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De Wimbledon – The Championships

Comecei bem  o dia! Já estava tentando imaginar como andaria as 6 quadras para chegar ao metrô de Earl’s Court e depois faria a longa caminhada da estação de Southfields para Wimbledon, quando vi um carro do torneio na porta do hotel.

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Não me importo de pegar metrô e até gosto nestes eventos para ter um contato mais próximo com a cidade, mas carregando computador, cabos, adaptadores de tomada – claro que trouxe o errado, o da Austrália em vez da Inglaterra e tive que comprar outro -, camera fotográfica, livros – trouxe a biografia do Roger Federer que a Tennis View comercializa e cuja foto da capa é da nossa fotógrafa Cynthia Lum, que está aqui e ainda não tem o livro – e muitas revistas comigo, não estava gostando nada da ideia de sair por aí carregando todo esse peso.

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Foi um alívio saber que tinha reservado esse hotel oficial de Wimbledon por alguma razão. Ontem quando cheguei não havia nenhum aviso com horários de transporte e eu também não tinha visto nenhum jogador ou jornalista, ou cara conhecida. Já encontrei rostos familiares no café da manhã e foi uma maravilha o serviço de motorista porta a porta.

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Entrei no AELTC, em Wimbledon pelo portão 13, uma das entradas da imprensa, com o meu papel de confirmação da credencial.

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Depois de passar pela segurança – eles abrem todas as malas, bolsas, mochilas e seus bolsinhos, então imagina o quanto demorei – fui pegar minha credencial, no Press Center.

Encontrei minha mesa no segundo andar, me instalei e fui dar uma volta pelo complexo.

Fui direto para a “Center Court.” Ainda não havia visto com o teto retrátil – ele estava aberto – e é sempre bom para pegar um pouco do feeling do torneio.

Ao sentar na quadra central para assistir o jogo da Serena Williams contra a Aravane Rezai, apesar dela estar praticamente cheia, lembrei do que o Guga falou a primeira vez que jogou lá, contando que sentiu uma paz enorme naquela quadra.

E de fato, é essa a sensação mesmo e por vezes a de estar num filme dos tempos antigos. As pessoas todas vestidas elegantemente, os homens de terno e as mulheres de saias longa, a quadra de grama, as jogadoras todas de branco, remetem de alguma maneira ao passado. Mas, ao ouvir o ploc da bolinha saindo das raquetes das jogadoras e sentir a força com que elas batem, você logo lembra que está no presente.

Da “Center Court,” dei uma andada pelas quadras que estão mais perto da sala de imprensa, passei pela banca de jornal para comprar os jornais do dia, dei uma rápida entrada na “Wimbledon Shop,” só para ter uma ideia do estrago na hora em que for de fato comprar lembrancinhas para as crianças e me encontrei com a Mirka (Federer). Ela estava comprando meias com desenho de morango para as gêmeas – Myla Rose e Charlene Riva.

De volta a sala de imprensa – aliás acabo de reparar que estou sentada entre as fotos de Billie Jean King e de Arthur Ashe, campeões em 1975, vou procurar onde estão as da Maria Esther Bueno – , pausa para o almoço por que daqui a pouco tem Ricardo Mello e o tão falado jogo entre Isner e Mahut, não na quadra 18, mas na quadra 3, inaugurada ontem, no lugar da quadra 2, que era conhecida como “cemitério dos campeões,” por sempre ter zebras.

Mais tarde tem continuação!

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À caminho do US Open – NYC / On the way to the US Open Tennis

Já estou no aeroporto, quase embarcando para mais uma viagem, mais um torneio, mais um US Open, um dos meus eventos favoritos da temporada, em New York City.

Check in feito, fila da Polícia Federal passada, amigos encontrados, ligo o computador na sala vip e vejo uma ótima notícia para o tênis brasileiro. Mais um tenista do País estará na chave principal do ultimo Grand Slam do ano.

Júlio Silva derrotou o francês Nicolas Mahut, aquele que disputou o jogo mais longo da história do tênis contra John Isner, em Wimbledon, perdendo por 70/68 no quinto set, e passou o qualifying. Julinho venceu Mahut neste sábado sempre de muito agito no US Open, o sábado do Arthur Ashe Kid’s Day, por 6/4 3/6 6/3 e se junta a Thomaz Bellucci e Ricardo Mello no main draw, que inicia nesta segunda.

Antes de começar a postar direto de Nova York reproduzo aqui o texto de abertura do torneio que escrevi para a Tennis View, fazendo uma comparação da cidade com o torneio, e dos jogadores com os símbolos principais da Big Apple.

Quando escrevi a materia, o atual campeão, Juan Martin del Potro e a norte-americana Serena Williams ainda não havia anunciado a desistência de jogar o torneio.

Nadal quer conquistar o Grand Slam em Nova York

Cidade globalizada reflete a alma do circuito e dos jogadores

O US Open, o maior campeonato de tênis do mundo, começa nesta segunda, dia 30 de agosto. Nas últimas semanas, com certeza você ouviu falar muito de tênis.

Desde que criaram o Olympus US Open Series, há sete anos, com o objetivo de divulgar ainda mais o esporte pelos Estados Unidos e Canadá, com 10 torneios, entre os masculinos e os femininos, rumo a Nova York, o esporte ganhou mais horas de transmissão na televisão, os jogadores mais exposição na mídia, seja espontânea ou com comerciais de TV e outdoors, novos patrocinadores surgiram e mais premiação ainda passaram a receber os tenistas.

Neste ano, a USTA criou ainda outro evento para gerar “antecipação,” ao US Open. Pela primeira vez realizou um pré-qualifying, com início em abril e que terminou no fim de julho. A competição foi aberta a todos. Quem quisesse jogar, poderia se inscrever. Mais de 1500 tenistas participaram, do Havaí até Nova York, em play-offs estaduais e os campeões foram decididos durante o ATP de Atlanta e o WTA de Stanford. As finais tiveram transmissão ao vivo da ESPN, nos Estados Unidos, os jogos tinham resultados ao vivo na internet e os tenistas que chegaram às finais ganharam grande cobertura da mídia e tudo isso para ganhar uma vaga no qualifying do US Open.

A batalha para se chegar a uma vaga na fase classificatória do US Open é comparável a de uma pessoa tentando a vida em Nova York. É preciso superar adversidades, suportar o caos e a agitação para triunfar na Big Apple.

Todos os eventos que antecedem o Grand Slam americano dão ao espectador essa sensação e fazem o público sentir a energia da metrópole mais vibrante do mundo.

Se pudéssemos fazer uma comparação entre os tenistas e os lugares emblemáticos de Nova York, o atual campeão, o argentino Juan Martin del Potro, apelidado de a Torre de Tandil, e que derrotou Roger Federer na final de 2009, seria aquela imagem que se tem do Top of The Rock, do Rockfeller Center. E na decisão do ano passado ele precisou de toda sua energia para vencer por 3/6 7/6(5) 4/6 7/6(4) 6/2 e chegar ao topo, vendo toda Manhattan de cima.

Ainda se recuperando de uma lesão no punho, Del Potro pode nem chegar a ver o Empire State neste ano. Sua volta ao circuito ainda não está confirmada.

Bicampeã do US Open, tendo vencido em 2005 e no ano passado, quando estava retomando a sua carreira, a belga Kim Clijsters, poderia ser facilmente vista na famosa loja Toys ‘R Us, da Times Square, com sua filha Jada, na roda gigante. A imagem de Clijsters com o troféu e a filha na quadra central de Flushing Meadows, logo após a vitória sobre a dinamarquesa Caroline Wozniacki, por 7/5 6/3, rodou o mundo.

Único Grand Slam que falta na sua carreira, Rafael Nadal, espera poder repetir os gestos de vibração, com os punhos cerrados em Nova York e posar para a foto de campeão ao lado do touro mais famoso de Manhattan, o de bronze que fica em Wall Street, para se igualar a Federer e Andre Agassi, os jogadores que completaram o Grand Slam na Era Aberta.

Desde a vitória em Wimbledon ele deixou claro que o grande objetivo para o segundo semestre era conquistar Nova York.

Cinco vezes campeão do US Open, Roger Federer tentará o sexto título como uma maneira de provar para si mesmo que ainda tem determinação e vontade suficientes para continuar vencendo os maiores torneios do mundo. A referência para ele pode ser o elegante Metropolitan Museum e suas obras de arte, para buscar inspiração e executar os seus mais belos golpes.

Vice-campeão em 2008, Andy Murray, que tem até uma região em Nova York com o seu nome – não em sua homenagem – a de Murray Hill, entre MidTown e Soho – renovou as esperanças após a semifinal em Wimbledon, de que pode de fato conquistar um torneio do Grand Slam.

Robin Soderling, Tomas Berdych e Novak Djokovic, que poderia ser um ator da Broadway ou dos inúmeros Comedy Clubs do Village, são outros que estão entre os favoritos em Nova York.

O gigante John Isner, que ficaria bem no Empire State Building, Sam Querrey e Mardy Fish, liderados por Andy Roddick, serao o foco das atenções dos americanos, que sonham em vê-los posar com o troféu de campeão ao lado da Estátua da Liberdade, um dos símbolos mais conhecidos dos Estados Unidos.

O brasileiro Thomaz Belluci, junto a Ricardo Mello e os duplistas Marcelo Melo, Bruno Soares e André Sá, direto nas respectivas chaves principais, convocam os conterrâneos da Rua 44 e os que estiverem em Nova York para comemorar o Brazilian Day, para torcerem em Flushing Meadows.

Campeã pela primeira vez do US Open em 1998 e desclassificado na semifinal contra Clijsters, no ano passado, após xingar abusivamente de uma juíza, Serena Williams, que parece ter toda a agitação e vibração da Times Square em sua pessoa, sofreu uma cirurgia no pé após pisar em um caco de vidro ao sair de um restaurante, em julho, e não competiria até o Grand Slam, tendo até mesmo a sua participação ameaçada.

Sua irmã, Venus, a Fashion Designer, que costuma frequentar o Fashion District, tenta provar que ainda é capaz de ganhar títulos de Grand Slam.

Tão ligada em moda quanto ela, Maria Sharapova, a imgem da elegante 5ª Avenida, quer recuperar o troféu que ergueu em 2006.

Vice no ano passado, Wozniacki, que mais parece uma sorridente atriz de um espetáculo da Broadway, espera recuperar a confiança no US Open Series para chegar ainda mais longe e erguer o seu primeiro troféu de Grand Slam.

Além de Sharapova, as russas Zvonareva, Safina, Dementieva, Petrova, entre outras, terão que recuperar o fôlego no Russian Tea Room, para superar as também perigosas tenistas da República Checa, Estônia, Bulgária, Casaquistão e Eslováquia, que vem cada vez mais conquistando espaço no globalizado mundo do tênis.

Assim como Nova York, o US Open também é uma torre de babel, com participantes de diversas nações, convivendo em harmonia, em busca de um objetivo comum, o título de campeão do maior torneio de tênis do mundo.

US Open 2010 – Nova York

30 de agosto a 12 de setembro

Atuais campeões: Juan Martin del Potro (ARG) e Kim Clijsters (BEL)

Premiação total: U$ 22,6 milhões. Campeões de simples: U$ 1,7 milhões cada, mais o bonus de U$ 1 milhão caso os mesmos sejam os campeões do US Open Series.

Site oficial: www.usopen.org

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Her Majesty vai a Wimbledon, mas o dia é de Isner e Mahut

Her Majesty, Elizabeth II cumprimenta Roger Federer, em Wimbledon

O dia em Wimbledon era da Rainha Elizabeth II, ou melhor da Majestade – Her Majesty, assim os ingleses se referem a ela.

A visita da monarca fora agendada meses atrás. Desde 1977 Her Majesty não ia a Wimbledon. O jogo de Andy Murray estava programado para começar aproximadamente na hora em que Her Majesty estava prevista para entrar no “Royal Box,” da quadra central.

Cada passo da visita já havia sido ensaiado inúmeras vezes, o protocolo divulgado e a programação repassada à imprensa.

Quando trabalhei como Diretora de Comunicação do Masters da WTA, em Doha, no Catar, me lembro de quantas vezes ensaiamos a entrada da Sheika na quadra central do Khalifa Stadium. Fico imaginando como deve ter sido montar a programação de Her Majesty. Afinal, ela cumpriu à risca o longo programa em Wimbledon.

Chegou acompanhada da cavalaria Real. Entrou primeiro pelo Aorangi Park, as quadras de treino, onde foi recebida pelo Duque de Kent, o Presidente do All England Club. Depois passeou pelo complexo, onde fãs esperavam ansiosamente para vê-la. Uma multidão acompanhava cada passo de Her Majesty, a caminho da quadra 14, onde assistiu um grupo de jovens britânicos, integrantes do Wimbledon Tennis Initiative Juniors Players, baterem bola. A visita continuou rumo ao Millenium Building, onde Her Majesty cumprimentou os principais representantes do tênis, liderados por Roger Federer e por Serena Williams. Her Majesty então almoçou em Wimbledon e seguiu para a quadra central. Foi saudada por Murray e Nieminen, que se curvaram ao Royal Box. Assistiu a vitória do britânico e voltou para o Castelo.

Mas, apesar de todos os protocolos e toda a estrutura necessária para receber Her Majesty, as atenções do dia estavam voltadas para outras duas atrações: John Isner e Nicolas Mahut, na quadra 18.

O americano e o francês tinham encontro marcado, pelo terceiro dia seguido, para terminar o jogo mais longo da história do tênis. Haviam parado na quarta-feira, quando o placar estava 59 a 59 no quinto set e o relógio marcava 10 horas de um jogo que havia começado na segunda. Só na terça jogaram mais de sete horas.

Para esta quinta, nenhum dos dois sabia o que esperar. Ambos queriam a vitória. Jogaram por mais uma hora e cinco minutos. Foi o americano quem saiu vitorioso da quadra, com o placar de 70 a 68. Como disse um grande amigo jornalista, um placar de basquete e não de tênis.

Mas quem mais ganhou nestes dois últimos dias foi o tênis, que ganhou destaque mundial em meio à Copa do Mundo e à visita de Her Majesty.

E o derrotado Mahut e o vencedor Isner, o que pensaram dessas mais de 11 horas de jogo?

Separei aqui algumas frases das entrevistas que ambos concederam após posarem para fotos com o placar histórico e receberem brindes de Wimbledon, das mãos de Tim Henman

John Isner (Cynthia Lum)

John Isner

“Quando saí da quadra, ontem (terça-feira) fiquei pensando se era um sonho ou se aquilo tinha realmente acontecido.”

“Só dormi umas quatro horas. Falei com o Nic – Nicolas Mahut –  e ele me disse que só dormiu três horas.”

“Nós dois estávamos sacando muito bem, mas mesmo assim não imaginava passar de 20 a 20. Acho que estava escrito para ser asim.”

“É algo que o Nic e eu vamos dividir para sempre. Nunca tinha trocado cinco palavras com ele antes e agora cada vez que nos encontrarmos vamos poder dividir esta história.”

“Eu estava me sentindo em forma. Me preparei em Tampa. Estava muito quente,mais de 30 graus e o meu técnico, depois de um treino, antes de vir pra cá até brincou: você está pronto para jogar umas 10 horas.”

“Não acho que devam mudar e colocar o tie-break no 5º set. Nada como isso vai acontecer novamente.”

“Chegou uma hora em que não conseguia mais pensar, mais me concentrar, mas estava dando winners e colocando a mão na minha direita o mais forte que eu pudesse e acho que o Nic também estava assim.”

“É uma pena que alguém tenha que perder. É uma honra dividir esse dia com ele – Mahut. Eu só posso desejar o melhor para ele e esperar encontrá-lo por aí de novo. Mas, tomara que o placar não seja 70/68.”

“Esse jogo vai ficar comigo para o resto da minha vida, mas espero que não defina a minha carreira. “

Nicolas Mahut

“Nunca vou esquecer deste jogo e acho que todo mundo que assistiu também não vai esquecer. Mas agora está difícil. Eu queria muito ganhar este jogo.”

“John é um campeão. Ele sacou de maneira inacreditável. Cada vez que eu chegava perto de quebrá-lo ele dava aces, bombas. Não pude fazer nada. Eu tentei muito, mas ele estava jogando muito.”

Ah, e a nossa fotógrafa que acompanhou a visita de Her Majesty e o final do embate entre Isner e Mahut, o que achou de tudo isso? Leia no http://cynthiasinsiderblog.wordpress.com/2010/06/25/day-four-3/

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E só se fala no Jogo Sem Fim entre Isner e Mahut

Como já imaginava, só se fala no Jogo Sem Fim, que continua daqui a pouco.

Mesmo em época de Copa do Mundo, o tênis, com suas novas estrelas, Nicolas Mahut e John Isner, virou manchete mundial, capa dos principais jornais do mundo, ganhou destaque nos telejornais e até mesmo superou a Copa do Mundo em mensagens no Twitter.

Entre ontem à noite e hoje de manhã consegui ler alguns blogs, direto de Wimbledon, falando sobre o embate.

Selecionei aqui alguns deles e  a matéria do The Times, da Inglaterra, para dar ainda mais aquela sensação de estar assistindo a história acontecer.


http://www.budcollinstennis.com/?p=1407

Shall we call it “The Johnny and Nico Show”?  Two young guys skipping about on a grassy stage of an outdoor theatre called Wimbledon, and hoping “you’ll tune in again tomorrow because we ain’t finished yet.”

http://cynthiasinsiderblog.wordpress.com/2010/06/24/day-three-2/

I felt like I was in the twilight zone, with a never-ending match going on while the rest of the world proceeds normally.   People aging, newborns growing,  fabulous space age inventions happening, but here at Wimbledon this tennis match just keep going, and going and going, like that battery advertisement.  Neither of the players aging or changing

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/o-duelo-interminavel

Mas as tiradas no sector da imprensa também foram memoráveis. Os jornalistas franceses sublinhavam que «o presidente Sarkozy deveria retirar todo o dinheiro destinado à selecção de futebol e dá-lo a Mahut por restabelecer a dignidade do desporto francês»; um americano desabafou que «Jimmy Van Halen, o inventor do tie-break, deve estar a dar voltas na tumba»; um alemão comentou que um avião que sobrevoava o All England Club rumo a Heathrow «tinha descolado de Nova Iorque já depois do quinto set ter começado», o ex-jogador Jeff Tarango dizia que «o John vai ganhar porque ele come muito, já o vi fechar dois daqueles restaurantes de pasta que deixam o cliente comer o que quiser por um preço fixo», outro ex-jogador, o belga Filip Dewulf, registava que as protagonistas do encontro agendado a seguir no mesmo court, Alla Kudryavtseva e Alysa Kleybanova, «bateram o recorde de maior espera nos balneários». E hilariante é o facto do próximo adversário do vencedor do confronto entre Isner e Mahut, o holandês Timmo de Bakker, também só ter ganho o seu encontro por 16-14 num longo quinto set…

http://msn.foxsports.com/tennis/story/john-isner-nicolas-mahut-make-history-with-wimbledon-epic-062310

But before we get into the stats let us pay tribute to two quite extraordinary athletes who, incredibly, improved the level of their play as the match went on and showed a focused fortitude of mind and body that left their peers open-mouthed in amazement.

John McEnroe, talking on BBC television, said, “This is the greatest advertisement for our sport. It makes me proud to be a part of it. We often don’t get the respect we deserve in tennis for the athletic demands it places on players but this should push that respect way up.”


http://www.thetimes.co.uk/tto/sport/tennis/article2571165.ece

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Isner x Mahut e o jogo sem fim: superação dos limites em Wimbledon

O dia 23 de junho de 2010 ficará marcado para sempre no livro dos recordes do esporte mundial.

A partida entre John Isner e Nicolas Mahut, interrompida por falta de luz natural, na quadra 18 de Wimbledon, no 59 a 59 do 5º set – é até estranho escrever este placar – após exatas 10 horas de jogo, só terminará no dia 24, mas o que o americano e o francês fizeram neste 23 de junho, não será jamais esquecido ou apagado dos livros dos recordes e da memoria de quem acompanhou ao vivo, na televisão, on-line, com imagens não oficiais de internet, ou por um amigo passando o resultado.

O jogo de estreia de Isner, 19º colocado no ranking mundial, e Mahut, 148º, em Wimbledon havia começado na terça-feira e sido interrompido quando estava empatado em dois sets (64 36 67(7) 76(3)). Isner havia vencido o primeiro e o quarto. Até aí, um jogo interessante entre um sacador e um francês que gosta de jogar na grama e que no qualifying já havia tido um longo jogo contra Alex Bogndanovic, em que venceu por 24/22 no terceiro set.

Ao entrarem em quadra para encerrar o embate, nenhum dos dois imaginava o que estava por vir.

Multidão se aglomera para assistir momento histórico no esporte mundial

Nesta quarta-feira 23 de junho cheia de reuniões, ao sair de uma delas, no final da manhã perguntei no escritório se alguma coisa de diferente havia acontecido em Wimbledon nas últimas horas e se Roddick havia vencido Llodra. A vitória de Roddick foi confirmada e um colega jornalista me comentou: acontecer ainda não aconteceu, mas o Isner e o Mahut estão jogando o quinto set e está 23 a 23.

Saí em seguida para uma outra reunião, perto do escritório, no Brooklin mesmo e com uma televisão ligada ao fundo, ouvi em um certo momento que Isner estava no ace número 74. Pensei comigo mesma: nossa, será que esse jogo ainda não acabou?

Voltei para a redação da Tennis View mais de duas horas horas depois de ter saído e a partida continuava.

Liguei o live scores de Wimbledon, até que o colega jornalista me passou um link com uma transmissão de imagens de internet. Aí sim, passei a assistir de fato o jogo. Estava 40 a 39.

Meu telefone tocava, mensagens entravam a todo instante, de amigos de várias partes do mundo, que nem são tão fãs de tênis, me perguntando se eu estava vendo o que estava acontecendo.

Sim, estávamos, todos nós, acompanhando um daqueles momentos históricos, de completa superação dos limites físicos e psicológicos.

Fiquei lembrando do jogo dos mineiros André Sá e Marcelo Melo, em Wimbledon, há três anos, quando venceram Hanley e Ullyett, por 28 a 26 no quinto set. Foi o recorde de jogo com maior número de games em Wimbledon. Lembro do momento histórico, de todos os fotógrafos indo à quadra para registrar o fato; de Melo e Sá dando entrevista coletiva; lembro da imagem do placar na quadra, imagem que agora parece não ter importância, afinal Isner e Mahut já jogaram mais do que o dobro de games no quinto set e a partida ainda não terminou.

Fico pensando também que nos últimos tempos, partidas históricas tem acontecido em Wimbledon. É só lembrar das finais dos últimos dois anos entre Federer e Nadal e Federer e Roddick.  Jogos longos, partidas incríveis, momentos inesquecíveis, que transcendem o tênis.

Penso no blog que li outro dia de um jornalista inglês, falando que o tênis pode não ser o futebol, que Wimbledon pode estar perdido no meio da Copa do Mundo, mas que só o tênis produz momentos como este, em que não há um árbitro que determine o fim do jogo. Ele se referia à final entre Federer e Roddick de 2009, em que o suíço ganhou por 16 a 18 no quinto set.

Enquanto penso e trabalho, fico olhando a tela do computador. Está escurecendo, mas Isner e Mahut continuam jogando. Pode ter outras partidas em Wimbledon, mas todos estão olhando para a quadra 18. John McEnroe está lá. Tim Henman também é visto. O árbitro quer interromper a partida, mas os tenistas querem continuar.

Eles jogam mais dois games. Isner chega ao match point no 59 a 58, no saque de Mahut, mas o francês salva, empata o set novamente e aí não tem mais jeito. A lua está iluminando mais a quadra do que o sol que já está se pondo. O embate, que só neste quarta teve 7h06min de duração – só o quinto set – continuará na quinta-feira.

Mahut e Isner estão exaustos, mas antes de saírem da quadra conversam rapidamente com a televisão inglesa.

Mahut afirma, com um sorriso no rosto, que ambos estão lutando como nunca lutaram e que os dois querem ganhar, mas que a decisão terá que ficar para quinta. Isner, um pouco menos sorridente, com um ar mais cansado, diz saber estar vivendo um momento histórico, que nada como isso acontecerá novamente e que quer ver as estatísticas do jogo. Até agora, Isner deu 98 aces e Mahut, 95. É o novo recorde do circuito mundial.

Ovacionados, como várias vezes aconteceu durante a partida, nos intervalos dos games, os dois jogadores deixam a quadra. Já são 21h em Londres. Amanhã, às 15h30 (Horário de Londres), eles tem que estar novamente na quadra 18 para continuar o embate.

Antes mesmo da partida terminar, já começam os comentários. Será que é agora que Wimbledon vai eliminar de vez o tie-break do quinto set, como já acontece no US Open, ou é isso que eles querem, a busca completa da superação?

Continuo imaginando cenas – logo me vem à cabeça a imagem daqueles maratonistas em olimpíadas, perto da linha de chegada, quase caindo, ao alcançar a reta final. Fico tentando, de longe, viver a atmosfera. Avisto a nossa fotógrafa em quadra – que bom, ela estava lá registrando o momento -, começo a pensar em como este fato histórico será retratado. Tenho vontade e curiosidade de entrar nos sites, ler notícias e blogs, mas prefiro antes deixar minhas próprias impressões aqui e depois me perder por esse mundo cibernético, para colocar os links para vocês do que de mais interessante eu encontrar.

Ah, antes de finalizar o blog, vou checar se o horário do jogo entre Isner e Mahut é mesmo 15h30. Sim, está correto. Vou até o final da página e vejo o nome dos dois novamente no “schedule of play” de quinta-feira. Tanto Isner, quanto Mahut, estão inscritos nas duplas e tem jogo marcado para não ante das 18h (Londres). Isner joga com Querrey, contra  Sela e Przysiesny e Mahut, com Clement, contra Fleming e Skupski.

Quantas horas mais será que eles vão conseguir jogar?

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