Tag Archives: New York Hotels

Rogerinho Dutra Silva sobe um importante degrau na carreira com vitória no US Open

Já estava querendo escrever um post sobre o Rogerinho desde que ele foi campeão em Campos, na MasterCard Tennis Cup, há pouco menos de um mês. Mas, emendando um evento no outro, nem sempre conseguimos fazer tudo e hoje, mesmo querendo que o meu dia tivesse 48 horas, Rogerinho merece essa dedicação.

A vitória dele hoje na chave principal do US Open – d. o qualifier Louk Sorensen (IRL) por 6/0 3/6 6/4 1/0 des. na quadra Grand Stand, a primeira vitória em um Grand Slam, na primeira participação que fez, entrando de lucky loser, foi especial. Mostrou, que independentemente do adversário ter um ranking bem inferior ao seu (o irlandês é o 618º e Dutra Silva o 114º), ele soube aproveitar a oportunidade e está na segunda rodada em New York. Dos 128 jogadores que começaram a disputa do torneio na 2ª feira, só 64 continuam vivos em Flushing Meadows e Rogerinho está entre eles e subindo um degrau bem importante na carreira. Resultado do trabalho que ele se dispôs a fazer, como ele mesmo contou quando estava em Campos, há dois anos. É fruto da mudança dele de São Paulo para Camboriú para treinar no Instituto Larri Passos e mudar de atitude, contar com uma estrutura mais profissional e também de ter alguém acreditando nele como o Larri. O próprio Larri chegou a me dizer “quando ninguém acreditava nele, eu acreditei.”

Rogerinho conta que passou por momentos difíceis, mesmo depois de já estar na academia do técnico Larri Passos, em que ele treinava, treinava e treinava e os resultados não vinham. Perdia em qualifyings de Challengers, ou em rodadas iniciais.

Faltava algo para ele subir alguns degraus e hoje ele subiu o maior deles, depois dos que ele vinha subindo nos últimos meses. Ganhou vaga e marcou vitória para o Brasil na Copa Davis. Foi avançando em torneios Challengers. Ganhou o maior torneio da carreira, em Campos, vencendo jogos duros, tendo que salvar match point e devolvendo o título ao Brasil depois de cinco temporadas com gringos no topo do pódio.

Agora foi oficialmente convocado para disputar o Pan de Guadalajara e depois de perder na última rodada do qualifying em Flushing Meadows, entrou na chave com a desistência de Robin Soderling, está na segunda rodada do maior torneio do mundo, bem próximo de entrar para o top 100. Ah e o próximo adversário é Alex Bogomolov Jr., 44º colocado no ranking mundial. Um russo naturalizado Americano, de 28 anos, que assim como Rogerinho, 27, está no melhor momento da carreira.

Tudo isso comprova que como sempre dizia o meu mestre Larri Passos, “não está morto quem peleia,” lembrando um ditado gaúcho. E que com trabalho, trabalho, trabalho e trabalho, você chega lá.

PS – fotos do João Pires

Enhanced by Zemanta

Leave a Comment

Filed under Uncategorized

Academia de McEnroe, em NY, supera expectativas e já tem lista de espera

McEnroe, na sua academia em NY
Há dois meses estive na recém-inaugurada academia de John McEnroe, em New York, no complexo Sportimes em Randall’s Island, a poucos minutos de Manhattan.

Dava para perceber no ar a empolgação dos envolvidos com o projeto e o comprometimento da família McEnroe, que tem como principal objetivo formar campeões.

Parece que esse sentimento se espalhou pela cidade. Hoje recebi um comunicado do assessor da academia, confirmando que já há lista de espera para treinar com a supervisão de John McEnroe. Já são mais de 400 alunos treinando na John McEnroe Tennis Academy, com idades entre 06 e 16 anos.

Um dos segredos do sucesso, de acordo com Mark McEnroe, irmão de John e Patrick e Diretor da academia, está na proposta de trabalho, que não prevê que as crianças deixem suas casas para treinarem e aposta na variedade de atividades para trabalhar a mente, além do tênis. Veja a declaração dele no comunicado que recebi hoje.

“Parents have told us that the balance we offer between tennis, fitness and encouraging kids to follow their educational goals, has made a big difference, and combined with a state-of-the-art facility, easy access from anywhere in the tri-state area  and our team of world class teaching professionals, we have a unique approach that we know will be successful over time.”

Bem, a minha visita, durante o US Open, virou uma matéria para Tennis View, publicada na edição 108, que reproduzo aqui e que mostra mais detalhes do complexo de John McEnroe.

John McEnroe que formar novos campeões 

Ele tem sete títulos de Grand Slam, foi número um do mundo, joga o Champions Tour, o World Team Tennis (WTT), é um dos comentaristas esportivos mais respeitados da televisão, é casado com Patty Smith, tem seis filhos e agora quer formar campeões.

Aos 51 anos de idade, John McEnroe inaugurou há dois meses a John McEnroe Tennis Academy, em Randall’s Island, a poucos minutos de Manhattan. Uma academia de tênis, em parceria com o grupo Sportimes, com o objetivo de ver o tênis renascer em Nova York, cidade onde ele nasceu, e formar campeões.

Sem um americano entre os top 10, pela primeira vez, desde 1973, a ideia de McEnroe ganha ainda mais força.

A academia não é simples, nem luxuosa. Tem 20 quadras de tênis, 10 de har-thru e 10 rápidas, espaço para montar arquibancadas provisórias, vestiários e sala de ginástica bem equipada. Há uma lanchonete, uma pro-shop e os escritórios.

As quadras todas podem ser cobertas, com o que eles chamam de “bubble,” para que os treinamentos não parem no inverno.

Há programas para todos os tipos de tenistas e idades. Desde aqueles que querem ter apenas meia hora de aula por semana, passando pelos que desejam alugar quadra, ou ter aulas em grupo. Os níveis de treinamento, excluindo o competitivo, variam do iniciante ao avançado, até o cardio tennis, com treinos específicos para adultos e para crianças com idades de 2 a 5 anos.

Para participar de qualquer um destes programas é necessário ser membro da academia e o título, individual ou familiar sai por U$ 500. O que varia são as taxas mensais que custam aproximadamente U$ 65 por pessoa. Adolescentes e jovens até 22 anos entram no programa Junior, em que o título sai por U$ 100. Os treinamentos custam entre U$ 3,6 mil e U$ 4,8mil, por 34 semanas.

Durante as férias há ainda o que eles chamam de “Summer Camps,” com clínicas semanais para diferentes grupos de crianças.

A academia fornece transporte de ida e volta do centro de Manhattan e não prevê hospedagem para os atletas.

“Não queremos transformar a academia em um centro como o do Nick Bollettieri. Não queremos que as crianças saiam de casa para treinar tão cedo. Elas devem ter uma infância e adolescência normal,” explica o Diretor Técnico, Gilad Bloom, um israelense, ex-profissional da ATP, que chegou a ser o 43º no ranking mundial e que McEnroe escolheu para implantar o sistema de treinamento.

A visão de John, que encarregou o irmão do meio, Mark, de administrar a academia, é de que as crianças e os jovens façam de tudo um pouco, até para desenvolver outras áreas da mente que depois possam ser úteis no tênis. “É uma maneira de evitar o burn-out,” diz Bloom.

“Essa academia é um sonho antigo do John,” conta o advogado Mark. “Muita gente tem dúvida se ele vai realmente estar presente, mas quando John se envolve em algo é sério e ele quer muito ver isso dar certo.”

As 728 crianças que participam do programa de treinamento da JMTA diariamente praticam algum outro esporte, podendo ser o futebol, baseball ou xadrez.  “Não queremos tenistas unilaterais. Eles tem que abrir a mente,” disse McEnroe à New Yorker, na inauguração do seu espaço.

O próprio John desenvolveu o seu tênis perto de casa, na extinta Academia de Port Washington, do australiano Harry Hopman, seu mentor e chegou a cursar um ano de tênis universitário, em Stanford, antes de optar pelo profissionalismo.

Com uma agenda atribulada, Gilad e Mark é quem tocam a academia no dia a dia. Mas, é John quem contrata os treinadores pré-selecionados por Bloom e está presente frequentemente para olhar os jogadores e bater bola com eles.

“O teste de admissão aqui é feito em quadra. O John bate-bola com os treinadores e depois joga um set com eles. Só depois decide se contrata ou não,” conta Bloom.

Entre os treinadores só há ou ex-profissionais de nível ou tenistas que jogaram tênis universitário em alguma faculdade da Divisão I da NCAA. “O nível de educação é importante,” ressalta o israelense.

“Quando John está em quadra com as crianças, nós usamos o cérebro dele. É a nossa missão, quando ele está aqui, de anotar tudo o que ele está observando e implantar nos dias que se seguirem, porque quando ele voltar, ele vai cobrar.”

Foi o próprio John que recrutou as crianças que ganharam bolsas de treinamento, em um dia inteiro de testes na JMTA.

Os grupos de treino são dividos em quadra, de acordo com o nível e idade, mas a base do método é a mesma, com ênfase na técnica, disciplina e experiência. “Não adianta você fazer 2 mil drills por dia e não jogar sets. Só jogando sets você vai fortalecer a sua mente.”

Entre tantas crianças que já estão treinando na academia, há uma que mais chama a atenção, o menino de 12 anos, Alex Kovacevic. “Os pais não queriam que ele fosse morar na Flórida ou no Texas e faziam questão que continuasse tendo uma boa educação,” relata Bloom.

“Se daqui a um tempo conseguirmos ter um top 10, estivermos encaminhando jogadores para o profissionalismo e para a universidade, teremos sucesso.”

(DG e NA)

Crédito das fotos: CameraWork e Tennis View

3 Comments

Filed under Uncategorized

In NYC, no meu 15º US Open – vitórias de Mello e Bellucci na estreia

Se New York é “the city that never sleeps,” é também a cidade que mais me dá a sensação de estar sempre correndo contra o tempo.

Não importa o quanto eu me prepare, me organize, me programe, estou a todo momento fazendo uma coisa e já pensando que deveria estar em outro lugar fazendo outra, mandando uma mensagem para alguém me esperar que estou chegando, correndo para não perder o horário do transporte e nesses primeiros dias de US Open, essa sensação se intensifica ainda mais.

Já comecei o dia quase perdendo o transporte de manhã para vir para o Billie Jean King National Tennis Center.

Acordei até antes do relógio despertar, mas era tanta coisa para trazer para a sala de imprensa – revistas, computador, todos os cabos, camera fotográfica, gravador, os papéis para poder pegar o transporte e retirar a credencial, telefone, carregadores, protetor solar- está um calor infernal aqui em Nova York –  os jornais para ler no caminho até aqui e por aí vai, que quase perdi o ônibus. Estava cada coisa em um lugar do quarto do hotel (nem preciso dizer que já baguncei o quarto inteiro).


Não consegui ler os jornais no ônibus, apesar do trânsito que pegamos para chegar de mid town até Flushing Meadows. O USA Today e o New York Times publicaram, cada um, um caderno especial sobre o US Open,  o que nunca tinha visto antes.

Deu só para folhear os dois e perceber que, além das inúmeras matérias, nas páginas de anúncio, quem mais aparece é o Federer. O Credit Suisse colocou anúncio de página dupla com o suíço no NY Times e a Mercedes-Benz, no USA Today.

Depois de pegar a minha credencial, – a minha 15ª aqui no US Open – deixar computador e todo o resto na sala de imprensa, fui direto para a quadra do Ricardo Mello e me deparei com outro grande poster do Federer, no meio dos “grounds” do torneio, junto a dois carros da Mercedes.

Chego na quadra e Mello está ganhando o primeiro set. Vence o primeiro, o segundo – com os amigos André Sá, Bruno Soares e Júlio Silva, no melhor NY Style na torcida – perde o terceiro e vence o quarto. Está na segunda rodada do US Open e vai enfrentar Juan Carlos Ferrero.


Volto para a sala de imprensa e daqui não consegui sair mais até agora.

Primeiro demorei para me adaptar à inovação tecnológica que colocaram aqui. Antes cada jornalista tinha uma televisão na sua mesa, com acesso a imagens de todas as quadras, canais, estatísticas, jogos online, entrevistas dos jogadores, etc.. Neste ano, substituíram a TV por um computador IBM Think Pad que dá acesso às mesmas imagens e informações  – e até mais eu acho – mas até conseguir me entender com a novidade perdi um bom tempo.

E aí, como é primeiro dia e além do trabalho habitual, é tanta gente para encontrar, cumprimentar, conversar, reunião para marcar, etc, que ainda estou aqui sentada na minha mesa e pelo jeito, por aqui vou ficar até o jogo do Bellucci começar.

Mas, como é NY, o que parece que vai demorar, provavelmente, vai começar sem eu nem perceber que estou há horas na sala de imprensa.

Em tempo. Termino o 1º dia de US Open, ou melhor, quase termino, com a vitória de Bellucci na estreia. Derrotou o americano wild card Smyczek por 3/0 – 6/4 7/5 7/6(5)  e está na 2ª rodada da competição. Enfrenta na próxima rodada o sul-africano Kevin Anderson.

Como acabei de perder o ônibus de volta p/ Manhattan, vou aproveitar para ver um pouquinho do pentacampeão Federer em ação.

Enhanced by Zemanta

Leave a Comment

Filed under Uncategorized