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Você não precisa de ticket para o Arthur Ashe Stadium para aproveitar o US Open

Tem coisa mais complicada do que escolher que tipo de ingresso comprar para um Grand Slam, especialmente se você nunca esteve em algum deles? Ground pass? Arthur Ashe? Day session ou night session? Louis Armstrong? Que dia? Nestes primeiros dias de US Open, um Ground Pass é valiosíssimo. US Open tickets

O Ground Pass, custa U$ 66 nos primeiros dias, te dá direito a entrar em todas as quadras, menos na central.

A quadra principal só tem 5 jogos por dia e como as maiores estrelas entram em ação no Arthur Ashe, nas primeiras rodadas costumam ser contra jogadores mais fracos e consequentemente os jogos não são dos mais interessantes. Vale por ver um número um do mundo, um campeão de Grand Slam em ação e entrar na maior quadra de tênis do mundo.

Estes tenistas tops, como Federer, Nadal, Serena, Murray, Djokovic, entre outros, treinam normalmente nas quadras P1 a P5, todas em que os fãs podem ficar olhando!

Ou seja, não é necessário ter um ingresso para o Arthur Ashe Stadium, para vê-los. Se tivesse que escolher entre o ground pass e a quadra central, nestes primeiros dias de Grand Slam, iria só de Ground Pass.

Dá par aver 50 jogos em Flushing Meadows e em quadras menores, com melhor atmosfera ainda do que na gigante Arthur Ashe.

Hoje resolvi dar uma de turista e até à noite, só entrar no Arthur Ashe para ir na sala de imprensa ou na sala dos jogadores.

Bryans

E olha o que eu consegui assistir – pelo menos por alguns minutos.

Evans ganhar do Tomic e os ingleses vibrarem com a vitória da surpresa britânica sobre o bad boy australiano.

Deu para ver também que ainda falta um caminho a ser percorrido por Eugenie Bouchard para ela começar a desafiar as grandes jogadores, depois da derrota para Kerber.

Quase não cheguei a tempo de ver Ana Ivanovic arrasar Dulgheru na quadra 2. Peguei uns games do jogo da Lisicki, a vice-campeã de Wimbledon, que ganhou da argentina Ormaechea.

Vi também uns games do Gasquet ganhando do Stephane Robert e da ex-campeã do US Open, Svetlana Kuznetsova, vencendo Shuai Peng.

Around the Grounds

Acompanhei o 3º set do jogo em que Jack Sock, um desses novos garotos americanos, garantindo vaga na 3ª rodada, ao derrotar Maximo Gonzalez.

Ah, vi uns 3 games da campeã de Wimbledon de 3 anos atrás, Petra Kvitova, que ganhou da Jovanovski.

Dei também uma olhadinha no jogo dos Bryans – vitória e na Kirilenko ganhando da Larcher de Brito, a portuguesa que derrotou Sharapova em Wimbledon.

Antes de começar a escrever este post, ainda dei uma passadinha na Louis Armstrong, pra ver uns games da campeã do Australian Open, Victoria Azarenka, contra a canandense Wozniak.

Vou voltar na mesma quadra, mais tarde, para ver Isner contra Monfils.

Quando a noite cair, vou subir as escadas rolantes e entrar no Arthur Ashe. O jogo do Rogerinho, o Dutra Silva, contra Nadal é a atração noturna. O do Roger, Federer, contra o espanhol, só nas quartas-de-final.

PS – e mesmo para a final, se você não tiver um ingresso para entrar no Arthur Ashe, vale o passeio até Flushing Meadows. Os ground passes serão vendidos a U$ 25, haverá telões pelo complexo todo e muito entretenimento, desde as 12h.

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Grande Rogerinho “Espero que o pessoal tire de cabeça que só jogo no saibro”

Rogerinho foi grande hoje no US Open. O “Little Roger,” marcou mais uma vitória para ficar na história da carreira, vencendo o canadense Vasek Pospisil, salvando sete match points, por 4-6 3-6 7-6(9) 6-2 7-6(10). De presente, vai enfrantar Nadal na próxima rodada e o objetivo principal é “desfrutar”do momento.

us open new york

Quem desfrutou da vitória do Rogerinho fui eu. Finalmente consegui assistir um jogo neste US Open, ou melhor meio jogo. Quase não acreditei quando cheguei na quadra 14 e não havia um lugar para sentar e praticamente tive que ficar nas pontas dos pés para conseguir assistir o jogo.  (A partida começou ontem, mas foi interrompida pela chuva – Rogerinho perdia por 2 sets a 0 quando iniciou uma reação no terceiro set, com o canadense com um break acima. Venceu o 3º no tie-break por 11/9 e ganhava de 4/0 no quarto set, com Pospisil sentindo cãibras no corpo inteiro.  Mais um game e o canadense provavelmente teria desistido. Mas, veio a chuva e o jogo foi interrompido para continuar hoje.)

Com o sol queimando, bem diferente do vento e da temperatura mais amena que fazia ontem, o público sentava e levantava das arquibancadas de metal e alternava entre aplausos e gritos para Rogerinho – os brasileiros continuam comparecendo em peso ao US Open – e gritos e de Go Vasek.

Rogerinho e Pospisil alternavam boas jogadas, algumas incríveis do brasileiros, com erros fáceis, provavelmente devido ao desgaste mental de uma partida com duração de dois dias e que esteve perto do fim na segunda-feira, antes de ser interrompida, para os dois tenistas.

Mas, Rogerinho foi um pouco mais forte mentalmente. Aguentou até o fim. Ficou lá, no jogo, concentrado, tentando a vitória até o último momento. Viu o canadense, 40º do ranking mundial e semifinalista do Masters 1000 canadense, ter mais cinco match points – teve dois ontem – e não se entregar. O resultado foi a vitória, uma ovação em quadra, o público de pé para o brasileiro lutador de 29 anos que veio do qualifying. E pelo terceiro ano seguido a passagem à terceira rodada do US Open.

Pouco depois da partida encontrei o Rogerinho no “Media Center”e batemos um bom papo sobre o jogo, a quadra rápida e o Nadal!

O jogo

O jogo mexeu muito com o mental. Foi um jogo totalmente atípico. Tinha salvado 2 match points no 3º set. No 4º ele sentiu o físico. A hora que ele ia desistir do jogo começou a chover, mas o cara lá de cima sabe o que faz. Fui dormir tranquilo. Venho trabalhando duro e se fosse para ganhar – salvei mais cinco match points depois – e passar para 2ª rodada e enfrentar o Nadal ia acontecer. Acordei hoje disposto a trabalhar de novo e fui gratificado com a vitória.”

us open flushing meadows dutra silva

O ambiente na quadra 14

“ Acho muito legal isso. Grand Slam é outra energia. Tinha muito brasileiro me dando força, até uma galera querendo ser técnica e gritando: faz isso, faz aquilo e foi muito bacana. Peguei essa energia. Eu gosto muito disso, gosto dessa gritaria, que nem Copa Davis.  É uma energia muito boa. Sou um cara que jogo bem com isso. Estou muito feliz.”

Melhor Grand Slam da carreira US Open e não Roland Garros

“Espero que o pessoal tire um pouco isso da cabeça que o Rogerio Dutra Silva só joga no saibro. Já ganhei torneio na quadra dura, é o 3º ano na segunda rodada do US Open. Espero que o pessoal lembre um pouco que eu mudei um pouco o meu estilo de jogar e hoje estou conseguindo jogar em alguns tipos de piso diferente. Venho trabalhando para isso. O pessoal vem me ajudando – ele está aqui com João Zwetsch e Paulo Santos – com isso também, na parte física e mental, para poder jogar em todos os tipo de quadra.”

Nadal

“O principal vai ser o foco, respeitando ele desde o começo, desde agora na verdade, mas tentanto fazer o meu melhor, tentando ficar focado. Não tenho nem o que falar. O cara já ganhou não sei quantos Grand Slams.Estou animado, feliz. A responsabilidade de vitória é dele. Vou tentar fazer o meu melhor.”

Sorte ou azar?

“Acho que vai coroar a minha carreira. Jogar contra esses caras, vai ficar marcado. Vou tentar desfrutar de enfrentar o Nadal desde agora até depois do jogo.”

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Mesmo ausente, Nadal é sucesso de vendas no US Open

Rafael Nadal não está em Nova York, aliás está bem longe, em Mallorca, se recuperando de uma lesão no joelho. Mas, nem por isso foi esquecido pelo público. Os produtos que levam o seu nome fazem tanto sucesso no US Open, quanto os do número um do mundo, Roger Federer e que está jogando pelo sexton título em Flushing Meadows.  

 

Fui fazer a minha tradicional visita à loja do torneio e aos quiosques de vendas do US Open e fiquei chocada com o tamanho das filas para entrar na US Open Collection e para chegar perto do balcão do quiosque da Nike.

 

Com medo de mim mesma, saí da sala de imprensa sem carteira. Fui com a câmera e o bloquinho na mão. Foi a desculpa que precisava para conseguir furar a fila.

 

No quiosque da Nike, a fila anda mais rápido. São menos mercadorias. Um lado é dedicado aos tênis e à roupa oficial de jogo de Federer, o maior fica com as camisetas VAMOS RAFA, ADVANTAGE RAFA, e ADVANTAGE, FEDERER ,PERFECT, LOVE RAFA, FED NYC, em todas as suas variações, masculina e feminina; E o outro tem as roupas das mulheres, com destaque para as linhas da Serena Williams e Sharapova.

 

A maior fila, claro, se concentrava na parte das camisetas. Consegui conversar com os vendedores e todos disseram que Nadal estava vendendo tanto quanto Federer e que a ausência do espanhol, não estava influenciando nas vendas e que inclusive alguns tamanhos das camisetas de Nadal já estavam esgotados. Para falar a verdade, vi mais gente pelo torneio usando Vamos Rafa, do que algo do Federer.

Para mim, essas camisetas, que custam entre U$ 30 e U$ 35 (R$ 60 e R$ 70) são a lembrança mais legal do US Open.

Mas, quem sabe um outro dia. Fui, ainda bem, sem carteira. Com um sobrinho chamado Rafael e familiares adeptos do tênis, teria sido o primeiro desfalque do torneio.

 

Consegui sair do meio da multidão – aproximadamente 62.000 pessoas estiveram em Flushing Meadows neste domingo de feriado de Labor Day (dia do trabalho) – fui para a US Open Collection, a mais nova do complexo, embaixo do Heineken Red Star Café.

 

Também tive que dizer que não ia comprar nada para conseguir entrar sem pegar a enorme fila.

 

A entrada da loja é pelas roupas infantis, todas uma gracinha, mas com preços exorbitantes. O bichinho de pelúcia do US Open (U$ 25) custa mais caro do que o da FAO Schwarz (U$ 16).

Até aviãozinho com logo do US Open (U$ 25), by Emirates Airlines e patinho com raquete de tênis (U$ 10) para brincar na banheira, estavam vendendo para as crianças.

 

De lá fui para a sessão feminina. A blusinha que mais gostei, uma sem manga, branca, com um loguinho do US Open, custava U$ 38. E o agasalho, pink com preto, lindo, saía por U$ 110. Esse nem se tivesse trazido a carteira teria levado.

Perguntei para o vendedor que item estava fazendo mais sucesso e ele logo respondeu. As camisetas vermelhas e a com o pôster do US Open, pelo valor de U$ 33. Achei que não fosse ter saída.

 

Os bonés que sempre fazem sucesso, custam ou U$ 29 ou U$ 30.

 

Antes de chegar ao vestuário masculino, passei por uma estante com bolsas, chaveiros, copos, agendas, bloquinhos e encontrei o item mais barato da loja, uma Eco Bag, com o pôster do US Open 2012, por U$ 5.  O chaveiro com a réplica do trofeu do US Open custa U$ 15.

 

Enquanto andava para o lado das camisetas masculinas, me deparei com o item mais caro da loja, uma malinha de viagens ou para levar ao clube, de couro, com o logo do US Open, por U$ 200.

 

Meu item favorito entre as roupas masculinas  foi uma  polo laranja. Mas, acho que nem quando eu voltar com a carteira vou levá-la. Custa U$ 88.  As camisetas masculinas, com desenhos de tênis e NY até que não estavam caras e tinha umas interessantes, por U$ 26. Todas mais baratas que as femininas.

 

Mas, mesmo com esse preço mais barato do que a média de coisas da US Open Collection, fico com VAMOS RAFA ou peRFect.

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