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Federer é campeão do ATP World Finals. Dez anos atrás era o Guga

Federer é pentacampeão da Masters Cup, agora ATP World Finals. Derrotou Rafael Nadal na final deste ano, na O2 Arena, in London, por 6/3 3/6 6/1 e encerrou a temporada com um título importante, assim como começou, vencendo o Australian Open.

Federer creditou o título ao novo técnico Paul Annacone e disse que arriscou jogando cinco torneios em sete semanas, que estava cansado, mas que em 20 anos não se lembraria do cansaço e sim dos títulos que venceu.

A colocação de Federer é perfeita.

Essa época de Masters Cup é sempre um pouco nostálgica para mim. Não tem como não lembrar daquela semana inspirada de Guga em Lisboa, 10 anos atrás, vencendo Pete Sampras e Andre Agassi na sequência para vencer o campeonato e chegar ao topo do ranking mundial. Não tem como não ficar relembrando cada momento, nesta época, tendo vivido de perto tudo aquilo.

Como o calendário naquela época era ainda mais longo, esta semana começaria amanhã para o Guga.

Por isso, os próximos dias deste blog serão dedicados a relembrar cada momento daquela semana mágica em Portugal.

Para começar, reproduzo a materia que escrevi para edição 109 da Tennis View, em que relembro a temporada do ano 2000 de Guga.

Somente ao escrevê-la é que eu tive noção de quanto ele jogou e viajou naquele ano. Muito mais do que Federer jogou nas últimas semanas, mas com certeza, o Guga não fica lembrando do cansaço e de quantas semanas ele ficou fora de casa. O que está e ficará para sempre são os títulos especiais que ele conquistou no ano 2000, culminando com o Masters.

Uma viagem pela temporada de Guga

Dez anos atrás o circuito mundial de tênis era dominado por um brasileiro.

Essas palavras, às vezes, parecem ter saído de um sonho, mesmo para nós que acompanhamos cada vitória daquela trajetória.

Mas, foi real. Um brasileiro ganhou Roland Garros três vezes, venceu Masters 1000 e chegou ao topo do ranking mundial.

Não só alcançou o lugar mais alto do ranking, como terminou uma temporada como o melhor do mundo, fato inédito para um sul-americano, ao vencer a Masters Cup de Lisboa – hoje o Masters – e depois de ter ganhado de Pete Sampras e Andre Agassi, na sequência. Feito que só ele na história do tênis atingiu.

Dez anos atrás, o mundo do tênis se curvava a Gustavo Kuerten.

A vitória sobre Andre Agassi, em Lisboa, por 6/4 6/4 6/4, encerrou uma temporada mágica para Guga. Uma, que como ele costuma dizer que “nem nos meus melhores sonhos poderia imaginar que conquistaria tanto.”

Para comemorar esse momento e o dia 04 de dezembro, em que viu seu nome no primeiro posto do ranking mundial, pela primeira vez, Guga jogará uma exibição com Agassi, no Maracanãzinho, no dia 11 de dezembro deste ano.

Tennis View, para homenagear o eterno número um e mostrar, relemebrando a história, que o Brasil já teve o melhor do mundo, vamos fazer uma retrospectiva da temporada que levou Gustavo Kuerten ao auge da sua carreira.

Guga começou o ano 2000 como o 5º colocado no ranking mundial.

Perdeu nas estreias dos ATPs de Sidney e do Australian Open, para os espanhóis Francisco Clavet e Albert Portas.

Logo depois venceu o francês Jerome Golmard, na Copa Davis, em Florianópolis e perdeu para Nicolas Escude, quando já não valia mais nada.

Foi à Cidade do México, com o ranking na 6ª posição, jogar o ATP local e depois de ganhar de Gaston Etlis na estreia, perdeu para Juan Ignacio Chela.

A temporada começou a tomar o rumo de um ano vitorioso no torneio seguinte, o ATP de Santiago, em que foi campeão de simples, sem perder um set, e duplas.

Guga e Antônio Prieto - campeões em Santiago

Ganhou, na sequência de Jean Rene Lisnard, Orlin Stanoytchev, Agustin Calleri e Mariano Puerta.

Nas duplas, ganhou o troféu ao lado de Antonio Prieto, vencendo Lan Bale e Pietr Norval.

De volta à 5ª posição no ranking, foi até a semifinal do ATP de Bogotá, derrotando Sergi Brugera, Sebastian Prieto, Markus Hantschk e perdendo para Puerta.

A breve temporada norte-americana de quadras rápidas (6º no ranking) foi marcada pela derrota na segunda rodada em Indian Wells (venceu Justin Gimelstob na estreia), para Tommy Haas e pelo vice-campeonato em Miami.

Guga, vice em Miami

A campanha em Key Biscayne começou com Guga tendo que salvar match point contra Arnaud Clement na estreia. Depois ganhou de Goran Ivanisevic, Gianluca Pozzi, Wayne Ferreira, Andre Agassi, o número um do mundo na época e perdeu uma das mais marcantes decisões da carreira, para Pete Sampras.

Sem tempo para comemorar a chegada à final em Miami, o brasileiro, novamente no 5º posto da ATP, voou no mesmo dia para o Rio de Janeiro, para defender o Brasil na Copa Davis, contra a Eslováquia. Ganhou de Karol Kucera, mas não resistiu a Dominik Hrbaty. Fernando Meligeni acabou fechando o confronto e colocando o Brasil na semifinal da competição.

Guga- Brasil na semi da Davis

Com a sua melhor posição na temporada, a quarta, Guga foi a Monte Carlo e perdeu para Kucera na estreia.

Ficou treinando e com dois lugares atrás no ranking foi para a Itália. Derrotou, na sequência, em Roma, Golmard, Mark Philippoussis, Younes El Aynaoui, Albert Costa, Alex Corretja e só parou na final diante de Magnus Norman.

Próximo destino: Hamburgo.

A primeira vitória na Alemanha, com o ranking na 7ª posição, foi sobre Karim Alami. Em seguida, ele derrotou Sebastien Grosjean, Wayne Ferreira, Norman, Andrei Pavel e em uma emocionante final, de mais de quatro horas, Marat Safin na final.

Era o segundo título da temporada.

De volta ao seu torneio favorito, Guga disputava Roland Garros como o quinto do mundo e cabeça-de-chave cinco. Arrasou Andreas Vinciguerra na estreia, perdendo só três games. Não deu chances a Marcelo Charpentier, na segunda rodada. Ganhou de Michael Chang, que se despedia das quadras, na terceira fase e eliminou o amigo Nicolas Lapentti nas oitavas-de-final. Depois de estar perdendo por 2 sets a 1 para Yevgeny Kafelnikov virou e avançou à semifinal. O mesmo aconteceu contra Juan Carlos Ferrero e Guga estava em mais uma decisão de Roland Garros.

Guga bi em Roland Garros

O adversário era um de seus grandes rivais da temporada: Norman. Depois de onze match points, o brasileiro erguia o seu segundo título em Paris e o terceiro da temporada.

Depois de surgir no quarto lugar do ranking e com dreadlocks em Wimbledon, alcançando a terceira rodada na Inglaterra (venceu Chris Woodruff e Justin Bower, perdendo para o alemão Alexandre Popp), Guga foi para a Austrália, defender o Brasil na Copa Davis. Perdeu para Patrick Rafter e viajou para a América do Norte.

Ganhou da Arnaud di Pasquale an estreia em Toronto, mas perdeu para o local Sebastien Laureau na segunda rodada.

Em Cincinnati, estreou derrotando Jerome Golmard e depois passou por Gianluca Pozzi, Stefan Koubek e Todd Martin, para alcançar a semifinal do Masters 1000 do meio-oeste americano. Perdeu uma disputada semifinal, no tie-break do terceiro set para Tim Henman.

Começou a campanha no hoje extinto torneio de Indianápolis com o seu melhor ranking, o 2º e com  vitória sobre Todd Woodbridge. Depois a vítima foi Taylor Dent, seguida por Wayne Ferreira, Lleyton Hewitt e por fim o russo Marat Safin.

Era o primeiro troféu de Guga em quadras rápidas e o quarto do ano 2000.

O bom momento parou em Wayne Arthurs, na estreia do US Open, em que perdeu no tie-break do quarto set.

Nova viagem a Austrália levou Guga às Olimpíadas de Sidney, em que, na 3ª posição na ATP, começou vencendo Christophe Pognon, Rainer Schuettler e Ivan Ljubicic, para chegar às quartas-de-final em que foi parado por Kafelnikov.

A temporada continuou na Ásia, com as quartas-de-final nos ATPs de Hong Kong e Tóquio. Ganhou de Vincent Spadea e Sargis Sargsian, perdendo para Rafter no primeiro torneio. Superou Nicolas Massu e Andrea Gaudenzi no Japão, perdendo para Hrbaty.

Da Ásia, a longa temporada de Guga, seguiu para a Europa, com uma vitória sobre Nicolas Escude em Stuttgart – indoor – e derrota para Grosjean.

Em Lyon, com uma breve volta ao segundo lugar no ranking, nova derrota para Rafter nas quartas-de-final, depois de ter vencido Pavel e Michael Llodra.

O último Masters 1000 do ano, em Paris, viu Guga, 3º da ATP, vencer Woodruff, Rafter e Albert Costa, só parando na semifinal diante de Philippoussis.

O brasileiro chegava ao último torneio do ano, a Masters Cup, em Lisboa, com poucas chances matemáticas de ascender ao topo do ranking mundial. Marat Safin, 75 pontos na frente de Guga, então número um, era o favorito para terminar o ano como tal.

Os oito melhores da temporada foram divididos em dois grupos. Safin, Sampras, Hewitt e Corretja estavam no vermelho e Guga, Agassi, Kafelnikov e Norman, no verde.

O desenrolar da semana em Portugal, continuam nos próximos posts.

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Inês Berton, a Tea Blender número um do mundo que também é fã de tênis

Meu trabalho, felizmente, me proporciona algumas vezes momentos bem especiais e neste fim de semana tive o prazer de conhecer, conversar e assistir a palestra, com degustação de chás da Inês Berton, a quem me referi no post de ontem, ou seja, a mulher que mais entende de chás no mundo. Fiquei tentando compará-la a alguma tenista melhor do mundo, mas não achei alguma que combinasse com ela, talvez Gabriela Sabatini, por ser morena, charmosa e argentina também.

Simpática, sorridente, apaixonada pelo que faz – há nove anos lançou a sua marca, a Tealosophy (www.tealosophy.com), abriu três lojas, duas em Buenos Aires e uma em Barcelona que recentemente ganhou o prêmio  da Louis Vuitton de melhor loja de chá do mundo -, ao conversar com ela, você nem parece que está batendo um papo com a consultora do Dalai Lama, do Rei Juan Carlos, dos melhores hotéis e restaurantes do planeta. Aqui no Brasil é consultora do DOM.

Ao encontrá-la me apresentei pois tínhamos que trabalhar. Fazer fotos pelo evento, agendar entrevistas e organizar as próximas horas no evento. Fizemos as fotos, combinamos as matérias e uma troca de informações profissional acabou virando um bate-papo. Conversamos um pouco sobre chá, mas como estamos em um torneio de tênis, o assunto caiu no nosso esporte e Inês contou que já participou de um jantar beneficente da ATP, em Miami, fez algumas parcerias com Martin Jaite nos torneios da Argentina, a Copa TelMex, disse que joga tênis duas vezes por semana e que é fã incondicional de Nadal e claro, de Juan Martin del Potro.

Inês contou também que adorava ver o Guga jogar, que já assistiu o torneio Conde de Godó, em Barcelona, conheceu Guillermo Cañas, entre outros e que da próxima vez que vier a Campos do Jordão trará a raquete.

Mas, a missão de Inês na MasterCard Tennis Cup era falar sobre o que ela mais entende, os chás.  Mesmo depois de já ter conversado bastante com ela, assisti atentamente a sua aula.


Carismática, a palestra cativou todos os presentes que tiveram a raríssima oportunidade de degustar várias das infusões e chás que ela criou, ouvir de perto sua história e ainda receber dicas de como melhor aproveitar o chá. A dica que vai ser mais difícil de seguir é a de nunca ficar mexendo o sachê do chá. Acho que todos temos mania de ficar mexendo o saquinho enquanto ele não fica pronto para beber. Ferver a água para o chá, jamais. Queima o chá e se você ainda coloca o chá quente na boca, perde muito do paladar.

Durante a degustação provei o chá, ou melhor , a infusão favorita de Inês,o vermelho, da linha Chamana, que ela criou com o parceiro argentino Guillermo Casarotti.  As infusões Chamana (www.chamana.com.ar)  são praticamente todas compostas por Rooibos, uma bebida vermelha, com gosto de nozes e rica em minerais, misturada com canela, gengibre, mel, figo e sem cafeína.

Mas, por enquanto – ainda não consegui provar todos os chás e infusões – o meu favorito é o chá Don Juan, da Inti Zen (www.intizen.com.ar) : chá preto, doce de leite e frutas vermelhas.

O mais interessante de todos esses chás e infusões é o cheiro que você sente ao abrir o sachê. Todos tem um perfume maravilhoso.

Todos os convidados para a degustação foram servidos por Guillermo ou Inês e puderam fazer perguntas, tirar dúvidas e conversar sobre os chás.

Inês está tão “pop” que recebeu convite para fazer uma série para a BBC no Tibet. Ela ainda está pensando se vai aceitar.

Por tudo isso, aproveitar este momento com a “Papisa do Chá,” foi especial.


Antes de ir embora, Inês reafirmou o seu desejo de um dia morar no Brasil. “Meu sonho é morar em São Paulo. Adoro essa cidade, a energia que tem lá, vendo as coisas acontecer e sempre abrindo a cabeça. Muitos dos chás que eu criei surgiram em São Paulo.”

Para quem quiser conhecer um pouco mais sobre Inês Barton, reproduzo a matéria que escrevi sobre  ela, para a revista da MasterCard Tennis Cup 2010.

“Nascida na Argentina, Inés aperfeiçoou o olfato para o chá ao se mudar para Nova York e trabalhar na The T Emporium, loja que conheceu por acaso quando era funcionária do Museu Gugghenheim. A loja ficava ao lado do Museu e Inés passou a frequentá-la diariamente, criando suas próprias infusões. Impressionada com a sua sensibilidade, a japonesa Fumiko a contratou e fez de Inés sua discípula.

O T Emporium foi o início de uma nova vida para a argentina, que viajou o mundo em busca das melhores ervas e combinações e se tornou grife internacional ao lançar a Tealosophy, sua própria empresa de chás.

Através da Tealosophy, Inés passou a ser consultora dos mais glamurosos hotéis e restaurantes do mundo.

Sua fama chegou tão longe que até mesmo o Dalai Lama está na lista de seus clientes ilustres, integrada também pelo Rei Juan Carlos II, Lenny Kravitz, Shakira, entre outros.

A Tealosophy tem três lojas, duas na Argentina e uma na Espanha, onde é possível degustar os chás, fazer suas próprias misturas e levar para casa os favoritos.

Os chás escolhidos para a degustação em Campos do Jordão são os das grifes Inti Zen e Chamana, em que as infusões foram criadas por Inés, em parceria com o TeaBlender Guillermo Casarotti.

A seleção especial do Chamana inclui uma caixa com cinco cores: Fucsia, amarelo, verde, azul e vermelho, em que cada uma representa uma infusão diferente, vinda dos andes.

Os chás Inti Zen integram a energia dos Andes, as virtudes naturais da Patagônia e a sabedoria e arte do chá do Oriente. A seleção inclui sete tipos de chás: Silencio Andino, Tea for Tango, Patagonia Bee, Amazonie 12, Inca Rose, Chaman Chai, Don Juan e Ilumine.”


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Jogue o tênis que você quer. Você pode!

Yes you Can! You Can Play the Tennis You Want

Há dias que você quer escrever algo especial, diferente, mas a inspiração não vem. Culpa, quem sabe, do excesso de trabalho, em que você se acostuma a escrever automaticamente incontáveis páginas, emails, press releases e a cabeça se acomoda, ou cansa.

Exatamente por isso reproduzo aqui o texto inspirador da edição 106 da Revista Tennis View, da nossa sessão de psicologia, coordenada pelo Prof. Doutor Dietmar Samulski, um alemão que há muitos anos reside no Brasil, é especialista em psicologia esportiva, colabora com a Revista há anos e vem introduzindo uma nova maneira de pensar a vida e o esporte.

Desde o número 105, a “Life Coach,” Maria Teresa Guimarães vem colaborando também nas colunas e escreveu uma inspiradora coluna, que não pára de receber elogios, sobre um tema que está super na moda também nos EUA, o “Coaching de Vida.”

Nesta coluna, Maria Teresa, que buscou sua inspiração pelo mundo, inclusive na Índia, adapta todo o pensamento do “Life Coach,” para o tênis, mostrando que você pode jogar o tênis que você quer e contando que o “Life Coach” começou com um livro sobre tênis. Não dizem mesmo que uma boa parte do sucesso do tenista está na mente. So, what is on your mind?

A minha diz que é hora de deixar o computador um pouco de lado, por mais trabalho que se tenha e relaxar um pouco. Não chove em São Paulo. O frio intenso parece já ter passado e sei que uns amigos estão jogando tênis aqui do lado. Acho que vou pegar a minha raquete, uma Wilson bem antiga, mas que eu adoro, e me juntar a eles.

“Coaching de Vida

Jogue o tênis que você quer. Você pode!

Viva a vida que se quer viver

Realizei uma longa busca espiritual por diversos países, procurando encontrar uma forma de viver melhor, com mais consciência, mais paz e mais saúde. Depois de viver anos em um mosteiro na Índia; caminhar na brasa e ficar dias sozinha, sem água e sem comida, no alto de uma montanha no Chile; permanecer por um ano em treinamento rígido no Uruguai e receber iniciação espiritual de três diferentes tradições, percebi, dentre outras coisas, que nós, seres humanos, temos a capacidade de criar a vida e a circunstância que desejamos. Somos responsáveis pelo que pensamos, pelo que elegemos como foco de nossa atenção e pelo que criamos a partir de nossas escolhas.

Não aprendemos que somos criadores, ao contrário, sempre acreditamos que são as circunstâncias externas que governam nossas vidas e assim dependemos do fator sorte, na genética, na conta bancária, na geografia, na classe social, e em muitos outros aspectos que compõem a nossa existência.

E assim vamos vivendo, sem nos saber criadores. E vamos criando uma vida que muitas vezes não nos agrada, um trabalho que não faz sentido, um corpo que não apreciamos, uma carreira que nos rouba energia e vamos nos tornando uma pessoa que não admiramos.

E o mais incrível é saber que a mesma energia que utilizamos para criarmos uma vida que nos desagrada, pode ser usada para criar uma vida admirável, que nos alegra, que inspira e que contribui.

Aí vem a pergunta chave: O que precisamos para criar a vida que queremos?

Consciência do que queremos, conhecimento a respeito do caminho e dos recursos necessários para trilhar a direção escolhida e ações coerentes com a escolha.

Quando olho para minha vida, e com certeza ao olhar para a sua, verá o exemplo das inúmeras criações, que chamamos milagres, coisas que a princípio pareciam impossíveis de serem alcançadas, e que com o tempo se manifestaram apenas como a realização natural de um forte desejo colocado em ação.

É disso que se trata o Coaching de Vida, um processo dinâmico de construir, de forma consciente, a vida que se quer.

Um processo para você se conscientizar dos motivos por trás dos seus desejos, dos valores e princípios que sustentam suas escolhas, das crenças que te limitam,  e te

impedem de alcançar o resultado desejado e das infinitas possibilidades de ação a cada momento.

É assumir completa responsabilidade pela própria vida e pelos resultados obtidos.

É aprender a estar atento aos pensamentos, às crenças, aos hábitos, às reações usuais, e a escolher o que está alinhado com o seu propósito mais elevado.

É descobrir o que importa para você, o que te inspira, o que te move, decidir não abrir mão de exercer o direito de expressar seus talentos e dons únicos e a não adiar o que é essencial.

Ninguém melhor do que Nadal para ilustrar esse post. Ele provou, com as vitórias seguidas, de Roland Garros a Wimbledon, que "basta querer." (Foto de Cynthia Lum)

E o que tem tudo isso a ver com o mundo do tênis?

Tem tudo a ver. Primeiro, porque o Coaching teve sua origem no universo do esporte, tendo sido uma das primeiras referências sobre o Coaching, o livro de Tim Gallwey, ‘O jogo interior do Tênis – The Inner Game of Tennis. Nesse livro, o autor analisa o que se passa no interior do jogador na hora do jogo do tênis e aponta o adversário que realmente importa, o adversário interior. Em segundo lugar, porque o Coaching, assim como o mundo esportivo, é sobre alcançar resultados, a partir dos recursos de cada indivíduo, aproveitando ao máximo o potencial de cada um.

Saber os recursos que tem, o que necessita para alcançar seu objetivo; conhecer as crenças que te inibem, que te limitam e te impedem de viver o seu sonho; traçar um

caminho para a sua realização e te apoiar ao longo do processo de se obter o que se deseja é a função de um Coach/Técnico, o profissional do Coaching.

O Coaching de Vida é indicado para todo aquele que deseja realizar uma mudança na vida, seja uma mudança de atitude ou direção, como um jogador que quer alcançar melhores resultados, um adulto que quer recomeçar a vida, um jovem que quer descobrir seus talentos ou um idoso que quer descobrir algo que dê novo sentido à sua vida.

A vida passa… decida… e viva a vida que você quer viver!”

Maria Teresa Guimarães trabalha com Dietmar Samulsky

Ela tem Com Certificação Internacional em Coaching, mestrado em Ciências do Esporte pela UFMG e se dedica a ajudar as pessoas a viverem uma vida mais saudável e feliz.

mteresa.lifecoach@gmail.com

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Nadal, um campeão que quer ainda mais

Com conquista em Wimbledon, ele supera McEnroe e Wilander, se iguala a Lendl, Agassi, Connors e já surge a questão. Será que ele pode superar Federer e se tornar o melhor de todos tempos?

É essa a pergunta que começa a ser levantada entre jornalistas, analistas e críticos do esporte.

Que louco é o tênis. Há um ano só se falava em Roger Federer. Era ele o grande nome do momento, tendo conquistado o Grand Slam ao vencer Roland Garros e em seguida ganhado Wimbledon. De Nadal, com os joelhos lesionados, só se comentava se ele conseguiria se recuperar para voltar a jogar o seu melhor tênis.

Até o fim de janeiro, quando Federer foi novamente campeão do Australian Open, era só do suíço que se falava. Com 16 títulos de Grand Slam, parecia que nada poderia impedí-lo de seguir conquistando Grand Slams como se estivesse jogando no quintal de casa.

Mas, veio a temporada de saibro e Nadal retomou o domínio do tênis como se nem tivesse ficado ausente do esporte por alguns meses se recuperando da lesão nos joelhos e como se nem tivesse sido eliminado antes das finais nos Grand Slams e Masters 1000 anteriores.

Nadal, bicampeão em Wimbledon (fotos de Cynthia Lum)

Desde meados de abril, com o Masters 1000 de Monte Carlo, só se fala em Nadal. E não é para menos. Só ele ganha. Dos últimos cinco grandes torneios disputados, os três Masters 1000, Roland Garros e Wimbledon, ele ganhou todos.

Por isso, com a conquista deste domingo em Wimbledon, vencendo Tomas Berdych por 6/3 7/5 6/4, para chegar ao seu oitavo título de Grand Slam, começam a surgir as perguntas se Nadal superará Federer em números de títulos de Grand Slam.

Comemoração típica do espanhol

O oitavo troféu o colocou a frente de nomes como John McEnroe e Mats Wilander e entrou para a companhia de Jimmy Connors, Ivan Lendl e Andre Agassi.

Rotulado de tenista do saibro no início da sua carreira, este já é o segundo título de Wimbledon do espanhol, que tem também um do Australian Open. E é a segunda vez que ele vence na Inglaterra logo depois de ter sido campeão em Paris.

Um feito que antes parecia impossível, alcançado a última vez por Bjorn Borg, até que Nadal o fez em 2008, quando ganhou de Federer na final, se tornou a norma dos últimos três anos em Wimbledon. Nadal em 2008 e agora em 2010 e Federer, no ano passado, venceram o mais importante torneio de tênis do mundo, logo depois de ter ganhado Roland Garros. E Nadal ainda conseguiu a façanha erguendo os troféus dos dois Grand Slams sem perder nenhum set nas finais desta temporada. A última vez que isso aconteceu foi com Borg, em 1978.

Por isso, o próprio Nadal brincou na coletiva de imprensa do campeão, nesta tarde em Wimbledon. “Que louca é a vida. Não acontecia desde o Borg e agora nos últimos três anos os campeões de Roland Garros ganharam Wimbledon.”

Como explicar essa conquista, já que segundo os especialistas não há mudança mais drástica no tênis do que sair do saibro e ir para a quadra de grama e em tão pouco tempo. “Para mim se você quer alguma coisa, mesmo que seja difícil, você vai dar um jeito de conseguir. Acabou Roland Garros e no dia seguinte eu já estava treinando na grama. Aprendi que a temporada de grama é importante e que isso não é fácil, por isso coloco como um objetivo diário estar pronto para jogar aqui. Jogar na grama e neste torneio, o melhor do mundo, sempre foi um sonho e um objetivo de vida para mim. Eu também me movimento bem na grama e isso é fundamental. Mas estou sempre melhorando e querendo melhorar.”

Nadal com o oitavo troféu de Grand Slams

Com troféus de Roland Garros, Wimbledon e Australian Open, mais a medalha de Ouro Olímpica conquistada em Beijing, há dois anos, Nadal pode passar Federer, de certa maneira, caso venha a vencer o US Open, já que o suíço jamais ganhou medalha de simples nos Jogos Olímpicos. Feito alcançado por Agassi, que foi medalha de ouro nos Jogos de Atenas e completou o Grand Slam em 1999, ganhando Roland Garros.

Há pouco mais de um ano, quando entrevistei Nadal para a Tennis View, em Paris, antes de Roland Garros começar e ele ser eliminado naquele jogo de oitavas-de-final por Robin Soderling, ele já manifestara que seu grande objetivo era o US Open, o único Grand Slam que falta para ele e que por isso faria uma preparação específica para tentar vencer em Nova York. A lesão nos joelhos o privou deste timing em 2009, mas a afirmação dele nesta tarde de domingo em Londres de que “com certeza o US Open será o meu grande objetivo até o fim da minha carreira,” não deixa dúvidas de que o espanhol está para Federer, assim como Federer está para Borg e Sampras.

Não, não tivemos as épicas finais dos últimos dois anos como a entre Nadal e Federer, em 2008 e a entre Federer e Roddick, no ano passado, mas tivemos a certeza de estar vendo um daqueles momentos que começam a transformar um grande campeão em uma das maiores lendas da história do esporte.

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Magic Murray?


Dá para imaginar ser o único jogador britânico no País que sedia o mais importante torneio de tênis do mundo, no caso o seu próprio País? Este é Andy Murray.

O escocês, número quatro do ranking mundial, enfrenta Rafael Nadal nesta quinta-feira para tentar alcançar, pela primeira vez, a decisão de Wimbledon e acabar com a espera de 74 anos de toda uma nação, para ver um dos seus erguer a taça de campeão.

Como o próprio Murray diz, “essa história de quantos anos faz que um britânico não ganha um Grand Slam já virou piada entre os jogadores.” O último foi Fred Perry, em 1936.

Seria mais ou menos como o Brasil sediar a Copa do Mundo e o País estar sem ganhá-la há décadas. Imagina a pressão que sentiria a Seleção? Como se comportariam público e imprensa? Mas, com um diferencial. Murray é apenas um tenista e no futebol são, no mínimo 11 jogadores em campo.


Os britânicos gostam de tênis e como País sede de um Grand Slam, dão espaço para o esporte na mídia. Jornalistas ingleses seguem Andy Murray por onde quer que ele vá. E não são apenas um ou dois. Os repórteres dos principais jornais da Grã-Bretanha viajam para os torneios onde Murray estiver competindo.  Quando está em Londres, onde reside atualmente, sua vida é acompanhada pelos famosos tablóides britânicos. A separação da namorada Kim Sears, no ano passado, foi capa dos jornais ingleses. Agora juntos novamente, os jornais reportam até como convivem Kim e a mãe de Andy, Judy.

Durante as semanas que antecedem Wimbledon aumentam as matérias nos jornais e a discussão se Murray será capaz de enfim ganhar um Grand Slam se torna conversa de bar. Assim como Guga quando vivia seu auge, outdoors do escocês, com seus patrocinadores, estão espalhados por todo o País.

Dunblane, a cidade natal do tenista, na Escócia, já está recebendo jornalistas que acompanharão a semifinal por lá.

Mais desacreditado do que nos últimos anos, quando este Wimbledon começou, sem ter conseguido nenhum resultado expressivo nos últimos meses, desde o seu vice-campeonato no Australian Open, em janeiro, Murray conta agora com toda a nação na torcida. Com a Inglaterra eliminada da Copa do Mundo, as atenções se voltam ainda mais para ele.

Mas, Murray parece não se incomodar. “Já estou acostumado e faz parte do dia a dia. Mas, quando estou em quadra, especialmente na quadra central, não sinto nada disso, sinto uma paz, uma tranquilidade,” declarou ele.

Acostumados com o sempre solícito Tim Henman, os jornalistas ingleses reclamam da dificuldade que é trabalhar com Murray. Não tem qualquer acesso a sua equipe técnica. Seus treinadores e preparadores físicos são proibidos de dar entrevistas. “Assim fica difícil trabalhar, saber mais do Andy e acho que até ajudaria ele se pudéssemos conversar com os técnicos também. Conseguiríamos mostrar mais quem é Andy Murray e explicar melhor algumas de suas derrotas e seus altos e baixo,” diz um jornalista do “The Telegraph.”

Mas Murray não se importa com as reclamações. É o que escolheu, se sente melhor assim e é desta maneira que diz querer continuar procedendo.

Com opiniões firmes, sem se preocupar muito mesmo com o que pensa o público, afirmou, antes da Copa do Mundo começar, acreditar ser a Holanda a favorita ao título.

Diferente da maioria dos tenistas escolheu uma agência de marketing especializada em celebridades, a 19 Entertainment, a mesma de David Beckham, para gerenciar a sua carreira. A foto dele no portfólio da empresa foge do comum, com ar de modelo, em vez de tenista.

De Beckham ele recebe constantemente mensagens de apoio e costumam participar de campanhar publicitárias juntos, como foi o caso da campanha para erradicar a Malária. Assim como Beckham, Murray também é patrocinado pela adidas.

E assim como Beckham, Murray recebe tratamento especial da Realeza. A Rainha Elizabeth II esteve em Wimbledon pela primeira vez depois de 33 anos para ver Murray jogar. Quantos tenistas tem a Realeza na sua torcida, no maior torneio do mundo?

Andy Murray tem.

O que Murray e a torcida esperam é que ele consiga ir além. Consiga primeiro passar por Nadal – ele perdeu para o espanhol em 2008, em Wimbledon, mas afirma estar muito melhor preparado – e depois ganhar o título. A expectativa começa a ficar grande novamente, da mesma maneira que na sua primeira final de Grand Slam, há dois anos, no US Open, em que perdeu para Federer. Derrotado, foi desculpado. Era inexperiente, era a sua primeira final de Grand Slam. Veio a segunda, no íncio deste ano, no Australian Open, contra o mesmo Federer. Murray não se superou. Perdeu da mesma maneira que em Nova York e desta vez, será que ele vai conseguir fazer mágica em Wimbledon?

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Middle Sunday e os objetivos de Nadal

Para quem está acompanhando Wimbledon de longe, ter um dia de folga no meio do torneio parece a coisa mais estranha do mundo. Nós que estamos acostumados a acordar e ligar a televisão para ver como estão os jogos, sentimos que tem alguma coisa faltando.

A grama precisa de cuidados

Mas, a grama precisa descansar e sempre que possível, quando não chove muito – e a chuva passou longe de Wimbledon nesta semana – o All England Club fecha as quadras no domingo, o chamado Middle Sunday, para um descanso.

Mas, nada de folga para os jogadores.

Para os tenistas é mais um dia no campeonato. Claro, um dia diferente, sem o público e sem outros jogos pelo complexo, uma outra atmosfera em que as quadras de treino do Aorangi Park são mais disputadas do que nunca.

Os tenistas aproveitam o dia para se recuperarem, treinarem, ou no Aorangi Park, local das quadras de treino dentro do AELTC, ou nas quadras que ficam em frente ao complexo. Nada de passeio por Londres. Quem está hospedado no Wimbledon Village fica por lá mesmo, curtindo um dia sem o stress da competição, mas de olho na segunda-feira mais competitiva do tênis mundial.

Sem jogos no domingo, todas as partidas de oitavas-de-final, masculina e feminina são realizadas na segunda-feira.

Clijsters x Henin; Djokovic x Hewitt; Sharapova x S. Williams; Murray x Querrey; Federer x Melzer; Mathieu x Nadal e por aí vai…

É um dia e tanto para o tênis mundial.

Quem aproveita mesmo o dia de folga é o pessoal que está trabalhando no torneio. Staff, jornalistas, fotógrafos, entre outros, se necessário fazem um breve registro do que está acontecendo pelo torneio e se dirigem para o Centro de Londres, algo que raramente conseguem fazer na primeira semana do campeonato.

Entre os assuntos mais comentados pelos jornalistas, no sábado em Wimbledon, Rafael Nadal se destacou.

Ele precisou de cinco sets novamente para avançar – deopis Haasse ganhou de Pretzchner em cinco sets -, mostrou sentir dores no joelho e já anunciou que para se preservar para a temporada de quadras rápidas americanas não defenderá a Espanha, nas quartas-de-final da Copa Davis, contra a França, na semana depois de Wimbledon.

Mais experiente, o espanhol está escolhendo mais onde competir, para render o seu melhor nos Grand Slams.

Por coincidência, recebo neste fim de semana a coluna de Emílio Sanchez que deveria ter sido publicada na edição 106 da Tennis View. Mas, por falhas de comunicação virtuais, não chegou a tempo.

O capitão da Copa Davis na conquista de dois anos atrás, ex-número um do mundo de duplas, sete de simples e proprietário de uma das mais renomadas academias de tênis do mundo, Sanchez analisa como Rafael Nadal conseguiu dar a volta por cima e reconquistar a coroa de campeão em Paris.

Nadal deu a volta por cima em Paris e está se preservando para os Grand Slams

“O retorno de Rafa Nadal

Quero aproveitar este momento para falar de Rafa Nadal. Exatamente um ano após seu último triunfo em Roma em 2009, seguida da perda da final de Madri para Federer no mesmo ano, Nadal começou o seu calvário pessoal, perdendo em Roland Garros e terminando o ano com três derrotas consecutivas no Masters de Londres.

Nadal, o jogador com a melhor cabeça do circuito, tinha se tornado vulnerável. Seria capaz de dar a volta por cima? Para voltar a vencer, o que deveria fazer?

Ele deveria voltar a trabalhar os fundamentos de seu jogo, tornar-se mais agressivo e, sobretudo, recuperar a confiança. Assim como só os campeões fazem, passou um fim de ano duro, de muito trabalho, recordando da base de seu jogo para se livrar dos vícios que com o tempo tinha adquirido como a direita da frente e do movimento que permite que ele contra-ataque os adversários com muitas opções.


Ele começou a competir novamente no circuito e os resultados não surgiram, mas foi, insistiu, trabalhou ainda mais e foi paciente. Ele sabia que sua chance viria nos torneios de saibro. E assim foi. Nadal dosou seu calendário e deixou de jogar alguns torneios menores antes de Roland Garros, como Dubai e Barcelona, e concentrou-se nos grandes. Assim vieram as vitórias em Monte Carlo, Roma e Madri.

Finalmente chegou ao seu jardim, que lugar especial que alguns como Rafa, minha irmã Arantxa – Sanchez Vicário – ou o nosso Guga Kuerten parecem estar em casa: Roland Garros. Aliás, aproveito esta oportunidade para mencionar o quão emocionante foi a homenagem feita a Guga, nesta edição. É espetacular o carinho e apreço das pessoas e reconhecimentos pelo que Guga deu ao torneio. Abraço, Guga!


Mas, de volta para o guerreiro Rafa Nadal, que estava um pouco nervoso em Roland Garros, mas mesmo assim estava eliminando um por um dos seus rivais que apareciam pelo caminho. É interessante notar que o confronto contra Bellucci foi um dos mais duros.

Vamos Thomaz, o futuro é seu!

Rafa continuou a avançar. Nas quartas de final teve um obstáculo difícil, Almagro, mas em dois tie breaks Rafa mostrou do que é capaz, trazendo a tona seus melhores golpes. Mais uma vez, volto a mostrar a minha sincera admiração e respeito pelo nosso guerreiro Rafa Nadal.”   Emilio Sanchez Vicario

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Nadal e Soderling – O jogo do presente x o jogo do futuro

Soderling (Cynthia Lum)

Enquanto a final feminina entre Stosur e Schiavone não começa aproveito para colocar aqui no blog uma análise interessante que li sobre o que vamos assistir nesta decisão masculine de Roland Garros entre Rafael Nadal e Robin Soderling, já que ontem, entre tantos eventos e reuniões em Paris, não deu para falar sobre as semifinais.

Quem faz a análise sobre o tênis do futuro é o campeão de Roland Garros de 20 anos atrás, Andres Gomez. “O Soderling, assim como o Berdych tem o jogo do futuro. É o tênis que tem que ser jogado para tentar ganhar do Federer ou do Nadal,” disse ao jornal L’Equipe, o equatoriano que derrotou Andre Agassi na final em 1990.

Andres Gomez, campeão de Roland Garros há 20 anos, está em Paris. Ele esteve na homenagem do Guga e está jogando o torneio das Lendas (Cynthia Lum)

Gomez, que tem um filho que está jogando o circuito profissional – torneios Futures – Emílio, está em Paris há vários dias, acompanhando os jogos e disputando o torneio das lendas ao lado de John McEnroe (ganharm de Nystrom e Wilander hoje por duplo 6/2).

“O Soderling é alto (1,93m), os golpes partem do alto, com uma super potência.”

Para Gomez, além de Soderling e Berdych que jogam desta mesma maneira, há outro jogador que não pode ser esquecido no quesito tênis do futuro: o argentino Juan Martin del Potro, campeão do US Open, no ano passado, derrotando Federer e do Ernest Gulbis, que ganhou do Federer há poucas semanas.

Talvez por essa semelhança no estilo de jogos, a semifinal entre Soderling e Berdych (Soderling d. Berdych 6-3 3-6 5-7 6-3 6-3) tenha sido disputada mas sem oferecer um espetáculo ao público. “Tenho medo que se todos começarem a jogar assim, o tênis masculino fique como o feminino, com todos jogando iguais e fique chato,” escreveu o também campeão de Roland Garros, Mats Wilander, em sua coluna.

E o que podemos dizer do Djokovic? “Se ele quiser continuar evoluindo, subir de nível, vai precisar ter um golpe matador, seja o saque ou a direita para machucar o adversário,” analisa Gomez.

Para Gomez, o jogo de Melzer, que perdeu para Nadal por 6-2 6-3 7-6(6) ontem, é o tênis do passado, da “época em que eu jogava.”  Já o tênis do Nadal é o tênis atual. “Porque ele ainda ganha muitos títulos, muito mais do que os outros.”

Patrice Dominguez, Diretor Técnico da Federação Francesa de Tênis e comentarista da France 2 afirmou ainda, durante a partida entre Soderling e Berdych, que o jogo de tênis está evoluindo, mas que para ter sucesso jogando no estilo deles é preciso ter um grande físico e muita coragem. “Há uma grande diferença entre dizer o que tem que ser feito e fazer o que realmente é preciso. O Almagro, nas quartas-de-final, tentou, mas não conseguiu.”

Toda essa coragem, segundo os especialistas, no caso de Soderling, vem do seu técnico Magnus Norman, vice-campeão em Roland Garros há 10 anos, quando perdeu a decisão para Guga.

“Acompanhei e trabalhei com o Soderling, de perto, durante alguns anos quando era o capitão da Copa Davis da Suécia e fui percebendo a transformação nele desde o início do trabalho com o Norman. Ele disse desde o início que se o Robin não mudasse de attitude, não trabalharia com ele. É todo um trabalho mental. O Robin não perde jogos hoje em dia que perderia antes, ele se sente beneficiado por ter o Norman, um cara que já esteve lá e que sabe onde ele quer chegar, ao seu lado.”

Confiança à parte, é o tênis força começando a imperar no circuito.

E quem será mais forte no domingo? Nadal ou Soderling?

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