio do povo argentino que ficou me mandando mensagens.”

Para uma nação fanática por esportes, que idolatra seus campeões e com uma tradição no tênis, maior do que muito esporte, a medalha de bronze teve sensação de ouro.

 

 

 

 

 

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