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E Roland Garros começou… Djokovic, Federer, Bellucci, Schiavone

Roland Garros começou ontem, no domingo, mas foi uma rodada sem grandes emoções e jogos.  Desde que iniciaram esse novo formato, talvez o único domingo inesquecível do campeonato tenha sido o da despedida do Guga em 2008. Os outros foram apenas um aquecimento para as grandes estrelas entrarem em quadra.

E nesta segunda, o torneio começou com tudo. 

Para os brasileiros, comemoração da vitória de Thomaz Bellucci sobre Andrey Golubev, do Cazaquistão, por 6/4 6/4 6/7(4) 7/6(5).

Roger Federer não teve muitas dificuldades para vencer Feliciano Lopez por 6/3 6/4 7/6(3) e nem Novak Djokovic, vindo de um dia de comemorações do seu 24º aniversário. Ele passou fácil por Thiemo de Bakker, por 6/2 6/1 6/3.

Campeã do ano passado, Francesca Schiavone arrasou a americana Melanie Oudin, por 6/2 6/0.

E o francês Stephane Robert, vindo do qualifying, se tornou a grande estrela do dia ao eliminar, em cinco sets, o semifinalista do ano pasado, Tomas Berdych, de virada, por 3/6 3/6 6/2 6/2 9/7.

Longe do circuito há 14 meses – jogou duplas em Munique há algumas semanas – Tommy Haas, usando seu ranking protegido jogou mas perdeu contra o turco Marsel Ilhan, por 6/4 4/6 7/6(1) 6/4.

Com muita expectativa em torno de sua participação, Aravane Rezai não conseguiu corresponder e perdeu para Irina Begu por duplo 6/3. A francesa de origem iraniana atravessa o período mais conturbado da sua história, com o pai tendo sido banido do circuito e ela tendo praticamente abandonado a família, por motivos pessoais, em que os familiars não aceitam sua posição de mulher ocidental.

Homem do momento, Novak Djokovic, teve talvez a estreia mais tranquila de Roland Garros até então.

Mas, até como forma de tirar um pouco a pressão de si mesmo, continua afirmando que o favorito ao título é Rafael Nadal. “Ele perdeu apenas um jogo em todas as participações dele em Roland Garros,” disse o sérvio na entrevista coletiva após o jogo.

Djokovic teve que falar também sobre a sua dieta sem glutem. Ontem, durante a comemoração do aniversário, em que visitou a redação do jornal L’Equipe e a embaixada sérvia com os jogadores de seu País, ele não comeu alimentos com glutem e evitou bebidas alcóolicas. “Não vou revelar detalhes, só vou dizer que é uma dieta sem glutem e me ajuda muito especialmente nos problemas que eu tinha de alergia, ainda mais nesta época do ano. Mas não é só isso que estou fazendo. Muitas outras coisas me ajudam, como a preparação física, mental, recuperação, etc…”

 

 

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Chave principal só começa domingo, mas Paris já sente o clima de Roland Garros

Oficialmente Roland Garros só começa no domingo, com a disputa dos jogos da primeira rodada da chave principal. Mas, o evento em si já começou. A disputa do qualifying está em andamento – desde terça-feira -, as principais estrelas do circuito já estão em Paris e treinando para o segundo Grand Slam do ano e os patrocinadores estão fazendo inúmeras ações de marketing pela cidade.

Antes do sorteio da chave principal, que acontece nesta sexta-feira, em Paris, em Roland Garros mesmo, Ana Ivanovic, Jo-Wilfried Tsonga, Richard Gasquet e a vice-campeã do ano passado, Samantha Stosur, fizeram uma aparição no topo da famosa Galeria Lafayette. ELes bateram bola em uma quadra montada no topo do histórico edifício do Boulevard Haussmann e levaram também os trofeus dos campeões que ficaram em exibição enquanto eles treinavam com a vista para a Torre Eiffel e outros marcos históricos da capital parisiense. 

Sábado, um dia antes do início da chave principal, a maioria dos tenistas faz jogos amistosos em Roland Garros, com duração de um set profissional e a renda da venda dos ingressos revertida para diversas instituições de caridade da França.

Nesta quinta à noite também, Rafael Nadal fez uma aparição na loja da Nike, na Champs Elysee. Ainda não recebi imagens, mas já sei que foi uma loucura.

Ou seja, Roland Garros, para Paris, já começou.

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O poster de Roland Garros 2011 – para começar a entrar no clima de Paris

 

Nem dá para acreditar que Roland Garros começa daqui a pouco mais de duas semanas. Para começar a entrar no clima do Grand Slam francês, coloco aqui a imagem do “affiche” deste ano, feito pelo artista de Camarões, Barthelemy Toguo. Ele é o primeiro artista africano a fazer o poster do “French Open,” desde que o campeonato inaugurou esta tradição em 1980. Até Joan Miró já ilustrou o “affiche” de Roland Garros (1991).

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Djokovic, o “Imperador da Sérvia,” quer reinar de novo no Australian Open

Novak Djokovic continua impressionando neste início de 2011. Com motivação em alta e principalmente muita confiança depois de vencer a Taça Davis no final do ano, enfrentará Roger Federer por uma vaga na final do Australian Open. Desde Roland Garros do ano passado ele vem evoluindo. Alcançou as quartas em Paris, a semi em Wimbledon e foi à final do US Open. Quer agora conquistar o título.

Reproduzo neste post a matéria – editada – que escrevi sobre Djokovic para a última edição da Tennis View, falando sobre a Davis, mas principalmente como Djokovic se tornou o jogador que é hoje, desde o início da carreira e mostrando sua importância como líder muito além das quadras na Sérvia.

Tenista é o “Novo Imperador” da Nação

A Sérvia se tornou o 13º país da história a vencer a Taça Davis. Com Novak Djokovic, Victor Troicki, Nenad Zimonjic e Janko Tipsarevic, a nação venceu a França de Gael Monfils, Gilles Simon, Michael Llodra e Arnaud Clement, por 3 jogos a 2, na Arena de Belgrado, no início de dezembro.

A conquista marcou um momento histórico para o jovem País, o maior feito esportivo da República da Sérvia, nome que foi oficializado apenas em 2006, quando se separou de Montenegro.

A história, em um breve relato, explica a importância do feito para os jogadores e a população. Desde os séculos XV e XVI a região viveu mais conflitos e dissoluções, do que se pode imaginar. Foram décadas de luta com o Império Otomano, fizeram parte do Império Austro Húngaro,  do Habsburgo, do Russo, viveram a Primeira Guerra Mundial, a Guerra dos Balcãs, foram dominados pelos alemães na II Guerra, se desentenderam com os países vizinho, passaram pela Guerra da Bósnia, do Kosovo, foram chamados de Iugoslávia, Sérvia e Montenegro, até finalmente, quatro anos atrás serem oficializados República da Sérvia.

A guerra esteve presente na vida de todos os tenistas e do público presente na Arena de Belgrado, até um passado bem recente. Conquistar a Taça Davis era então prioridade para o líder da equipe Novak Djokovic.

“É o maior momento da minha carreira. Não se compara a nenhum outro. A alegria de estar aqui com os meus companheiros de equipe e de dar esse título ao meu país é imensa,” comemorou Djokovic, campeão do Australian Open em 2008.

Antes de vencer a Taça Davis, internacionalmente, como esporte coletivo, a Sérvia havia conquistado uma medalha de prata no vôlei, nos Jogos Olímpicos e vencido o campeonato europeu de basquete.

Carente de ídolos e de motivos para festejar, o País parou para celebrar os novos expoentes e o mundo entendeu a importância da competição entre nações.

DJOKOVIC, o Novo Imperador

Apesar do ponto decisivo do confronto ter sido dado por Troicki ao derrotar Llodra, foi Djokovic quem liderou a Sérvia, desde a sua primeira participação na Copa Davis, em 2004, ainda como representante de Sérvia e Montenegro, na Terceira Divisão do Zonal Europeu.

Primeiro campeão de Grand Slam do País em 2008, vencendo o Australian Open, mesmo ano em que Ana Ivanovic ganhou Roland Garros, Djokovic construiu um novo Império na República da Sérvia, o Império Novak. Através de negócios com a família e com os dirigentes governamentais, conseguiu expandir o seu sucesso no tênis, muito além do que as compatriotas Ivanovic e Jelena Jankovic vem fazendo.

Com o pai Srdjan dirigindo os negócios da família, através da Family Sports e a mãe, Djana, à frente também, Novak se tornou sinônimo de prosperidade na Sérvia e maior estrela do País. Mais popular até do que os jogadores de futebol Dejan Stankovic, da Inter de Milão e Nemanja Vidic, do Manchester United.

O tenista conseguiu, em meio a um já complexo calendário da ATP, há dois anos, trazer um torneio ATP 250 para a capital durante a temporada de saibro; abriu dois restaurantes em Belgrado, uma loja de esportes, a Novak Shop, tem um clube de tênis com spa, onde o ATP é disputado e está construindo um Centro de Treinamento, o CT Novak, com apoio do Governo, e lançamento previsto para o segundo semestre de 2011. O CT terá cinco quadras cobertas e outras 15 ao ar livre além de um hotel. A ideia é ter 50 pessoas treinando simultaneamente, com metade do espaço reservado aos jovens talentos sérvios.

“Na Sérvia nós não temos estrutura alguma. O jogador está sozinho. Se ele quiser evoluir tem que sair do País e queremos acabar com isso,” afirma o Sr. Srdjan, o pai de Novak.

É o mesmo Sr. Srdjan também quem representa as marcas patrocinadoras do filho, Head e Sergio Tacchini em toda a região dos Balcãs.

Tudo é comandado do escritório da Family Sports, empresa aberta há quatro anos e cujas instalações se assemelham a de uma corporação do mais alto padrão, com salas de reuniões, conferências e uma organizada e luxuosa sala de troféus.  Quem quiser conhecer um pouco mais é só acessar o site do tenista – http://www.novakdjokovic.rs – e assistir a apresentação dos negócios Novak, em 3D.

Um dos restaurantes Novak fica justamente no primeiro andar do Prédio da Family Sports e lá turistas e fãs podem adquirir chaveiros, canetas e mimos em geral do ídolo.

Além das propriedades e negócios, Novak é visto em outdoors pelo país, em campanhas dos patrocinadores, que inclui a Telekom Serbia, da Cruz Vermelha, de campanhas de alerta contra o câncer e do Governo. A mais atual exibe Djokovic pedindo ao povo que mantenha as cidades limpas.

A história de Djokovic com a Sérvia só não é perfeita devido a um desentendimento com a Federação de tênis do País, presidida pelo ex-top 20 Slobodan Zivojinovic.

A família de Novak acusa a Federação de não ser transparente e de não ser capaz, nem ao menos, de saber quantas pessoas jogam tênis na Sérvia e divulgar quantos são os Federados.

INÍCIO PERTO DO KOSOVO

Mas, o que é agora um conto de fadas para os Djokovics, teve momentos de história mal-assombrada.

Foi nas montanhas de Kopaonik, perto da fronteira com o Kosovo e onde fica a maior estação de esqui de Sérvia, que Novak deu as primeiras raquetadas, em três quadras de tênis construídas pelo Governo, no fim dos anos 1980, em frente à pizzaria da família.

O garoto foi logo observado pela técnica Jelena Gencic, a mesma que havia descoberto Monica Seles e Goran Ivanisevic, em Kopaonik para uma clínica, em 1993, e que no terceiro dia de treinamentos disse ao Sr. Srdjan, que o filho, então com seis anos de idade, seria um campeão.

Para progredir, Novak foi enviado a Belgrado, onde vivia com o avô e treinava no Clube Partizan. Era 1999, época dos bombardeios na região e mesmo assim, o tenista e a técnica encontravam maneiras de treinar, nos lugares bombardeados nos dias anteriores, esperando que não fossem jogar bombas novamente.
“Nós lembramos disso e nunca vamos esquecer. É algo muito forte, que está dentro da gente. Foi uma experiência traumática e claro que você fica com lembranças ruins. Ouvíamos o barulhos das sirenes, no mínimo, três vezes por dia, avisando que os aviões com bombas estavam chegando. Até hoje quando ouço algo parecido, fico assustado,” lembrou Djokovic, em uma recente entrevista ao New York Times.

Por isso, o pai Srdjan, enfatiz que “o diferencial do Novak é o mental. A força mental fez dele um campeão.” De Belgrado, logo depois de completar 12 anos de idade, Novak foi para Munique, na Alemanha, treinar com Niki Pilic, hoje o técnico da Sérvia na Copa Davis.

De acordo com relatos, a família toda, incluindo os tios, investiram tudo o que tinham para que ele pudesse treinar e ter todas as condições. “Foi um investimento,” diz o tio Goran, sócio na pizzaria inicial em Kopaonik e que continua envolvido com os negócios na Family Sports.

“E hoje o Novak se tornou o produto de exportação número um da Sérvia. Antigamente os exemplos para a juventude eram ladrões, gangsters e hoje é um tenista,” se orgulha a mãe Dijana.

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Enchentes no Brasil; Enchentes na Austrália – quanta diferença. Tenistas se mobilizam.

Estive ausente do blog, mas não distante das notícias e dos acontecimentos.

Nesta época de temporada da Oceania, aliás, antes dela começar, já no início de dezembro costumo começar a ler os jornais australianos para ficar por dentro das novidades nas competições, ler matérias escritas por jornalistas que vivem lá, que cobrem o circuito do tênis e que sempre fazem notas interessantes com os principais tenistas do mundo.

Desde o fim do ano passado, cada vez que abro a página de um jornal australiano na internet vejo uma notícia sobre enchentes.

As águas foram se acumulando na região de Queensland. Chove há dias e dias.

Os campeonatos de tênis na região tem sido prejudicados, mas tanto em Hobart, quanto em Sidney, quanto em Melbourne estão acontecendo. Sim, o qualifying está atrasado, mas eles encontram maneiras de realizá-lo, já que estão preparados para situações extremas.


As enchentes causaram e estão causando prejuízos, deixando inúmeros desabrigados, famílias desoladas, cidades embaixo d’agua, mas o número de mortes, por enquanto, não passa dos 20.

Autoridades já tomaram medidas para aliviar a vida da população local, extendendo prazo para pagamentos de contas, eliminando taxas, oferecendo auxílio, um guia do que fazer, entre outros.

Além disso celebridades e claro, tenistas, já se mexeram, para de alguma forma ajudar.

Neste domingo, a exemplo do que foi feito nas tragédias dos terremotos do Haiti e do Chile, os tenistas farão uma exibição no Melbourne Park, com entradas no valor de 20 dólares australianos e toda renda revertida para ajudar as vítimas das enchentes.

O valor que será arrecadado nem de perto é suficiente para reconstruir o que a natureza destruiu, mas serve para chamar a atenção para a tragédia e fazer com que mais pessoas contribuam.


Entre os jogadores que oficialmente declararam seu apoio ao evento e confirmaram participação na Rod Laver Arena, um dia antes do Grand Slam começar, estão Roger Federer, Rafael Nadal, Kim Clijsters, Andy Murray, Novak Djokovic e os locais Lleyton Hewitt, Sam Stosur e Patrick Rafter.

Nascido em Brisbane, região de Queensland mais afetada pelas enchentes, o novo capitão da Copa Davis, deu o depoimento mais coerente de todos, ao comentar a realização do evento, que teve seus ingressos esgotados em pouquíssimas horas.

“Como um cara de Queensland, fico emocianado, do coração com a preocupação e a bondade do nosso esporte, de se envolver e fazer algo para aliviar o sofrimento. Sei que se colocarmos numa escala, a nossa contribuição é pequena, mas é bom poder fazer algo para ajudar.”

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Vale lembrar que as principais estrelas do Australian Open entrarão em quadra para participar do evento beneficente, um dia antes da competição, a mais importante do ano até maio, começar.

Aqui no Brasil as campanhas de ajuda às vítimas das enchentes, principalmente no Rio de Janeiro, começaram em sua maioria hoje, em diferentes canais de televisão e mídias sociais.

Sempre solidário, Gustavo Kuerten já anunciou, dos Estados Unidos, onde passa férias, que doará os US$ 25 mil que ganhou no início da semana, em uma competição de poker nas Bahamas, para as vítimas.

Foi a primeira manifestação de um esportista, enquanto dirigentes, autoridades, responsáveis, continuam culpando a chuva, que todos os anos causa enchentes nesta época no Brasil, especialmente na região serrana do Rio de Janeiro, pela morte de quase 400 pessoas.

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Vitória da Sérvia na Copa Davis mostra poder do tênis de mexer com uma nação

Não importa se você estava torcendo para a França ou se não tinha uma equipe da sua preferência para torcer na final da Copa Davis, neste fim de semana, na Belgrade Arena, na Sérvia.


  • A alegria dos sérvios, assim que Victor Troicki marcou o quinto ponto do confronto derrotando Michael Llodra por 3 sets a 0, foi contagiante.
  • Dava para ver na cara de todos os membros do time e dos mais de 16.000 fãs que lotaram o estádio, incluindo o Presidente Boris Tadic, a importância daquele momento histórico.

comemoração dos sérvios

A primeira conquista de Taça Davis para a Sérvia, que disputa a competição apenas desde 1995 e talvez o maior feito esportivo da Nação. “É a vitória mais importante da minha carreira,” comemorou  Novak Djokovic, mais importante para ele do que a conquista do Australian Open, em 2008.

  • Afinal, a Taça foi vencida para o País, uma nação que sofreu os horrores da guerra em um passado bem recente, carente de ídolos e glórias. Até hoje tem apenas três medalhas olímpicas e nenhuma de ouro e a vitória no campeonato europeu de basquete está listada como um grande triunfo. Outra grande conquista havia sido alcançar a semifinal da Copa do Mundo de Futebol, em 1998.
  • Ser então a melhor nação do mundo no tênis, tem um significado bem especial.
  • É o tênis novamente mostrando a sua força e a importância para uma nação, especialmente quando é jogado no coletivo.
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Federer x Nadal, que bom para o esporte essa final em Londres.

Nadal e Federer posam com o troféu de campeão (Simon Owen)

Já fui da teoria, algum tempo atrás, de que essa rivalidade entre Federer e Nadal era ruim para o esporte. Afinal, que graça tinha os dois se enfrentando a todo o momento. Parecia que só havia eles no tênis.

Mas, hoje pensando além, no que eles representam para o tênis como esporte global, é fantástico tê-los na final do último campeonato do ano.

Não pude acompanhar tão de perto os jogos do Barclays ATP World Finals como eu gostaria. Com a Tennis View bem representada em Londres pelo Neco, compromissos profissionais em outras áreas, claro que vi alguns jogos na TV, li uma coisa aqui ou outra ali, mas também, segui o campeonato como uma fã de tênis qualquer.

E durante esta semana, circulando em outros meios que não o do tênis, eu só ouvia as pessoas falarem: “Nossa que fantástico seria ver o Federer e o Nadal na final,”; “Já está na final? É Federer x Nadal?”; “O Nadal já ganhou do Murray e vai enfrentar o Federer na final.?”; “O que precisa acontecer para a final ser entre Federer e Nadal.?
Ouvi isso de pessoas que não jogam tênis, que não seguem o esporte no dia a dia, mas sabem que nesta semana há um campeonato superimportante e os dois maiores ícones dos últimos anos, ou talvez os dois maiores da história, possam se enfrentar em um jogo que pode ser antológico.

São rivalidades como estas que marcam décadas, formam mitos e jogos como este que as pessoas, que não são as que praticam o tênis diariamente, que não são os fanáticos pelo esporte falam e comentam no dia seguinte, aumentando a popularidade do esporte.

Alguém reparou em como o tênis ganhou cobertura na mídia brasileira nestes dias? Foi maravilhoso abrir os grandes jornais do Pais – O Estado de S.Paulo, O Globo, Folha de São Paulo, entre outros – e ver matérias de ½ página ou mais sobre o tênis.

Neste domingo, inclusive, antes da matéria sobre a final na O2 Arena, em Londres, o Estadão publicou uma entrevista com Andre Agassi, já como chamada para o Tênis Espetacular, o desafio contra Guga que ele fará no dia 11 de dezembro, no Rio de Janeiro.

Há 10 anos, a final da Masters Cup era em Lisboa, entre Guga e Agassi. Só para lembrar.

Post sobre esse momento histórico do tênis brasileiro e mundial vem em breve.

Para quem quiser relembrar todos os jogos entre Federer e Nadal, a ATP fez um resumo de todos eles neste link

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A Davis, o “cansaço” brasileiro na Índia e a vitória unida da França, em Lyon

Sei que deveria estar escrevendo da derrota para o Brasil na Índia, no Play Off do Grupo Mundial da Davis, mas tenho pouca informação de Chenai para fazer qualquer análise diferente do que já tenha sido publicado ou emitir mais uma opinião de surpresa.

Só não consigo entender o fator cansaço e calor serem um dos responsáveis pela derrota do Brasil de Bellucci, Mello, Soares e Melo.

Mello e o capitão Zwetsch (Marcelo Ruschel/Poapress)

Novak Djokovic disputou a final do US Open na segunda-feira e representou a Sérvia no sábado e no domingo, jogando duplas e simples.

Rohan Bopanna foi vice-campeão de duplas do US Open, poucos dias atrás e jogou as mesmas partidas de simples do que Mello e Bellucci.

A maioria dos envolvidos em importantes disputas da Davis neste fim de semana foi bem mais longe no US Open do que os brasileiros e muitos ainda tiveram que trocar de piso e enfrentar uma quadra indoor. De nenhum deles se ouviu a palavra cansaço: Mardy Fish, Sam Querrey, Robin Soderling, Eduardo Schwank e Horacio Zeballos, David Nalbandian, Gael Monfils, Michael Llodra, Arnaud Clement, entre outros.

E é da França que eu quero falar.

Llodra (Tennis View)

Da ousadia do capitão Guy Forget em colocar Michael Llodra para jogar simples e duplas, surpreendendo a todos no dia do sorteio dos jogos, quinta-feira.

Lembro que até comentei com um amigo que Forget estava ousando e a tática do capitão francês deu certo.

Os argentinos (Monaco, Nalbandian, Schwank e Zeballos), guerreiros na Davis, não tiveram chance alguma no Palais de Sports Gerland, em Lyon contra Llodra, Monfils, Clement e Simon.

Uma França unida, que contou com Jo-Wilfried Tsonga, Julien Bennetau, Richard Gasquet torcendo o tempo todo pelo País, com Tsonga e Bennetau lesionados e Gasquet de quinto jogador.

Uma França que ainda se lembra da vitória do País sobre os Estados Unidos, em 1991, na mesma Lyon, quando Forget era jogador.

Uma França que não parecia acreditar estar na final novamente, a primeira desde 2002.

Uma França que apostou nas suas melhores armas para vencer, misturando uma equipe renovada com um time experiente.

Uma França que viu Gael Monfils, como ele mesmo disse “finalmente entender o que significa uma Copa Davis,” e jogar o seu melhor tênis.

Uma França que soube jogar em equipe.

Reproduzo aqui algumas das declarações dos jogadores, nas entrevistas coletivas, após a vitória arrasadora sobre a Argentina, que os colocou na decisão contra a Sérvia, na terra de Novak Djokovic, em dezembro.

Monfils: “Acho que demorei mais do que os outros para entender o que significava a Davis. Agora que compreendi vou buscar a Taça. Pedi até para os meus companheiros me beliscarem para eu entender que não era um sonho.”

Monfils (Tennis View)

Clement: “Foram o Tsonga e o Benneteau que classificaram a equipe para esta fase. Eu tinha pressão para ganhar a dupla e estou superfeliz de ter conseguido. Tomara que eles voltem a jogar logo.”

Bennetteau: “É um momento magnífico e não posso nem imaginar como será a final. Vamos dar de tudo até dezembro e vamos à decisão em equipe, não com três ou quatro jogadores, mas sim com sete, oito. Graças ao Forget conseguimos entender o verdadeiro significado da Copa Davis e o que essa competição exige da gente.”

Gasquet: “Ganhamos os três confrontos de três a zero, sem perder um jogo. É enorme. Eu, de fora da quadra, fiquei impressionado com o nível de jogo do nosso time.”

Tsonga: “Desde pequeno eu sonho com a Davis e agora vamos jogar a final. O sonho está quase se tornando realidade.”

Llodra: “As imagens de 1991 nunca saíram da minha cabeça. E estamos refazendo a história. Ainda não consegui perceber de fato o que está acontecendo. É muita emoção.”

Forget: “Eu tinha até esquecido até que ponto essa emoção maravilhosa da Copa Davis nos leva. O que fizemos até agora fizemos bem, mas não é nada comparado ao que nos espera e ao que poderemos viver na final. O momento é mágico, mas pode ser mais ainda. Temos que aproveitar a chance, porque ela pode demorar a voltar.”

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And the 2010 US Open winner is… Rafael Nadal. Mais um latino triunfa na América

Fiquei olhando ontem à noite a cena de Nadal erguendo o troféu de campeão do US Open, completando o Grand Slam olímpico, derrotando Novak Djokovic no Arthur Ashe Stadium, in New York City, aos 24 anos de idade e uma das coisas que mais me chamou atenção foi ver as bandeiras americanas no fundo da sua imagem com o US Open trophy.

É uma cena que não estamos acostumados a ver, um latino sendo campeão in America. Acho que por isso pareceu estranho.

Difícil encontrar povo mais patriota do que os americanos, povo que “plede allegiance to the United States of America,”  todos os dias na escola, desde pequenos, que canta o hino com uma frequência inacreditável e pelo segundo ano seguido foi um latino que posou para a foto de campeão com as bandeiras americanas no fundo.

Ver Roger Federer nesta cena não parecia estranho. Era algo natural.

Talvez ver o Nadal lá na frente, erguendo de fato o troféu de campeão, tenha sido diferente porque há poucos anos não imaginávamos ver o espanhol conquistar o Grand Slam e a medalha de ouro olímpico em tão pouco tempo.

Ele já tem 9 Grand Slams – 5 Roland Garros, 2 Wimbledons, um Australian Open, um US Open e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Beijing – e tem apenas 24 anos.

Acho que nem ele se deu conta do feito. A felicidade do espanhol era tamanha, mas por vencer o US Open.

Federer quando completou o Grand Slam no ano passado, tinha real noção da importância do momento.

Nadal, estava curtindo a vitória na América.

Transcrevo aqui dois trechos da entrevista coletiva do “mallorquín,” que não perde a humildade, a educação e o jeito de bom moço, não importa quantos torneios continue ganhando, em que ele deixa transparecer que o importante foi ganhar o US Open. O feito histórico, ele vai apreciar depois.

Parabéns, Rafa.

“You know, I still 24.  I have, I know, for me, it’s a dream have the career Grand Slam, but this is more dream have the US Open.  Is some moments unbelievable feeling because ‑‑ I worked a lot all my life, in all difficult moments to be here, but I never imagined have the four Grand Slams.”

“Sure, to win in here in the US Open I think is the more difficult tournament for me to play, more difficult conditions to adapt, to adjust my game on this court, for the balls, for the court, for everything, no? “

E antes de me despedir do 2010 US Open, deixo aqui alguns dados impressionantes do Nadal

–      Completou o career Grand Slam ao derrotar Novak Djokovic por 6/4 5/7 6/4 6/2

–      O US Open foi o 9º título de Grand Slam da carreira

–      É o 7º tenista da história a completar o Grand Slam

–      É o 3º tenista mais jovem a completar o Grand Slam, com 24 anos de idade, atrás apenas de Rod Laver e Don Budge.

–      É o 4º tenista da história a vencer Roland Garros, Wimbledon e US Open no mesmo ano. Os outros foram Laver, Trabert e Budge.

–      É o 7º da história com maior número de títulos de Grand Slam. Está atrás de Federer, Sampras, Emerson, Laver, Borg e Tilden.

(fotos de Cynthia Lum)

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À caminho do US Open – NYC / On the way to the US Open Tennis

Já estou no aeroporto, quase embarcando para mais uma viagem, mais um torneio, mais um US Open, um dos meus eventos favoritos da temporada, em New York City.

Check in feito, fila da Polícia Federal passada, amigos encontrados, ligo o computador na sala vip e vejo uma ótima notícia para o tênis brasileiro. Mais um tenista do País estará na chave principal do ultimo Grand Slam do ano.

Júlio Silva derrotou o francês Nicolas Mahut, aquele que disputou o jogo mais longo da história do tênis contra John Isner, em Wimbledon, perdendo por 70/68 no quinto set, e passou o qualifying. Julinho venceu Mahut neste sábado sempre de muito agito no US Open, o sábado do Arthur Ashe Kid’s Day, por 6/4 3/6 6/3 e se junta a Thomaz Bellucci e Ricardo Mello no main draw, que inicia nesta segunda.

Antes de começar a postar direto de Nova York reproduzo aqui o texto de abertura do torneio que escrevi para a Tennis View, fazendo uma comparação da cidade com o torneio, e dos jogadores com os símbolos principais da Big Apple.

Quando escrevi a materia, o atual campeão, Juan Martin del Potro e a norte-americana Serena Williams ainda não havia anunciado a desistência de jogar o torneio.

Nadal quer conquistar o Grand Slam em Nova York

Cidade globalizada reflete a alma do circuito e dos jogadores

O US Open, o maior campeonato de tênis do mundo, começa nesta segunda, dia 30 de agosto. Nas últimas semanas, com certeza você ouviu falar muito de tênis.

Desde que criaram o Olympus US Open Series, há sete anos, com o objetivo de divulgar ainda mais o esporte pelos Estados Unidos e Canadá, com 10 torneios, entre os masculinos e os femininos, rumo a Nova York, o esporte ganhou mais horas de transmissão na televisão, os jogadores mais exposição na mídia, seja espontânea ou com comerciais de TV e outdoors, novos patrocinadores surgiram e mais premiação ainda passaram a receber os tenistas.

Neste ano, a USTA criou ainda outro evento para gerar “antecipação,” ao US Open. Pela primeira vez realizou um pré-qualifying, com início em abril e que terminou no fim de julho. A competição foi aberta a todos. Quem quisesse jogar, poderia se inscrever. Mais de 1500 tenistas participaram, do Havaí até Nova York, em play-offs estaduais e os campeões foram decididos durante o ATP de Atlanta e o WTA de Stanford. As finais tiveram transmissão ao vivo da ESPN, nos Estados Unidos, os jogos tinham resultados ao vivo na internet e os tenistas que chegaram às finais ganharam grande cobertura da mídia e tudo isso para ganhar uma vaga no qualifying do US Open.

A batalha para se chegar a uma vaga na fase classificatória do US Open é comparável a de uma pessoa tentando a vida em Nova York. É preciso superar adversidades, suportar o caos e a agitação para triunfar na Big Apple.

Todos os eventos que antecedem o Grand Slam americano dão ao espectador essa sensação e fazem o público sentir a energia da metrópole mais vibrante do mundo.

Se pudéssemos fazer uma comparação entre os tenistas e os lugares emblemáticos de Nova York, o atual campeão, o argentino Juan Martin del Potro, apelidado de a Torre de Tandil, e que derrotou Roger Federer na final de 2009, seria aquela imagem que se tem do Top of The Rock, do Rockfeller Center. E na decisão do ano passado ele precisou de toda sua energia para vencer por 3/6 7/6(5) 4/6 7/6(4) 6/2 e chegar ao topo, vendo toda Manhattan de cima.

Ainda se recuperando de uma lesão no punho, Del Potro pode nem chegar a ver o Empire State neste ano. Sua volta ao circuito ainda não está confirmada.

Bicampeã do US Open, tendo vencido em 2005 e no ano passado, quando estava retomando a sua carreira, a belga Kim Clijsters, poderia ser facilmente vista na famosa loja Toys ‘R Us, da Times Square, com sua filha Jada, na roda gigante. A imagem de Clijsters com o troféu e a filha na quadra central de Flushing Meadows, logo após a vitória sobre a dinamarquesa Caroline Wozniacki, por 7/5 6/3, rodou o mundo.

Único Grand Slam que falta na sua carreira, Rafael Nadal, espera poder repetir os gestos de vibração, com os punhos cerrados em Nova York e posar para a foto de campeão ao lado do touro mais famoso de Manhattan, o de bronze que fica em Wall Street, para se igualar a Federer e Andre Agassi, os jogadores que completaram o Grand Slam na Era Aberta.

Desde a vitória em Wimbledon ele deixou claro que o grande objetivo para o segundo semestre era conquistar Nova York.

Cinco vezes campeão do US Open, Roger Federer tentará o sexto título como uma maneira de provar para si mesmo que ainda tem determinação e vontade suficientes para continuar vencendo os maiores torneios do mundo. A referência para ele pode ser o elegante Metropolitan Museum e suas obras de arte, para buscar inspiração e executar os seus mais belos golpes.

Vice-campeão em 2008, Andy Murray, que tem até uma região em Nova York com o seu nome – não em sua homenagem – a de Murray Hill, entre MidTown e Soho – renovou as esperanças após a semifinal em Wimbledon, de que pode de fato conquistar um torneio do Grand Slam.

Robin Soderling, Tomas Berdych e Novak Djokovic, que poderia ser um ator da Broadway ou dos inúmeros Comedy Clubs do Village, são outros que estão entre os favoritos em Nova York.

O gigante John Isner, que ficaria bem no Empire State Building, Sam Querrey e Mardy Fish, liderados por Andy Roddick, serao o foco das atenções dos americanos, que sonham em vê-los posar com o troféu de campeão ao lado da Estátua da Liberdade, um dos símbolos mais conhecidos dos Estados Unidos.

O brasileiro Thomaz Belluci, junto a Ricardo Mello e os duplistas Marcelo Melo, Bruno Soares e André Sá, direto nas respectivas chaves principais, convocam os conterrâneos da Rua 44 e os que estiverem em Nova York para comemorar o Brazilian Day, para torcerem em Flushing Meadows.

Campeã pela primeira vez do US Open em 1998 e desclassificado na semifinal contra Clijsters, no ano passado, após xingar abusivamente de uma juíza, Serena Williams, que parece ter toda a agitação e vibração da Times Square em sua pessoa, sofreu uma cirurgia no pé após pisar em um caco de vidro ao sair de um restaurante, em julho, e não competiria até o Grand Slam, tendo até mesmo a sua participação ameaçada.

Sua irmã, Venus, a Fashion Designer, que costuma frequentar o Fashion District, tenta provar que ainda é capaz de ganhar títulos de Grand Slam.

Tão ligada em moda quanto ela, Maria Sharapova, a imgem da elegante 5ª Avenida, quer recuperar o troféu que ergueu em 2006.

Vice no ano passado, Wozniacki, que mais parece uma sorridente atriz de um espetáculo da Broadway, espera recuperar a confiança no US Open Series para chegar ainda mais longe e erguer o seu primeiro troféu de Grand Slam.

Além de Sharapova, as russas Zvonareva, Safina, Dementieva, Petrova, entre outras, terão que recuperar o fôlego no Russian Tea Room, para superar as também perigosas tenistas da República Checa, Estônia, Bulgária, Casaquistão e Eslováquia, que vem cada vez mais conquistando espaço no globalizado mundo do tênis.

Assim como Nova York, o US Open também é uma torre de babel, com participantes de diversas nações, convivendo em harmonia, em busca de um objetivo comum, o título de campeão do maior torneio de tênis do mundo.

US Open 2010 – Nova York

30 de agosto a 12 de setembro

Atuais campeões: Juan Martin del Potro (ARG) e Kim Clijsters (BEL)

Premiação total: U$ 22,6 milhões. Campeões de simples: U$ 1,7 milhões cada, mais o bonus de U$ 1 milhão caso os mesmos sejam os campeões do US Open Series.

Site oficial: www.usopen.org

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