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Despedida de Gonzalez deixa tênis sul-americano ainda mais órfão

Quando o Nicolas Lapentti anunciou a aposentadoria dele do tênis, no ano passado, tive a sensação de uma grande perda para o tênis sul-americano. Afinal, era mais um tenista que esteve entre os o top 10, jogou o Masters, enfrentou os melhores do mundo, se despedindo das quadras e sem sucessores à vista (pelo menos, próxima).

Ainda não tinha parado para pensar muito no Fernando Gonzalez, até acompanhar online o jogo dele de despedidado ontem, no Sony Ericsson Open, contra o Mahut (perdeu por 75 46 76(3), assistir a linda homenagem feita pela ATP e relembrar na minha cabeça os grandes momentos do chileno.

Pouco a pouco os grandes nomes do tênis sul-americano que tiveram papel fundamental no circuito da ATP, no final da década de 1990 e durante os últimos 12 anos, vão deixando o tour.

Guga foi embora em 2008, Nico Lapentti, no ano passado, Gonzalez neste ano. Marcelo Rios já tinha dito adeus há muito tempo. Gaudio, Coria, Cañas, Zabaleta, Calleri, entre outros, também já não estão mais competindo.

Se houvesse uma renovação, o momento seria nostálgico mas com um futuro bom para a região adiante. No entanto, se tirarmos Juan Martin del Potro, hoje não temos um tenista sul-americano que consiga chegar longe nos maiores torneios do mundo.

Para uma América do Sul que já teve 4 top 10, ter apenas 9 top 100 a situação é preocupante.

Preocupa ainda mais não ver nenhum sul-americano brilhando no Banana Bowl.

Ídolos que são capazes de mexer com os corações de uma nação são raridade hoje em dia na nossa região.

Estive no Chile em algumas ocasiões quando Gonzalez estava no auge, no ATP de Viña del Mar. Presenciei a força da torcida chilena em diversos torneios pelo mundo e acompanhei com colegas jornalistas chileno o impacto que ele tinha – tem – no País, alcançando final de Grand Slam, enfrentando os maiores do mundo, jogando Copa Davis, ganhando medalha olímpica.

São lacunas de jogadores tops – Gonzalez chegou o a ser o 5º na ATP – que vão ficando vazias e que farão falta num futuro bem próximo. Sem falar, que todos esses jogadores – Guga, Lapentti, Gonzalez, Canãs – entre outros – são bons rapazes, figuras bem quistas em todo o circuito.

 

Para quem não viu ainda, tem o vídeo de homenagem que a ATP e os tenistas prepararam para Gonzalez na noite de quarta-feira, em Miami, exibido na quadra central do Crandon Park.

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Nico Lapentti se despede e com ele uma era de sucesso do tênis na América do Sul

Nicolas Lapentti anunciou nesta segunda, em Guaiaquil, a sua despedida do tênis profissional, em um coletiva de imprensa que contou com a presença não só de jornalistas, mas do irmão e também jogador Giovanni, da noiva Maria, dos pais, de amigos como o ex-jogador Luis Adrian Morejon, do técnico Raul Viver, o maior ídolo do tênis do País, Andres Gomez, entre outros.

Aos 34 anos, o equatoriano não conseguiu se recuperar de lesões e se dedicará agora a projetos para desenvolver o tênis no seu país. Ainda jogará uma partida de despedida, mas sem data e adversário definidos.

Um dos “grandes” do circuito, não apenas como jogador, mas como pessoa, das mais educadas, gentis, elegantes e boas que convivi, Nico deixará saudades, especialmente para o tênis da América do Sul, que cada vez fica mais órfão de ídolos.

Nico chegou ao auge da carreira no fim da década de 90 e início da de 2000. Alcançou a semifinal do Australian Open, em 1999, ganhou 5 títulos de ATP em simples, 3 em duplas, disputou Master Cup, chegou ao 6º posto no ranking mundial, e quebrou inúmeros recordes na Copa Davis. É o tenista que mais jogos ganhou em cinco sets, em toda a história e na América do Sul, em números de partidas vencidas na competição, só perde para Thomaz Koch e Edison Mandarino.

Liderados primeiro pelo chileno Marcelo Rios e depois por Gustavo Kuerten, Lapentti fez parte de uma era de sucesso para o tênis da América Latina. Jogou com Rios e Guga, aliás um de seus melhores amigos no circuito, desde os tempos de juvenil até a despedida do brasileiro do circuito em que participou ativamente de todos os emocionantes momentos, com toda a geração argentina, de Squillari a Del Potro, com o peruano Horna, com o uruguaio Filippini, com os herdeiros de Rios, no Chile, Massu e Gonzalez, com o paraguiao Delgado, um pouco com os colombianos Giraldo e Falla, entre outros.

Lapentti integrou um top 10 histórico na ATP, o último de 1999, em que três jogadores latinos, de distintos países ocuparam lugares entre os 10 melhores do mundo. Guga era o 5º, ele o 8º e Rios, o 9º.  Depois só mesmo os argentinos juntos conseguiram ter presença marcante no top 10.

A aposentadoria de Nicolas Lapentti marca mais uma força latina fora das quadras, depois de Guga já ter parado, Rios há algum tempo, Delgado tendo se despedido há pouco, assim como Horna. Gonzalez se recupera de uma lesão, argentinos novatos no circuito são poucos e atualmente o mais bem ranqueado é Nalbandián, o 21º, seguido por Mônaco (28º) e Bellucci (30º). Parece o fim de uma era. São apenas oito latinos no top 10. Três brasileiros (Bellucci, Mello e Daniel), quatro argentinos (Nalbandián, Mônaco, Schwank e Chela) e um colombiano (Cabal).

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