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E só foi o 1º dia do US Open

O US Open mal começou e neste primeiro dia já vimos:

A Simona Halep perder um set da estreante Danielle Collins;

Venus Williams vencer uma batalha de 3 sets, com uma das raras tenistas mais velhas do que ela no circuito, Kimiko Date Krumm;

Maria Sharapova quase não tomar conhecimento da outra Maria russa, a Kirilenko; Sharapova US Open

Agnieszka Radwanska arrasar a canadense Sharon Fichman;

Sloane Stephens avançar com vitória fácil diante de Annika Beck;

Caroline Wozniacki vencer Magdalena Rybarikova quando a eslovaca desistiu no terceiro set;

Jelena Jankovic passar sem dificuldades pela conterrânea sérvia Bojana Jovanovski;

Andrea Petkovic suar para ganhar da tenista da Tunísia Ons Jabeur;

Shahar Peer ganhar um jogo em torneio grande – derrotou Johanna Konta;

A campeã do Rio Open, Kurumi Nara vencer Aleksandra Wozniak;

Sara Errani passar pela Kirsten Flipkens;

Lucie Safarova derrotar Timea Babos;

Roberta Vinci ganhar da única argentina na chave, Paula Ormaechea;

Daniela Hantuchova ainda continuar viva no torneio, superando Romina Oprandi;

Camila Giorgi, que fez oitavas no ano passado, perder para Anastasia Rodionova;

Garbiñe Muruguza, que brilhou na Austrália e em Paris, ser elimada por Mirjana Lucic, agora Baroni também.

Belinda Bencic superar a sempre perigosa Yanina Wickmayer;

A suíça Timea Bacszinszky ganhar o jogo quando Kiki Bertens desistiu da partida sem resistir ao calor;

A porto-riquenha Monica Puig vencer;

Virginie Razzano ser derrotada por Johanna Larsson por duplo 6/0;

Andy Murray US Open

Entre os homens, o primeiro dia da primeira rodada também foi interessante e vimos:

Andy Murray sofrer mais do que precisava, inclusive tendo cãibras, para vencer Robin Haase;

Nick Kyrgios eliminar um ex-semifinalista do US Open, Mikhail Youzhny;

Thomaz Bellucci estrear com uma belíssima vitória diante de Nicolas Mahut;

Stan Wawrinka ganhar de Jiri Vasely e se tornar o próximo adversário de Bellucci;

Milos Raonic avançar, derrotando Daniel Taro;

Juan Monaco incomodar Jo-Wiflried Tsonga, mas o francês acabar vencendo em quatro sets; Nick Kyrgios US Open

Donal Young dar adeus à competição logo no primeiro dia, perdendo para Blaz Kavcic;

Tommy Robredo derrotar Edouard Roger Vasselin;

Vasek Pospisil ser eliminado na primeira rodada de novo, desta vez por Simon Bollelli;

Michael Llodra que teve seu wild card contestado, ganhar de Daniel Gimeno Traver;

Benoit Paire vencer o duelo francês, em cinco sets, contra Julien Benneteau;

Radek Stepanek ficar na estreia, perdendo para Mathias Bachinger;

Jeremy Chardy ganhar de Alejandro Falla;

Pablo Carreño Busta passa por Andreas Beck;

Blaz Rola endurecer o jogo com Fernando Verdasco, mas o espanhol acabar levando a vitória em cinco sets;

Paul Henri Mathieu superar Gilles Muller, também em cinco sets;

E para terminar o dia, Novak Djokovic ganhar, em um bom jogo, do argentino Diego Schwartzman.

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Murray “Uncovered” mesmo

Andy Murray conquistou neste domingo, nos Estados Unidos, ao derrotar David Ferrer na final do Sony Open (2/6 6/4 7/6), o primeiro título no país desde que ganhou o US Open, em setembro e se tornou o primeiro britânico a ganhar um Grand Slam depois de 76 anos.  Discreto e quase tímido, Murray se tornou herói nacional. Com uma relação antes um pouco conturbada co o povo da Grã Bretanha, passou a ser admirado por todos. Mas, ao contrário do que poderia acontecer, em vez de se retrair, Murray se abriu.  Murray sem camisa

Neste fim de semana, o jornal The Times, em sua revista, publicou uma matéria de capa com o tenista. Pensei que fosse encontrar um texto do Neil Harman ou do Simon Barnes, dois dos jornalistas que viajam o circuito e cobrem o esporte praticamente em todos os lugares do mundo. Mas, quem assina a matéria é Matthew Syed, que raramente vemos dedicar tempo ao tênis.

A entrevista é parte de um acordo entre Murray, adidas, e os organizadores do ATP de Queen’s, o Aegon Championships e foi realizada no mítico clube londrino.

O que ela traz de diferente é um Murray aberto, revelando como ganhou o US Open falando sozinho, no vestiário no fim do 4º set, antes do 5º set começar. Já tinha lido algo similar na biografia dele, lançada no fim do ano, mas nem lá é tão íntima. As declarações estão escritas de uma maneira que consigo visualizar a cena. Vou inclusive reproduzir aqui as frases dele em inglês, para não pecar numa tradução ou adaptação para o português.

 

“It had got to me,” Murray says when we meet at the Queen’s Club in West London, where he’ll be competing in the Aegon Championships in June. “I had spent the past five years being asked whether I would ever win a grand slam. I knew this was not just about sport, but about the entire country. People used to say that our failure to produce a grand-slam winner said something about our lack of toughness as a nation, and things like that. I pretended that I was above it all, that I wasn’t that bothered about history. But it was beginning to affect me.

“I had played in four grand-slam finals before playing Novak in New York and had only won one set. Wherever I walked, I walked with hunched shoulders and with my head down. I think in my own mind I had bought the idea that I was not a real winner until I had won a grand slam. It’s strange to think that my stance, the way I carried myself, was affected. I was very negative in my own mind at the end of the fourth set at the US Open. My self-belief was pretty low.”

MURRAY US OPEN

“When you walk out of the stadium there is a cubicle on the right-hand side,” Murray says. “It is small, not much more than a toilet, a sink and a mirror. I was thinking: ‘Why do I keep losing these finals? Do I lack something? How on earth did I squander a two-set lead?’ It is easy to get into a train of bad thoughts, particularly when an opponent is coming back at you. I could not go back onto the court feeling like that. I would have lost the deciding set before the first ball was hit.”

And so Murray did something he had never done before: he gave himself a pep talk. “I never talk to myself. Not out loud. You would never catch me walking around the house and actually saying things to myself. Isn’t that supposed to be the first sign of madness? That is why that toilet break was so unusual. I stood in front of the mirror with sweat dripping down my face and I knew I had to change what was going on inside. I had a drink, a change of T-shirt and a banana with me, but they didn’t really matter. I had to get a grip of my mind. So I started talking. Out loud.

“‘You are not losing this match,’ I said to myself. ‘You are NOT losing this match.’ I started out a little tentative, but my voice got louder. ‘You are not going to let this one slip. You are NOT going to let this slip. This is your time. You have never been closer than this to a grand slam. Give it everything you’ve got. Leave nothing out there.’ At first, it felt a bit weird, but I felt something change inside. I was surprised by my response. I knew I could win.”

Só isso já bastaria para deixar a matéria interessante o suficiente. Mas Murray ainda fala da vida caseira que leva, que acorda e todos os dias, quando está em Surrey, onde reside, vai, às 07h, levar os cachorros para passear.

Ele conta também da relação com a mãe Judy Murray, de como não teria chegado onde está sem ela, fala de Kim Sears e também comenta do pai, Will, de quem Judy se separou quando ele tinha 9 anos. Eis o que ele diz: Because my mum’s around a lot at competitions people tend to focus on her. They don’t see my dad as much, but that doesn’t mean he is not a big part of my life. He has always been there, supporting me whenever I have needed it. And that is part of my motivation. Some people are motivated by money, others by winning tournaments, and others by creating history. But I think a lot of my drive comes from wanting to repay those close to me. It is a nice feeling to win and know that loved ones are made up because of it.”

É Andy Murray. Você parece estar ganhando não só a admiração dos britânicos…

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Para Lendl, Murray ainda é muito bonzinho

Ivan Lendl raramente dá entrevistas. Concedeu algumas, mas nenhuma delas muito exclusiva, logo após a vitória de Murray no Australian Open. Na semana passada, vi matérias de jornalistas acompanhando a pré-temporada do britânico em Miami e enfim, apareceu uma exclusiva com o mega campeão de Grand Slams e técnico de Murray, Ivan Lendl. Ele é sincero, direto, revelador e afirmou a Neil Harman, do The Times, que Murray ainda é muito bonzinho.  Ivan Lendl Murray

Logo que vi a imagem dos jornalistas correndo com Murray na praia lembrei de mais de 10 anos atrás, quando convidamos alguns membros da imprensa para acompanharem a pré-temporada do Guga, na Academia do Larri Passos, em Camboriú. Lembro da reação dos jornalistas ao ver o Guga, número um do mundo, chegando as 07h30 na academia do Larri e se estivesse atrasado, pagando flexão. Todos ficavam impressionados com a quantidade de trabalho colocada em quadra pelo tenista. Foi a mesma impressão que os britânicos tiveram ao acompanhar a rotina de Murray. Não dá para imaginar o que é uma pré-temporada, até você acompanhar de perto.

Nesta ida a Miami, quartel general de treinamento do campeão do US Open, Harman conseguiu conversar com Lendl que fez apenas um pedido para o repórter: não divulgar os detalhes específicos que estavam sendo trabalhados no jogo de Murray.

Mas, na verdade, isso é o que todo mundo menos quer saber. Ainda intriga muita gente como Lendl, que ficou anos longe do esporte depois de parar de jogar profissionalmente, voltou ao circuito e como técnico.

Ele conta que pensou muito, conversou com a esposa Samantha, divagou sobre a liberdade e as filhas. Pensou no golfe que não poderia jogar tanto quanto queria. “Até então, se eu quisesse jogar uma semana de golfe na Escócia, eu pegava o avião e ia. Eu era o meu próprio chefe.”

Darren Cahill, ex-técnico de Agassi e técnico do time adidas, foi um dos principais responsáveis pela aproximação entre jogador e o ex-tenista. “Mas, o que eu queria mesmo saber era o quão comprometido o AndyMurray miamiestava, porque todo mundo sabe que quando eu começo algo, ou faço direito, 100%, ou não faço. Quando resolvi jogar golfe, depois do tênis, me dediquei muito para jogar bem.”

Lendl conta na entrevista a Neil Harman que uma das principais carecterísticas de um vencedor é a de detestar perder. Ele lembra quando tinha 8 anos de idade e foi jogar contra um menino de 11, que estava perdendo de 6/0 5/0 e o garoto deixou ele fazer um game. “Fiquei com ódio daquele cara por muito tempo. Eu queria ganhar pelos meu próprios méritos. Foi como se eu estivesse roubando.”

Checo naturalizado norte-americano ele relata que outro dia foi jogar golfe contra uma pessoa bem melhor do que ele e o golfista ofereceu para ele sair na frente. Lendl ficou indignado e acabou ganhando do cara.

Por isso, quando vê Murray, mesmo que seja em um treinamento, não “dando no peito do cara,” “não matando o ponto e dando um lob que acabou saindo” ainda fica preocupado. “Ele é muito bonzinho e não adianta, você só faz em quadra, o que você treina.”

Como eu ouvi isso de Larri Passos sobre Guga.

Outro relato interessante da entrevista é a relação que Lendl tem com outros dois membros fundamentais do time Murray: Jez Green, o preparador físico e Andy Ireland, o fisioterapeuta. “Trabalhamos juntos. Esse trabalho de forma isolada não adianta. Tem dias que eu digo que preciso de muitas horas dele em quadra para treinar algo específico, tem dias que um deles me fala que precisa dele menos em quadra para treinar sprints, por exemplo e outro me diz que precisa cuidar de algum lugar que Murray sente dor. Nos entendemos e nos respeitamos. Sei que para o Andy melhorar ele precisa estar em forma, ser rápido e não pode se lesionar. Eles entendem também que para que ele jogue bem ele precisa jogar muito tênis em alguns momentos. Fazer algo isoladamente, sem o resto do time estar junto seria completamente errado. É simples assim e eu gosto das coisas simples.”

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Quadra nos EUA terá cores da bandeira americana

Faltam poucos torneios para a temporada 2012 terminar, mas o circuito não vai parar. Enquanto no Brasil uma série de exibições estão programadas com Djokovic, Federer, Tsonga, os Bryans, nos Estados Unidos, já anunciaram uma nova exibição, a Miami Tennis Cup e com uma novidade: uma quadra com as cores da bandeira dos Estados Unidos, no Crandon Park, local onde é disputado o Sony Open.

Para homenagear os Estados Unidos e os campeões do US Open, Andy Murray e Andy Roddick, que se aposentou do circuito neste ano, justamente no Grand Slam americano, o Grupo NOS resolveu inovar e fazer a quadra branca, com linhas vermelhas e o azul em volta. Será a primeira quadra branca do mundo.

 

Para jogar na Miami Tennis Cup, além de Roddick e Murray, estarão John Isner, Juan Carlos Ferrero, que disputa o seu último torneio no ATP de Valência, Nicolas Almagro e Alejandro Falla, representando os latinos.

 

A expectativa é de que 7.000 pessoas compareçam ao Crandon Park para assistir a Miami Tennis Cup. E o melhor é que os ingressos, bem diferente dos salgados valores das exibições no Brasil, começam a ser vendidos por U$ 50 (R$ 100,00 aproximadamente).

 

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Murray por Emilio Sanchez – o início na Espanha e a evolução

Andy Murray não conquistou o US Open de um dia para o outro. Aliás, desta geração de tenistas, foi o que mais “sofreu” trabalhando duríssimo e esperando a quinta oportunidade chegar para agarrá-la. Antes de alcançar finais de Grand Slam, de se tornar um profissional top, o escocês Andy Murray desenvolveu seu jogo na Espanha, em Barcelona, na academia de Emilio Sanchez. Há alguns meses, o próprio Emilio, ex-número um do mundo de duplas, 7 em simples e capitão vencedor da Copa Davis, escreveu para Tennis View, contando como foi o primeiro contato com Murray, como ele foi parar na Espanha e  mesmo antes do tenista se juntar a Ivan Lendl, já prevendo que ele deveria ganhar um Grand Slam neste ano. Vale a pena ler de novo!

“Estou aqui sentado na minha academia, a Sánchez-Casal, tentando me recordar dos momentos interessantes, que Andy Murray teve conosco. E a grande evolução dele foi em 2003.

Ele chegou um dia com a sua mãe na academia. Ela estava confiante e ele tinha muitas dúvidas. Eu me lembro daquele menino que quase nem me olhava, que estava assustado em chegar num país estranho, de iniciar uma nova aventura, mas como as fronteiras desaparecem dentro da quadra de tênis, pois são iguais em todos os locais do mundo, ele conseguiu se adaptar rapidamente ao lugar. Quando olhava para ele, achava que parecia qualquer coisa, menos um tenista, mas dentro da quadra, ele mostrava todo o seu talento.

Sua mãe Judy, ex-tenista, que treinava os jogadores juvenis de seu país e também trabalhava para a Federação de Tênis da Grã Bretanha, sabia que deveria fazer com que Andy mudasse do ambiente em que vivia na Inglaterra, tirá-lo da pressão da imprensa inglesa, querendo que Andy fosse um a mais no grupo, que não fosse diferente, que se misturasse com os outros jogadores de nível.  Além disso, devia conseguir que seu filho se movimentasse em quadra como os espanhóis, que fosse um gladiador na quadra e sabia que a Espanha era o melhor lugar para isso. Judy apostou na nossa academia, pois estava convencida que aqui daríamos tudo o que ele precisasse.

A primeira vez que joguei com ele, me apareceu na quadra um menino magro, alto, desengonçado, com as pernas juntas e que só olhava para o chão. Eu tentei fazer algum comentário para impressioná-lo, mas sua resposta me deixou pensativo; aqui tem alguma coisa, pensei, tem caráter. Então, começamos a bater bola, não havia nada de especial nele, golpes normais, que pena, pensei. Mas, como eu gosto de medir os jogadores numa partida, tentei novamente instigá-lo. Perguntei a ele se ele gostaria de jogar um set e ele respondeu “pensei que você não se atreveria a jogar contra mim!”.  Ele tem confiança, pensei e fiquei animado.

Começamos a jogar. Vou ganhar, com certeza, pensava. Mudava as alturas das bolas e ele respondia, o atacava e ele se defendia melhor, o trazia para a rede e ele voleava melhor, era difícil para ele correr nas deixadas, mas era explosivo e acabaria aprendendo, não sacava muito forte, mas a execução do movimento era quase perfeita, quando ficasse mais forte, sacaria muito bem. A verdade é que fiquei impressionado, ele tinha algo de especial, além do mais era ganhador e quando aprendesse a canalizar as energias, seria duríssimo de ser vencido. Melhor, vou dizer o que aconteceu…

Aquele dia, fui para casa com um sorriso no rosto, se conseguíssemos dar a este garoto os valores básicos de um tenista espanhol, seria espetacular. Além do mais, em poucos dias que estava treinando com a gente, mostrou seu companheirismo, sua humildade e se conseguíssemos que trabalhasse de forma contínua, melhoraria muito. Foi a parte mais difícil, que ele se acostumasse com as rotinas de treinos, algumas vezes precisamos buscá-lo no quarto para vir treinar, outras vezes precisávamos perseguí-lo para quase obrigá-lo a treinar, ele precisava se acostumar à vida dura. Mas, quando ia aos torneios, era quando dava o melhor de si, essa parte tão difícil de ensinar, já tinha naturalmente.

Se analisarmos Andy Murray hoje em dia, nos damos conta que depois desse anos, ele segue mantendo tudo de excepcional que tem em seu jogo, é muito agressivo com o serviço e domina seus adversários e quanto mais alguém o ataca, melhor se defende. Se nos Grand Slams conseguir manter a constância com a agressividade como fez nos últimos meses nos torneios ATP, teríamos quase que com certeza o primeiro inglês a ganhar um grande torneio deste porte, desde Fred Perry. Eu sou um daqueles que defendem que ele ainda irá melhorar. Além disso, precisamos levar em consideração que ele joga em uma era de grandes jogadores da história, Nadal, Federer e se em alguma ocasião eles não estiveram presentes, Andy ainda encontra com um Djokovic quase superior do que os melhores. De um lado, penso que é sorte triunfar no tênis em uma época tão maravilhosa como a atual, coincidindo com os melhores jogadores da história, que obrigam os demais a subir o nível, mas por outro lado, é falta de sorte, apesar do tênis de alto nível de Andy, é muito mais difícil para ele ganhar um Grand Slam.

Neste ano, estou certo que nos torneios grandes Andy vai enfrentar seus três maiores rivais com maiores chances de vencê-los; chegou seu momento.

Gostaria de terminar ressaltando que, mesmo chegando no topo, Andy sempre ajudou seus amigos, ex-companheiros de colégio e de residência da academia. É muito ligado aos seus amigos, é fiel e boa pessoa, convidou quase todos seus amigos aos grandes torneios e segue mantendo contato com o resto. Além disso, viajou quase dois anos com Carlos Mier, seu companheiro de quarto na Sánchez-Casal e agora Dani Vallverdú, outro grande amigo que fez aqui na academia, integra sua equipe técnica. Essas são as pessoas que estão perto de Andy, que conheceu aqui e ele continua com eles, e isso diz muito sobre quem ele é.

Eu só posso agradecer pelo Andy ser dessa forma que é, porque ele, desde que decidiu seguir sozinho, sempre se lembrou de todos nós da Sánchez-Casal, então somos muito agradecidos a ele. Aqui na academia não poderíamos ter maior referência, maior modelo a seguir. Um campeão como Andy e o fato de ele se recordar do tempo em que passou aqui como um dos melhores de sua vida nos enche de orgulho e satisfação. Todos que compartilhamos do seu crescimento, o admiramos e sabemos que em breve realizará seu sonho.”

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