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Os trofeus de Roland Garros também tem história e grife

Os trofeus que começam a ser entregues nesta quinta-feira em Roland Garros também tem história. Expostos no museu de Roland Garros, eles foram criados pelo famoso joalheiro Mellerio, que neste ano completa 400 anos.

trofeu roland garros

Quem pediu para Mellerio desenhar o trofeu de Roland Garros foi o ex-Presidente da Federação Francesa de Tênis, Philippe Chatrier, o mesmo que dá o nome à quadra central do complexo.

Todos os trofeus são feitos de prata, com uma base de mármore e tem os nomes dos campeões gravados nele.

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O primeiro trofeu a ser criado foi a Coupe Suzanne Lenglen, em 1989, baseado no trofeu que a dama do tênis francês recebeu, na época, da cidade de Nice e está exposto no “Museé du Sport”

Depois veio a Coupe des Mousquetaires, o trofeu masculino e que pesa 14kg. Sabia que era pesado, mas não imaginava que fosse tanto.

O trofeu de duplas masculino, O Jacques Brugnon, tem as alças maiores, para se diferenciar dos outros e também é pesadinho -10kg. Foi criado em 1989.

O de duplas feminina, Simonne Mathieu Cup, tem um formato completamente diferente e foi criado em 1990. É mais arredondado e  menor em altura e as alças terminam com um formato de cisne. Criação de 1990. Peso 6.5kg.

O último a ser desenhado foi a Marcel Bernard Cup, o trofeu de duplas mistas, também em 1990. Tem formato oval e alças pequeninas. Peso 5.4kg.

Os campeões só pegam no trofeu para tirar fotos no dia final e no dia seguinte, para fazer a famosa foto cartão postal de Paris. O trofeu fica guardado em Roland Garros e é levado por um segurança, em um carro separado, para o local da foto.

O que os campeões levam para casa é apenas uma réplica. O livro de Roland Garros diz que o tamanho é a metade do original, mas já vi bem de perto três destes trofeus. Não medi, mas pareciam bem menores do que apenas a metade.

 

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As “Raquetes Malucas” do Museu de Roland Garros

Tinha uma missão a cumprir aqui em Roland Garros: levar a Tennis View para a Biblioteca do Museu de Roland Garros e entregar de presente o livro A Porta, do Daniel Azulay. Cumpri a missão com êxito – entreguei o material para a chefe do museu, fotografei, registrei – e mesmo com o museu já fechado para entrada do público consegui visitá-lo e ser surpeendida por uma linda exposição chamada “Les Raquettes en Folie – Crazy Racquets,” ou “raquetes malucas, de Jean Philippe Bertrand.

O bom de visitar o Museu de Roland Garros é que até a parte da História do Tênis é renovada a cada temporada e sempre há exposições novas, mesmo fora da época do Grand Slam francês.

Comecei passeando pela “Histoire(s) du Tennis,” onde estão expostas algumas Taças Davis, uniformes de diversos campeões de Roland Garros, vídeos de vitórias inesquecíveis, como a de Yannick Noah, em 1983, entre outras.

Depois “viajei” nos pôsters antigos, na exibição intitulada “L’invitation au Voyage,” até me deparar com as “raquetes malucas” e ficar boquiaberta com a obra de Jean Philippe Bertrand.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O artista que virou cenógrafo trabalhou durante 15 anos para juntar raquetes suficientes para expor o que chama de esculturas poéticas.   Acho que a minha favorita é a que relembra uma árvore. Gosto muito também da carroça e do pêndulo. Apesar de ser um pouco mais comum, gosto também desta de duplas.

 

 

 

 

 

 

E para terminar a minha visita, antes de ir embora, ainda me deparei com um quadro do Guga que eu nunca tinha visto, do artista Neno Ramos, de 1997.

 

 

 

 

 

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